11 de mai. de 2010

Policiais militares agem de modo truculento contra trabalhadores e grevistas

Uma imagem vale por mil palavras. E elas mostram trabalhadores da empresa AETHRA Sistemas Automotivos, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,  sendo agredidos pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira, 11 de maio.  O confronto aconteceu durante manifestação legítima dos trabalhadores, organizada em função da greve, iniciada ontem. 


A AETHRA tem aproximadamente  mil funcionários. Os trabalhadores exigem a negociação de um Plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mais justo. Eles também protestaram contra o assédio moral e a demissão imotivada de 15 pessoas, na última segunda-feira.


"Não é segredo para ninguém que, no Brasil, manifestações legítimas são tratadas como casos de polícia" destacou Gelson Alves, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas e da CTB Minas. Ele acompanhou a movimentação, e espantou-se com o arsenal destinado à vigilância dos trabalhadores: 22 viaturas da PM, 3 microônibus e 2 viaturas da Polícia Rodoviária Federal.


Segundo informações de Florismar Raimundo de Jesus, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de BH, Contagem e Região Metropolitana, a polícia permaneceu de plantão na porta da fábrica por 24 horas. Agredida, uma sindicalista chegou a desmaiar. Ela teve de ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

Ainda de acordo com Florismar Raimundo de Jesus, 2 trabalhadores foram presos, e levados para a 6º Delegacia Regional de Contagem. "Não houve crime. Eles simplesmente reagiram á agressão dos policiais", declarou o sindicalista.





A CTB Minas se posiciona publicamente contra as práticas antissindicais. As intervenções por meio da Justiça e da Polícia têm um único objetivo: criminalizar a luta dos trabalhadores. "Devemos combater essa postura do Estado, conivente e conveniente com os abusos  patronais", lembrou  Gelson Alves.

Atendendo a um pedido dos trabalhadores, o deputado estadual Carlin Moura e a deputada federal Jô Moraes, ambos do PCdoB, estiveram na porta da fábrica, defendendo os direitos de livre mobilização e de greve.

"Sem a intevenção dos deputados, poderia ter acontecido coisa pior", avaliou José Nunes Neto, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas. Segundo ele, também teria inibido a ação dos policiais  a presença de um veículo da Corregedoria de Polícia Militar, que esteve no local do conflito, pela manhã, e durante a troca de turno, às 15h.  

Em greve, professores de Valadares intensificam agenda de mobilização

Educadores vão participar da última reunião ordinária do mês de maio da Câmara Municipal, passeta no dia 13 e criação do fundo de greve para demitidos


Em mais uma concorrida assembléia realizada na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (SINSEM-GV), os educadores e educadoras do município decidiram pela continuidade da GREVE, uma vez que continua o impasse entre professores(as) e prefeitura. A Secretaria Municipal de Educação insistiu em manter a malfadada Instrução Normativa 01, que entre outras coisas aumenta consideravelmente a jornada de trabalho dos professores(as), sem nenhuma compensação financeira. Uma das medidas mais nefastas dos últimos 30 anos e absolutamente danosa à categoria.


Os educadores e educadoras repudiam de forma veemente a demissão de professores contratados que aderiram à greve e a substituição de professores efetivos grevistas por contratados. Esta medida é tão arbitrária, que NUNCA na história de Governador Valadares foi tomada por outro governo municipal.

A assembléia decidiu ainda:
- Ato Público no dia 11/05, às 18 horas, durante a última reunião ordinária da Câmara Municipal.

- Passeata e panfletagem pelas ruas centrais da cidade no dia 13 de maio, com concentração no SINSEM/GV, a partir das 16 horas.

- Ato Público na entrada das escolas municipais em datas e horários que serão divulgados posteriormente.
- Ações de mobilizações dos demais professores e conscientização da população sobre os motivos que levaram os professores à GREVE, na defesa de uma escola pública de qualidade e valorização do magistério.

Foi aprovado ainda a criação de um fundo de GREVE, com pedido de apoio e colaboração do movimento sindical, no qual todos os recursos arrecadados serão utilizados exclusivamente para a cobertura de despesas com o movimento de greve e empréstimo para os servidores demitidos ou com seus dias cortados, em valor necessário para a cobertura de contas básicas como água, luz e cesta básica padrão.

Por fim, foi feito um apelo a Prefeita Elisa Costa (PT), que sempre esteve ao lado dos trabalhadores, que atenda os educadores do município. Os educadores fazem questão de frisar que apesar de mantida a GREVE, existe por parte de todos os professores e professoras grevistas, a disposição ao diálogo e à negociação.

O SINSEM-GV reafirma a toda a sociedade que a greve da educação está sendo realizada dentro dos marcos do bom senso e da legalidade. Portanto, quaisquer prejuízos à população serão de inteira responsabilidade do Poder Público.

Fonte: Sinsem-GV

6 de mai. de 2010

Manifestantes organizam novo Eventão” na praça interditada pelo Prefeito Marcio Lacerda

Movimentação será realizada nos dias 8 e 9 de maio, na Praça da Estação

Dando prosseguimento às manifestações contra o decreto que proíbe eventos na Praça da Estação, manifestantes organizam a segunda edição do "Eventão na Praia da Estação" neste fim de semana. O evento-protesto será realizado em dois dias.

O protesto contestará, também, a mais recente medida do prefeito Márcio Lacerda, que determina a que a utilização do espaço público da Praça da Estação seja feita após pagamento de taxa de utilização. Tal medida – materializada pelos decretos 13.960 e 13.961 - foi editada na terça-feira, 4 de maio, e promulgada no DOM de 05 de maio.



No sábado, dia 8, haverá o retorno da Praia da Estação, às 10 horas. À uma da tarde, acontecerá a Oficina de Capoeira Angola, seguida por uma roda de capoeira. A Escola de Samba Cidade Jardim também estará presente, com a sua bateria tocando a partir das três da tarde. Fechando a tarde, Carlos Afro & Cia. apresentam um espetáculo de Dança Afrobrasileira. Às 17h, sai o cortejo do flashmob Que Trem É Esse, com a presença do Batuque Santuka.

Já no domingo, após o almoço com as mães, haverá o Boi do Terreiro Santa Isabel, às 15h. Em seguida, bandas do circuito independente de Belo Horizonte também farão sua participação – dentre elas, nomes como Maitê, Tempo Plástico, Grupo Porco & Retrigger e Dead Lover’s. Diretamente do Pará, haverá a participação especial de Juca Culatra & Power Trio.

Além dessa programação, todos que desejarem realizar intervenções são bem-vindos. Todos estão convocados a participar.


Início das manifestações


Com a promulgação do decreto 13.798/09, editado pelo prefeito da capital, manifestantes de diversos setores da sociedade e se reuniram, em protesto, na irreverente Praia da Estação, uma praia pública em pleno concreto belorizontino.

Caracterizadas de roupas de banho, pranchas de surfe e acompanhados da tradicional farofa, a manifestação caracteriza-se basicamente pela irreverência e descontração, em face à medida do prefeito que visa diminuir as manifestações culturais nas áreas centrais de Belo Horizonte.

Como segundo momento, dando continuidade ao movimento de contestação dessa proibição – considerada arbitrária e impopular –, organizou-se o primeiro Eventão, em março, com a presença de mais de 700 pessoas na Avenida dos Andradas.



O Centro e a Cultura

Há cinco anos, iniciou-se em regiões de da Grande Belo Horizonte um novo processo de higienização urbana, que tem como base elementar a reestruturação de espaços da cidade em consonância com as tendências contemporâneas de uso e desuso especulativo-mercantil das grandes cidades. Além do ostensivo investimento em mecanismos de monitoramento que se espalharam pelos arredores do centro urbano de BH (vide o chamado Projeto Olho - Vivo), tais empreendimentos tendem a sufocar, por vários meios, o encontro espontâneo de indivíduos nas ruas e o livre uso de espaços classificados como "públicos".


Essas intervenções se definem por moldes dos velhos projetos característicos de todas as modernas cidades erguidas sob os pressupostos unitários do capitalismo: limpeza de aspecto fundamentalmente classista, projetos infra-estruturais de custos estratosféricos, restauração de pontos turísticos e outros.

Em 09 de dezembro de 2009, foi decretada pela administração da cidade, com assinatura direta do prefeito, a proibição de "eventos de qualquer natureza" na Praça da Estação (ou Praça Rui Barbosa), um patrimônio público que viveu os primeiros suspiros da cidade. A medida pode assinalar a retomada do que se iniciou em 2005/2006, como corrida "emergencial" para a conclusão de todas as obras necessárias para que BH possa dar suporte aos eventos da Copa do Mundo de 2014.


Mais informações:

Fonte e fotos:  Praça Livre BH

Manifesto das Centrais em apoio aos trabalhadores em educação da rede estadual de Minas Gerais e em defesa do direito de greve


As centrais sindicais manifestam seu apoio e solidariedade à greve dos trabalhadores e trabalhadoras em educação do estado de Minas Gerais, bem como o repúdio às constantes intervenções do Poder Judiciário nas mobilizações e greves do Movimento Sindical. Assim como ocorreu com os rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana (TRT – 3ª Região), que realizaram um movimento legítimo e dentro das determinações legais, os trabalhadores em educação da rede municipal de Belo Horizonte e os funcionários do Ipsemg foram intimados a suspender suas paralisações, e seus sindicatos multados pelo TJMG. É um flagrante abuso contra a liberdade e autonomia sindical dos trabalhadores e trabalhadoras.


A intervenção judicial na greve dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede pública do estado de Minas Gerais é mais um capítulo do escandaloso ataque à autonomia e à liberdade de organização sindical. O momento exige solidariedade de toda a classe trabalhadora. Pelo Brasil afora, notamos que a Justiça, acionada pelos patrões e governos, comete desmandos ao não mediar e arbitrar os conflitos coletivos do trabalho.

O governador do estado, Antonio Anastasia (PSDB), também mostrou a que veio. O poder executivo solicitou à Justiça que determinasse a ilegalidade do movimento grevista. São mais que justas as reivindicações apresentadas pelo Sind-UTE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública do Estado de Minas Gerais), a exemplo da regulamentação do piso salarial dos R$ 850 para R$1.312, 85 mil por 24 horas de trabalhos semanais.

A greve dos trabalhadores em educação estadual guarda profunda relação com as greves dos professores do setor privado e da rede pública municipal de BH. Greve é o último recurso dos trabalhadores e trabalhadoras; quando não há possibilidade de diálogo, a greve se transforma na única forma de resistência. Em todos os casos, fica patente o descaso do governo em promover e valorizar a educação pública. Os profissionais têm o direito e o DEVER de resistir ao sucateamento e à transformação da educação em mercadoria.

Toda solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras em Educação da rede pública estadual. Nosso repúdio à intervenção de Antonio Anastasia e ao desserviço prestado pelo Desembargador Wander Marotta, da 7ª Vara Cível de BH, em estabelecer uma multa diária de R$ 10 mil por dia, até o limite de R$ 500 mil reais dia, em caso de continuidade da greve. Ao Sind-UTE e à categoria, nosso apoio e parabéns pela coragem de não interromper o movimento grevista. Não podemos nos render às ações antissindicais e à ofensa institucionalizada ao direito constitucional de greve. Somente com a solidariedade da classe trabalhadora vamos contornar esse difícil momento!

As Centrais Sindicais estão ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras até a vitória e vão solicitar uma audiência com o presidente do TJMG, para esclarecer a relação que o poder judiciário vem estabelecendo como o movimento sindical.

- Pelo direito de greve!

- Pela abertura imediata de negociações entre o governo do estado e os grevistas!

- Pelo atendimento à pauta de reivindicações da educação!

- Pela valorização dos servidores em defesa de serviços públicos de qualidade!


CTB - CUT - CGTB - NCST - UGT - CONLUTAS

Belo Horizonte, 5 de Maio de 2010.



30 de abr. de 2010

Comemorações pelo Dia Internacional do Trabalhador antecipadas em BH

O ato público pelo Dia Internacional do Trabalhador em Belo Horizonte foi antecipado para essa sexta-feira, 30/4. Foi um evento de celebração da unidade sindical, em que CTB, CGTB, CUT, NCST e Conlutas reafirmaram o 1º de maio como um dia de lutas.


O ato  foi realizado na Praça 7,  centro de Belo Horizonte. Além de representantes sindicais, participou a deputada federal pelo PCdoB, Jô Moraes. As centrais em Minas destacaram como bandeiras a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem diminuição de salários, o fim do fator previdenciário e a ratificação da convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata das demissões imotivadas.

O ato público seguiu o Encontro Metropolitano dos Trabalhadores, realizado na manhã da sexta-feira. Participaram 100 pessoas, dentro da agenda preparatória para a Nova Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras, programada para o dia 1º de junho, em São Paulo (SP).

O vice-presidente da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota (abaixo), destacou que a unidade sindical foi discutida em torno de bandeiras e ações concretas. Segundo ele, é consensual a opinião de que as entidades que representam trabalhadores devem "participar das eleições gerais, pautando os programas com suas bandeiras, independentemente dos candidatos que apóiam".

Ao fim do encontro, as centrais sindicais decidiram promover uma reunião para avaliar a forma como o trabalho de unidade sindical vem sendo conduzido, além de definir campanhas estratégicas, como as bandeiras destacadas no 1º de maio e o combate á criminalização dos movimentos sociais e sindicais.

Redação: Verônica Pimenta - Jornalista CTB Minas


























Trabalhadores de Santo Antônio do Monte conquistam reajuste de 11%

Os trabalhadores e trabalhadoras da indústria de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica aprovaram, em assembleia no dia 29/4, o reajuste 11% negociado com o Sindiemg, entidade patronal. A assembleia foi bastante participativa e contou com a presença de mais de 400 pessoas, na sua grande maioria os ativistas da histórica greve da categoria, em junho de 2009.

Silvânia Pinto (Sindifogos) e José Nunes (Sind. Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas)

Silvânia Pinto, diretora do Sindifogos, afirmou que os trabalhadores e trabalhadoras se mantiveram unidos ao longo do processo de negociação, referendando as decisões do Sindicato em concorridas assembleias. O resultado é o aumento salarial referente ao dobro da inflação. A diretora do Sindifogos considera que a participação da categoria foi "a grande responsável pela vitoriosa campanha". Ela ainda agradeceu à CTB Minas e ao Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e Bicas, que companharam todo o processo de negociação e assembleias.

 Os trabalhadores e trabalhadoras ainda conquistaram uma cesta básica anual, a ser creditada no período natalino. Ainda será montado um grupo paritário, para normatizar o trabalho aos sábados. As reivindicações por melhorias do transporte não foram atendidas pelo Sindiemg, mas a CTB vai, junto com o Sindifogos, encaminhar a questão no Ministério Público do Trabalho.

Assembleia de 29/4/2010, no Sindifogos, em Santo Antônio do Monte

Outro ponto aprovado na assembleia do dia 29/4 é a execução de uma campanha salarial e emergencial, no mês de agosto de 2010. "Os trabalhadores foram estratégicos ao aprovar a campanha emergencial, uma vez que a indústria de fogos mantém lucros abusivos, que com certeza vão aumentar ainda mais na Copa do Mundo da África do Sul", destacou José Antônio de lacerda, o Jota, vice-presidente da CTB Minas. Ele acredita que, além do evento da Fifa,  as eleições gerais também vão incrementar os lucros da indústria de fogos de artíficio de Santo Antônio do Monte.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas

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Em greve, professores de Governador Valadares participam de audiência pública


Os professores e professoras do município de Governador Valadares decidiram manter, por tempo indeterminado, a greve iniciada há 17 dias.

Infelizmente, não houve avanços significativos, com a esperada reunião entre Sinsem-GV (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Governador Valadares), Secretaria Municipal de Educação e Prefeitura Municipal.

A reunião foi realizada para discutir a escola de tempo integral no município, ameaças de demissões e a malfadada Instrução Normativa nº 01, que entre outros, aumenta consideravelmente a jornada de trabalho dos professores(as), sem nenhuma compensação financeira. É uma das medidas mais nefastas dos últimos 30 anos e absolutamente danosa a categoria.

A categoria decidiu por continuar visitando as escolas do município. Nova assembléia está marcada para o dia 03 de maio, ás 17 horas, na sede do Sinsem-GV. Em seguida, haverá uma passeata em direção à Câmara Municipal onde, às 19 horas, será realizada uma Audiência Pública para discutir os problemas encontrados na implementação da escola de tempo integral. Também terão destaque questões relacionadas à jornada excessiva dos educadores e educadoras, estrutura precária das escolas, falta de material humano e metodológico.

O Sinsem-GV reafirma a toda a sociedade que a greve da educação está sendo realizada dentro dos marcos do bom senso e da legalidade. Portanto, quaisquer prejuízos à população serão de inteira responsabilidade do Poder Público.

Queremos contar com o apoio de toda a sociedade valadarense para a justa luta dos educadores e educadoras por uma escola pública de qualidade e pela valorização da educação.

Fonte: SInsem-GV.

29 de abr. de 2010

Ato público pelo Dia Internacional do Trabalhador é antecipado para dia 30/4 em Belo Horizonte

Cinco Centrais Sindicais (CTB, CUT, NCST, UGT e Conlutas) anteciparam as comemorações pelo Dia Internacional do Trabalhador para o dia 30/4. As centrais realizam ato público conjunto, a partir das 14h, na Praça 7, no centro de Belo Horizonte.



Na manhã do dia 30/4, trabalhadores de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte já estarão reunidos, no encontro preparatório para a Nova Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), programada para o dia 1º de junho, em São Paulo, capital.

O Dia Internacional do Trabalhador será comemorado conjuntamente porque as centrais entendem que, apesar de suas diferentes concepções políticas, somar esforços é fundamental na defesa de uma agenda política ao trabalhador: redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários, a ratificação da Convenção 158 da OIT e o fim do fator previdenciário.


Lutas destacadas no 1º de maio de 2010

a) Redução da jornada de trabalho

“Um dia para começar a desfrutar de oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas para o que nos der gana”, dizia um panfleto da greve de operários em Chicago, no ano de 1885, quando foram assassinados 5 sindicalistas. O 1º de maio foi convencionado como o Dia Internacional do Trabalhador após a greve de Chicago.

Assim como os trabalhadores brasileiros da atualidade, os operários de Chicago lutavam por redução da jornada de trabalho. As centrais sindicais apóiam a PEC 231, que há 15 anos tramita no Congresso, propondo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salário.


Gelson Alves, Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB Minas.
As centrais sindicais entendem que a redução da jornada de trabalho é viável. Segundo estudo do Dieese, a produtividade cresceu 84% entre os anos de 1998 e 2008, mas os salários não aumentaram no mesmo ritmo. O Brasil tem saldo de 3 milhões de desempregados, sendo que a redução da jornada de trabalho poderia absorver 2,5 milhões de trabalhadores, se instituída de modo responsável.

A PEC 231 já foi aprovada na Câmara dos Deputados. Mas, diante de resistências, surgiu a proposta de redução da jornada para 42 horas semanais. “A CTB não participou do acordo que gerou essa proposta”, declarou Gelson Alves, Secretário de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas. Ele acredita que, com a pressão popular, a PEC 231 possa ser aprovada em caráter terminativo ainda no primeiro semestre de 2010.

 
b) Fim do fator previdenciário

“O fator é injusto porque penaliza os aposentados”. Essa é a síntese de José Antônio de Lacerda, o Jota, vice-presidente da CTB Minas. As centrais somam esforços para criar condições políticas, no sentido de acabar com o fator previdenciário de uma vez por todas, apesar das articulações para adiar a votação da Medida Provisória 475/09, que originalmente trata do reajuste dos aposentados.

A expectativa é que a MP 475/09 e as emendas sejam votadas na próxima terça-feira dia 4 de maio. O fator previdenciário reduz em cerca de 40% as aposentadorias do Regime Geral da Previdência. O índice foi criado em 1999, sob a desculpa de que seria uma forma de conter os gastos.


José Antônio de Lacerda, o Jota.

 
c) Ratificação da Convenção 158 da OIT

A convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) trata da garantia de emprego contra demissões sem motivo e aplicadas em massa. A Convenção 158 estabelece que a demissão tem de ser justificada dentro de parâmetros internacionais, como a comprovação de incapacidade ou mau comportamento do trabalhador, assim como das necessidades técnicas da empresa.

Para o vice-presidente da CTB Minas, a Convenção 158 é um importante instrumento jurídico para proteger os trabalhadores contra estratégias adotadas por empresários para salvar os lucros. “A gente observa que nas empresas onde há grande rotatividade, adota-se a estratégia de demitir os mais antigos, substituindo os seus benefícios por salários mais baixos”.

A Convenção 158 da OIT foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano de 1992, e encaminhada para o presidente da República, em 1996. Diante da resistência de parte do empresariado, o então presidente Fernando Henrique Cardoso vetou parcialmente a ratificação, por meio de decreto.

26 de abr. de 2010

Montes Claros recebe Curso de Formação Sindical CTB/CES

A cidade de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, recebeu, pela primeira vez,  o Curso de Formação Sindical realizado em parceria pela CTB/CES (Centro de Estudos Sindicais). O curso foi realizado no dia 24 de abril, último sábado. 

Participaram 35 pessoas, representando o Sindicato dos Vigilantes de Montes Claros, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montes Claros, Sindicato dos Auxiliares Administrativos Escolares (Saaemg), Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Sindcais (Sitesemg), Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Sindicato dos Trabalhadores de Base em Saúde. 


Ainda contamos com a presença de trabalhadores e trabalhadoras da rede  pública estadual da educação. Além  da formação continuada, o Curso de Formação Sindical CTB/CES desenvolve uma metodologia para que os participantes tenham sempre a preocupação  de multiplicar e democratizar os conhecimentos. 

Representou a CTB, como palestrante, o nosso Secretário de Comunicação e Imprensa, Gelson Alves, que abordou as recentes transformações do mundo do trabalho. O Diretor da Subsede Sinpro Montes Claros, Adelmo Rodrigues de Oliveira, falou sobre as diferentes concepções sindicais, além da abordagem metodológica necessária à análise de conjuntura. Geraldo S. Oliva Jr, advogado da Regional Norte Sinpro Minas, fez uma revisão sobre a história do Movimento Sindical. 

Segundo o nosso Secretário de Comunicação e Imprensa, Gelson Alves, foi um curso bastante participativo. Ele sentiu grande interesse dos sindicalistas por aprofundar em outros temas, como Organização no Local de Trabalho (OLT) e saúde do trabalhador.


Em 2010, já foram realizadas duas edições do Curso de Formação Sindical CTB/CES. As novas edições serão divulgadas no nosso blog. Os interessados podem ligar para (31) 3272-5881. 








24 de abr. de 2010

Continua greve dos professores de Governador Valadares

Após uma grande passeata pelas ruas centrais da cidade, na última sexta-feira, 23 de Abril, os educadores e educadoras de Governador Valadares decidiram pela continuidade da greve. Ainda na sexta-feira, os trabalhadores fizeram manifestações na porta da prefeitura local e da Secretaria Municipal de Educação (SMED).

Os trabalhadores têm atividades programadas para essa segunda-feira, 26 de Abril. Nova assembleia será realizada no dia  27 de Abril, terça-feira, às 16h, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Governador Valadares (Sinsem-GV).

Não podemos aceitar a implantação da Escola de Tempo Integral através de trabalho escravo. Mais informações pelos telefones (33) 3271-3025 e 0800-283-0159.

Fonte: Sinsem-GV

23 de abr. de 2010

Apesar do Navarro, tudo bem!


Paulo Navarro, em sua Coluna de O Tempo de 23/4/2010 deu um triste show de elitismo, preconceito e propaganda eleitoral antecipada. Em “Apesar do Lula, Parabéns”, o colunista tinha a intenção de parabenizar a população de Brasília, população que, nas palavras do próprio Navarro, tem como maiores características a “feiúra e o mau gosto”.

O colunista justificou sua posição: “a noite atual de Brasília é um nordeste peruado”. Na coluna, Navarro ainda contou um motivo do seu desejo pessoal para a vitória de José Serra à presidência. Ele espera que “o berço nobre da sociedade brasileira volte a ter assento na corte e que os tronos da boemia voltem aos bons tempos”.

Navarro se esquece que o povo elegeu democraticamente o presidente Lula por duas vezes, dando-lhe o maior percentual de aprovação da história. Há uma razão muito simples: a competência e coragem do presidente para promover a distribuição de renda e a justiça social. Não é à toa que Navarro apóia o Serra para presidente!

José Antônio de Lacerda, o Jota. Vice-Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais.


 Link para o infeliz comentário. Se você é contra o preconceito com as minorias e discorda do Navarro, mande um e-mail para: opinião@otempo.com.br.




Servidores Municipais de São Sebastião do Paraíso protestam pela continuidade da negociação salarial


São Sebastião do Paraíso, 23 de Abril de 2010.

O SEMPRE (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), comunica a todos os Servidores que, mais uma, vez o Senhor Prefeito Mauro Lúcio da Cunha Zanin (DEM) não respeitou a classe trabalhadora, bem como seu Órgão de Classe legalmente constituído.

O prefeito encaminhou o projeto de lei à Câmara Municipal no dia 22 de Abril, que determina revisão salarial de 4,77%, mesmo sem ter concluído as negociações com o sindicato. Mauro Lúcio da Cunha Zanin  não honrou sua palavra, dada durante a reunião ocorrida no dia 6 de Abril de 2010, comprometendo-se a somente concluir as negociações após a auditoria contábil, ainda realizada pelo sindicato.

Assim, o SEMPRE convoca todos os servidores a comparecerem no dia 25 de Abril, próximo domingo, 8h30, em frente à sede da prefeitura. Vamos realizar uma panfletagem, conforme decidido em Assembléia. Ainda convocamos os trabalhadores e trabalhadoras para a sessão da Câmara Municipal, no dia 29 de Abril , quinta-feira, às 18h30.

A HORA É AGORA, SUA PRESENÇA É ESSENCIAL!!!

A Direção

22 de abr. de 2010

Carta Aberta dos Educadores de Governador Valadares à população

ESTÃO BRINCANDO COM A EDUCAÇÃO

Aos pais, alunos e comunidade;

Nós, professores da Rede Municipal de Ensino de Governador Valadares, em greve desde o dia 13 de abril, viemos a público demonstrar nossa indignação com a Prefeita Municipal, Elisa Costa (PT), e com a Secretária de Educação, Sames Assunção Madureira, pelas atitudes que vêm tomando com relação ao rumo da educação em Valadares. Queremos deixar todos os cidadãos informados dos motivos que nos levaram à greve:

1 - Foi implantada este ano a Escola em Tempo Integral no nosso município. O aluno deveria chegar às 7h e estudar até às 15 h (o que não está acontecendo na maioria das escolas). Para isso, foram contratados vários oficineiros (não professores) para ministrar artes, taekwondo, judô, futsal, meio ambiente, música, teatro, rádio-escola, capoeira... etc. Infelizmente, as escolas não funcionam como deveriam. Qualquer espaço é usado como sala de aula, sendo os mesmos insuficientes e inseguros para alunos e professores.

2 - Até o mês de março deste ano, todos os professores das séries finais (antigas 5ª a 8ª séries) ministravam 18 aulas de 50 minutos. Havia 4h30 reservados para reuniões, planejamentos e correções de atividades dos alunos, como  fazem os professores das redes estaduais e particulares. De repente, fomos surpreendidos com a notícia de que deveríamos ministrar 22 aulas de 50 minutos recebendo por 18. Na verdade, não estamos reclamando o aumento do salário, mas o aumento das aulas, pois teríamos que assumir mais turmas, o que implicaria num volume maior de tarefas, outras atividades e cansaço, não alcançando resultado satisfatório.

3 - Como não fomos sequer recebidos pelas autoridades, resolvemos entrar em greve. Greve, para nós, é o último recurso, pois não queremos prejudicar o nosso aluno e nem gostamos de fazer reposições aos sábados. Mas foi necessário. Com o início da greve começaram também as pressões. Professores contratados, que aderiram à greve, estão sendo demitidos, o que é contra a lei. Todo trabalhador e trabalhadora tem direito, conforme a Constituição Federal, de fazer greve e não deve ser penalizado por sua luta.

4 - Os professores e oficineiros que estão indo às escolas são forçados a entrar nas salas, substituindo os professores grevistas. Eles  “dão aulas” de matérias para as quais não são licenciados. Isto para justificar junto à comunidade que está tudo bem, dizer que as escolas estariam funcionando normalmente, o que não é verdade.

5 - Nossos alunos não estão participandos de atividades pedagógicas como deveriam. São mantidos em sala de aula, o que apenas dá a impressão de que as aulas de fato acontecem. Para a Secretária da Educação e os diretores das escolas, qualquer um pode ser professor. Nós não fugimos às nossas responsabilidades; é preciso que vocês compareçam às escolas, vejam a bagunça que se tornou esse horário em tempo integral e a insatisfação dos profissionais das escolas com a atual administração.

Temos convicção de que o futuro da educação é a Escola em Tempo Integral, mas não essa que foi implantada em Governador Valadares. Aqui, precisamos rever, re-planejar, reorganizar e discutir com todos os educadores envolvidos a melhor forma de implantá-la para que seja sucesso. Acreditamos que a primeira providência é colocarmos a frente desse processo uma pessoa democrática, competente e que esteja de acordo com o slogan do Partido dos Trabalhadores que atualmente administra nossa cidade.

Professores da Rede Municipal de Educação

20 de abr. de 2010

Movimentos denunciam censura e falta de liberdade em Minas Gerais

Vozes minoritárias e censuradas pela mídia mineira realizaram, na tarde dessa terça-feira (20/4), em Belo Horizonte, o ato público “Minas em Defesa da Liberdade”. Foi um ato de “repúdio às práticas antissindicais do atual governo, e sua afronta aos movimentos sociais”, conforme declarações de Celina Arêas, Secretária Nacional de Formação e Cultura da CTB.

A manifestação ocorreu antecipadamente à festa pelo 21 de Abril, Dia da Inconfidência Mineira, organizada tradicionalmente na cidade histórica de Ouro Preto. A Praça Sete, espaço de manifestações populares no centro da capital mineira, foi o local escolhido para o evento paralelo à festa da elite. Sintomaticamente, nenhum veículo de comunicação compareceu.

Celina Arêas
Os protestos dessa terça-feira foram centrados no ex-governador Aécio Neves (PSDB), afastado para participar do processo eleitoral. No governo liderado por Aécio, a festa da Inconfidência Mineira foi esvaziada, transformando-se num evento oficial de governo. O cerimonial tucano isolou a Praça Tiradentes e, como conseqüência, os militantes foram substituídos por passivos espectadores, devidamente credenciados.

O elitismo da dupla tucana Aécio Neves/Antônio Augusto Anastasia também é condenado pelos manifestantes populares. “É um governo de obras, a serviço das empreiteiras e mineradoras, descompromissado com o desenvolvimento social e com as forças populares” denunciou Luiza Lafetá, presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes).

Antônio Miranda falou no ato público em nome da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores). Ele destacou a necessidade de se combater a recente onda intervencionista na organização sindical. “Vivemos uma liberdade vigiada e limitada. Essa não queremos”, declarou referindo-se à greve do setor rodoviário da Região Metropolitana de Belo Horizonte, no mês de fevereiro de 2010. O movimento foi reprimido com multas impraticáveis, determinadas pela Justiça do Trabalho.

Greve na educação também é ignorada pela mídia

Entre os casos recentes de silêncio midiático e blindagem publicitária da dupla Aécio Neves/Antônio Augusto Anastasia está a greve dos trabalhadores da educação pública estadual, iniciada no dia 8/4.

No primeiro dia de greve, foi realizada uma passeata com 5 mil trabalhadores na região central da capital mineira. No dia 15/4, foram mais de 7 mil manifestantes, segundo números do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação). Nenhuma das manifestações recebeu destaque nos jornais, apesar da vigilância militar e da interferência no trânsito.
Segundo o conselheiro do Sind-UTE, Rafael Calado, a greve é motivada pelo cumprimento do Piso Nacional do Magistério. O sindicalista afirmou que a negociação com o governo tem sido “difícil” e marcada pela “coerção no ambiente escolar”.

De acordo com Rafael Calado, há denúncias de inspetores e diretores que “ameaçam o estágio probatório de concursados”. Alguns diretores também estariam ameaçando cortar o ponto dos grevistas, segundo as denúncias. A adesão à greve chega a 65%, segundo o Sind-UTE.

Verônica Pimenta/Jornalista - CTB Minas

19 de abr. de 2010

Professores de Governador Valadares resistem a aumento de trabalho sem melhoraria de salário

Os educadores e educadoras de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, participam nesta segunda-feira 19/4, de um protesto solidário, com doação de sangue. É uma manifestação contra a implantação da Escola de Tempo Integral no município.

Os trabalhadores entendem que haverá aumento de carga horária, sem o respeito aos direitos adquiridos. Há uma semana, os professores estão em greve. A adesão ao movimento chega a 65%, de acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, o Sinsem-GV.

A ampliação da jornada educativa dos estudantes é positiva, conforme avaliação do Sinsem-GV. Mas “a implantação da Escola de Tempo Integral não cumpre o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade da educação” afirma uma nota publicada pelo sindicato.

O SINSEM-GV entende que o direito histórico da hora-aula de 50 minutos é garantido legalmente no município, no Art. 172, da Lei Municipal nº 3.583/92, sendo ainda adotado nas redes estadual e particular de ensino.

“Este dispositivo legal foi respeitado por todas as Administrações anteriores, tornando esta medida adotada pela Secretaria Municipal de Educação uma das mais nefastas dos últimos 30 anos e absolutamente danosa à categoria” , afirma documento divulgado no site do Sinsem-GV.





Encontro da CMS-MG fortalece unidade do Movimento Social

Aproximadamente 100 pessoas participaram do Encontro Mineiro da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS-MG), representando 68 entidades. A plenária aconteceu em Belo Horizonte, na última sexta-feira, 16/4. Entre as Centrais Sindicais, tiveram representação: CTB, CUT, UGT e NCST. Pela manhã, participaram da mesa de análise de conjuntura Vanderlei Martini (MST), Deputado Estadual Carlin Moura (PcdoB) e Celina Arêas, Secretária Nacional de Formação e Cultura da CTB.

“O sentimento de unidade está forte, mas a CMS agora tem agora como desafio contemplar as diversas agendas dos movimentos, fortalecendo esse processo de unidade”, avaliou Alexandre Braga, representante da União de Negros pela Igualdade (Unegro). Alexandre lamentou que o campo popular ainda esteja dividido no processo pré-eleitoral, apresentando mais de um candidato a presidente e, especialmente em Minas, incapaz de chegar a uma candidatura consensual para o governo do estado.

Outro desafio da CMS-MG, endossado pelos participantes, é a necessidade de a Coordenação levar à frente um conjunto de ações contínuas. Para Rosângela Costa, representante da CUT e coordenadora da Fasubra Sindical, é necessário debater as divergências dentro do Movimento Social, em função de uma convergência e unidade de ação. “Espero que a articulação não esteja se dando somente em função do processo eleitoral”, destacou.

A CMS foi criada em 2003, véspera da primeira eleição do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Fazendo uma comparação, Gilson Reis, presidente da CTB Minas, destacou que, em 2003, instalava-se uma situação de “tragédia” no País, com dívida externa e juros altos, além do processo de entrega do País ao capital internacional, por meio das privatizações.

“O Movimento Social tem que construir uma plataforma de interesses, propondo uma reforma estrutural fundamental para os avanços sociais”, afirmou Gilson Reis. Ele destacou que as duas administrações do governo Lula tiveram sucesso na proposta de implementar avanços sociais. Entretanto, o Movimento Social deve se apresentar com vigor no diálogo com o governo, mantendo sua autonomia e independência.

Os participantes do Encontro da CMS-Minas voltam a se encontrar no dia 7/5, em Belo Horizonte. Na ocasião, serão eleitos os representantes para a Plenária Nacional dos Movimentos Sociais, programada para 31/5, em São Paulo. A intenção é ampliar a quantidade de participantes, bem como a representação das entidades.

Ainda no dia 7/5 será aprovado o texto final da Carta de Belo Horizonte, com as contribuições da CMS Minas para a Plenária Nacional. A reunião será na sede da CUT Minas Gerais (Rua Curitiba, nº 786, 2º andar, centro de BH).

A agenda conjunta da CMS já inclui o ato público "Minas em Defesa da Liberdade", pelo Dia da Inconfidência Mineira, no dia 20/4, na Praça 7, centro de Belo Horizonte. No dia 30/4, os movimentos voltam às ruas, dentro das comemorações pelo Dia Internacional do Trabalhador.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas
Fotos: Gelson Alves/Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB.

15 de abr. de 2010

Campanha Salarial combativa na Indústria de Fogos em Santo Antônio do Monte

Os trabalhadores e trabalhadoras da indústria de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte repetem a dose do ano passado, e promovem uma combativa campanha salarial, com assembleias participativas, e o principal: base unida e confiante de que as propostas patronais podem e devem melhorar.

Você confere o Boletim editado pelo Sindifogos, sindicato dos trabalhadores.

Parabéns aos trabalhadores e trabalhadoras de Santo Antônio do Monte pela postura firme em assembleias e na negociação salarial.



Centrais unidas na Conferência das Classes Trabalhadoras e no 1º de Maio

As centrais sindicais já organizam conjuntamente a etapa preparatória da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) para a 1ª Conferência Nacional da Classes Trabalhadoras, que acontecerá no dia 1º de junho, em São Paulo.

A assembleia da RMBH está programada para o dia 30/4. Os debates ocorrerão pela manhã. Na parte da tarde, os participantes vão somar forças ao ato unificado em comemoração pelo 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador.


A direção da CTB Minas também participa da organização de outros encontros regionais preparatórios para a Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras. No Triângulo Mineiro, o evento será no dia 24/4. Já na cidade de Varginha, sul de Minas Gerais, os trabalhadores e trabalhadoras começam os preparativos para o ato público pelo 1º de Maio em uma reunião no dia 15/4.

Reivindicações unificadas

O Fórum das Centrais Sindicais já fechou uma pauta conjunta para as comemorações pelo Dia Internacional do Trabalhador. O esforço é que outras regiões mineiras também organizem atos públicos unificados pelo Dia Internacional do Trabalhador. A cidade de Poços de Caldas, na região sul do estado, já confirmou agenda.


A novidade é que nesse ano as centrais em Minas decidiram unir esforço também na luta pelo salário mínimo regional. A proposta será apresentada oficialmente no dia 30/4, durante o encontro preparatório para a Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras na RMBH. Na ocasião, serão apresentados os estudos técnicos promovidos pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a pedido das centrais sindicais.

Redação: Verônica Pimenta
Fotos: Banco de Imagens do Google





13 de abr. de 2010

Contagem regressiva para Encontro da CMS-MG

Representantes do Movimento Social mineiro se reúnem na próxima sexta-feira (16/4), em Belo Horizonte, no Encontro Estadual da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais).

O tema do encontro é “A Unidade para Avançar a Construção do Novo Brasil”. Haverá debates sobre as conjunturas nacional e internacional, e sobre o documento político da CMS nacional.

Os movimentos querem construir uma plataforma unitária, ligada às atividades nacionais da CMS, mas que ainda coordene um plano de lutas no estado. A idéia também é apresentar essa agenda social aos pré-candidatos ao Governo de Minas.

A união dos movimentos por meio da CMS institucionaliza o respeito à diversidade dos Movimentos Sociais, mas unidos na luta por uma alternativa ao projeto neoliberal. São exemplos de consenso dos Movimentos Sociais: a luta pela redução da jornada de trabalho, um programa de moradias populares, e a defesa do ensino público de qualidade.

No dia 16/4 ainda será aprovada a Carta de Belo Horizonte. Serão escolhidos os (as) representantes de Minas Gerais para a Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais, agendada para o dia 31/5, em São Paulo.

O Encontro Estadual da CMS-MG vai acontecer no auditório do Sindsep, Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais. (Rua Curitiba, 689, Edifício São João de Deus, 12º andar, Centro, BH).

Cada entidade poderá enviar até 3 representantes, 2 titulares e um suplente. As inscrições podem ser feitas até a quinta-feira, 15/3, pelo faz: (31) 2102-1902.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas

21 de abril de 2003 ... 21 de abril de 2009. Compare a sinta a brusca diferença!

As centrais sindicais em Minas já fecharam acordo de realizar um ato conjunto, em função do Dia da Inconfidência Mineira, 21 de Abril. A manifestação popular e sindical será antecipada para o dia 20, e vai ocorrer em Belo Horizonte. O objetivo é realizar um evento paralelo à cerimônia tradicionalmente organizada em Ouro Preto, que nos últimos anos vem sendo desvirtuada, e transformada na cerimônia oficial do poder executivo.


21 de Abril do Aécio Neves ...

Tradicionalmente, o dia 21 de Abril transformava a Praça Tiradentes, em Ouro Preto, em espaço de pluralidade. O palco governista sempre esteve lá, e isso não impedia a multiplicidade de bandeiras, algumas delas lutando por espaço e reconhecimento.  Mas as imagens comprovam. Ao passar dos últimos 7 anos, essa legítima manifestação popular, sofreu intervenções de elitização e esvaziamento. Comparem o tapete vermelho da festa de 21 de Abril de 2009 com a Praça Tiradentes lotada,  no ano de 2003!

O mote do ato unificado das centrais sindicais nesse 21 de Abril de 2010 é a defesa da liberdade. E não é por mera coincidência. O aparato policial e de segurança, ordenado pela gestão do ex-governador Aécio Neves (PSDB), inviabilizou a permanência de trabalhadores e movimentos sociais no centro de Ouro Preto nos últimos anos. 




21 de Abril do povo comemorado em 2003.
Em 2009, por exemplo, houve forte esquema de segurança, com blitze rigorosas nos postos de fiscalização. A Praça Tiradentes foi cercada, com acesso restrito para pessoas credenciadas. A solução encontrada pelos movimentos sociais foi realizar um ato público paralelo.

As reivindicações populares ficam obscurecidas pelo aparato ideológico e policial, numa distorção completa da luta popular. Essa foi a transformação sofrida pelo 21 de Abril na era Aécio Neves (2003-2010). Será que a fórmula será repetida pelo também tucano Antônio Augusto Anastasia?

Redação: Verônica Pimenta.
Fotos: Banco de Imagens do Google.


12 de abr. de 2010

"Oposição Ecetista". Essa é a chapa que apoiamos no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios

Pela primeira vez em 25 anos, surge uma oposição séria e combativa, candidata à direção do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Minas Gerais (Sintect-MG). Esse grupo de oposição é formado por trabalhadores de diversos setores dos Correios, que não concordam com a atual direção.

Essa oposição deseja restagatar o Sindicato para os trabalhadores, e tem uma plataforma de transparência e autonomia. A CTB Minas apóia o grupo, denominado Oposição Ecetista. Abaixo, segue cópia do último boletim publicado pelo grupo.


1º Encontro dos Servidores Públicos da CTB Minas articula luta unificada

Trabalhadores públicos das três esferas de governo e poder em Minas Gerais se participaram, no último sábado (10), em Belo Horizonte, do 1º Encontro Estadual dos Servidores Públicos, organizado pela CTB Minas. Foi uma prévia para o 1º Encontro Nacional dos Servidores Públicos da CTB, programado para acontecer entre os dias 16 e 18 de abril, em São Paulo.  


José Antônio de Lacerda, o Jota. Nosso vice-presidente fez análise de conjuntura no encontro. 

Além da organização sindical nas três esferas, foi consenso que os mineiros  precisam compor uma luta unificada de servidores, em proporção  nacional. Foi organizada uma comissão, para discutir formas de articulação desses trabalhadores e trabalhadoras em todo o estado de Minas. "Nosso desafio é agrupar a base, aumentando a representatividade dos servidores, independente da filiação política ou a central sindical", afirmou José Vieira, assessor político da CTB Minas.

No momento deliberativo, foi aprovado o Plano de Lutas da CTB para o funcionalismo. Entre as propostas, que serão encaminhadas para o 1º Encontro Nacional, estão: o combate à terceirização no serviço público, a realização de cursos e seminários para formar e capacitar politicamente os dirigentes sindicais no serviço público; encontros regionais para debater assuntos de interesse do servidor; luta pela unificação da data-base nas três esferas de governo; combate às arbitrariedades contra a organização dos trabalhadores públicos.


José Carlos  Maia, presidente do Sinsem-GV e o nosso vice-presidente.

Convenção 151

Os participantes do encontro também discutiram a Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ratificada no último dia 31 pelo senado brasileiro. Entre as deliberações finais, está a luta pela regulamentação da Convenção 151, por meio de leis estaduais e municipais. 

A Convenção 151 foi aprovada em 1978 pela OIT, e agora tem status de lei no Brasil. Ela nomeia os chamados servidores públicos como "trabalhadores da função pública", determinando o estabelecimento de uma data-base, bem como a negociação entre sindicatos de trabalhadores e representantes do poder público, no que diz respeito às Convenções Coletivas. 


Companheira Flávia Nogueira, secretariou o 1º Encontro de Servidores Públicos da CTB Minas

O advogado e palestrante do 1º Encontro da CTB Minas, Cândido Souza,  avaliou que a Convenção 151 "inaugura uma nova página no movimento dos servidores públicos, pois confere aos servidores os mesmos direitos dos demais trabalhadores".  Cândido acredita que está aberta mesmo a possibilidade de dissídio coletivo. Ele destacou que a Convenção 151 valoriza os sindicatos de trabalhadores. Seria um episódio sem precedentes para o movimento sindical , devendo o mesmo "ousar e inovar" em defesa da classe trabalhadora.

Somente na esfera municipal, Minas Gerais tem 550 mil servidores públicos. "É um desafio muito grande agrupar esses trabalhadoras", afirmou Veilza Ferreira, trabalhadora da prefeitura de Governador Valadares, município do Vale do Rio Doce. Veilza  acredita que o primeiro passo foi dado no último sábado. "Vamos trabalhar para encontrar meios jurídicos e políticos de nos organizar", anunciou.


Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.
Fotos: Gelson Alves/Secretário de Comunicação e Imprensa CTB Minas

6 de abr. de 2010

Educação mineira reflete inabilidade dos governantes e descaso de empresários

A educação de Minas Gerais vive um momento peculiar, com paralisações em redes municipais, estadual, e também no sistema privado. Os trabalhadores do ensino estadual estão em comando de greve, o que envolve 853 municípios. Já em Belo Horizonte, educadores decidiram, na tarde desta segunda-feira (5/4), continuar em greve por tempo indeterminado, apesar da multa de R$ 50 mil por dia, imposta pelo desembargador Eduardo Andrade, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).



Os professores da rede privada também decidiram continuar em estado de greve, estendendo a paralisação desta segunda-feira por tempo indeterminado. Assim como os trabalhadores da rede pública, sua mobilização denuncia a afronta à livre organização sindical.


Foto: Sinpro Minas


5 de abr. de 2010

Chapa 1 confirmada como dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sabará

A CTB parabeniza a Chapa 1, eleita para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Sabará, entre os anos de 2010 e 2013. A diretoria da central em Minas Gerais acompanhou ativamente o processo eleitoral, concluído no dia 31/03. A Chapa 1 teve 329 dos 355 votos válidos. Os votos brancos e nulos somam 26.

Parabéns aos companheiros e companheiras que participaram desse processo. Vocês têm muito trabalho pela frente ... mas contem com a força da solidariedade classista; com a participação das categorias parceiras e demais sindicatos de metalúrgicos alinhados à CTB.

Veja como foi o processo eleitoral em nosso blog:



Contagem regressiva: CTB participa de ato público no Dia Internacional das Vítimas de Acidente do Trabalho


Companheiras e companheiros;

Informamos que o Fórum Estadual Permanente de Saúde e Segurança do Trabalhador, entidade que a CTB Minas Gerais integra, está organizando um ato público para o dia 28 de abril, Dia Internacional das Vítimas de Acidente do Trabalho.

Desde já, convidamos a todos para esse evento. Segue a proposta de atividades para o dia 28/04:

                                          Foto:www.j7.com 11/08/2008 

8h - Concentração na Praça 7, no centro de Belo Horizonte. A abertura ocorrerá com exibição de vídeos e outras atividades culturais.
09h - Será iniciado o ato público, com participação das diversas entidades de integram o fórum, entre eles a CTB.
10h15 - Caminhada até a sede da Previdência Social (Av. Amazonas, nº266, 10º andar).
10h45 - Entrega de um relatório na SRTE, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (Rua Tamoios, nº 596, centro). O objetivo é cobrar mais agilidade nas fiscalizações que envolvem a saúde do trabalhador.
12h - Almoço
14h - Concentração na Praça da Assembleia.
15h - Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Contamos com o reforço de mobilização de todos os sindicatos filiados.

Para mais informações:

(31) 3272-5881 (CTB/Gelson Alves)

Saudações sindicais;

Diretoria da CTB Minas Gerais.