16 de set. de 2013

CTB convoca trabalhadores para ocuparem o Congresso Nacional nesta terça contra a terceirização

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca a todos os trabalhadores e trabalhadoras a ocuparem o Congresso Nacional nesta terça (17) e na quarta-feira (18) para participarem da discussão de temas prioritários para a classe trabalhadora: a terceirização e a manutenção dos 10% do FGTS.
As centrais sindicais, que apoiam a iniciativa presidencial, articulam uma força tarefa para impedir a derrubada do veto pela manutenção dos 10% do FGTS, na terça. O intuito dos sindicalistas é negociar com o governo a destinação do recurso para a classe trabalhadora.
Terceirização
Na quarta, acontece a Comissão Geral proposta pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para debater o nefasto Projeto de Lei 4.330/2004, de autoria do deputado-empresário Sandro Mabel, que escancara a terceirização.
A proposta foi apresentada (e aceita) em reunião com os sindicalistas e parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ligados aos trabalhadores, no último dia 4.
“Temos que nos mobilizar contra a provação desse projeto, que só beneficia os patrões em prejuízo da classe trabalhadora, pois o mesmo quebra os princípios defendidos pela CTB, por amplos setores do sindicalismo e por magistrados do trabalho referente à atividade fim e meio, responsabilidade solidária e direitos iguais”, destacou o presidente da CTB, Adilson Araújo.
Durante a reunião, ficou acordado que ficará suspenso o requerimento de urgência e a proposta não será levada diretamente para votação em Plenário.
Para o secretário-geral nacional da CTB, Wagner Gomes, a mobilização para acompanhar ambas as discussões, que interferem diretamente na pauta trabalhista, é uma tarefa de 1ª ordem para os sindicalistas.
“É fundamental que as estaduais e os sindicatos filiados se articulem para estarem em Brasília e ocuparem o Congresso Nacional em defesa dos direitos da classe trabalhadora e contra os ataques da bancada patronal”, disse o  dirigente.
Fonte: Portal CTB.

Foto: Eliezer Dias.

Centrais sindicais divulgam nota em defesa da manutenção do veto presidencial ao projeto que extingue a multa do FGTS

As Centrais Sindicais abaixo assinadas, reunidas em 11 de setembro, em São Paulo, decidiram manifestar apoio à manutenção do veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar nº 200, de 2012, que extingue a multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores.

Consideramos que os recursos do FGTS vêm cumprindo, além das finalidades específicas de proteção ao trabalhador, a função social e econômica maior de apoiar e financiar políticas públicas fundamentais, como as de habitação e saneamento, além de hoje contribuir com os investimentos em infraestrutura.

Os impactos macroeconômicos sobre o emprego, a produção, o crescimento e a distribuição de renda devem ser considerados, em especial no atual contexto em que os empresários e as atividades produtivas já têm sido objeto de amplas políticas de desoneração tributária.

Colocamos ainda, na pauta de negociação nacional apresentada pelas Centrais Sindicais, o grave problema da rotatividade dos postos de trabalho no Brasil.

Consideramos que essa questão deve ser abordada no quadro de uma política ampla de proteção ao emprego da qual o FGTS faz parte. Por isso, consideramos que mudanças desse tipo, que alteram a base de financiamento de políticas públicas, especialmente aquelas que apoiam o investimento produtivo e social e a proteção laboral, devem ser objeto de análise cuidadosa e de escolhas construídas no espaço do diálogo social.

Fonte: Portal CTB.

“Terceirização no serviço público prejudica o trabalhador”, dizem dirigentes da CTB

O secretário nacional de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro, o “JP”, acredita que o governo cria modalidades de contratação para disfarçar a terceirização. “Todas essas divisões impostas aos trabalhadores criam uma divisão absurda e excludente, com retirada de direitos e conquistas em prejuízo da qualidade de vida das pessoas, com a insegurança que criam o ambiente do trabalho”.
A coordenadora-geral do Sindicato dos trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação nas Instituições de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo), Fátima Reis, relata que foram criadas muitas modalidades diferentes de contratação no serviço público, que representam a mesma precarização das condições de trabalho promovida pela terceirização no setor privado.
“Todo trabalho extra quadro, independente da modalidade de contratação representa uma espécie de terceirização do serviço”, analisa.
Pelo artigo 37 da Constituição, as contratações sem concurso só poderiam ocorrer com “necessidade temporária de excepcional interesse público”. “O artigo 1º do Decreto Lei 2.271/1997, do governo FHC, permite a contratação de terceirizados para ‘atividades de conservação, limpeza, segurança, vigilância, transportes, informática, copeiragem, recepção, reprografia, telecomunicações e manutenção de prédios, equipamentos e instalações’ ”, diz a sindicalista. Mas as “atividades organizadas em carreira são exercidas por trabalhadores extras quadros, indiscriminadamente”, ressalta Fátima.
Também no governo FHC foi criada a Lei de Licitações, autorizando a contratação de empresas privadas para a prestação de serviços. Nas instituições federais de ensino superior, as fundações de apoio à pesquisa, são também instrumentos utilizados para contratação de pessoal para trabalharem nos 46 hospitais universitários.
“Esse pessoal é pago com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). As empresas privadas contratadas para atividades de vigilância, limpeza e conservação, por meio de licitação pública, são pagas com recursos destinados ao custeio dessas instituições”, denuncia.
Para ela, esses recursos deveriam ser investidos no ensino, na pesquisa e na extensão, e não em pagamento de pessoal. “O dinheiro do SUS tem que ser investido na saúde”, defende Fátima.
Outra modalidade muito utilizada no serviço público são os chamados bolsistas. “Os estudantes bolsistas, que são muitos, recebem uma ‘ajuda de custo’, mas na verdade são estudantes que são contratados para exercer atividades permanentes, ganhando apenas uma ‘ajuda de custo’ ”, revela a dirigente sindical. Fátima complementa que muitas instituições ainda contratam alunos como aprendizes.
Essas diversas modalidades de contratação existentes no serviço público, para Fátima, representam terceirização. Como as concessões públicas para diversos serviços que minam os direitos da classe trabalhadora.
“A terceirização no serviço público cria uma rotatividade da mão de obra enorme. Muitas empresas licitadas não têm os contratos renovados com o seu término e por isso demitem os funcionários. Depois em novas licitações contratam outros com salários ainda menores”, revela.
Ela acentua que, para os governantes, essas modalidades de contratação não representam terceirização. “Não é do interesse da classe trabalhadora a existência dessas manobras que dividem os trabalhadores em subcategorias, retirando direitos importantes para a produção e principalmente minam a qualidade de vida da classe trabalhadora, criando competição onde não deveria existir”, explica Fátima.
“Essa categorização cria insatisfação, porque as atividades executadas são as mesmas, mas a remuneração é diferente, o que caracteriza exploração de mão de obra, além do descumprimento de um preceito constitucional que determina para trabalho igual, salário igual”.

Fonte: Portal CTB.

CTB Minas se solidariza com os servidores municipais de raposos, em greve por melhores salários e condições de trabalho

A CTB Minas tem acompanhado de perto a greve dos servidores municipais de Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), iniciada na última segunda-feira (9).
Em nome da central, o vice-presidente da José Antônio de Lacerda, o “Jota”, e o diretor de Interiorização, Gelson Alves, têm participado das atividades promovidas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Raposos, dando todo o apoio ao movimento e à entidade.
Os servidores estão em greve por melhorias salariais e das condições de trabalho. Segundo o presidente do Sindicato, Alcides Salvador dos Santos, há 16 anos, os trabalhadores do município de Raposos não têm reajuste salarial. Além disso, as condições de trabalho são precárias.
“Na Educação, as escolas não têm materiais básicos de secretaria, limpeza e de higiene pessoal, como papel higiênico; a merenda escolar é escassa e nas salas de aulas, que estão esburacadas, falta até giz. A Prefeitura Municipal também não tem pago o piso salarial nacional aos educadores, como determina a lei”, informou.
A situação na área da Saúde também não é diferente. De acordo com o presidente do Sindicato, faltam equipamentos médico-hospitalares e odontológicos; os aparelhos de fisioterapia estão sem condições de uso e o de eletrocardiograma está com defeito, causando transtornos à população, que necessita se deslocar a outros Municípios para realizar os exames; faltam medicamentos de uso contínuo e de alto custo e não há liberação para a realização de exames de alto custo.
“Por falta de bebedouros, os funcionários e usuários são obrigados a tomarem água de torneira; a estrutura física do serviço de saúde mental está com rachaduras e afundamento de piso; faltam portas e materiais; a Saúde também não tem um carro para o atendimento domiciliar”, acrescentou Alcides.
Tanto na Educação quanto na Saúde, os veículos (ônibus escolares e ambulâncias) encontram-se sem manutenção, transitando em péssimo estado de conservação, colocando em risco os alunos e a comunidade que necessitam dos serviços.
Mas os problemas em Raposos não param por aí: os trabalhadores do serviço de limpeza urbana estão executando os serviços em condições precárias e sem equipamentos de proteção individual. Os servidores também denunciam um esquema de nepotismo na prefeitura, onde vários familiares do prefeito teriam cargos altos na administração pública.
O resultado de todo esse descaso do governo municipal são funcionários mal remunerados, desmotivados, desrespeitados e perseguidos pela atual administração.
Falta de diálogo
Em meio a todo este caos no Município, o prefeito Carlos Alberto Coelho, o “Sargento Coelho”, tem se recusado a receber as entidades representativas dos servidores e reabrir as negociações.
“Ao invés de solucionar os inúmeros problemas, ele tem preferido gastar dinheiro público com utilização de um carro de som na tentativa desesperada de minimizar a situação e de desqualificar as justas reivindicações dos trabalhadores. Na gestão passada, quando era presidente da Câmara dos Vereadores, “Sargento Coelho” acompanhou de perto as lutas sindicais, apoiando as reivindicações dos servidores. Hoje, como chefe do Executivo Municipal, tem se recusado a solucionar os problemas”, criticou Alcides Salvador.
Nos últimos dias, centenas de servidores saíram às ruas da cidade para pedir o apoio da população ao movimento. Na tarde da última quinta-feira (12), cerca de 100 trabalhadores das áreas da Educação e da Saúde ocupam a Câmara dos Vereadores da cidade para pedirem o apoio do presidente da Casa às reivindicações da categoria.
Após serem recebidos pelo presidente da Câmara, foi acertada uma reunião com os vereadores e o prefeito para a próxima segunda-feira (16), na sede da prefeitura. Com a confirmação, os servidores deixaram o Legislativo Municipal por volta das 21h.
Impeachment
Segundo o presidente do Sindicato, dependendo do resultado da reunião, a entidade poderá pedir o impeachment do prefeito. Até lá, a greve e as manifestações serão mantidas em espaços públicos da cidade.
De acordo com o Sindicato, 25% dos funcionários das áreas da Educação, Saúde e Obras continuam trabalhando, em atendimento à legislação.
Para Gelson Alves, existe uma falta de confiança por parte do Sindicato e dos servidores com relação ao prefeito. “Ele fala uma coisa e faz outra. Além disso, em todas as tentativas de levar o documento com as reivindicações ao prefeito, uma secretária dele que recebe. Só que, quando perguntamos se ela pode responder pelo prefeito, ela diz que não. Então não adianta”, disse.
Diante da gravidade da situação, os servidores municipais de Raposos contam com o apoio dos funcionários contratados e da população nesta luta, que é de todos, pois salários dignos e boas condições de trabalho significam um melhor atendimento e serviços públicos de qualidade à população.

Fontes: CTB Minas e jornal O Tempo.

6 de set. de 2013

Obama deve desculpas ao mundo por violação de soberania, diz Lula

Em entrevista na última quarta-feira (4), ao jornalista indiano Shobhan Saxena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes descobertas sobre espionagens estadunidenses em diversos países do mundo. Lula afirmou que a primeira medida que se espera do presidente dos EUA, Barak Obama, é um pedido de desculpas “pela insensatez americana de achar que pode controlar as comunicações do mundo inteiro sem levar em conta a soberania de cada país”.
Ele classificou como “muito graves” a espionagem dos Estados Unidos aos e-mails e telefonemas da presidenta Dilma Rousseff, mas disse que não opinará sobre o modo que a mandatária brasileira deve agir em torno da questão.
“Nós, que passamos a vida inteira lutando por soberania e por democracia,  não podemos admitir, a pretexto nenhum, que um país se dê o luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mails e telefonemas de um país, como fizeram com a Dilma. Acho que a resposta americana não pode ser via diplomacia porque a espionagem não foi via diplomacia. Espionagem foi espionagem. Cabe ao Obama humildemente pedir desculpas à presidenta Dilma e pedir desculpas ao Brasil”, disse.
A entrevista foi gravada na sede do Instituto Lula, na zona sul de São Paulo, antes da reunião entre Dilma e Obama, que mantiveram encontro particular em paralelo à reunião do G20, em São Petersburgo, na Rússia.
“O que acho é que a soberania dos Estados está sendo colocada em risco com o comportamento americano”, acrescentou Lula, que lamentou o argumento do governo norte-americano de que a espionagem é necessária para proteger o mundo.
“Os Estados Unidos não foram nomeados para serem xerifes do mundo. Ninguém pediu. Se quer saber alguma coisa da Dilma, que pergunte. Não tem que ficar bisbilhotando. Foi grave. Muito grave. Os americanos passaram do limite do respeito à soberania dos países. Sempre haverá no Brasil um vira-lata que acha que o Brasil pode tudo. Sempre haverá”.
O ex-presidente acredita que a denúncia expõe ainda a maneira como a Casa Branca enxerga o maior país da América do Sul. “A verdade é que os americanos não suportam o fato de o Brasil ter virado um ator global. No fundo, no fundo, o mais que eles aceitam é que o Brasil continue subalterno como sempre foi. Quando o Brasil cria orgulho próprio, cria a Unasul, não aceita a Alca, faz a união América do Sul-América Latina, os americanos acham que estamos incomodando”.
Nesta quinta, o Planalto cancelou a viagem que diplomatas fariam neste fim de semana aos Estados Unidos para preparar a missão oficial da presidenta a Washington, o que colocou em dúvida a visita agendada para outubro.
Para Lula, o episódio serve também para mostrar a vulnerabilidade do sistema de transmissão de dados do Brasil.
“É importante que a gente desafie nossas universidades, nossos cientistas, nossos pesquisadores a construírem e apresentarem ao governo um programa de comunicação que dê à presidenta a segurança de passar um e-mail para a filha dela e não tenha ninguém bisbilhotando, que faça um telefonema entre chefes de Estado e não tenha ninguém ouvindo esse telefonema”.
Fonte: Portal Vermelho.


5 de set. de 2013

Das 100 maiores empresas devedoras da Justiça do Trabalho, 22 são terceirizadas

As empresas de prestação de serviços, conhecidas como terceirizadas, somam 22 posições das 100 empresas que possuem mais processos julgados nos tribunais trabalhistas brasileiros, ainda sem quitação.
Entre as 20 primeiras empresas do ranking, seis são ligadas a segmentos da atividade agrícola (agroindústria e agropecuária); outras cinco pertencem ao setor de terceirização de mão de obra, vigilância, conservação e limpeza; quatro atuam na área de transportes (duas aéreas, Vasp e Sata, e duas rodoviárias, Viplan e Wadel); e duas são bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal/CEF).
Apenas as cinco empresas de terceirização de mão de obra, vigilância e serviços gerais listadas entre as 20 mais somam 9.297 processos. A Sena Segurança Inteligente Ltda., por exemplo, figurava na lista de 2011 na 9ª posição, em 2012 subiu para 5º e em 2013 está em 2º lugar, atrás apenas da Vasp.
Segundo estudo de 2012 do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeprestem), de São Paulo, o setor emprega 10,5 milhões de pessoas. Esse número representa 31% dos 33,9 milhões de trabalhadores com carteira, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) feita em 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A posição dos ministros do TST
Em maio deste ano, a ministra Katia Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) participou do evento “A Precarização do Trabalho nos 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho”, realizado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Lá a ministra explicou os problemas da terceirização.
“Para se ter uma ideia do tamanho do problema, na Petrobras são 295 mil terceirizados e só 76 mil trabalhadores diretos, mas os acidentes de trabalho alcançam principalmente os trabalhadores terceirizados”, disse. Para a ministra, a terceirização precisa ser melhor avaliada, regulada e discutida no Brasil.
A mesma opinião tem o presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula. Segundo ele, o assunto é delicado. “Na questão da terceirização temos que ter muito cuidado porque o trabalhador desprotegido  se torna frágil”, argumentou.
Outro ministro do TST, Vieira de Mello Filho, também demonstrou preocupação com o tema no final de 2012, em entrevista ao Portal TST. Ao falar sobre o número de acidentes no setor elétrico, o ministro revelou que o número de acidentes no setor elétrico tem crescido muito. Segundo Vieira de Mello Filho, as estatísticas brasileiras nessa área são “tenebrosas”. E grande parte desses acidentes envolve trabalhadores terceirizados, setor onde há maior descumprimento quanto às normas de segurança e higiene.
O ministro Maurício Godinho Delgado mostra-se preocupado com os projetos em tramitação no Congresso Nacional. O ministro fez a declaração em seminário realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI) no dia 20 de agosto último.
“Nós temos uma grande preocupação com a alteração legislativa que está debatendo a terceirização. Nós achamos que o projeto de lei que está sendo debatido generaliza a terceirização, torna a terceirização descontrolada e isso certamente vai rebaixar a renda do trabalho em índices alarmantes no país”, afirmou.
Godinho Delgado disse que acompanhou o processo todo. “Há cinco anos que acompanho essa tramitação e a minha ponderação é de que realmente não me parece o melhor caminho fazer uma generalização numa situação de descontrole completo da terceirização. Tudo poderá ser terceirizado por este projeto, até o trabalho doméstico poderá ser terceirizado. Me parece que o projeto não tem a dimensão da relevância do trabalho humano numa sociedade democrática. O projeto vê o trabalho humano como um custo”, finalizou o ministro.
Situações
Há dois problemas comuns quando se fala em empresas de terceirização, nas ações movidas na Justiça do Trabalho. O primeiro é quanto à má fé, quando as empresas são geridas de forma fraudulenta, a não deixarem bens ao término dos contratos, deixando os empregados desamparados.
Em muitos casos, as mesmas pessoas abrem novas empresas e cometem o mesmo ato. O segundo, são empresas idôneas, que honram seus compromissos, mas muitas vezes, principalmente às que prestam serviços a órgãos públicos, têm seus repasses atrasados por parte do poder público. Com o atraso do repasse, atrasam-se salários e direitos trabalhistas. Estas situações são mais comuns do se imagina na Justiça do Trabalho.
Mudanças
Há projetos em andamento no Congresso Nacional que podem dar mais transparência nessa questão da terceirização no âmbito da administração pública. Os ministros do TST têm dado sugestões a pedido dos parlamentares nos projetos em tramitação no Congresso a fim de dar mais transparência e segurança ao trabalhador brasileiro.
No Senado Federal há o PLS 422 de 2012, que institui normas relativas ao controle, transparência e proteção ao trabalho na contratação de serviços terceirizados pela Administração Pública Federal. Já na Câmara, há o projeto (PL4330/2004) que tem sido acompanhado atentamente pelo TST.
“Os ministros têm dado sugestões às propostas, algumas questões são polêmicas, há muita resistência dos sindicatos e das centrais sindicais, mas o Tribunal acompanha atentamente a questão”, explicou o juiz Saulo Fontes, assessor da Presidência do TST.
O único instrumento hoje que regula a terceirização no país é a Súmula 331, do TST, que proíbe a terceirização para a atividade-fim, prevê apenas a terceirização para atividades-meio e serviços complementares, como vigilância, conservação, limpeza e que não seja para executar atividades exclusivas de Estado, como regulamentação e fiscalização.

Fonte: Portal do TST.

Pesquisadores do mundo do trabalho divulgam manifesto em repúdio ao PL 4.330

O cerco vai se fechando contra o PL 4.330/2004, que regulamenta a terceirização. Primeiro foi a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) que divulgou carta aberta contra o projeto tal como está formulado.
Em seguida, 19 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgaram ofício encaminhado ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Décio Lima (PT-SC), em que fazem duras críticas ao projeto.
Agora, os pesquisadores do mundo do trabalho, organizados no Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania, divulgam “Manifesto de repúdio ao Projeto de Lei 4.330/04”.
No manifesto, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de a “Terceirização não gerar emprego: o que gera emprego é o desenvolvimento econômico. E mais do que criar qualquer emprego, as políticas públicas e legislativas desse país devem se voltar à criação de empregos dignos, estáveis e juridicamente protegidos”.
Ainda no manifesto, o Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania diz que “o projeto de lei, a despeito de se auto intitular regulamentador da terceirização de serviços, da forma como redigido, para permitir a terceirização do ‘conjunto das atividades empresariais’, em verdade, está a autorizar o ingresso da figura da intermediação de mão-de-obra no ordenamento jurídico brasileiro”.
Este novo documento público, ao se juntar com o da Anamatra e o do TST, oferece argumentos irrefutáveis, que demonstram que o debate como está posto pelos empresários não resiste a um debate sério que quer de fato regulamentar o fenômeno da terceirização.
Leia a íntegra do manifesto:
Manifesto de repúdio ao Projeto de Lei nº 4.330/2004
O Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania, vem, por meio deste, manifestar seu repúdio ao Projeto de Lei nº 4.330/2004, de autoria do Deputado Sandro Mabel, que se encontra incluído em pauta de votação no Congresso Nacional para o dia 3/9/2013.
Nós, pesquisadores do mundo do trabalho, defendemos a REJEIÇÃO INTEGRAL do referido projeto de lei, pelos motivos que passamos a expor:
1. O projeto de lei, a despeito de se auto intitular regulamentador da terceirização de serviços, da forma como redigido, para permitir a terceirização do “conjunto das atividades empresariais”, em verdade, está a autorizar o ingresso da figura da intermediação de mão-de-obra no ordenamento jurídico brasileiro. A terceirização de serviços acessórios à atividade principal de uma empresa e que não se confundem com a sua atividade-fim, com o intuito de permitir que o empreendimento capitalista se concentre no seu objetivo principal, já está acomodada pelo ordenamento jurídico, por meio da interpretação construída pelo Tribunal Superior do Trabalho e cristalizada na Súmula nº 331 do TST, que autoriza a terceirização de atividade-meio, desde que assumida pela empresa tomadora dos serviços responsabilidade subsidiária pelas verbas devidas ao trabalhador.
A intenção do projeto, ao admitir a terceirização indiscriminada de todas as atividades empresariais, é autorizar que as empresas terceirizem inclusive suas atividades principais, objetivo que não encontra amparo nem mesmo nas modernas técnicas administrativas que fundamentam a terceirização.
Terceirizar atividade-fim é admitir que figure entre o trabalhador e o seu real empregador uma empresa intermediária que, longe de possuir especialização, atua como agenciadora de trabalho humano, oferecendo-o como mercadoria, e extraindo do trabalhador, uma segunda vez, a mais-valia do seu trabalho.
2. Nesses termos, o projeto de lei, ao permitir a intermediação de mão de obra, ou merchandage, ofende um dos princípios básicos da Organização Internacional do Trabalho, o de que o trabalho humano não é mercadoria, e retira do trabalhador a condição de sujeito que oferta e contrata sua mão de obra para impor a ele a condição de objeto de um contrato de prestação de serviços entre duas empresas.
3. A atual regulação da terceirização pelo TST, que se faz por meio da Súmula 331 e que a restringe às atividades meio, é muito mais criteriosa que o projeto de lei e, ainda assim, tem sido complexa e delicada a regulação da terceirização no país. Isso porque a terceirização tem sido usada como forma de reduzir custos trabalhistas, conforme representam os seguintes dados: Pesquisa realizada pelo DIEESE em setembro de 2011, dá notícia de números alarmantes a respeito da terceirização no país.
De início, a pesquisa identifica que a remuneração dos trabalhadores terceirizados é inferior, em 27,1%, à remuneração dos trabalhadores permanentes. Ademais, os dados noticiam que a remuneração dos trabalhadores terceirizados se concentra nas faixas de 1 a 2 salários mínimos e de 3 a 4 salários mínimos, ao passo que os trabalhadores diretos estão mais distribuídos entre as diversas faixas salariais. Em relação à jornada de trabalho contratada, o DIEESE constata que esse grupo de trabalhadores realiza, semanalmente, uma jornada de 3 horas a mais que a exercida pelos trabalhadores permanentes, sem considerar as horas extras e os bancos de horas realizados.
O tempo de emprego demonstra uma diferença ainda maior entre trabalhadores diretos e terceiros: enquanto a permanência no trabalho é de 5,8 anos para os trabalhadores permanentes, em média, para os terceirizados é de 2,6 anos. Desse fato decorreria a alta rotatividade dos terceirizados: 44,9% contra 22% dos diretamente contratados [1]. Portanto, o atual panorama do trabalho no país reclama uma atuação mais enérgica frente à terceirização e não a sua ampliação indiscriminada.
4. A terceirização tem sido responsável pela subjugação dos terceirizados inclusive no que toca às condições de saúde e segurança, sendo marcante o fato de que a incidência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais entre terceirizados chega a ser 4 vezes maior que entre empregados contratados diretamente pelas empresas destinatárias finais dos seus serviços.
5. Trabalho não é custo: trabalho é meio de inserção socioeconômica e afirmação subjetiva dos seres humanos, razão porque, não se pode tolerar que, a pretexto de favorecer a geração de lucro e de reduzir indefinidamente as despesas com pessoal, as empresas forjem subcategorias de trabalhadores terceirizados, subcontratados, sub-remunerados e desprovidos de condições de saúde e segurança no trabalho.
O centro do ordenamento jurídico é a pessoa humana e o pleno desenvolvimento de suas potencialidades como pessoa e cidadã, objetivo que fica inviabilizado quando o mundo do trabalho se encontra dominado por trabalhadores em condição de precariedade extrema, configurando mão de obra rotativa, descartável e desvalorizada.
6. A terceirização tem sido responsável pela fragmentação de categorias de trabalhadores que, atuam lado a lado, muitas vezes realizando as mesmas atividades, porém remunerados diferenciadamente, com empregadores diferentes e, consequentemente, categorias sindicais diferentes.
Isso tem sido responsável pelo enfraquecimento da atuação sindical e redução do poder de negociação dos trabalhadores em face das redes de empregadores. Não há democracia nas relações de trabalho se os trabalhadores têm minadas suas condições de agregação e organização em face dos empregadores. A Constituição Cidadã de 1988 não ampara a pulverização do movimento sindical por uma estratégia empresarial.
7. A admissão generalizada do trabalho terceirizado dá ensejo ao fenômeno de empresas sem empregados ou formadas por uma quantidade de empregados diretos significativamente menor do que de terceirizados, revelando descaso do ordenamento jurídico com o valor social do trabalho na ordem econômica e com a relevância do sujeito trabalhador e de sua inserção socioeconômica digna no contexto empresarial para o qual se ativa.
8. A terceirização, enquanto forma de gestão do trabalho típica do modelo pós-fordista flexibilizador, subverte a relação de emprego clássica, que é o melhor instrumento contratual de inserção social do trabalhador. Esse instrumento, portanto, tem que ser a regra no mundo do trabalho, e não a exceção amedrontada.
9. Terceirização não gera emprego: o que gera emprego é desenvolvimento econômico. E mais do que criar qualquer emprego, as políticas públicas e legislativas desse país devem se voltar à criação de empregos dignos, estáveis e juridicamente protegidos.
10. A análise científica do fenômeno da terceirização e de sua regulação jurídica demonstra que esse mecanismo tem sido responsável pelo decréscimo dos patamares jurídicos da afirmação dos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores, razão porque a instituição de um projeto de lei com perspectiva patrimonialista e que visa a satisfazer as exigências do mercado sem preocupação com os reais destinatários da norma, que são os trabalhadores, será responsável pela negação dos princípios básicos do Direito do Trabalho e dos postulados internacionais de proteção ao trabalho.
Por tudo isso, nós, abaixo assinados, pesquisadores, estudiosos e operadores do Direito do Trabalho, em defesa das lutas históricas dos trabalhadores brasileiros, que renderam um ordenamento jurídico trabalhista sólido, protetivo e voltado para a preservação da dignidade do trabalhador, nos posicionamos contrariamente à lamentável involução jurídica que representa o Projeto de Lei  4.330/04.
Dirigimos nosso apelo aos Parlamentares que integram o Congresso Nacional e, em especial, à base governista liderada pelo Partido dos Trabalhadores, pela articulação política em prol da rejeição do referido projeto, como forma de não trair uma das principais bandeiras históricas desse partido, que é a garantia de direitos trabalhistas e o combate à precarização das condições de vida da classe trabalhadora.
Clamamos também à Presidente Dilma Rousseff, por sua trajetória de luta pela Democracia nesse país. A Democracia não pode ser concretizada sem direitos humanos. E o conteúdo mínimo dos direitos sociais que é violentado por esse projeto, constitui a essência dos direitos humanos dos trabalhadores: não ser tratados como mercadoria.
Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania – Faculdade de Direito da Universidade de Brasília.
1. Gabriela Neves Delgado (Doutora em Filosofia do Direito/UFMG - Professora Adjunta da Faculdade de Direito/ UnB - Coordenadora do Grupo);
2. Ricardo José Macêdo de Brito Pereira (Doutor em Direito do Trabalho pela Universidad Complutense de Madrid - Professor Colaborador da Faculdade de Direito/UnB - Procurador Regional do Trabalho em exercício na PGT);
3. Cláudio Ladeira de Oliveira (Doutor em Direito/UFSC - Professor Adjunto da Faculdade de Direito/UnB);
4. Juliano Zaiden Benvindo (Doutor em Direito/HU-Berlin e UnB - Professor Adjunto da Faculdade de Direito/UnB);
5. Cristiano Paixão (Doutor em Direito Constitucional/UFMG - Professor Adjunto da Faculdade Direito/UnB - Procurador Regional do Trabalho - PRT10);
6. Paulo Henrique Blair de Oliveira (Doutor em Direito/UnB - Juiz do Trabalho - TRT 10ª Região);
7. Marthius Sávio Lobato (Doutor em Direito/UnB - Advogado Trabalhista);
8. Noemia Aparecida Garcia Porto (Doutoranda em Direito/PPGD-UnB, Juíza do Trabalho - TRT 10ª Região - Presidente da AMATRA 10);
9. Ricardo Machado Lourenço Filho (Doutorando em Direito/ PPGD - UnB, Juiz do Trabalho - TRT 3ª Região);
10. Renata Queiroz Dutra (Mestranda/PPGD-UnB);
11. Laís Maranhão Santos Mendonça (Mestranda/PPGD-UnB);
12. Murilo Rodrigues Coutinho (Graduado em Direito/UNAMA - integrante do Grupo de Pesquisa);
13. Oyama Carina Barbosa Andrade (Mestre em Direito do Trabalho - UFMG);
14. Gabriel Oliveira Ramos (Graduado em Direito/USP - integrante do Grupo de Pesquisa);
15. Pedro Mahin de Araújo Trindade (Mestrando /PPGD-UnB);
16. Guilherme Lissen B. H. da Rocha (Graduado em Direito/CEUB - integrante do Grupo de Pesquisa);
17. Lara Parreira (Mestranda/PPGD-UnB);
18. Raissa Roussenq Alves (Graduada em Direito/UnB - integrante do Grupo de Pesquisa);
19. Milena Pinheiro Martins (Graduada em Direito/UnB - integrante do Grupo de Pesquisa);
20. Ana Carolina Paranhos de Campos Ribeiro (Mestranda/PPDG-UnB);
21. Henrique Guariento (Estudante de Graduação/FD-UnB - Integrante do Grupo de Pesquisa);
22. Thais Safe Carneiro (Graduada em Direito - Advogada - Integrante do Grupo de Pesquisa);
23. Lauro Guimarães (Graduado em Direito - integrante do grupo de pesquisa);
24. Melina Silva (Graduada em Direito - integrante do grupo de pesquisa);
25. Luíza Anabuki (Graduada em Direito/UnB - integrante do grupo de pesquisa);
26. Mauro de Azevedo Menezes (Mestre em Direito Público pela UFPE - Advogado Trabalhista - apoiador do manifesto);
27. Carla Gabrieli Galvão de Souza (Mestre em Direito e Sociologia pela UFF - Auditora Fiscal do Trabalho - Coordenadora de uma das equipes do grupo especial de fiscalização móvel de combate ao trabalho escravo - apoiadora do manifesto).

Fonte: Agência Diap.

Vitória dos trabalhadores: Comissão Geral será criada para debater o PL 4.330/2004

A CTB participou de uma reunião entre as centrais sindicais e o presidente da Câmara dos Deputados que resultou em uma grande vitória para a classe trabalhadora: o adiamento da votação do Projeto de Lei 4330/2004 e a criação de uma Comissão Geral para debater o tema.
Durante a reunião, que contou com a presença do presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Décio Lima, e parlamentares, o presidente da Câmara propôs a criação da Comissão para discutir a melhor saída para a votação do projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil.
Até a realização da Comissão Geral, ficará suspenso o requerimento de urgência e a proposta não será levada para votação em Plenário. Mais cedo, o presidente da CCJ, deputado Décio Lima (PT-SC), havia informado que os líderes apresentariam na próxima terça-feira (10) requerimento de urgência para que a matéria fosse direto para o Plenário.
Não ao PL 4.330
Para o vice-presidente da CTB, Joílson Cardoso, a decisão representa uma vitória da classe trabalhadora, em especial da CTB.  “Conseguimos derrotar a ideia de levar o PL para votação”, comemorou Joílson Cardoso, que dedicou a vitória ao presidente, Adilson Araújo, e ao secretário-geral, Wagner Gomes, que participam do processo de negociação há tempos. “Eles fazem parte da discussão e merecem o mérito”, destacou.
No entanto, de acordo com sindicalista, o presidente da Câmara propôs, sem aceitação, colocar o PL em votação após o debate na Comissão Geral. “Não aceitamos a proposta, mas não fugimos ao debate. Há 10 anos tentamos fazer essa discussão. Portanto, não aceitamos que a criação da Comissão esteja condicionada à votação do projeto”, destacou o vice-presidente da CTB.
De acordo com Cardoso, o objetivo da CTB é enterrar o projeto. “Não queremos esse projeto. Concordamos com a proposta o debate, até porque temos subsídios e propostas para isso. Mas este projeto do jeito que está não aceitamos”, destacou.
A Comissão Geral deve contar com a participação do presidente da CCJ, do deputado Artur Maia (relator do PL), representantes das centrais sindicais e da Associação dos Magistrados do Trabalho.
Violência da PM
Outro ponto discutido no encontro foi a truculência da Polícia Militar dirigida aos sindicalistas que tentaram entrar na CCVJ na terça-feira (3) para assistir a sessão. “Denunciamos e repudiamos a atitude truculenta da Polícia Militar e a forma como conduziu a situação e tratou os trabalhadores e trabalhadoras, com violência e spray de pimenta. Isso é inaceitável”, afirmou Joílson Cardoso.
As centrais sindicais foram barradas pela polícia legislativa e militar ao tentarem acessar a Câmara. A polícia reagiu às manifestações com spray de pimenta, gás lacrimogêneo e uso da força para barrar a entrada dos sindicalistas.

Fonte: Portal CTB.

Adílson: “somos maioria e estamos unidos contra o PL 4.330”

O presidente nacional da CTB, Adílson Araújo (foto), refutou declarações do relator do PL 4.330, deputado Arthur Oliveira Maia (PMDB-BA), que nesta quarta (4) atribuiu as manifestações contra a proposta que escancara a terceirização a “uma minoria que consegue se organizar” e estaria “inviabilizando discussões” na Câmara Federal.
“Nós representamos a classe trabalhadora, somos ampla maioria na sociedade brasileira e estamos unidos contra o projeto do empresário Sandro Mabel e o relatório do Maia”, afirmou Adílson. Acrescentou que “minoria absoluta em nosso País são os empresários, que estão com um poderoso lobby no Congresso Nacional pressionando pela aprovação da proposta, que só a eles interessa”, disse Adílson.
“Ocorre que esta minoria é quem financia a campanha de deputados e senadores e, por tal razão, exerce forte influência no Congresso Nacional, onde a correlação de forças é hoje francamente desfavorável à classe trabalhadora. Karl Marx já dizia que capital é poder social concentrado”, acrescentou.
O presidente da CTB lembrou a previsão feita por 19 ministros do TST, em ofício recentemente encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, de que o PL 4.330 “ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais”.
“O risco de um imenso retrocesso social é evidente e isto só interessa ao empresariado, que, com isto, reduz o custo da força de trabalho e o próprio valor social do trabalho, comprometendo o mercado interno e o desenvolvimento nacional”, salientou o presidente da CTB.
Ele também elogiou o Manifesto de Repúdio ao Projeto de Lei nº 4330/2004 divulgado nesta quarta pelo Grupo de Pesquisa Trabalho, Constituição e Cidadania da UNB.
O manifesto sustenta que, ao permitir a intermediação da mão de obra, a proposta dos deputados Sandro Babel e Arthur Maia “ofende um dos princípios básicos da Organização Internacional do Trabalho, o que diz que o trabalho humano não é mercadoria, e retira do trabalhador a condição de sujeito que oferta e contrata sua força de trabalho para impor a ele a condição de objeto de um contrato de prestação de serviços entre duas empresas”.
O documento também cita estudo do Dieese indicando que os terceirizados recebem 27,1% menos do que os funcionários estáveis da empresa contratante e em geral estão situados nas faixas salariais mais baixas, trabalham pelo menos três horas a mais por semana e são vítimas de uma taxa de rotatividade bem maior: 44,9% contra 22%. Além disto, a terceirização divide a classe trabalhadora, criando uma subcategoria de assalariados, e enfraquece o movimento sindical. Daí a ansiedade dos representantes do capital para aprovar o PL 4330.
Fonte: Portal CTB.


4 de set. de 2013

Terceirização: ministros do TST condenam o PL 4.330 e a mídia silencia

Numa decisão histórica, 19 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) redigiram um parecer que condena em termos duros e enfáticos o Projeto de Lei 4.330/2004, que escancara a terceirização e abre caminho a um dramático retrocesso na legislação e nas relações trabalhistas do Brasil, comprometendo o mercado interno, a arrecadação tributária, o SUS e o desenvolvimento nacional.
No dia 27 de agosto, os ministros encaminharam um ofício à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal anunciando a posição e denunciando o risco de “gravíssima lesão de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País” e redução do “valor social do trabalho”.
Mesmo diante da relevância do tema e da inegável autoridade do tribunal, a mídia hegemônica não se interessou pelo fato, que é um petardo contra o PL 4.330, do deputado Sandro Mabel, um capitalista (ou empresário, para quem prefere o eufemismo) de Goiás.
O comportamento da mídia não surpreende, mas o silêncio sepulcral diz muito sobre o caráter de classe daquilo que antigamente costumávamos chamar de imprensa burguesa, cujos proprietários têm interesse direto na precarização do trabalho e foram os que mais choraram o veto do ex-presidente Lula à famosa Emenda 3.
Terceirização é um estupro
A terceirização é “um estupro da classe trabalhadora”, conforme a indignada e justa definição do presidente do Sindicato Nacional dos Marítimos (Sindmar) e vice-presidente da CTB, Severino Almeida. É um instrumento do capital, em seu afã insaciável de maximizar os lucros, para eliminar direitos, reduzir salários, dividir as categorias e enfraquecer os sindicatos.
Estudo recente do Dieese e da CUT mostra que o terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas semanais a mais e ganha 27% menos do assalariado contratado diretamente pela empresa. Ou seja, a terceirização, que integra a ofensiva neoliberal do capitalismo, propicia um aumento dramático da taxa de exploração da classe trabalhadora, a taxa de mais valia pesquisada por Karl Marx.
O pretexto para escancarar a terceirização é a busca de maior competitividade e produtividade do trabalho, que, na concepção dos capitalistas, se faz depreciando o valor da força de trabalho. Mas os defensores do projeto são capazes de jurar de cara limpa e pés juntos que querem proteger seus funcionários. Haja cinismo.
Um pronunciamento vigoroso
A Justiça do Trabalho nem sempre favoreceu os interesses dos assalariados, mas o pronunciamento dos 19 ministros do TST sobre o PL 4.330 revela muito mais firmeza, ciência, sabedoria e coragem do que as próprias centrais sindicais e alguns líderes de partidos políticos que dizem representar a classe trabalhadora, mas parecem meio perdidos nas brumas ilusórias da conciliação de classes.
O movimento sindical luta para impedir a aprovação do monstrengo capitalista construído por Mabel. A campanha nacional por sua rejeição integra a pauta trabalhista propagada nas manifestações nacionais realizadas nos dias 11 de julho, 6 de agosto e no último dia 30. Nesta terça-feira (3), a CTB promoveu atos em vários aeroportos do país, alertando o povo brasileiro para a necessidade de ampliar a mobilização e luta contra a proposta.
Reproduzo abaixo a íntegra do ofício enviado à CCJC para que os leitores e leitoras façam seu próprio julgamento, reflitam sobre os riscos embutidos na PL do capitalista Mabel e contribuam para estabelecer a verdade dos fatos e desmascarar as reais intenções do autor, da CNI e outras entidades patronais que fazem forte lobby no Congresso pela aprovação do projeto. O documento dos ministros é esclarecedor e merece amplo apoio e propaganda. Ajude a divulgá-lo e a enfrentar a conspiração do silêncio da mídia burguesa.
“Brasília, 27 de agosto de 2013
Excelentíssimo Senhor deputado Décio Lima
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
A sociedade civil, por meio de suas instituições, e os órgãos e instituições do Estado, especializados no exame das questões e matérias trabalhistas, foram chamados a opinar sobre o Projeto de Lei nº 4.330/2004, que trata da terceirização no Direito brasileiro.
Em vista desse chamamento, os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, infra-assinados, com a experiência de várias décadas na análise de milhares de processos relativos à terceirização trabalhista, vêm, respeitosamente, apresentar suas ponderações acerca do referido Projeto de Lei:
I. O PL autoriza a generalização plena e irrefreável da terceirização na economia e na sociedade brasileiras, no âmbito privado e no âmbito público, podendo atingir quaisquer segmentos econômicos ou profissionais, quaisquer atividades ou funções, desde que a empresa terceirizada seja especializada.
II. O PL negligencia e abandona os limites à terceirização já sedimentados no Direito brasileiro, que consagra a terceirização em quatro hipóteses:
1 -  Contratação de trabalhadores por empresa de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.06.1974);
2 - Contratação de serviços de vigilância (Lei n 7.102, de 20.06.1983);
3 - Contratação de serviços de conservação e limpeza;
4 - Contratação de serviços especializados ligados a atividades-meio do tomador, desde que inexista a personalidade e a subordinação direta;
III. A diretriz acolhida pelo PL nº 4.330-A/2004, ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais.
Neste sentido, o Projeto de Lei esvazia o conceito constitucional e legal de categoria, permitindo transformar a grande maioria de trabalhadores simplesmente em ‘prestadores de serviços’ e não mais ‘bancários’, ‘metalúrgicos’, ‘comerciários’, etc.
Como se sabe que os direitos e garantias dos trabalhadores terceirizados são manifestamente inferiores aos dos empregados efetivos, principalmente pelos níveis de remuneração e contratação significativamente mais modestos, o resultado será o profundo e rápido rebaixamento do valor social do trabalho na vida econômica e social brasileira, envolvendo potencialmente milhões de pessoas.
IV. O rebaixamento dramático da remuneração contratual de milhões de concidadãos, além de comprometer o bem estar individual e social de seres humanos e famílias brasileiras, afetará fortemente, de maneira negativa, o mercado interno de trabalho e de consumo, comprometendo um dos principais elementos de destaque no desenvolvimento do País. Com o decréscimo significativo da renda do trabalho ficará comprometida a pujança do mercado interno no Brasil.
V. Essa redução geral e grave da renda do trabalhador brasileiro – injustificável, a todos os títulos – irá provocar também, obviamente, severo problema fiscal para o Estado, ao diminuir, de modo substantivo, a arrecadação previdenciária e tributária no Brasil.
A repercussão fiscal negativa será acentuada pelo fato de o PL provocar o esvaziamento, via terceirização potencializada, das grandes empresas brasileiras, que irão transferir seus antigos empregados para milhares de pequenas e médias empresas – todas especializadas, naturalmente -, que serão as agentes do novo processo de terceirização generalizado.
Esvaziadas de trabalhadores as grandes empresas – responsáveis por parte relevante da arrecadação tributária no Brasil -, o déficit fiscal tornar-se-á também incontrolável e dramático, já que se sabe que as micro, pequenas e médias empresas possuem muito mais proteções e incentivos fiscais do que as grandes empresas. A perda fiscal do Estado brasileiro será, consequentemente, por mais uma razão, também impressionante. Dessa maneira, a política trabalhista extremada proposta pelo PL 4.330-A/2004, aprofundando, generalizando e descontrolando a terceirização no País, não apenas reduzirá acentuadamente a renda de dezenas de milhões de trabalhadores brasileiros, como também reduzirá, de maneira inapelável, a arrecadação previdenciária e fiscal da União no País.
VI. A generalização e o aprofundamento da terceirização trabalhista, estimulados pelo Projeto de Lei, provocarão também sobrecarga adicional e significativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), já fortemente sobrecarregado. É que os trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais/profissionais em proporção muito superior aos empregados efetivos das empresas tomadoras de serviços. Com a explosão da terceirização – caso aprovado o PL nº 4.330-A/2004 -, automaticamente irão se multiplicar as demandas perante o SUS e o INSS.
São essas as ponderações que apresentamos a Vossa Excelência a respeito do Projeto de Lei nº 4.330-A/2004, que trata da ‘Terceirização’
Respeitosamente”
Seguem as assinaturas dos ministros Antonio José de Barros Levenhagen; João Oreste Dalazen; Emmanoel Pereira; Lelio Bentes Corrêas; Aloysio Silva Corrêa da Veiga; Luiz Philippe Vieira de Mello Filho; Alberto Luiz Bresciane de Fontan Pereira; Maria de Assis Calsing; Fernando Eizo Ono; Marcio Eurico Vitral Amaro; Walmir Oliveira da Costa; Maurício Godinho Delgado; Kátia Magalhães Arruda; Augusto Cesar Leite de Carvalho; José Roberto Freire Pimenta; Delaílde Alves Miranda Arantes; Hugo Carlos Sheurmann; Alexandre de Souza Agra Belmonte e Claudio Mascarenhas Brandão.


Por Umberto Martins, jornalista e assessor da Presidência da CTB.

Fonte: Portal CTB.

Vitória dos trabalhadores: Chapa 1, apoiada pela CTB, vence as eleições no Sindifogos com mais de 75% dos votos

A direção da CTB Minas parabeniza os companheiros e companheiras da Chapa 1 pela grande vitória obtida nas eleições da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Fábricas de Fogos de Artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica, entidade filiada à Central, realizadas nos dias 29 e 30 de agosto. Encabeçada pelo presidente Antônio Camargos do Santos – o “Tonho Ratinho”, a Chapa 1 foi reeleita com mais de 75% dos votos, em disputa com um concorrente.
“Com a continuidade da Chapa 1 à frente do Sindifogos, tenho certeza de que o Sindicato permanecerá no rumo certo, pois conta com companheiros e companheiras com reconhecida tradição de luta, que têm dado uma imensa contribuição na defesa dos direitos da categoria e para a melhoria das condições de vida, trabalho, salário e conscientização dos trabalhadores”, disse o presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha.
Eleita para conduzir o Sindicato no triênio 2013-2016, a Chapa 1 teve como lema “Lutar sempre, mudar de lado, nunca!”. Composta por membros da atual diretoria da entidade e por novos companheiros, a nova diretoria terá pela frente o desafio de avançar ainda mais nas lutas em defesa dos trabalhadores, pela manutenção do emprego, melhoria das condições de trabalho e garantia dos direitos conquistados.
“Em 2010, ao vencermos as eleições sindicais, assumimos o compromisso de buscar realizações para toda a categoria. Ao longo do atual gestão, com muita disposição de luta e com o apoio da categoria, conquistamos diversas vitórias, tais como: reajustes salariais com ganhos reais para toda a categoria; cesta básica; Participação nos Lucros ou Resultados (PLR); congelamento do preço do almoço; reforma da sede da entidade; reforma e benfeitorias do clube de lazer do Sindicato, como a construção da sauna e um novo campo de futebol; plano de saúde e convênio com hospital; diversificação e ampliação do número de convênios; realização de atividades de lazer e recreação, como o campeonato de truco, forró, festival de sorvete e encontro de música; aumento do número de associados e, consequentemente, fortalecimento do Sindicato; entre outras. Para que tudo isso fosse possível, promovemos inúmeras assembleias com os trabalhadores, reuniões com os patrões, manifestações e até greves”, lembra Tonho Ratinho.
Segundo ele, a diretoria do Sindicato também denunciou as empresas que não honraram com suas obrigações trabalhistas ao Ministério do Trabalho na busca de soluções para os problemas enfrentados nas fábricas, principalmente com relação aos acidentes de trabalho.
Compromisso
“Com a continuidade do nosso mandato, vamos avançar ainda mais. Vamos intensificar a luta pela melhoria dos salários e das condições de trabalho, saúde e segurança nas fábricas; incorporação do salário na Carteira de Trabalho; melhoria da qualidade da cesta básica e para que ela passe a ser fornecida mensalmente; melhoria do transporte dos trabalhadores; por mais creches para os filhos dos trabalhadores e para que elas funcionem de acordo com o quadro de horários das empresas; para que as empresas ofereçam cursos de capacitação profissional aos trabalhadores”, planeja o presidente reeleito.
Tonho Ratinho destaca, ainda, que o Sindifogos vai priorizar a luta para que os familiares das vítimas fatais de acidentes no trabalho recebam indenização; pelo atendimento médico especializado às vítimas de acidentes no trabalho; para que as mulheres tenham acesso ao atendimento ginecológico; para que os órgãos públicos ampliem a fiscalização nas fábricas;  instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros na cidade; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e fim o fator previdenciário; extensão da base de atuação do Sindicato para Japaraíba, Moema e Pedra do Indaiá; entre outros”, enumerou.
Além de Tonho Ratinho, a nova diretoria eleita do Sindifogos é composta pelos companheiros e companheiras: Débora Aparecida, Silvânia de Sousa, Nilma dos Anjos, Antônio Márcio, Antônio Marcos, Denizete de Fátima, Paulo Bernardino, Geraldo Eustáquio, Messias Morais, Pedro Bernardino, Keila Aparecida, Delza Conceição, Gilberto Camargos e Sônia Aparecida.

Fonte: CTB Minas.

Dia de Mobilizações e Paralisações: panfletagem em Montes Claros atinge a mais de 2 mil trabalhadores

O Dia de Mobilizações e Paralisações, 30 de agosto, foi marcado em Montes Claros, no Norte de Minas, por uma grande panfletagem no centro da cidade e na portaria da Cotenor Indústria Têxtil.
Além da CTB, a atividade contou com a participação de dirigentes e funcionários do Sindicato dos Vigilantes, Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), União da Juventude Socialista (UJS) e da União Popular de Mulheres (UPM).
“Durante a distribuição do panfleto sobre as reivindicações da classe trabalhadora, tivemos uma grande receptividade por parte dos trabalhadores”, disse a dirigente da CTB Elizabel Rodrigues Santana. Segundo ela, a atividade atingiu cerca a 2 mil trabalhadores.

Fonte: CTB Minas. 

3 de set. de 2013

Terceirização não: trabalhadores de Minas não vão permitir que os patrões rasguem a CLT

A CTB Minas - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil promoveu, conjuntamente com as demais centrais, uma série de atos públicos e manifestações em todo o Estado, nos dias 6 e 30 de agosto, contra o Projeto de Lei 4.330/2004, que permite a prática sem limites da terceirização de serviços nas empresas e órgãos públicos e contra as tentativas de retirada de direitos trabalhistas patrocinadas pelos patrões.
De autoria do deputado-empresário Sandro Mabel (PMDB-GO), o projeto da terceirização não interessa aos trabalhadores, mas apenas ao empresariado. “Se for aprovado como está, será a volta da escravidão, pois acaba com a proibição da terceirização na atividade-fim”, disse o presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha (foto).
Segundo Marcelino, a terceirização precariza as condições de trabalho, fragiliza o vínculo de trabalho, dispersa a organização dos trabalhadores e baixa profundamente os níveis de efetividade dos direitos dos trabalhadores, seja no setor público ou privado.
Para impedir a aprovação do projeto, a CTB tem pedido aos deputados federais de Minas que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para que votem contra o PL 4.330. Após ter sua votação adiada por conta das manifestações realizadas pelas centrais sindicais no dia 6 de agosto, o projeto deverá ser votado no próximo dia 3 de setembro.
A direção da CTB também tem debatido a questão com o governo Federal para que, em caso de eventual aprovação do PL, a presidenta Dilma Rousseff vete os aspectos mais danosos aos trabalhadores, principalmente a proposta empresarial que quer acabar com a distinção entre a atividade-fim e a atividade-meio para a terceirização e a que trata da responsabilidade solidária da empresa contratante.
“Temos que barrar mais esta ameaça aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, pedimos aos dirigentes das entidades filiadas e aos trabalhadores que entrem em contato com os deputados da bancada mineira que fazem parte da CCJ e peçam a eles que votem contra esse projeto”, conclama Marcelino.
Prejuízos causados pela terceirização
- Torna lícita a contratação de empresas terceirizadas pelas indústrias, inclusive na atividade-fim;
- Estimula a rotatividade da mão de obra nas empresas;
- Permite a subcontratação nas empresas e legaliza a “quarteirização”;
- Acaba com a responsabilidade solidária das empresas;
- Pulveriza a organização sindical dos trabalhadores;
- Dissolve os direitos dos trabalhadores;
- Rasga a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);
- Consagra o uso da pessoa jurídica para encobrir a verdadeira relação de empregador;
- Retira do Estado o papel de fiscalizador, passando a responsabilidade para os contratantes: sem a intervenção do Estado, o resultado é mais doenças, mutilações e mortes; entre outros.
Não deixe que os deputados mineiros ampliem a terceirização
Confira, abaixo, os nomes e e-mails dos parlamentares de Minas que integram a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e peça a eles que votem contra o PL 4.330/2004:
- Ademir Camilo (PSD): dep.ademircamilo@camara.leg.br.
- Bonifácio de Andrada (PSDB): dep.bonifaciodeandrada@camara.leg.br.
- Doutor Grilo (PSL): dep.dr.grilo@camara.leg.br
- Eduardo Azeredo (PSDB): dep.eduardoazeredo@camara.leg.br
- Fábio Ramalho (PV): dep.fabioramalho@camara.leg.br
- Gabriel Guimarães (PT): dep.gabrielguimaraes@camara.leg.br
- Jaime Martins (PR): dep.jaimemartins@camara.leg.br
- João Magalhães (PMDB): dep.joaomagalhaes@camara.leg.br
- Lincoln Portela (PR): dep.lincolnportela@camara.leg.br
- Luis Tibé (PTdoB): dep.luistibe@camara.leg.br
- Mauro Lopes (PMDB): dep.maurolopes@camara.leg.br
- Miguel Corrêa (PT): dep.miguelcorrea@camara.leg.br
- Odair Cunha (PT): dep.odaircunha@camara.leg.br
- Renato Andrade (PP): dep.renatoandrade@camara.leg.br
- Walter Tosta (PSD): dep.waltertosta@camara.leg.br

Fonte: CTB Minas.

CCJ cancela reunião que iria votar o projeto de lei da terceirização

A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta terça-feira (3) foi cancelada a fim de evitar tumultos. Antes mesmo de a reunião começar, o Plenário 1 - onde são realizadas as comissões do colegiado - havia sido tomado por manifestantes que vieram protestar contra o projeto que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil (PL 4.330/04).
Apesar de a proposta não estar na pauta desta terça, os manifestantes entenderam que ele poderia ser votado a qualquer momento, atendendo apenas aos interesses de empresários. Um manifestante chegou a ser contido pela segurança da Câmara.
O presidente da CCJ, deputado Décio Lima (PT-SC), disse que não colocará a matéria em votação, uma vez que não é de interesse da população brasileira neste momento.
Os manifestantes, em sua maioria representantes de sindicatos, começaram a se dispersar depois que a reunião foi cancelada.

Fonte: Portal da Câmara.

Terceirização: CTB não avaliza acordo em torno do substitutivo do PL 4.330

A reunião para debater o substituto do PL 4.330, realizada na noite desta segunda-feira (2), em Brasília, entre as centrais sindicais, representantes do Parlamento, do governo e do empresariado, não chegou a bom termo na opinião do presidente nacional da CTB, Adilson Araújo (foto).
“Somos profundamente contrários ao texto do substitutivo apresentado pelo deputado Artur Maia, que, apesar de algumas mudanças superficiais, mantém o mesmo conteúdo regressivo do projeto original”, afirmou o presidente da CTB.
Adilson Araújo acrescentou que o texto proposto “autoriza a generalização plena e irrefreável da terceirização, inclusive na atividade fim; abre brecha para a quarteirização e não contempla a responsabilidade solidária das empresas em relação às dívidas trabalhistas”.
Segundo ele, a classe trabalhadora não se sente contemplada com o substitutivo do senhor Artur Maia, muito pelo contrário. “Há alterações na forma, mas o conteúdo básico permanece extremamente nocivo aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Estamos fora de qualquer acordo e vamos lutar nas ruas para derrotar o PL 4330. Saímos frustrados da mesa quadripartite, que hoje demonstrou seus limites e ineficácia e revelou a simbiose entre o relator, governo e empresários. Infelizmente, estão todos unidos contra a classe trabalhadora”.
O relator do projeto, deputado Artur Maia (PMDB-BA), considerou as negociações encerradas e informou que pretende encaminhar o projeto a votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), onde a correlação de forças é francamente desfavorável à classe trabalhadora.
“Com as negociações esgotadas, só nos resta o caminho da luta e é o que vamos fazer, começando nesta terça-feira com as manifestações nos aeroportos”, agregou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
De acordo com os ministros do TST, que encaminharam recentemente um ofício à CCJC condenando o PL 4.330, se for aprovada a proposta pode resultar num profundo arrocho dos salários. E os ministros, que neste caso, demonstram uma consciência social mais avançada que muitos sindicalistas e políticos de esquerda, alertam: “O rebaixamento dramático da remuneração contratual de milhões de concidadãos, além de comprometer o bem estar individual e social, afetará fortemente, de maneira negativa, o mercado interno de trabalho e consumo, comprometendo um dos principais elementos de destaque no desenvolvimento do País”.

Fonte: Portal CTB.

CTB promoverá atos públicos em aeroportos, nesta terça, contra a terceirização

A CTB promoverá uma série de manifestações nesta terça-feira (3), em aeroportos das principais capitais brasileiras, em protesto contra o Projeto de Lei 4330/2004, que regulamenta a terceirização.
O objetivo do protesto é alertar a população e aos parlamentares sobre o riscos da aprovação da medida, que escancara a terceirização, beneficiando empresários em detrimento dos interesses da classe trabalhadora.
A iniciativa da central visa fortalecer esse momento de mobilização pelo qual passa o Brasil e alertar o Congresso Nacional e o governo para a importância de se avançar rumo a um novo projeto de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho, para superar os gigantescos e históricos problemas sociais que afetam o povo brasileiro.
“A CTB orienta suas estaduais a realizarem uma série de manifestações, na próxima terça-feira, em aeroportos das principais capitais brasileiras. Vamos dar uma ‘banana’ para o PL da terceirização, exigindo seu engavetamento”, afirmou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.
TST vota contra PL 4330
Na última terça-feira (27), por unanimidade os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) se manifestaram contrários ao PL 4330, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.
No parecer, em uníssono, os ministros defendem que o Projeto esvazia o conceito constitucional e legal de categoria permitindo transformar a grande maioria de trabalhadores em simplesmente em ‘prestadores de serviços’ e não mais em ‘bancários’, ‘metalúrgicos’, ‘comerciários’, etc.”.
Ainda de acordo com o parecer do TST,  “o PL autoriza a generalização plena e irrefreável da terceirização na economia e na sociedade, no âmbito privado e público, podendo atingir qualquer segmento ou profissionais”.
Para os ministros, o projeto negligencia e abandona os limites à terceirização já sedimentados no direito brasileiro, além de rebaixar drasticamente os salários.
“O rebaixamento dramático da remuneração contratual de milhões de concidadãos, além de comprometer o bem estar individual e social, afetará fortemente, de maneira negativa, o mercado interno de trabalho e consumo, comprometendo um dos principais elementos de destaque no desenvolvimento do país”, afirma o parecer.
Na opinião dos dirigentes da CTB, o parecer do TST só reforça o que os sindicalistas defendem há tempos: que o PL autoriza que os trabalhadores terceirizados sejam submetidos a salários baixíssimos e péssimas condições de trabalho, resultando na precarização, que agrava o problema da rotatividade.
Votação
Em tramitação no Congresso Nacional, o PL que deve ser votado nesta terça-feira, determina somente a responsabilidade subsidiária entre empresas contratante e contratada. Dessa forma, a contratante só responde pelas obrigações trabalhistas da terceirizada, se esgotados todos os recursos jurídicos.
Para os representantes dos trabalhadores, isso não é suficiente para garantir que os terceirizados tenham seus direitos assegurados e defendem a responsabilidade solidária, na qual a contratante assume as pendências deixadas pela terceira.

Fonte: Portal CTB.

2 de set. de 2013

Profissionais do “Mais Médicos” começam a trabalhar hoje em 454 municípios

Os profissionais formados no Brasil inscritos no programa “Mais Médicos”, começam nesta segunda-feira (2) a atuar em 454 municípios de todo o país. O objetivo do programa é levar médicos para atender a população em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades, onde há carência de profissionais de saúde.
Nesta primeira etapa estão incluídos os 1.096 médicos com diplomas do Brasil. Os 682 estrangeiros ou médicos formados no exterior estão em fase de treinamento e avaliação e devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro. Ao todo, 3.511 cidades haviam solicitado 15.450 profissionais.
De acordo com o Ministério da Saúde, os médicos com diploma do Brasil tiveram prioridade nas vagas. As remanescentes foram oferecidas primeiramente a brasileiros graduados no exterior e em seguida a estrangeiros, que atuarão com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e nas regiões onde serão alocados pelo programa.
O ministério vai recepcionar os médicos que atuarão no programa em seis capitais: Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.
Além da contratação de profissionais, o governo federal vai investir, até 2014,
R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo país. Desse montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para a construção de 818 hospitais, 601 unidades de Pronto Atendimento e 16 mil unidades básicas de Saúde.

Fonte: Agência Brasil.