15 de jan. de 2014

Centrais sindicais propõem ato para fortalecer unidade e pauta trabalhista


centrais reuniao jan2014
A disposição para a manutenção da unidade sindical deu o tom à reunião realizada pelas centrais sindicais, na manhã desta quarta-feira (15), em São Paulo. 
No encontro, que contou com a presença de técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), representantes da CTB, CUT, CGTB, Força Sindical, Nova Central e UGT discutiram a atualização da agenda de luta em 2014 e as estratégias de ação unitária na defesa dos interesses dos trabalhadores. Uma das propostas é a realização de uma grande atividade unitária no dia 09 de abril, que visa retomar as lutas prioritárias da classe trabalhadora, especialmente as definidas em 2010, na 2ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat ).
A proposta da CTB é a realização de um grande Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, nos moldes da Conclat. “Estamos em um período muito importante para o país, com Copa e eleições, e é importante que as centrais se mantenham na vanguarda para avançar na pauta trabalhista”, declarou Adilson Araújo, presidente da CTB. “O objetivo é colocar em prática uma agenda positiva que resgate as bandeiras históricas da classe trabalhadora exercendo mais pressão para encerrarmos esse ciclo com avanços e conquistas”.
Entre resoluções também está a retomada, ainda neste mês, das discussões da pauta trabalhista com a presidenta Dilma Rousseff. O intuito dos sindicalistas é marcar uma audiência para tratar de pontos prioritários como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a manutenção da lei do salário mínimo e a luta contra a Terceirização.
"As centrais sindicais entendem que, em 2014, é imperativo o reforço da luta, só assim poderemos evitar um retrocesso de direita. Portanto, será fundamental impulsionar nossa atuação”, destacou o presidente da CTB.
No próximo dia 27, os sindicalistas voltam a se reunir para definir o formato do ato unitário (previsto para abril) e a atualização da agenda da classe trabalhadora.
GT das Centrais
Outro ponto discutido durante a reunião foi a sustentação financeira das entidades sindicais. Para os sindicalistas é imperativo encontrar uma proposta do conjunto das centrais que garanta aos sindicatos uma forma de sustentação, para o financiamento da luta em defesa das categorias.
“Divergências a parte, temos a consciência que é preciso encontrar um caminho para o custeio da luta sindical. E no esforço da construção de uma saída é necessário debatermos com mais profundidade o tema”, salientou o presidente da CTB.
Nesse sentido, foi aprovada a criação de um Grupo de Trabalho das centrais sindicais, que fará um estudo em parceria com o Dieese, para a construção de uma proposta unificada.
“Para nós é fundamental assegurar na Lei mecanismos de sustentação material das entidades. Portanto, vemos com bons olhos a construção do GT que vai procurar, de acordo com o que determina o artigo 8º da Constituição que garante a contribuição sindical, criar mecanismos que permitam aos sindicatos aprovar em assembleia, sem contestação, uma contribuição assistencial ou negocial, que faz parte do leque das receitas que asseguram o custeio dos sindicatos”, afirmou Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB.
No que se refere à manutenção e atuação das entidades, a interferência do Ministério Público do Trabalho (MP) também foi lembrada e amplamente criticada pelos sindicalistas.
“O MP não tem respaldo da Constituição para interferir na organização livre dos trabalhadores e dos sindicatos, por isso somos contrários que o órgão se coloque como regulador das formas e limites de contribuição. Em contrapartida, achamos que o movimento sindical precisa ter mais maturidade para construir um consenso em torno de uma matéria tão importante quanto essa”, frisou Nivaldo Santana.
O GT, composto por representantes das centrais,  deve iniciar os encontros com um ciclo de debates e a discussão as apresnetação das dificuldades enfrentadas atualmente pelos sindicatos diante da ingerência do MP.
Na opinião dos dirigentes, a prática atual adotada pelo MP promove um cerceamento das formas de mobilização política e financeira dos sindicatos, engessando a atuação sindical.
Por Cinthia Ribas - Portal CTB (foto: Fábio Mendes - UGT)

CTB Minas presta homenagem Dona Valdete, liderança do grupo Meninas de Sinhá

CTB Minas lamenta a morte de Dona Valdete, representante do grupo Meninas de Sinhá. Continuará sendo uma referência mineira do movimento popular



Dados do IBGE sobre mercado de trabalho passarão a ser nacionais e trimestrais

Hoje, o levantamento é mensal e feito em seis regiões metropolitanas. Série histórica será interrompida

O IBGE apresentou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que irá substituir a atual Pnad, de periodicidade anual, e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que é mensal. Nesse segundo caso, a divulgação deixará de ser restrita a seis regiões metropolitanas e passará a ter abrangência nacional, mas será feita apenas trimestralmente. O instituto informa que "está estudando alternativas para produção de indicadores de divulgação mensal de mercado de trabalho".
Os primeiros dados da nova pesquisa serão divulgados na sexta-feira, com informações relativas aos quatro trimestres de 2012 e para os dois primeiros trimestres de 2013. Os demais resultados serão divulgados até dezembro. "Nas primeiras divulgações será priorizado um conjunto de indicadores básicos relativos à análise do mercado de trabalho", diz o IBGE.
Ainda de acordo com o instituto, a partir da nova Pnad "serão produzidas informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho, segundo características tais como idade, sexo e nível de instrução". Além disso, afirma o IBGE, "a pesquisa permitirá também o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país através da produção de dados anuais sobre outras formas de trabalho, trabalho infantil, migração, entre outros".
Trimestralmente, serão visitados 211.344 domicílios em aproximadamente 3.500 municípios, ante os 1.100 atuais.
A atual PME terá série histórica curta. Foi iniciada em 2002, após uma revisão metodológica no ano anterior – e terminará em dezembro. A pesquisa original é dos anos 1980.

14 de jan. de 2014

Nesta quarta (15), centrais planejam ações unificadas para 2014


As centrais sindicais prometem se unir também em 2014
















A CTB sempre defendeu a união da classe trabalhadora para vencer o capital. Por isso, pretende continuar com a luta unificada com as demais centrais sindicais para empoderar os interesses das trabalhadoras e dos trabalhadores do Brasil, como tem feito nos seis anos de sua existência. “A CTB pretende resgatar o debate que foi muito presente em 2013, que do ponto de vista da ação sindical, buscamos dar conseqüência à agenda da classe trabalhadora reforçada pelo calor das jornadas de junho”, preconiza Adilson Araújo, presidente da CTB.

A primeira reunião deste ano entre as centrais brasileiras ocorre nesta quarta-feira (15), a partir das 10 horas na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Rua Caetano Pinto, 575, no bairro do Brás, na capital paulista. Aproveitando o sucesso das mobilizações unificadas de 2013, as centrais desejam retomar as lutas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e contra a alta dos juros empreendida pelo Banco Central e que atrapalha o desenvolvimento nacional e a criação de novos postos de trabalho.

“O centro da posição da CTB é o de promover uma ampla discussão sobre a necessidade de se fazer um balanço e uma atualização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) de 2010”, explica o presidente da CTB. “Para nós essa iniciativa passa pela realização de uma plenária unitária da classe trabalhadora para mostrar que queremos avançar e conquistar melhores condições de vida e de trabalho”, acentua.
A paralisação de 11 de julho do ano passado mostrou a importância das centrais sindicais atuarem unidas, porque se depender da mídia comercial, os trabalhadores ficam sem espaço na comunicação para defender seus interesses. Neste ano as centrais já têm um compromisso agendado para 1º de fevereiro em São Bernardo (SP) para integrar o Coletivo Sindical de apoio ao Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical”. 2014 já começa com a promessa de grandes mobilizações do movimento sindical.

Para Adilson “o reflexo da grave crise econômica mundial tem repercutido no Brasil, muito embora com um horizonte promissor com a realização da Copa do Mundo, mas isso exigirá a tomada de medidas que venham a contribuir com o processo de mudanças. Para tanto, torna-se imprescindível ganhar novamente as ruas”.

Também deverão entrar na pauta das discussões, questões fundamentais para a melhoria de vida da classe trabalhadora e para o desenvolvimento autônomo do país como 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, mais investimentos na saúde, além de melhoria no transporte público, a valorização das aposentadorias, reforma agrária, direito de greve e de negociações coletivas no serviço público, regulamentação do trabalho doméstico, democratização dos meios de comunicação, reforma política com ampla participação popular, Marco Civil da Internet entre outros temas.

“A mobilização dos trabalhadores em aliança com os movimentos sociais para levantar as bandeiras da classe trabalhadora e a proposta de se efetivar uma reforma política democrática, com a realização de eleições limpas que suprimam a ingerência do poder econômico, propiciando maior participação popular são propostas que a CTB levará à reunião com as demais centrais. Mesmo porque em ano com Copa do Mundo e eleições, a atenção do povo brasileiro deve ser redobrada para elevar as condições de vida de todos”, reforça Adilson.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

10 de jan. de 2014

2014: O Ano da Agricultura Familiar

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Iniciamos o ano de 2014 com enormes desafios e expectativas para a categoria trabalhadora rural, principalmente por se tratar do Ano Internacional da Agricultura Familiar, Campesina e Indígena (AIAF/CI), declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de reivindicação dos movimentos sociais do campo de todo o mundo.
A Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag) não vê o AIAF/CI como um momento festivo e somente como um período de adesões, e sim como um ano extremamente político para dar visibilidade ao papel da agricultura familiar, campesina e indígena na produção de alimentos de qualidade para as diversas populações. E, ao mesmo tempo, expor para a sociedade e para os governantes do mundo inteiro as dificuldades e necessidades dos agricultores(as) familiares, campesinos e indígenas de terem políticas públicas específicas e estruturantes, para viabilizarem sustentável e economicamente suas unidades produtivas.
Afinal, o AIAF/CI é uma reivindicação antiga dos movimentos justamente para abrir um diálogo com a sociedade e com os governos, e de contraposição ao modelo de desenvolvimento agrícola praticado no país por meio da produção de commodities, de ser responsável por graves impactos sociais e ambientais, bem como pela concentração da terra e dos recursos naturais. Este modelo também faz uso excessivo de fertilizantes e agrotóxicos, que vem causando o envenenamento da terra, das águas e até mesmo das pessoas, deixando de ser uma questão agrícola para uma questão ambiental e de saúde pública.
Já a agricultura familiar é caracterizada pela produção agrícola diversificada em equilíbrio com a conservação ambiental, pela preservação da cultura e dos costumes dos povos. Também podemos encontrar várias práticas agroecológicas e de produção orgânica por parte dos agricultores(as) familiares. Este segmento, mesmo ficando com a menor parte da riqueza produzida na agropecuária, é responsável pela produção de 70% do feijão, 87% da mandioca, 38% do café, 46% do milho e 34% do arroz (dados do Censo 2006). Portanto, a agricultura familiar brasileira exerce papel importante na produção de alimentos sadios e na garantia da soberania e segurança alimentar do País.
2014 ano agricultura2







Mas, ainda enfrenta enormes desafios, como o acesso ao crédito rural. 74% dos agricultores(as) familiares recebem somente 15% do crédito agrícola e possuem apenas 24% da área agricultável, mas produzem 38% do valor bruto. Do outro lado, o agronegócio fica com 85% do crédito agrícola, controla 76% da área agricultável, e produz 62% do valor bruto e emprega cerca de 26% das pessoas.
Portanto, entendemos que a agricultura familiar e o agronegócio estão em lados opostos. Aliás, a própria Lei 11.326/2006, visibiliza essa diferença: “considera como agricultor familiar as pessoas que administram e trabalham com mão de obra da própria família nas atividades de seu estabelecimento, que não pode ser maior que quatro módulos fiscais, compreendidos como unidades territoriais determinadas pelos tipos predominantes de exploração e de renda obtida em escala municipal.”
Em 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar, Campesina e Indígena, a nossa grande bandeira continua a ser a Reforma Agrária ampla, massiva e de qualidade, com terra e políticas públicas suficientes para as famílias rurais produzirem alimentos saudáveis de forma sustentável e para viverem com qualidade de vida.
Em nome de toda a Diretoria da Contag, aproveito a oportunidade para desejar a todos os trabalhadores e trabalhadoras rurais, de todos os rincões desse país, um 2014 de realizações, paz e solidariedade. Que possamos, juntos, fortalecer a CONTAG, as Federações e os Sindicatos e construir mais 50 anos de lutas e conquistas para o campo.
Editorial do Jornal da Contag, assinado pelo presidente Alberto Broch.
Fonte: Portal da CTB

19 de dez. de 2013

Sindicato dos Metalúrgicos de Betim apoia itens de segurança, mas exige manutenção dos postos de trabalho




O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região (Sindbet) apoia as resoluções 311 e 312 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornam obrigatória a fabricação de automóveis com air bags e freios ABS no país a partir do ano que vem.
Para a direção do Sindicato, que não participou da reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília, na última terça-feira (17), para tratar do assunto, e nem foi consultada sobre o tema, a obrigatoriedade de instalação dos itens de segurança não deve impactar nos empregos nas indústrias do setor automotivo de Betim e região, pois a margem de lucro das montadoras brasileiras sempre foi preservada.
No entanto, a direção do Sindicato entende que cabe aos governos – federal, estadual e municipais – e às montadoras e suas fornecedoras adotarem medidas para preservar os empregos.
“Somos a favor da aplicação das resoluções, que têm por objetivo proporcionar mais segurança aos condutores e passageiros de automóveis, mas é preciso garantir os empregos. Vale lembrar que, nos últimos anos, sem exigir qualquer contrapartida das empresas, o governo abriu mão de milhões de reais na arrecadação de impostos das montadoras, que têm remetido lucros extraordinários para seus países de origem. Por isso, não existe justificativa para ameaças de perdas de postos de trabalho”, argumenta o presidente do Sindbet, João Alves de Almeida.


Fonte: Departamento de Imprensa – Sindbet. 

18 de dez. de 2013

Centrais definem estratégias para 2014 em Minas



A CTB Minas e as demais centrais sindicais se reuniram nesta terça-feira (18/12) em Belo Horizonte para decidirem as ações conjuntas no início de 2014. A ofensiva contra a terceirização  e a busca pelo Piso Salarial Regional foram as duas bandeiras destacadas para as mobilizações unificadas. Foi aprovado um seminário das centrais no dia 22 de fevereiro para discutir táticas de enfrentamento ao  projeto de lei 4.330/2003 sobre a terceirização que tramita no Congresso Nacional e  ameaça a classe trabalhadora. A reunião contou com a presença de representantes da CTB, Força Sindical, CUT, NTSC  e CSP/Conlutas. Celina Arêas também esteve presente representando a CTB Nacional.

Para o Seminário foi indicado uma comissão com representantes de cada central para organizar o evento.


O Piso Salarial Regional foi uma das lutas da CTB Minas em 2013 e o projeto de lei está  trancado na pauta da Assembleia Legislativa (ALMG). O objetivo das centrais é colocar o projeto de volta na discussão dos parlamentares mineiros. A proposta institui faixas salariais superiores ao salário mínimo.  A aprovação do Piso Salarial significa um grande avanço para os trabalhadores. 

Sinpro Minas repudia dispensa arbitrária de dirigentes sindicais

No apagar das luzes de 2013, alguns professores foram surpreendidos com mais uma arbitrariedade praticada por escolas privadas de Belo Horizonte. O Sinpro Minas foi informado sobre a dispensa imotivada de um diretor do sindicato e três representantes sindicais que estavam em pleno mandato, o que lhes garante a estabilidade no emprego, conforme a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) e a Convenção Coletiva de Trabalho dos Professores.

Além de ser um descumprimento legal, essas dispensas representam uma ameaça direta dos patrões à organização dos trabalhadores e nítida perseguição política àqueles que lideram os professores em defesa dos direitos da categoria. Essa afirmativa pode ser comprovada pelo fato de um dos professores dispensados ter recebido em julho deste ano, da própria instituição em que trabalha, uma avaliação que o qualifica como “ótimo” e “excelente”. Após essa data, em nenhum momento, o professor recebeu qualquer notificação que pudesse ir de encontro com a proposta pedagógica da escola.

A arbitrariedade cometida contra esses dirigentes é uma afronta não somente aos professores demitidos ou ao sindicato, mas a todos os professores. O Sindicato tomará todas as medidas cabíveis para reverter as demissões e denunciará essas escolas aos órgãos de defesa dos trabalhadores por prática antissindical.

Recentemente, um diretor do Sinpro Minas dispensado injustamente foi reintegrado pela Justiça do Trabalho, após mover ação trabalhista. “É fato inequívoco que a tutela legal, destinada aos dirigentes de entidades sindicais de empregados, tem por escopo resguardar a independência no exercício do mandato sindical e assegura-lhe o exercício livre para a defesa ampla dos interesses da categoria que representa, sem que o dirigente sofra retaliações ou advenham prejuízos no contrato de trabalho. No presente contexto, considerando a extensão da base territorial com alcance sobre todo o Estado de Minas Gerais, entendo que este caso específico comporta diretoria com maior número de dirigentes, sob pena de se comprometer a ação sindical em relação ao conjunto de toda a categoria. De resto, estaria comprometido o princípio da liberdade sindical”, argumentou o juiz na sentença.


Fonte: Sinpro Minas

17 de dez. de 2013

CTB filia mais dois sindicatos rurais em Minas




Fotos: frutalnabalada.com

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Frutal, no Triângulo Mineiro, e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curvelo, na região central de Minas Gerais, passam a fazer parte da CTB. As filiações aconteceram em assembleias da categoria e representam uma vitória para organização dos trabalhadores rurais no Estado. Nos próximos dias, mais sindicatos poderão aumentar as fileiras da CTB-Minas. No Vale do Jequitinhonha acontece o Encontro Regional dos Trabalhadores Rurais do Vale, durante dos dias 17 e 18 de dezembro, em que um dos objetivos é discutir a filiação à Central.

A filiação em Curvelo aconteceu no último sábado (14/12/13) em assembleia dos trabalhadores. Já em Frutal, a assembleia ocorreu no domingo (15/12/13) e foi marcada por grande presença dos trabalhadores.  

Os novos CTBistas fortalecem a luta dos trabalhadores rurais em Minas. Representando a CTB Nacional, estiveram presentes do presidente da Fetaemg Vilson Luiz da Silva e Katia Gaivoto; da CTB-Minas, Gelson Alves e da Regional do Triângulo Mineiro, Emerson Gomes da Silva e Euripedes Reis Silva.  

 Segundo Vilson Luiz, a filiação destes sindicatos representa uma luta importante travada pela CTB para ampliar a organização e a defesa da categoria na Estado.


Vilson Luiz também participa em nome da CTB do Encontro Regional do Vale do Jequitinhonha. Nesta terça-feira (17/12/13) ele irá falar da importância dos sindicatos serem filiados à Central. O encontro terá ainda outras mesas de discussão para organizar e planejar as lutas dos trabalhadores rurais da região. 



16 de dez. de 2013

Sem banco de horas, Metalúrgicos de Betim fecham acordo vitorioso



Após quase cinco meses de intensas manifestações e muita luta, os metalúrgicos de Betim e Região aprovaram, no último domingo, em assembleia realizada no Clube dos Metalúrgicos, o acordo da Campanha Salarial Unificada, que é fruto de proposta de conciliação apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MG), diante do impasse que havia se estabelecido entre trabalhadores da categoria e representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na mesa de negociações. 

Pelo acordo, nas empresas que empregam até 50 empregados, o reajuste nos salários será de 6,50%, com aumento real de 0,81%. Já nas fábricas que empregam mais de 50 funcionários, o reajuste será de 7%, com aumento real de 1,31% nos salários.

Em relação ao salário de ingresso (valor que é pago pelas empresas assim que o metalúrgico é admitido no trabalho), o reajuste, nas empresas com até 10 empregados, será de 8,5% sobre os salários que os trabalhadores recebiam em outubro de 2012. 


Nas empresas que tenham entre 11 e 400 empregados, o reajuste no piso salarial foi de 8% e naquelas fábricas que empregam mais de 400 trabalhadores, a correção no piso foi de 7,5%. Já no caso das empresas que têm mais de 1000 empregados, o reajuste no piso salarial foi de 7%. 

Os reajustes nos salários serão retroativos a 1º de outubro.


ABONOS

No que diz respeito ao abono, nas empresas que não possuem acordos de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), será pago um valor de R$ 513,60, em duas parcelas iguais  de  R$ 256,80, uma janeiro e outra em fevereiro de 2014. 

No caso das empresas que fazem parte do setor automotivo (Fiat, Comau, Stola, Teksid, Tower, ZF, Sila do Brasil, ABCZ, Brembo, Mardel, Aethra,  Nemak, Tekfor, Dina e Esco Soldering), os abonos sofreram um reajuste de 6% em relação aos valores que foram pagos no ano passado.

Vale lembrar que não estão nesta lista empresas como Denso Térmicos, Denso Rotantes, Lames e Magna, cujos trabalhadores já haviam conquistado abonos antes do término oficial das negociações da Campanha Salarial Unificada. A Proema, que concedeu 8% de reajuste aos trabalhadores, é a única empresa do setor automotivo que não irá pagar abono aos metalúrgicos.

ACORDO SEM BANCO DE HORAS FOI GRANDE VITÓRIA NA CATEGORIA

Na avaliação da diretoria do Sindicato, o acordo conquistado este ano pode ser considerado “vitorioso”, embora ainda não tenha sido o ideal merecido pela categoria.

“Foi uma campanha salarial das mais difíceis dos últimos anos, sobretudo pela intransigência da Fiemg na mesa de negociações e da truculência patronal que os trabalhadores enfrentaram nas portarias das fábricas”, ressalta o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida.

“Ainda assim, dadas as circunstâncias das negociações, conseguimos um importante índice de reajuste, com aumento real de salários, um significativo percentual de aumento no piso de ingresso, e o mais importante, varremos da categoria qualquer possibilidade de implantação do banco de horas”, reforça.


Os metalúrgicos também terão emprego ou salários garantidos até 15 de janeiro de 2014 – no caso dos trabalhadores da Fiat e Comau, este prazo se estenderá até 31 de janeiro do próximo ano. 

Confira a cobertura fotográfica da assembleia e da final do 16º Torneio de Futebol Operário Metalúrgico no facebook do Sindicato (https://www.facebook.com/sindicato.dosmetalurgicosdebetim).

Informações mais detalhadas sobre o acordo da Campanha Salarial Unificada poderão ser conferidas na próxima edição do jornal 23 de Outubro, que começa a ser distribuído nas fábricas a partir desta terça-feira (17).



FONTE: Departamento de Imprensa - Sindbet

13 de dez. de 2013

CTB celebra seus 6 anos




Uma Central que já nasceu forte!

Nesta sexta-feira (13/12)  a CTB comemora 6 anos. 

Uma trajetória de lutas!

10 de dez. de 2013

CTB-Minas participa de audiência pública que discute a extinção do Tribunal Regional do Trabalho em Juiz de Fora



A CTB-Minas participa nesta quarta-feira (11) de audiência pública na Câmara Municipal de Juiz de Fora para debater sobre a extinção da Turma Recursal de Juiz de Fora do Tribunal Regional do Trabalho.  Apesar do objetivo importante de dar agilidade no processo dos conflitos trabalhistas, o resultado da criação deste órgão penaliza o trabalhador. Depois de 6 anos de funcionamento, a maioria das ações julgadas nesta instância de Juiz de Fora foram contra a classe trabalhadora. A audiência acontece às 15 horas no Plenário da Câmara.

O presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, avalia que a sociedade tem um custo alto com a criação de tribunais regionais trabalhistas, mas os aspectos negativos pesam contra o trabalhador. Marcelino pondera que a ideia inicial era uma boa estratégia para a descentralização da Justiça, mas na prática o poder patronal local tem imprimido muita influencia sob as decisões. Marcelino compartilha do entendimento do jurista Ives Gandra Martins que observou os julgamentos, em sua maioria, contrarios à classe trabalhadora.

Instalada em dezembro de 2007, a Turma Descentralizada Recursal possui competência para julgar recursos oriundos das Varas do Trabalho de Juiz de Fora, Barbacena, Cataguases, Muriaé, Ponte Nova, São João Del Rei e Ubá.

Fetaemg promove Plenária de Jovens e Mulheres na capital


Como parte de uma jornada de Plenárias que antecedem o  9º Congresso da Fetaemg, acontece nesta terça e quarta-feira (10 e 11) a etapa da Grande BH que reúne lideranças sindicais jovens e mulheres na capital.

Segundo a diretora da CTB-Minas e da Fetaemg , Maria Rita Fernandes de Figueiredo, o objetivo é fazer vários encontros regionais preparatórios para o Congresso, eleger comissões de jovens e mulheres. O encontro  debate também assuntos de interesse da categoria como trabalho e renda, reforma agraria, soberania, segurança alimentar, dentre outros.  A etapa da Grande BH é a sétima plenária organizada nas regionais. O processo começou em outubro e vai até fevereiro de 2014. Ao final, todas as propostas construídas durante os encontros serão apresentadas no Congresso.

O foco dos debates é voltado para o tema “democracia, poder e participação política e sindical.” A meta está na organização dos jovens e das mulheres rurais, garantindo assim maior participação desse grupo nas decisões políticas do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.


Veja o calendário completo das plenárias regionais de mulheres e jovens
DATA
POLO
LOCAL
22 de outubro
Leste do Rio Doce
Manhuaçu
23 e 24 de outubro
Zona da Mata
Muriaé
13 e 14 de novembro
Triângulo  e Noroeste
Uberaba
26 e 27 de novembro
Rio Doce e Alto do Rio Doce
Governador Valadares
03 e 04  de dezembro
Norte de Minas
Montes Claros
05 e 06 de dezembro
Alto Jequitinhonha
Turmalina
10 e 11 de dezembro
Grande BH
Belo Horizonte
17 e 18 de dezembro
Baixo e Médio Jequitinhonha
Itaobim
14 e 15 de janeiro/2014
Mucuri
Teófilo Otoni
21 e 22 de janeiro/2014
Sul
Alfenas
11 e 12 de fevereiro/2014



9 de dez. de 2013

ALMG homenageia Fetaemg



Os 45 anos de fundação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) e os 50 anos da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) foram comemorados na manhã desta segunda-feira (9/12/13) em uma Reunião Especial de Plenário na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A CTB-Minas esteve presente na cerimonia. Essa foi a primeira vez que a Fetaemg recebe homenagem da Assembleia.

A Fetaemg possui 515 sindicatos e cerca de um milhão de trabalhadores rurais associados. A Federação tem participação ativa da entidade nas ações coordenadas pela Contag em defesa da reforma agrária, das políticas sociais, da agricultura familiar e da organização sindical.


Sindicalistas acusam polícia de cerceamento em manifestações



Representantes sindicais denunciaram aos deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que membros da Polícia Militar estariam impedindo manifestações e promovendo perseguições a trabalhadores durante campanhas por melhorias trabalhistas no Estado. As queixas foram feitas em audiência pública realizada nesta segunda-feira (9/12/13), a pedido do deputado Durval Ângelo (PT), para tratar do problema.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem, Geraldo Maria Valgas Araújo, os policiais usam de truculência contra os trabalhadores há muito tempo. Ele denunciou que membros da corporação são vistos dentro das empresas, onde se alimentam e prestam serviço de segurança particular. “São policiais civis, militares e reformados, que criam espécies de milícias, usando o poder público em benefício de interesses privados”, disse.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, João Alves de Almeida, acrescentou que a Fiat persegue os movimentos sindicais dos seus trabalhadores com uso de força policial. Segundo ele, viaturas são vistas dentro da empresa diariamente. Além disso, de acordo com ele, as empresas proíbem seus empregados de se associar, participar e até mesmo ler os informativos dos sindicatos. “O Bola – envolvido no suposto assassinato de Eliza Samúdio a mando do ex-goleiro Bruno - já foi contratado para nos intimidar”, afirmou.
Criminalização – O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marcelino da Rocha, lamentou que a ameça aos direitos sindicais exista há muito tempo sem a devida intervenção do poder público. Para ele, as empresas têm usado o que chamou de “bandidos travestidos de policiais” para sua segurança privada. “Há criminalização dos trabalhadores em todas as categorias. É preciso que a Fiemg pense menos em lucratividade e mais em dialogar com os sindicatos”, salientou, referindo-se à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais.
A repressão policial durante o movimento grevista dos professores em 2011, a Copa das Confederações neste ano e as campanhas salariais da Cemig e outras categorias foi lembrada pela presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Beatriz Cerqueira. Para ela, o desrespeito com as mulheres tem sido um agravante, e o único diálogo do Estado com os trabalhadores tem sido feito por meio do aparelho repressivo. “Há o uso de tropa de choque, cães, serviço de inteligência e viaturas ocupadas por policiais armados. Não entendo como um grupo de mulheres, muitas delas aposentadas ou em companhia dos seus filhos, pode representar qualquer risco à sociedade”, disse.
Neste contexto, ela acusou o crescimento da violência em Minas Gerais, principalmente pela falta de ações preventivas e repressivas das forças de segurança. “Peço à comissão que participe das manifestações; questione o Estado sobre o efetivo policial nas fábricas, assim como o setor de inteligência que se infiltra nas ações sindicais; e por que a corporação não concentra esforços na proteção da população”, finalizou.
Providências – Ao final, o presidente da comissão, deputado Durval Ângelo, recebeu das mãos dos representantes sindicais um dossiê que comprovaria a ação policial nas empresas privadas. Ele se comprometeu a solicitar o envio das notas taquigráficas da reunião à Organização Internacional do Trabalho (OIT), à Comissão do Trabalho da ALMG, à Corregedoria da PM, à Secretaria de Estado de Defesa Social e à Promotoria dos Direitos Humanos. Para o parlamentar, esses fatos remetem aos tempos de ditadura militar. “Há perseguição, criminalização e violência contra os trabalhadores. Iremos traçar ações para 2014, inclusive em órgãos internacionais, para acabarmos com esse tipo de prática”, concluiu.



Fonte: ALMG

3 de dez. de 2013

CTB Minas faz balanço das ações e filia mais um sindicato



A diretoria da CTB Minas se reuniu no dia 30, no sítio da Fetaemg, para fazer uma avaliação da conjuntura e um balanço das ações de 2013. Os dirigentes tiveram a oportunidade de enumerar as várias ações desde a posse da atual diretoria até o momento e refletir sobre os desafios que terão pela frente. Para isso, foi deliberado no encontro que em fevereiro acontecerá uma reunião de planejamento da Central para o próximo período. Ao fazer o balanço do ano, a diretoria destacou os relevantes feitos de uma Central tão jovem, que completa 6 anos no próximo dia 13, que a fizeram ocupar a quarta posição entre as centrais.      

Filiação

O Sindicato dos Servidores Públicos de Itajubá e região (SISPUMI) é mais uma entidade que se filiou à CTB. A filiação aconteceu neste sábado (30) durante a reunião da Direção da CTB Minas. O SISPUMI é um importante sindicato da região sul de Minas Gerais. A CTB/Minas vem acompanhando as ações do Sindicato e oferecendo o suporte para fortalecer a luta dos trabalhadores na cidade.

Segundo o presidente do SISPUMI, Adilson José Soares, filiar a CTB é dar força ao sindicato. “A CTB nos deu muita força, uma Central que está sempre com a gente, dando apoio” foi a avaliação feita por Adilson que destacou o suporte da direção da CTB Minas nas demandas da organização sindical.

A diretoria do SISPUMI tomou posse há 11 meses e encontrou muitos desafios deixados pela antiga gestão. Uma das lutas que os servidores públicos de Itajubá terão no próximo ano é a discussão do Plano de Carreira, Cargos e Salário que precisa de revisão.

Presidente do SISPUMI participa da reunião da CTB




2 de dez. de 2013

Piso integral é principal ponto da pauta do Sindemu

Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) protocolou na última quinta-feira (28) pauta com reivindicações da categoria para 2014 e agora aguarda o início das negociações com a Prefeitura. Ao todo, o documento é composto por 27 itens.
A principal demanda é o pagamento integral do piso nacional dos professores, que ainda aguarda a definição do reajuste a ser aplicado pelo governo federal no próximo ano. Outra demanda prioritária é a destinação de um terço da jornada para atividades fora de sala de aula. Além disso, o Sindemu quer aumento de 22% no tíquete-alimentação do funcionalismo para compensar a variação das cestas básicas nos últimos dois anos. A pauta traz ainda a cobrança por incluir o sindicato no processo de reestruturação do Plano de Carreira do Magistério e a abertura imediata de novo concurso público para preenchimento de vagas na área de Educação.
 
Solicitando um posicionamento oficial da Prefeitura sobre qual será o material didático utilizado em 2014, a categoria reivindica a adoção dos livros fornecidos pelo governo federal. “Demonstra-se desnecessária a adoção de outros materiais como o sistema atualmente aplicado, podendo assim os recursos serem aplicados em demandas de maior relevância e carência na Educação Municipal”, continua o texto. A falta de segurança nas escolas, a superlotação em sala de aula e as denúncias por causa de assédio moral aos profissionais também foram citadas na pauta em busca de providências da administração municipal.

fonte: jornal da manhã - 29/11/2013