5 de mar. de 2015

Taxa Selic sobe para 12,75%; para especialistas, BC flerta com recessão

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Mais uma vez, o Banco Central subiu a taxa básica de juros (a Taxa SELIC) em 0,5 ponto percentual, atingindo o valor de 12,75% ao ano. Foi a quarta vez consecutiva que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pelo seu aumento em 0,5%, na tarde desta quarta-feira (4), e a 16ª rodada de uma série de aumentos sem inversão que a elevaram de 7,25% para o valor atual.
Com a nova decisão, unânime entre todos os diretores do BC, os juros voltaram ao patamar de janeiro de 2009, quando o pessimismo com relação à crise econômica mundial começava a ganhar repercussão. O COPOM argumentou em nota que a decisão teve relação com a inflação recorde de janeiro, mas não se posicionou quanto aos impactos econômicos negativos que a medida terá no setor industrial.
Para Eduardo Fagnani, professor de Economia na Unicamp, a decisão é um “tiro no pé” e aprofunda o quadro pessimista que o país começa a desenhar. “Esse tipo de política empurra a economia para a recessão, o que gera um ciclo difícil de ser revertido: desestruturação do mercado de trabalho, queda da demanda agregada, queda do investimento privado, queda da receita pública, maior superávit fiscal, corte do gasto público”, disse em entrevista à CTB. “O aumento da Selic é ineficaz para combater a ampliação dos preços dos alimentos, que mudam por fatores climáticos, ou do setor de serviços, decorrentes do aumento da renda da população. Mais graves são seus efeitos no endividamento público: cada meio ponto de elevação da Selic adiciona R$ 10 bilhões à dívida pública”, explicou.
O economista José Carlos de Assis, por outro lado, enxerga na decisão do Banco Central uma sinuca mais complicada: “A economia brasileira está numa armadilha. Existe um déficit em conta corrente muito grande, de R$ 91 bilhões só no ano passado, e um déficit desse tamanho você só financia com a entrada de capital especulativo. A taxa de juros talvez não precise ser tão alta, mas sempre vai ser alta, porque senão haverá uma fuga monetária que vai jogar o país nos braços do FMI”. O combate à inflação e o medo de esvaziar as reservas internacionais, na interpretação de Assis, estariam levando o Brasil para um caminho de “perda da soberania econômica”.
TaxaSelicMar2015Com a decisão desta quarta-feira (4), o Copom fecha 16 rodadas seguidas de aumentos na taxa de juros sem inversão
O remédio que mata
Ao longo dos últimos seis anos, o governo usou de muitos artifícios para postergar os impactos negativos da crise mundial sobre a economia brasileira: desonerou a produção industrial, forçou os preços do mercado financeiro para baixo, segurou reajustes nos preços da eletricidade e dos combustíveis, concedeu benefícios fiscais, ampliou investimentos em infraestrutura, desenvolveu formas simplificadas de navegar pelo nosso monolítico sistema tributário. Acima de tudo, reduziu a taxa básica de juros para os níveis mais baixos de sua história, e em outubro de 2012 ela chegou a 7,25%. A expectativa era que, com a taxa no chão, os setores produtivos aumentassem a tomada de crédito e reacendessem o ciclo de consumo que carregava o crescimento econômico até ali.
A valorização exacerbada do real e o fantasma da inflação, no entanto, espantaram o espírito empreendedor dos empresários, mesmo diante do crédito barato. Em meados de 2013, houve uma inflexão na forma com que o Banco Central vinha lidando com a desaceleração econômica, fruto de uma campanha virulenta dos porta-vozes do capital financeiro - leia-se: a grande mídia. O novo entendimento, de que haveria uma “crise de credibilidade” entre investidores e governo por conta da excessiva manipulação da economia, fez com que o Banco Central voltasse a perseguir as bandeiras da austeridade e do “tripé macroeconômico” - a combinação entre controle da inflação, realização de superávit primário e manutenção do câmbio flutuante. A elevação da taxa Selic tornou-se a peça central para a “retomada da confiança” entre especuladores e governo.
“Interessa aos detentores da riqueza financeira manter a taxa de juros elevada. Como há uma parcela da dívida publica indexada à Selic, quanto maior os juros básicos, maior o retorno para os especuladores”, explicou Fagnani. “Mas a principal consequência será o aprofundamento da recessão. Já se fala em queda do PIB de mais de 1,5% em 2015. Os pressupostos teóricos que sustentam o tripé não convergem para o objetivo do crescimento”, analisou.
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A produção industrial acumula queda de 3,5% nos últimos 12 meses - trajetória diametralmente oposta à escalada da taxa Selic (Foto: Divugalção/GERJ)
A alternativa dos trabalhadores

O ministro Joaquim Levy e seus aliados no Banco Central são incisivos ao falar na inevitabilidade de “pôr a casa em ordem”, como o próprio Levy externou no Fórum Econômico Mundial, em Davos. No entendimento deles, o controle da inflação e a manutenção dos níveis das reservas internacionais seriam as únicas formas de manter o país afastado de uma crise verdadeiramente assoladora, como a da Grécia ou da Espanha, mesmo que as consequências sejam o aumento do desemprego e a desaceleração da atividade industrial. Mas isso não é um consenso entre os economistas.
Assis acredita que o aumento dos juros contribui apenas para o problema fiscal. “O que vai acontecer, se continuarmos por esse caminho, é que atingiremos o endividamento extremo sem que haja investimento algum - só uma coisa financeira. A única saída é melhorar nossa capacidade de exportar manufaturados, e com isso aumentar o superávit comercial e reduzir o déficit em conta corrente. É preciso buscar uma política de aumento de exportações”, disse. A alternativa, para ele, seria a realização de uma campanha agressiva para que o capital produtivo roubasse o protagonismo do capital financeiro.
Este pensamento é compartilhado pelo doutor Marcio Pochmann, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que enxerga na redução dos juros uma luta crucial para os trabalhadores: “O que garante o emprego de amanhã é isso: investimento. Ele é o diálogo com o futuro, porque o aumento da capacidade produtiva é o que vai permitir contratar mais pessoas, produzir mais, vender mais, gerar renda, etc. Essa é a questão-chave na defesa do desenvolvimento - sem investimento [em capital produtivo], as possibilidades de negociação coletiva são muito mais limitadas. É dentro do desenvolvimento que se abre a melhor possibilidade de jornada de trabalho, por exemplo; que se abre a possibilidade de ampliar o período de férias de quatro para cinco semanas”. Como o aumento na taxa Selic encarece diretamente as linhas de crédito para pequenas e médias empresas, cada alta seria um novo obstáculo para a expansão da atividade econômica real.
O que é inquestionável, no final, é que quem acaba pagando a conta da estratosférica taxa de juros é o próprio trabalhador brasileiro. Infelizmente, a previsão do professor Magnani vai para bem além dos juros amargos no cartão de crédito: “Com apoio da mídia, o ‘terrorismo econômico’ foi aprofundado após as manifestações populares de 2013 visando sangrar o governo até as eleições de 2014, e o enfrentamento político não foi feito. O governo recuou, e agora o mercado de trabalho já dá os primeiros sinais de desaceleração em 2015 - essa tendência vai se agravar nos próximos meses. Corremos o risco de retrocesso da inclusão obtida nos últimos anos. O endividamento das famílias será ampliado. As camadas recém-incorporadas ao mercado de consumo terão dificuldades para manter esse status”.
Diante desse quadro, os caminhos tornam-se polarizados: manter os juros em alta, a serviço dos especuladores; ou tornar a baixá-los, em defesa da indústria e do trabalho.
Por Renato Bazan - Portal CTB

Homicídio de mulheres agora é crime hediondo e qualificado

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No Congresso, a bancada feminina em peso comemora a aprovação da nova lei que vai ser sancionada na segunda, às 15h, pela presidenta Dilma
As brasileiras têm muito que comemorar no Dia Internacional da Mulher deste ano. A Câmara dos deputados aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei 8305/14, que torna o feminicídio (assassinato de mulheres por questão de gênero) crime hediondo e qualificado. A partir da sanção da presidenta nesta segunda-feira (9), o feminicídio passa a ser imprescritível e inafiançável. "Ocorreu uma discussão muito rica na Câmara onde as todas as 51 deputadas discursaram pela aprovação do projeto, o que mostrou uma coesão muito forte da bancada feminina em fazer as coisas avançarem neste país", garante Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.
Conheça o PL 8305/14 aqui
“A aprovação dessa lei foi muito importante porque não dá mais para continuarmos com o enorme número de mulheres assassinadas todos os anos neste país”, define ela. Já a coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres, Lúcia Rincon, assinala que “as leis formuladas para proteção das mulheres significam o reconhecimento da sociedade ao nosso direito de ter acesso à cidadania”.
Ivânia ressalta que “tornar o feminicídio crime hediondo foi uma vitória das deputadas, do movimento feminista, sindical e social para pormos fim a essa verdadeira epidemia que é o assassinato de mulheres no Brasil”. Em nome da CTB, a cetebista saúda ao movimento social como um todo, em especial aos deputados, às centrais sindicais e aos movimentos de mulheres que se fizeram presentes na tramitação do projeto.
O projeto que foi elaborado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra Mulher, será incluído n Código Penal e determina prisão de 12 a 30 anos para o assassino. “As mulheres são assassinadas pelo simples fato de existirem”, acentua Lúcia. “Todos precisam compreender que ser mulher é parte do gênero humano. Precisam entender ainda que as mulheres têm características próprias e não podem ser assassinadas por isso”, preconiza.
Para Lúcia, “a nova lei dá segurança de a mulher ser reconhecida como uma pessoa com os mesmos direitos e também permite à mulher saber onde recorrer quando se sentir ameaçada”. Além de tudo isso, ela reforça que a punição mais severa pode “fazer com que a sociedade pense no respeito à pessoa humana e deixe de valorizar a violência”.
A secretária da CTB, Ivânia, aproveita para convocar as mulheres a ir para as ruas no domingo (8) para defender “todos os direitos a mais e nenhum a menos”. Segundo ela, “precisamos de uma reforma política com qualidade de gênero que mude o sistema eleitoral permitindo chances iguais a todos os candidatos e respeitando a cota para as mulheres”. Ao mesmo tempo ela revigora a luta para que a presidenta Dilma cumpra os compromissos de campanha.
“Em São Paulo, a CTB promove um grande esforço junto às centrais sindicais e ao movimento de mulheres para realizar um grande evento que marque nossa posição em defesa da democracia e da liberdade. Golpe nunca mais”, apregoa Ivânia.
CTB-Minas
Em Belo Horizonte a concentração para o  Dia Internacional da Mulher será no Domingo (8), às 10h, na entrada do Parque Municipal, próximo ao Palácio das Artes, na Avenida Afonso Pena. A proposta é fazer um ato durante a tradicional Feira Hippie. 
Com informações do Portal CTB

3 de mar. de 2015

No dia 13 de março vamos ganhar as ruas do Brasil!

adilson araujo presidente da ctb


























“Esta em curso uma insana fúria golpista. Os algozes da direita tentam impor a todo custo uma agenda regressiva e conduzir o país a uma instabilidade econômica e política. Esse quadro revela que devemos impulsionar as lutas em defesa da Nação, da soberania e da democracia. O momento exige uma grande contraofensiva do movimento social em resposta à direita, em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, da Petrobras, da indústria nacional e por uma reforma política democrática. Vamos à luta"

A CTB, CUT e os movimentos sociais mobilizam suas bases em defesa da soberania, da democracia e dos direitos sociais. Uma jornada que requer amplitude para derrotarmos o golpismo e retomarmos a contraofensiva política contra a direita. Está na ordem do dia a constituição, em nível nacional e regional, de uma ampla frente democrática e patriótica.
Dentro desse contexto ganha maior relevância a defesa da Petrobras, a indústria nacional e uma reforma política democrática. Nessa direção temos uma agenda que será retomada já na próxima segunda - contra as medidas provisórias (no ferro e na ferradura) e se desenvolvera até abril.
Destacamos a que ocorrerá dia 07.03 em SP. Uma estratégica plenária nacional dos movimentos sociais e partidários. Um importante evento que aglutinará as forças comprometidas com o projeto político em curso e nele se reforçarão as necessárias agendas mobilizadoras nacionais, destacando-se a do dia 13.03. Devemos viabilizá-la em todas as capitais do país. Para isso, sugiro que os companheiros e companheiras acompanhem as informações e orientações nas páginas eletrônicas da CTB e da CUT, pois no curso dessa renhida disputa política, aparecem convocatórias e formas de lutas de fontes suspeitas.
Em defesa da Nação, da soberania, da Petrobras, contra o golpismo da direita! Vamos à luta!
Adilson Araújo, presidente nacional da CTB

CTB organiza seminário para debater os desafios para a classe trabalhadora

O Brasil vive um momento político complexo e delicado, que merece atenção redobrada e um posicionamento firme, justo e equilibrado do sindicalismo classista, visto os constantes ataques desferidos pelas forças de direita à democracia e soberania nacional, impressas no projeto em curso representado pelo atual governo eleito pela vontade popular.

A direita não economiza munição e, fortalecida pela grande imprensa, questiona a governabilidade, o tamanho da presença do Estado; as políticas públicas inclusivas; os direitos trabalhistas; a liberdade e a democracia, entre outros. 

Para aprofundar esse debate acerca da atual conjuntura e seus impactos, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vai promover o “Seminário Dilemas e Desafios para a Classe Trabalhadora - 2015/2018”, nos dias 8 e 9 de abril, em São Paulo. A atividade faz parte da Jornada de debates da CTB.

“A CTB tem feito esforço para entender a realidade política e econômica e nortear suas ações. E o seminário tem esse objetivo de interpretar e também de apresentar os caminhos que a central e os movimentos sociais e sindical deverá atuar ao longo de 2015”, afirma o dirigente da central Eduardo Navarro.

Voltado para dirigentes de entidades filiadas, o evento vai traçar um raio-x da situação política, econômica e os desafios para a implantação de um projeto de desenvolvimento com valorização e para a organização dos trabalhadores.

Os debates, que reunirão economistas e especialistas renomados, serão divididos em três eixos: política econômica, desenvolvimento nacional, política geral e organização dos trabalhadores e trabalhadoras.

“É clara a necessidade de envolver todo o movimento sindical e conclamar todo o movimento social a engrossar este momento de defesa dos direitos, da democracia e da soberania”, diz Navarro, ao reforçar a necessidade de manter a unidade. 

“O quadro conjuntura com o Congresso reacionário e as forças de direita que se associam ao consórcio oposicionista deixam claro que os direitos sociais estão na mira dos ataques. Isso demanda uma grande unidade da classe trabalhadora e da sociedade”.

Fonte: Portal CTB.


Secretário de Relações Internacionais da CTB visita a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim

Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região participaram, na manhã desta sexta-feira (27), no Clube dos Metalúrgicos, de uma palestra sobre a conjuntura nacional e internacional e os impactos para a classe trabalhadora.

O convidado foi o secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - entidade à qual o Sindicato é filiado, Divanilton Pereira (foto).

Na oportunidade, Divanilton chamou a atenção dos dirigentes do Sindicato para a necessidade de unidade e organização dos trabalhadores para enfrentar o momento político e econômico adverso no País.

“Se depender da formação do atual Congresso Nacional, o mais conservador eleito desde 1964, poderemos assistir ao maior ataque aos direitos dos trabalhadores nos últimos anos, sobretudo se for aprovado o projeto que prevê a implementação da terceirização sem limites nas empresas do país”, alertou.


Fonte: Departamento de Imprensa - Sindbet.

Comissão da Verdade: documentos revelam elos entre o Metrô e a repressão

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou nesta segunda-feira mais uma audiência pública da Comissão da Verdade Rubens Paiva. O tema foi o envolvimento de empresários do Metrô com a estrutura de vigilância e tortura do regime militar. Intitulada “Metroviários: uma categoria de luta vigiada e reprimida” e presidida pelo deputado federal Adriano Diogo, o evento contou com a participação de metroviários, ex-metroviários, sindicalistas e integrantes do Fórum de Trabalhadores e Trabalhadoras por Verdade, Justiça e Reparação.
O metroviário e secretário geral da CTB, Wagner Gomes (foto), compareceu à audiência para prestar depoimento sobre a sua detenção, isolamento e agressão física sofrida em 1982 em ato durante a inauguração do Terminal Rodoviário Tietê. Na ocasião, dezenas de trabalhadores que protestavam contra Paulo Maluf, então governador biônico de São Paulo, foram presos e encaminhados ao DOPS. Gomes foi agredido e depois isolado em uma sala até a noite sob o pretexto de que seria ouvido pelo delegado geral Romeu Tuma. Foi liberado pouco depois. É preciso investigar e continuar esclarecendo tudo o que se passou nos anos em que vivemos sob o regime militar. Só assim podemos informar com clareza e ajudar a educar as gerações mais jovens e impedir que os mesmos erros voltem a ocorrer”, disse Gomes.  
Segundo os organizadores deste grupo de trabalho da Comissão da Verdade, este episódio é mais um de uma sucessão de fatos que revelam a íntima ligação entre a sistema de segurança do metrô com a estrutura de segurança pública a serviço da repressão política. Diversos documentos que comprovam a vigilância intensa exercida pelos órgãos oficiais sobre as atividades de sindicalistas e funcionários do metrô foram exibidos e anexados ao processo que pretende rever e esclarecer a colaboração direta entre metrô e repressão do estado e identificar nominalmente os participantes e seu exato papel nesta engrenagem colaboracionista".

Portal CTB

2 de mar. de 2015

Conselho da CTB afina discurso contra supressão de direitos

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Discutir o atual momento político enfrentado pelo Brasil, orientar o posicionamento da CTB nas discussões que estão sendo propostas e definir uma agenda de lutas para o próximo período foram os temas da pauta da Reunião do Conselho Político da CTB, realizada nesta quinta-feira (26), em São Paulo.
O encontro, que contou com a participação da diretoria ampliada da CTB e de dirigentes de entidades filiadas, fez uma radiografia do estágio de complexidade que o país vive, principalmente diante do conservadorismo da composição do Congresso Nacional, da politica de austeridade fiscal e dos ajustes que o governo tem promovido que geram impactos que envolvem um processo visível de flexibilização de direitos e abrem caminho para a precarização das condições de trabalho.
Adilson Araújo, presidente nacional da CTB, compôs a mesa de abertura com Joílson Cardoso, vice-presidente; Wagner Gomes, secretário-geral; Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora, e Alberto Broch, presidente da Contag, sendo substituído posteriormente pelo secretário de Finanças e presidente da Fetaemg, Vilson Luiz.
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O presidente da CTB iniciou os trabalhadores abordando a complexidade da atual conjuntura e a relevância da agenda que vai dar repercussão ao enfrentamento em um quadro de dificuldades. Para ele é imperativo que a central parta para ofensiva para combater a onda golpista que cresce de forma oportunista a cada dia que passa.
Coube a Ivânia Pereira destacar a importância da unidade nesse contexto. “Ganhamos a presidência, mas fomos derrotados na eleição parlamentar. Agora estamos num estágio em que todos os projetos nocivos para a classe trabalhadora poderão ir para votação. E não temos dúvida que se não houver uma ampla mobilização essas propostas serão aprovadas. Dessa forma, a unidade é a palavra chave e a saída para essa crise que vivemos”, afirmou.
Ataques à democracia
Para nortear os debates, coube ao assessor político Umberto Martins apresentar uma profunda análise de conjuntura, que ressaltou os principais desafios que estão colocados tanto para os sindicalistas, como para o conjunto da classe trabalhadora. “Nesse cenário de crise econômica e radicalização da luta política, que não se restrige apenas ao Brasil, é preocupante a ofensiva golpista da direita neoliberal que, neste momento, defende o impeachment da presidenta Dilma, atropelando a vontade popular expressa recentemente nas urnas, com propósitos reacionários e antidemocráticos. Esse é um cenário que demanda muita preocupação”, alertou Umberto Martins.
Nesse sentido, de acordo com o assessor, os trabalhadores terão pela frente dois desafios: defender os direitos trabalhistas, ao mesmo tempo em que defendem a democracia. “Temos que promover uma ampla frente em defesa da democracia em nosso país, mas isso não significa que vamos abrir mão da defesa dos direitos dos trabalhadores, a exemplo das MPs 664 e 665, que são falsos argumentos para corrigir distorções e do ponto de vista da economia são contraproducentes”, ressaltou Umberto Martins.
Para que haja mudanças expressivas, segundo Umberto Martins, é preciso que os trabalhadores se mobilizem para pressionar o governo e impedir o avanço dessa onda golpista. “É preciso criar uma ampla frente democrática em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais para fazer frente à ofensiva reacionária e ampliarmos a mobilização das bases em defesa dos direitos, dos interesses da classe trabalhadora, pela mudança da política econômica, defesa da Petrobras, reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar, conquistas que abrirão caminho para um novo projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho. Não adiantar só pensar em administrar essa crise”, finalizou o assessor político da CTB.
Petrobras
Após a análise de conjuntura, o plenário foi aberto para as intervenções dos participantes de deixaram claro o grau de preocupação com os rumos dos acontecimentos no cenário nacional. A defesa da Petrobras foi um dos temas que encontraram eco nas falas dos sindicalistas, preocupados com a ofensiva das forças golpistas que promovem ataques diuturnamente.
Posicionamento defendido pelo petroleiro Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais da CTB, ao lembrar que a petrolífera sempre foi alvo de ataques, que agora encontram repercussão na grande imprensa com seu amplo poder de alcance. “O que desequilibra a situação no atual momento é o alcance dos grandes meios de comunicação que tentam 24h desmoralizar a Petrobras como se os 86,111 funcionários fossem corruptos. Por isso entendemos que essa disputa na Petrobras está inserida na grande disputa política geral. Inviabilizar uma empresa com esse nível de investimento - cerca de 300 milhões por dia - significa inviabilizar o desenvolvimento do Brasil. Daí a importância de promovermos mobilizações, articulando em todos os estados esse posicionamento para vencermos mais uma vez os derrotados de ontem e de hoje”, afirmou o petroleiro.
PL 4330: a terceirização desenfreada
O desengavetamento do Projeto de Lei (PL) 4330, que promove a terceirização desenfreada, foi outro destaque levantado pelos cetebistas. Joílson Cardoso, vice-presidente da CTB, apresentou um relatório das discussões feitas em Brasília e reforçou a necessidade do movimento sindical partir para o ataque, pressionando parlamentares e o governo a se posicionarem contrários ao PL, que promove e, acima disto, escancara a terceirização e precariza as condições de trabalho.
“A CTB lidera a defesa nos conselhos contra esse posicionamento do relator Arthur Maia, que quer colocar o projeto em votação em abril. E vamos para o parlamento pressionar e dialogar com as lideranças partidárias para sensibiliza-las para o prejuízo do texto. Na próxima semana, estaremos no Congresso promovendo esse esforço gigantesco, que demandará inclusive uma mobilização na nossa base e nos estados, para pressionar os deputados a se posicionarem sobre o tema. Também faremos campanhas em aeroportos, que além de combater o PL 4330, terão o objetivo de defender mais uma vez a revogação das MPs 664 e 665”, afirmou o vice-presidente da CTB.
Agenda de Lutas
Além das amplas discussões acerca dos direitos trabalhistas e das tentativas de desestabilizar o governo Dilma Rousseff, os dirigentes da CTB trouxeram para o debate um panorama da luta promovida nos estados e nas categorias. As eleições sindicais que se aproximam, as mobilizações dos trabalhadores rurais, como o 20º Grito da Terra, a 5ª Marcha das Margaridas e o calendário da Jornada de Lutas, que se inícia no dia 02 de março com atos nas STRs; foram algumas das atividades que passaram a integrar a o calendário construído pela Central para os próximos meses.
Ao final, os dirigentes aprovaram a criação de uma comissão responsável pela construção e aprovação daResolução Política da reunião, que contém o posicionamento da Central diante a complexidade do atual momento político enfrentado no país.
Cinthia Ribas - Portal CTB

Centrais saem às ruas nesta segunda (2) em defesa da classe trabalhadora

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A CTB e as demais centrais sindicais sairão às ruas, nesta segunda-feira (2), em todo o país, numa série de uma série de manifestações pela revogação das Medidas Provisórias 664 e 665 e também contra o Projeto de Lei 4330, da terceirização.

As MPS alteram as regras do seguro-desemprego, abono salarial (PIS/Pasep), seguro-defeso (para pescadores), pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão. “Essas medidas trazem grandes prejuízos à classe trabalhadora”, expressou o secretário geral da CTB, Wagner Gomes.

Organizados pelas centrais, os atos desta segunda ocorrerão nas Superintendências Regionais do Trabalho (DRTs) em várias partes do Brasil. Já na semana em que deve ocorrer a votação das medidas na Câmara, os sindicalistas se mobilizarão, no dia 18, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.

O cetebista informou que março será um mês de luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. 

Em Minas Gerais, as centrais sindicais realizam panfletagem para chamar atenção da população. O documento, assinado pela CTB-Minas, CSC-Conlutas,  NCST, UGT, CGTB e Força Sindical, critica o pacote de ajustes que penaliza a classe trabalhadora.


Veja o material distribuido em Belo Horizonte:





  

24 de fev. de 2015

Sinpro promove palestra com Emir Sader

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O sociólogo e cientista político Emir Sader vai proferir uma palestra sobre Comunicação e Ética, na sede do Sinpro Minas. O evento, organizado pelo Laboratório de Altos Estudos do sindicato, vai acontecer no dia 7 de março, às 10h30, na rua Jaime Gomes, 198, Floresta.
 
Emir Simão Sader é sociólogo e cientista político, graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, mestre em filosofia política e doutor em ciência política por essa mesma instituição.Dirige o Laboratório de Políticas Públicas (LPP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é professor de sociologia. Atualmente é professor doutor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas e Secretário Executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales. Foi Secretário Executivo do CLACSO.
 
É autor de A Vingança da História, A nova toupeira, entre outros livros. Sader colabora com publicações nacionais e estrangeiras e é membro do conselho editorial do periódico inglês New Left Review. Presidiu a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS, 1997-1999) e é um dos organizadores do Fórum Social Mundial.

Dia 24 de fevereiro marca conquista do voto feminino

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
Aqui no Brasil, no dia 24 de fevereiro de 1932 no Governo de Getúlio Vargas foi garantido o direito do voto feminino através do Código eleitoral e assim além das mulheres votarem, elas iniciaram sua entrada no mundo da política, candidatando-se a cargos eletivos. 
 
É importante ressaltar que antes de ser instituído o voto feminino em 1932, no ano de 1928 aqui no Nordeste, segundo Baranov (2014), a primeira mulher a ter o direito de votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana. Aos 29 anos, Celina pediu em um cartório da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ingressar na lista dos eleitores daquela cidade. Junto com outras seguidoras, Celina votou nas eleições de 5 de abril de 1928. Formada pela Escola Normal de Natal, Celina aproveitou a Lei n◦ 660, de outubro de 1927, que estabelecida as regras para o eleitorado solicitar seu alistamento e participação. 
 
Em todo o país, o estado potiguar foi o primeiro a regulamentar seu sistema eleitoral, acrescentando um artigo que definia o sufrágio sem ‘distinção de sexo’. O caso ficou famoso mundialmente, mas a Comissão de Poderes do Senado não aceitou o voto. No entanto, a iniciativa da professora marcou a inserção da mulher na política. 
 
Cinco anos antes de aprovado o Código Eleitoral Brasileiro, que estendia as mulheres o direito ao voto, no sertão do Rio Grande do Norte, já ocorrera à eleição de uma prefeita. A fazendeira Alzira Soriano de Souza, em 1928, se elegeu na pequena cidade de Lajes, município pioneiro no direito ao voto feminino. Mas ela não exerceu o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado impediu que Alzira tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres do local, isto porque a participação de mulheres na eleição fora autorizada excepcionalmente graças a uma intervenção do candidato a presidente da província, Juvenal Lamartine. 

*Fátima Teles é assistente social 
 
 
 

FONTE: Vermelho
 

23 de fev. de 2015

4º Encontro dos Trabalhadores Rurais da CTB começa nesta 3ªfeira

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizará na próxima terça e quarta-feira (24 e 25), seu 4º Encontro de Trabalhadores Rurais. O evento, que será realizado em São Paulo, no Hotel Excelsior, contará com a presença de lideranças sindicais de todo o país.
Para Sérgio de Miranda, secretário de Políticas Agrícola e Agrária da CTB é fundamental a participação dos dirigentes do campo nesse debate, que envolve uma série de temas relacionados ao segmento. "O objetivo é debatermos a participação dos trabalhadores rurais dentro da CTB e também planejarmos como vamos ampliar nossa participação e atuar nas diferentes ações que o movimento nacional organiza", revelou o cetebista que é Tesoureiro da Federação dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul (Fetag-RS). 
Durante dois dias, os sindicalistas debaterão, serão debatidos o movimento sindical rural, visando ao fortalecimento de suas entidades, em prol dos trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, assuntos importantes e defendidos pela CTB como a reforma agrária, a sucessão rural e o fortalecimento da agricultura familiar também estarão em pauta.
De acordo com Sérgio de Miranda, para 2015 os trabalhadores rurais têm inúmeros desafios. “Em termos de pautas umas das maiores preocupações são as Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665 publicadas pelo governo federal no final de 2014, que têm reflexo direto na vida dos trabalhadores assalariados ou agricultores familiares. Esse é um tema importante que nos desafia. Outro desafio importante passa pela organização sindical. O movimento tem o desafio de ampliar o debate em relação a sua organização. Novas formas de organização vão surgindo, precisamos compreender essa realidade para acompanharmos, ampliando a nossa participação, para podermos evoluir”.
O dirigente da CTB também reforça a necessidade de retomar a discussão pela implantação da reforma Agrária. “Precisamos retomar esse tema com os governos federal e estaduais, pois a reforma agraria não é só a distribuição de terra, significa mudança na estrutura fundiária, melhor a qualidade vida dos agricultores, fazer a sucessão rurais e ampliar a produção de alimentos. Todos esses são temas que vamos debater no Encontro, para continuar aprofundando”, afirmou.
A cada encontro fomos fortalecendo a nossa organização, ampliando a nossa participação compreendendo melhor o nosso papel dentro de uma organização que é composta pelas mais diferentes categorias. Cada encontro trouxe seus avanços e encaminhamento e sempre no sentido de fortalecer a central.
Serviço;
4º Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da CTB
Dias 24 e 25 de fevereiro (terça e quarta-feira)
Hotel Excelsior - Avenida Ipiranga, 770 - República, São Paulo
Portal CTB

12 de fev. de 2015

Carnaval será politizado em BH: Bloco de rua pedirá reforma política

Vem pra rua! Vem pra folia a favor da Reforma Política!


Projeto que amplia terceirização está pronto para ir a plenário

ctb contra pl4330 terceirizacao
A votação do projeto de lei 4.330 está autorizada a partir desta data, 11 de fevereiro, e pode representar um novo grande retrocesso às garantias e direitos dos trabalhadores. Após o desarquivamento, a votação propriamente dita dependerá do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que precisa incluir a matéria na ordem do dia. Essa decisão é tomada no âmbito do Colégio de Líderes. O requerimento para desarquivamento pedia o retorno à tramitação do PL 1.621/07, do deputado Vicentinho (PT-SP), anexado ao PL 4.330. Dessa forma, todas as proposições que versam sobre terceirização são resgatadas para iniciar a tramitação de onde pararam no encerramento da legislatura no dia 31 de janeiro de 2015. 
Há dois anos, no dia 27 de agosto, 19 ministros do TST encaminharam ofício à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmera Federal anunciando a posição e denunciando o risco de “gravíssima lesão de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País” e redução do “valor social do trabalho”. Na época, a CTB se manifestou com indignação diante do que compreende ser um afã insaciável de maximizar os lucros, para eliminar direitos, reduzir salários, dividir as categorias e enfraquecer os sindicatos. 
Nesta quarta-feira, 11, o presidente da CTB, Adílson Araújo, disse que é preciso desencadear uma mobilização nacional, em unidade com as demais centrais e os movimentos sociais, para pressionar o Congresso Nacional contra o projeto do empresário e ex-deputado Mabel. “Não podemos permitir que seja aprovado, pois significaria um retrocesso sem paralelo na história da legislação trabalhista, conforme enfatizaram os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em parecer sobre o tema encaminhado ao Congresso Nacional. Nem o regime militar ousou ir tão longe no ataque aos direitos da classe trabalhadora”
“A terceirização é uma violência contra a classe trabalhadora”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Marítimos (Sindmar) e vice-presidente da CTB, Severino Almeida. Estudo do Dieese e da CUT mostram que o terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas semanais a mais e ganha 27% menos do assalariado contratado diretamente pela empresa. Ou seja, a terceirização, que integra a ofensiva neoliberal do capitalismo, propicia um aumento dramático da taxa de exploração dos trabalhadores. 
A informação é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), alertando que nesta fase do debate sobre o tema, o movimento sindical precisa ficar atento, pois há forte tendência de o projeto ir à frente, tendo em vista a composição da Câmara empossada no dia 1º de fevereiro de 2015. Trata-se de uma composição mais conservadora, com uma bancada empresarial que manteve sua força e poder, com 220 representantes na Câmara. Enquanto a bancada sindical, que na legislatura passada tinha 83 representantes na Casa, agora tem 51", assinala o DIAP, complementando: "Com esta correlação de forças tão desigual, o movimento sindical terá de atuar muito mais no Congresso e com mais vigor, a fim de ocupar os espaços de negociação para não ser surpreendido com decisões que lhe afetam, sem ser ouvido".

Senado

Ainda segundo o Departamento, é importante lembrar que pode voltar à tramitação no Senado projeto identico ao PL 4.330. Trata-se do PLS 87/10. Assim, a atenção deve estar voltada também para o Senado Federal. O PLS 87 foi arquivado no final da legislatura, mas poderá ser desarquivado mediante requerimento de qualquer senador, com apoio de 27 colegas. De autoria do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) aguardava parecer para discussão e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso retorne ao debate na CCJ ainda será apreciado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.


Fonte: Portal da CTB

11 de fev. de 2015

Centrais exigem diálogo sobre MPs que restringem direitos


(foto: Valcir Araújo)

Por Daiana Lima

Aconteceu nesta terça-feira, 10, reunião das centrais sindicais, entre elas a CTB, com os presidentes do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para discutir os efeitos das Medidas Provisórias 664 e 665, ambas de 2014, que alteram regras para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e seguro-desemprego. A CTB foi representada pelo presidente, Adilson Araújo, e pelo vice-presidente, Joílson Cardoso.
 
As centrais sindicais são contra as MPs, editadas pelo governo federal, por considerá-las prejudiciais ao trabalhador ou a seus dependentes, e querem dialogar com o Executivo para que as medidas, se não revogadas, sejam minimizadas. “A nossa luta é para que não haja nenhum retrocesso, já que serão muitos os prejuízos causados aos trabalhadores, caso as medidas sejam sacramentadas”, defende Adilson Araújo.
 
Para o presidente da CTB, a conta dos reajustes para reduzir o déficit fiscal não pode ser transferida para o trabalhador. "Essas mudanças tem nos preocupado muito. Não podemos aceitar nenhuma redução de direitos. Queremos que o papel do Parlamento seja na defesa de uma agenda positiva voltada para a preservação dos direitos e conquistas da classe trabalhadora", ressalta o dirigente.
Adilson Araújo também lembrou que um dos grandes problemas atuais nas relações de trabalho é a rotatividade. “A questão central que precisa ser discutida é a segurança do trabalho”.
 
O presidente do Senado se demonstrou sensível às questões colocadas pelos sindicalistas e disse que o Congresso Nacional não faltará com os trabalhadores. “Toda vez que houve risco ao direito do trabalhador, ele sempre se estabeleceu. Qualquer solução tem que ser com a garantia dos direitos dos trabalhadores. Essa forma de transferir a conta para os trabalhadores é injusta e ultrapassada”, afirmou.
 
Renan Calheiros se comprometeu a defender os interesses dos trabalhadores nessa questão e vai apresentar a proposta de dialogar com os sindicalistas durante reunião do governo com o setor produtivo, que vai acontecer depois do feriado de Carnaval.
 
Câmara
O tema também foi discutido, quase que simultaneamente, com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os representantes das centrais, de forma unitária, querem que seja realizada audiência pública para ouvir o posicionamento dos sindicalistas sobre as MPs.
 
“A CTB está aqui para defender o direito dos trabalhadores. E defender o direito significa revogar as MPs. Queremos discutir a rejeição das medidas pela Câmara e continuar discutindo a pauta dos trabalhadores”, ressaltou Joílson Cardoso, da CTB.
 
Cardoso também cobrou a retomada do debate sobre os pontos da pauta prioritária dos trabalhadores. “Queremos que o governo se empenho no combate à rotatividade, que dificulte a demissão imotivada e reforce a fiscalização das fraudes no mundo do trabalho, como negação dos direitos trabalhistas e sonegação de impostos pelas empresas”.
 
 
O presidente da CTB, Adilson Araújo, concede entrevista após reunião das centrais sindicais com líderes do governo: “A nossa luta é para que não haja nenhum retrocesso"
(foto: Valcir Araújo)
 
 
Novas regras
As MPs 664 e 665 são, claramente, formas de restringir direitos dos trabalhadores dos setores público e privado. A MP 665 altera as regras do seguro-desemprego. Antes, o trabalhador tinha direito ao benefício após seis meses de trabalho. Com as novas regras, a primeira solicitação só pode ser feita após 18 meses; e a segunda, após 12 meses trabalhados. O prazo cai para seis meses somente a partir da terceira solicitação.
 
Também houve alteração na concessão do abono salarial. Antes, quem trabalhava um mês durante o ano e recebia até dois salários mínimos tinha direito a um salário mínimo como abono. Agora, são exigidos seis meses de trabalho ininterruptos, e o pagamento passa a ser proporcional ao tempo trabalhado.
 
O auxílio-doença era de 91% do salário do segurado, limitado ao teto do INSS. Além disso, as empresas arcavam com o custo de 15 dias de salário antes do INSS. As novas regras fixam o teto do benefício pela média das últimas 12 contribuições, e as empresas passam a arcar com o custo de 30 dias de salário antes do INSS.
 
A MP 664 altera a Lei de Benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Na pensão por morte, por exemplo, antes não havia carência nem para o INSS nem para o Regime Próprio dos Servidores Públicos. Com a nova regra, passa a ser exigido o prazo de 24 meses de matrimônio ou união estável para a sua concessão, excetuando-se poucos casos. O fim das pensões vitalícias, outra inovação do texto, criará uma regra tão negativa quanto a do fator previdenciário, pois o benefício será concedido de acordo com a expectativa de vida do cônjuge.

9 de fev. de 2015

ELEITORES PODERÃO ASSINAR LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA NA INTERNET




A campanha Para Expressar a Liberdade lançou formulário online de apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Comunicação Social Eletrônica, conhecido como Lei da Mídia Democrática. A ferramenta estará disponível no site www.paraexpressaraliberdade.org.br a partir de 0h01 e faz parte do conjunto de estratégias para ampliar a visibilidade da proposta e promover a discussão sobre a necessidade de democratizar a comunicação social no Brasil.

Lançado no primeiro semestre de 2013, por dezenas de entidades da sociedade civil e do movimento social, a proposta precisa da adesão de 1% do eleitorado nacional para ser protocolizado na Câmara dos Deputados e poder seguir o trâmite normal até virar lei. 

O projeto regulamenta os Arts. 5, 21, 220, 221, 222 e 223 da Constituição Federal. Entre os principais dispositivos estão a criação do Conselho Nacional de Comunicação e do Fundo Nacional de Comunicação Pública, veto à propriedade de emissoras de rádio e TV por políticos, proibição do aluguel de espaços da grade de programação e a definição de regras para impedir a formação de monopólio e a propriedade cruzada dos meios de comunicação, entre outros pontos.
Desde seu lançamento, a proposta vem recebendo apoio por meio de formulário físico (cerca de cem mil pessoas já assinaram). A plataforma de assinatura online segue o modelo estipulado pelo Regimento Interno da Câmara dos Deputados (mesmos campos) e ficará disponível indefinidamente. 

Diálogo com a sociedade
Rosane Bertotti, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), afirma que a iniciativa é uma forma de ampliar a visibilidade da proposta e o diálogo com a sociedade.  “Nosso projeto articula propostas para regulamentar a Constituição e, acima de tudo, quer dialogar com a sociedade. Acho que a experiência de participação social na construção do Marco Civil da Internet nos mostra que a rede é um instrumento eficiente para articular a sociedade em torno das causas democráticas, por isso, nossa expectativa é de que o apoio à Lei da Mídia Democrática ganhe mais amplitude”, afirma.

Contexto
Ao contrário de países democráticos como Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Espanha e Argentina, que promovem regulação do sistema de mídia, o Brasil ainda hoje é caracterizado por uma brutal concentração dos meios de comunicação, tanto na radiodifusão quanto nos veículos impressos. A internet tem cumprido importante papel no sentido de multiplicar as vozes em circulação na esfera midiática, mas neste espaço também atuam os grandes conglomerados de mídia, reforçando a concentração econômica do setor.

Ao mesmo tempo, carecemos de mecanismos transparentes e democráticos para a concessão de outorgas de radiodifusão e não há no país uma política que garanta a complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal de comunicação, como previsto na Constituição Federal. A ausência de um campo público de comunicação robusto aumenta o poder de mercado do setor privado/comercial, enquanto canais comunitários seguem à margem do sistema midiático.

Dispositivos de fomento à produção nacional, regional e independente estão restritos hoje ao Serviço de Acesso Condicionado (TV por assinatura), a partir da Lei 12.485/2011. Na TV aberta, prevalece a concentração da produção no eixo Rio/São Paulo, a maior parte dos canais já tem mais produção estrangeira que nacional, crescem os casos de sublocação das grades de programação e de transferência de concessões de forma irregular e sem qualquer debate público. A ausência de mecanismos para o direito de resposta nos meios de comunicação também cria um ambiente de violação dos direitos humanos e de restrição à liberdade de expressão de indivíduos e grupos sociais.

Campanha
A campanha Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo, é uma iniciativa do FNDC e nasceu da mobilização de dezenas de entidades do movimento social brasileiro em 2012. Atualmente, reúne mais de 260 entidades. "O envolvimento de todas as entidades que constroem a campanha será fundamental para que essa estratégia atinja seu principal objetivo", ressalta Rosane.

5 de fev. de 2015

A mulher não pode mais ser vista como propriedade privada

casa da mulher brasileira campo grande
Fachada da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande (MS), inaugurada nesta terça
Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS
 
“A Casa da Mulher Brasileira foi uma grande ideia para uma melhor coordenação do combate à violência contra a mulher”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. Ela se mostrou feliz com a inauguração da primeira casa nesta terça-feira (3) em Campo Grande (MS). “É importante para a vítima de violência ter um local com todos os atendimentos necessários para encaminhar sua denúncia e atender suas necessidades. Assim, ela não terá mais que ficar indo de um local para outro para resolver seu problema”, garante Ivânia.
 
Dilma e governador de MS inauguracao casa da mulherPresidenta Dilma e Reinaldo Azambuja, governador do MS, inauguram Casa. Foto: Lucas Lourenço/G1MS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O projeto faz parte Programa Mulher, Viver Sem Violência e prevê a construção de casas para as mulheres em todas as 27 capitais brasileiras. As casas concentrarão todos os serviços para atender e proteger a mulher em situação de violência. “Com a concentração dos serviços num único lugar resolve de uma vez só vários problemas que as mulheres enfrentam para denunciar as agressões sofridas”, acredita a sindicalista.
 
A Casa da Mulher Brasileira terá: Delegacia da Mulher, Instituto Médico Legal, defensoria pública, Ministério Público, além de atendimento médico, psicológico e se necessário podem ser encaminhadas com filhos para casas abrigo, entre outros atendimentos.
 
Ivânia mencionou a agressão sofrida pela estudante Nathália de Souza Santos, de 17 anos, no interior de São Paulo, num trote de faculdade. Para ela, isso ocorre porque “a sociedade machista olha para a mulher como propriedade privada. Muitas vezes as próprias mulheres têm internalizadas em si essa cultura de opressão”.
 
A cetebista defende mudanças na educação para a promoção de uma educação não sexista. “Se uma menina engravidar de um colega de classe, quem abandona os estudos é sempre a menina que passa a ser mal vista pelos próprios colegas, pelos professores e até por pais de outros alunos”, denuncia. Segundo Ivânia, “a escola tem um papel fundamental para a luta das mulheres por igualdade de direitos e a mudança dessa mentalidade de ódio e violência”.
 
nathalia atacada adamantinaPernas da estudante Nathália cruelmente atacada em trote de faculdade de Adamantina (SP)
 
 
 Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Sindicalistas mineiros se preparam para a 9ª Marcha

 
BELO HORIZONTE/MG - Representantes das centrais sindicais consideraram os atos organizados nas principais cidades brasileiras como sinal de insatisfação com as medidas impopulares, anunciadas pelo governo federal em 29/12. Em manifestações organizadas por todo o País, ativistas levantaram a bandeira dos direitos conquistados e defenderam a extinção das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram o acesso a direitos previdenciários, como seguro-desemprego e pensão por morte.
As lideranças, reunidas em 04/01, na sede da Nova Central, acreditam que os protestos podem ser multiplicados a partir do ingresso de mais trabalhadores nos atos, fato que ajudará a atrair a sociedade para o movimento, como na histórica mobilização de junho de 2013, quando milhões de brasileiros foram às ruas repudiar a baixa qualidade dos serviços públicos e a corrupção.
Recepcionados por Antônio da Costa Miranda, presidente da Federação dos Rodoviários de Minas e da Nova Central, no estado, participaram do encontro Vandeir Messias, presidente da Força Minas; Gelson Alves (CTB); Edilson de Souza (UGT); Oraldo Paiva e Bernardo de Lima, da CSP-Conlutas; além de David Eliude e Sávio Bones, da Nova Central.
EM DEFESA DO EMPREGO - Os sindicalistas, que viram como positivo o Dia Nacional de Luta, em 28/01, voltaram as atenções para a 9ª Marcha da Classe Trabalhadora, agendada para 26/02, em São Paulo, e que deve reunir milhares, a exemplo das realizações anteriores. A Marcha, de caráter nacional, é convocada em defesa do emprego, da nação e do desenvolvimento.
A próxima reunião foi marcada para 10/02, às 10h, na sede da Nova Central Sindical de Trabalhadores de Minas (NCST/MG), localizada na Av. Afonso Pena, 748/Sala 410, Centro de Belo Horizonte.
Por Renato Ilha - jornalista

2 de fev. de 2015

Somente mobilizada, classe trabalhadora ampliará conquistas

8 marcha

A vida já se anunciava dura para a classe trabalhadora com composição do novo Congresso. Quando foram eleitos somente 46 sindicalistas, menos de 10% da Câmara dos Deputados e pouco mais da metade dos anteriores 83. Agora com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara, as preocupações que já eram anunciadas pela CTB se acentuam. “A CTB já levantava preocupações com a composição muito mais conservadora do Congresso recém-eleito”, diz Adilson Araújo, presidente da central.

Cunha venceu com 267 votos contra 136 do segundo colocado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O PMDB comandará também o Senado com a reeleição de Renan Calheiros, senador de Alagoas. “Tudo indica que nesse cenário complexo e conturbado, o movimento sindical deverá assumir uma posição mais vigilante, sobretudo em relação aos debates dos assuntos de interesse da sociedade, de forma a barrar toda e qualquer medida que venha ocasionar prejuízos para a classe trabalhadora”, reafirma Adilson.
O conservadorismo de boa parte dos deputados federais eleitos em outubro passado não projeta facilidades para os movimentos sociais. Cabe agora mobilização ampla, geral e irrestrita, com unidade. “A posição das centrais sindicais deve ser a de cobrar do novo presidente da Câmara uma posição consequente na defesa dos interesses, direitos e conquistas trabalhistas, para que não haja nenhum tipo de retrocesso”, acentua o presidente da CTB.
Para a central, a ampla mobilização popular em defesa das bandeiras mais importantes para o povo brasileiro continuará sendo a forma de agir para defender os interesses de quem produz a riqueza da nação. “Para o Brasil continuar no rumo do crescimento autônomo, com distribuição de renda e com pleno emprego é essencial efetivar uma reforma política com ampla”, defende Adilson.
Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB