16 de mar. de 2015

Minas contra o golpe


O Brasil assistiu nos últimos dias um confronto político de duas concepções. Em resposta aos conservadores que tentam implementar o golpe no país, trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas na última sexta-feira (13) para defender a democracia. Em Minas Gerais, como em todos os Estados brasileiros, as ruas foram ocupadas em um bonito ato. Pelas falas, faixas e cartazes foi possível confrontar as diferentes bandeiras de cada manifestação. Enquanto a mobilização golpista do domingo pedia intervenção militar, o rompimento com a democracia e o incentivo ao ódio, a manifestação de esquerda reafirmou as conquistas democráticas e defendeu o patrimônio brasileiro.  A atividade na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) começou cedo, às 05 horas os manifestantes já se organizavam na BR-381 para saírem em passeata até a refinaria Gabriel Passos (Regap) da Petrobras, em Betim, em defesa da empresa estatal.  À tarde, a Marcha em defesa do Brasil tomou conta do centro da capital para dialogar com o povo mineiro sobre o que está em jogo no país.

As mobilizações deste dia 13 foram convocadas pela CTB, CUT, MAB, MST e movimento estudantil. Em Betim, o ato começou com passeata até a portaria da refinaria. 

 À tarde, a Marcha em defesa do Brasil tomou conta do centro da capital para dialogar com o povo mineiro sobre o que está em jogo no país.

No centro de BH, cerca de 10 mil pessoas fizeram marcha em defesa da democracia e contra o golpe da direita. A concentração foi na Praça Afonso Arinos, símbolo da luta pela democracia na capital e onde tem o monumento da Torre de Petróleo, inaugurado durante a campanha o "Petróleo é nosso". A Marcha seguiu em caminhada até a Praça Sete.  

O presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, reafirmou a importância dos movimentos sociais e sindicais combativos impedirem o retrocesso político no Brasil. “Estamos nas ruas a favor do povo brasileiro, em defesa da soberania nacional e contra qualquer tipo de golpe à nação brasileira.” Marcelino defendeu também o emprego e criticou a retirada de direitos. “Ajuste fiscal não pode ser feito com retirada de direitos dos trabalhadores” afirmou o presidente da CTB-Minas. Nessa semana, as centrais sindicais estarão em Brasília para tentar barrar as medidas provisórias que tiram direitos dos trabalhadores e impedir a tramitação do projeto de lei que abre caminho para a terceirização. Os participantes também defenderam a reforma política.

A Marcha contou com apoio de políticos de esquerda. Estavam presentes a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), o deputado federal Padre João (PT), o deputado estadual, Rogério Correia (PT), os vereadores de BH, Arnaldo Godoy (PT) e Gilson Reis (PCdoB) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

“Esse é o verdadeiro ato de luta contra a corrupção e em defesa do Brasil. A gente que está aqui hoje sabe o quanto custou a liberdade, foi exatamente lutando contra aqueles que querem fazer o golpe que conseguimos o direito de expressão e livre manifestação no Brasil” afirmou a senadora Vanessa durante o ato.
 
























 
 

Sistema partidário é desafio para mulheres na política


















Participantes do ciclo de debates aderiram à campanha #MaisMulheresNaPolitica, promovida pela ALMG para incentivar a participação feminina na política - Foto: Sarah Torres


Participantes do ciclo de debates aderiram à campanha #MaisMulheresNaPolitica, promovida pela ALMG para incentivar a participação feminina na política












Os desafios para a maior participação feminina na política foram o centro das discussões do painel “Reforma política e a representação das mulheres no Brasil: Desafios atuais e propostas elaboradas”, que integrou a programação do Ciclo de Debates Reforma Política, Igualdade de Gênero e Participação: O que querem as mulheres de Minas, promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta sexta-feira (13/3/15).

A deputada Rosângela Reis (Pros) destacou a luta da bancada de mulheres da ALMG pela igualdade de gênero e a recente criação da Comissão Extraordinária de Mulheres. “Participando e indo para as ruas é que vamos avançando”, defendeu.

A vereadora de Belo Horizonte Elaine Matozinhos defendeu mudanças na organização interna dos partidos políticos, de modo a assegurar mais apoio para as candidaturas femininas e voz ativa para as mulheres na política. Ela também levantou a questão da sobrecarga de atividades na rotina das mulheres, que também contribui para a baixa participação delas na política. “Precisamos conscientizar os homens sobre a divisão de tarefas no âmbito familiar”, afirmou.

Financiamento público de campanha é apontado como solução

Para a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, o financiamento privado de campanha é responsável pela corrupção do País. Ela acredita que, a não ser que haja uma Constituinte exclusiva, a reforma política não sairá do papel. “O sistema e os partidos políticos nos excluem e fazem o possível para que continuemos excluídas. Quantas de nós conseguiríamos disputar uma eleição no atual sistema político?”, questionou.

A sindicalista também destacou que uma mulher ocupando um espaço de poder sempre tem de lidar com uma carga maior de ódio e machismo. “Quando um deputado federal diz que a colega deputada nem merece ser estuprada por ser muito feia e tudo fica como está, o empresário no condomínio de luxo acha que pode esfaquear a mulher na frente do filho. A violência contra a mulher está vindo dos espaços públicos”, afirmou.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem-UFMG), Marlise Matos, disse que muitas informações sobre a política são inacessíveis não só para as mulheres, mas para a população em geral. “Não é à toa. É para que as pessoas se afastem e os atuais poderosos se reelejam indefinidamente. Quem aqui sabe calcular o coeficiente eleitoral?”, provocou. Ela também se manifestou contra o que chamou de “câncer que mina o potencial transformador da política”: o financiamento empresarial de campanha.

Palestrantes falaram sobre financiamento de campanhas eleitorais, violência e discriminação contra as mulheres, entre outros
Palestrantes falaram sobre financiamento de campanhas eleitorais, violência e discriminação contra as mulheres, entre outros - Foto: Sarah Torres
 
Discriminação racial - A coordenadora do N'Zinga Coletivo de Mulheres Negras, Benilda Regina Brito, focou seu discurso na discriminação racial, que segundo ela perpassa todas as questões, inclusive as de gênero. “O mito de vivermos numa democracia racial prejudica um debate sério sobre o racismo. Mas as mulheres negras ganham 45% menos que as brancas. E a bancada de deputados federais é composta por 80% de homens brancos. Quando um Parlamento tem 0,6% de mulheres negras, fica difícil acreditar numa discussão séria e com a qualidade necessária de temas que interessem a elas”, disse.

Ela também frisou a necessidade de se acabar com o financiamento privado das campanhas eleitorais, para que as mulheres negras possam disputar as eleições em pé de igualdade com os homens.

PEC propõe reserva de vaga na Mesa da ALMG

Na fase de debates, as parlamentares cobraram mais espaço para elas na ALMG. A deputada Celise Laviola (PMDB) disse que a bancada de mulheres luta para conseguir que pelo menos uma mulher ocupe um dos sete cargos da Mesa. Para obter essa conquista, ela avalia que a melhor forma seria mudar o Regimento Interno e aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC 16/15, que aguarda a designação de relator de 1º turno).

A deputada Marília Campos (PT) conclamou as mulheres presentes a apoiarem essa causa. “Entre 77 parlamentares, são só sete deputadas e só uma é vice-líder. Nas 22 comissões permanentes, apenas duas têm mulheres na vice-presidência. Para avançarmos, contamos com todas vocês, inclusive para lutarmos pela aprovação da PEC 16/15, disse”.

A deputada Geisa Teixeira (PT) afirmou estar muito feliz com a realização do ciclo de debates. “Neste ano, nossa bancada não quis entregar flores para as mulheres; e se voltou para os espinhos, para as dificuldades que elas têm para ocupar os espaços de poder”, disse.

Por fim, a deputada Rosângela Reis anunciou que nesta terça-feira (17), às 9h30, será realizada uma reunião preparatória para a fase de interiorização do ciclo de debates.

Fonte: ALMG

12 de mar. de 2015

CTB-MG mobiliza para o 13 de março em BH  




Minas Gerais se prepara para o Dia de Lutas, na próxima sexta-feira (13) com mobilizações em todo o País em defesa da Petrobras, dos direitos trabalhistas e da reforma política. A CTB-Minas convoca os sindicatos cetebistas e toda sua militância para o ato unificado que começa às 6h30 na porta da Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, em Betim. Logo após, às 10 horas, outro ato acontece em Contagem, na Praça da Cemig. Já no período da tarde, a concentração será às 16 horas na Praça Afonso Arinos, em frente à faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no centro da capital.

Os preparativos para as atividades foram definidos em reunião na sede da CTB-Minas na tarde da última terça-feira (10). Mais tarde, um encontro unificado entre movimentos sociais e sindicais aprovou a bandeira de lutas que será defendida neste dia:

- Defesa da Petrobras, contra a privatização da estatal, que lucra o correspondente a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional;

- Pela reforma do sistema político e contra o financiamento empresarial de campanha eleitoral;

- Pelo fim das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram direitos da classe trabalhadora.


 CTB, CUT, movimentos socais e estudantis convocam a todos os trabalhadores e trabalhadoras a participarem dessa luta em defesa do Brasil e contra o retrocesso.

11 de mar. de 2015

Agricultores comemoram a aprovação do PL que cria a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário em MG


 
 
Agricultores familiares e assentados da reforma agrária estão comemorando a aprovação do Projeto de Lei (PL) 5.706/15 do governador, que altera a organização básica e a estrutura da administração pública estadual. Durante votação do PL, nesta terça-feira (10), o grupo, mobilizado pela Fetaemg, ocupou as galerias da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) manifestando apoio à criação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário (Seda) para cuidar da agricultura familiar e da regularização fundiária, conforme prevê o PL.
 
O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, diz que essa é uma reivindicação antiga da Fetaemg, apoiada pelos Sindicatos de Trabalhadores Rurais, agricultores e assentados da reforma agrária. Ele ressalta que a agricultura familiar é responsável por mais de 70% da produção de alimentos no Brasil e devido à sua significativa contribuição no cenário econômico brasileiro é fundamental que tenha uma Secretaria específica, que possa trabalhar pelo desenvolvimento e fortalecimento da agricultura familiar mineira. “Com a criação da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, estamos dando um passo importante, no sentido de impulsionar ainda mais a agricultura familiar em Minas. Essa é uma conquista de todos nós, agricultores e assentados da reforma agrária que sempre lutamos para ter uma Secretaria própria.”
 
Com a criação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), ficou estabelecida a transferência para ela das competências relativas à agricultura familiar e à regularização fundiária, antes vinculadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Também é transferida da Seapa para a Seda a Fundação Ruralminas. A nova tem como secretário Glênio Martins.
 
Também foram criadas mais duas Secretarias: Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania e a Secretaria de Recursos Humanos. Com isso, o número de Secretarias vai de 17 para 21.
 
A reestruturação administrativa incluiu a criação, o desmembramento, a transformação e a extinção de Secretarias e outros órgãos públicos.
 
 
Fonte: Fetaemg
 

9 de mar. de 2015

Mulheres mineiras vão às ruas pela igualdade de gêneros



No último domingo (08/03), Dia Internacional da Mulher, os movimentos sociais e sindicais organizaram um ato no centro da capital mineira para chamar atenção sobre as bandeiras de luta que marcam a data. Igualdade de direitos e mais participação política das mulheres na vida pública do País foram alguns dos motes defendidos pelas participantes. A CTB-Minas esteve presente na atividade que reuniu outras centrais como CUT-MG e UGT, movimentos sociais e partidos políticos. Com muito batuque e alegria, o movimento feminista invadiu a tradicional feira hippie e colocou em pauta a luta pela ampliação do leque de conquistas para as mulheres. A concentração do movimento aconteceu na Praça Afonso Arinos.

O tema escolhido pelas mineiras nesse ano foi “Pela ampliação do leque de conquistas, tambores por um novo tempo: de todas as cores, com as mulheres e pelas mulheres”. A participação de muitos homens na atividade mostra também que o assunto não é de interesse apenas feminino. A participação da mulher na política foi destaque em faixas, estandartes e cartazes vistos na atividade.



A coordenadora da bancada feminina na Câmara dos Deputados, deputada federal Jô Moraes (PCdoB), defendeu a institucionalização deste incentivo à participação da mulher. Para a deputada, uma das prioridades da reforma política no Brasil deve ser a garantia de 30% das cadeiras parlamentares para as mulheres e uma cota de 30% de recursos do fundo partidário para as candidatas.   

 Durante o ato, muitas intervenções também ampliaram o tema para questões da conjuntura nacional. Para a dirigente da CTB, Celina Arêas, é preciso mostrar ao povo belohorizontino a luta pela emancipação de homens e mulheres.  “Neste ano, o nosso ato conta com várias entidades representativas que lutam pela emancipação das mulheres e discutem a necessidade de uma intervenção classista na sociedade. A CTB está em defesa de uma reforma política democrática com paridade de gênero, na luta da soberania do país, em defesa da Petrobras como patrimônio dos brasileiros e na busca de mais mulheres nas instâncias de poder” apontou a sindicalista.











   


Sindicatos do Judiciário marcam manifestação


Prefeitura de Ibirité desrespeita lei e impõe aumento de jornada para trabalhadores na Educação

Administração também afirma que não pagará horas trabalhadas a mais.

"Se os atuais gestores não têm preparo, competência e organização, se não dão conta de suas responsabilidades, que saiam. Ibirité precisa de administradores que se preocupem com a gestão pública transparente, democrática e popular”, afirma Rafael Calado, coordenador geral do Sind-UTE Ibirité.
“Se os atuais gestores não têm preparo, competência e organização, se não dão conta de suas responsabilidades, que saiam. Ibirité precisa de administradores que se preocupem com a gestão pública transparente, democrática e popular”, afirma Rafael Calado, coordenador geral do Sind-UTE Ibirité.
A prefeitura de Ibirité decidiu declarar guerra aos trabalhadores e trabalhadoras na Educação. Não satisfeitos em atrasar salários e cortar o adicional de incentivo à docência, os gestores municipais estão impondo a extensão da jornada de trabalho, forçando os servidores a irem para a sala de aula durante o Tempo Pedagógico.
O Tempo Pedagógico corresponde a 1/3 da jornada de trabalho, período em que o professor se dedica, entre outras atividades, ao planejamento das aulas e correção de provas. Assegurado pela Lei Federal 11.738/2008, a mesma que instituiu o piso salarial nacional, ele também está previsto na Lei Complementar Municipal 133/2014, que altera o Estatuto do Magistério (Lei 022/2000).
“Esse direito só está na Lei porque fomos à luta. É uma conquista da categoria, não é uma concessão da prefeitura. Portanto, não há como acatar essa imposição ilegal, arbitrária e irracional”, afirma Rafael Calado, coordenador do Sind-UTE Ibirité.
A secretaria de Educação tenta justificar a medida alegando “exigências curriculares”, como se isso implicasse automaticamente na ampliação das horas trabalhadas, o que é um argumento, no mínimo, desonesto. “O mais absurdo é que a administração, não satisfeita em aumentar ilegalmente a jornada, disse que não pretende pagar as horas cumpridas a mais, conforme admitiu a própria responsável pelo Departamento de Pessoal”, denuncia o dirigente sindical.
Abaixo-assinado
O Sind-UTE Ibirité está tomando providências legais para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Além disso, também está coletando assinaturas através de um abaixo-assinado (baixe aqui) onde a categoria afirma que não acatará a extensão compulsória da jornada, por ela representar grave violação das leis e do acordo de greve.
“Estamos fartos da falta de respeito com os servidores, que nunca foram valorizados. Os pagamentos frequentemente atrasados e errados, o corte de conquistas como o adicional de pós-graduação, as precárias condições de trabalho, a falta de transparência, tudo isso é prova do descaso com a Educação pública. Se os atuais gestores não têm preparo, competência e organização, se não dão conta de suas responsabilidades, que saiam. Ibirité precisa de administradores que se preocupem com a gestão pública transparente, democrática e popular”, conclui Rafael Calado.

Fonte: Sind-Ute Ibirité 

6 de mar. de 2015

CTB promove ato em aeroportos contra MPs e terceirização


A CTB convoca a sua militância para participar, no próximo dia 10/03, terça-feira, às 05:30 da manhã, das manifestações e distribuição de documentos para os parlamentares e sociedade nos principais aeroportos do país.O Ato é mais um reforço em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra o PL 4330 da terceirização, que está pronto para votação no plenário e, caso seja aprovado, acarretará graves prejuízos para classe trabalhadora. O tema vem sendo combatido e discutido pela CTB em fóruns, seminários e atos públicos com as outras centrais e movimentos civis e é uma das principais bandeiras da entidade, assim como a exigência de revogação das medidas provisórias 664 e 665 que ainda este mês serão colocadas em discussão no Congresso Nacional.

Os próprios ministros do Tribunal Superior do Trabalho, numa decisão histórica,redigiram um parecer que condena em termos duros e enfáticos o Projeto de Lei 4330/2004. Entre os magistrados que assinam o documento estão Antonio Levenhagen, Delaíde Alves Miranda Arantes e Alberto Luz Bresciane. Para eles, a medida abre caminho a um dramático retrocesso na legislação e nas relações trabalhistas do Brasil, comprometendo o mercado interno, a arrecadação tributária, o SUS e o desenvolvimento nacional. “O Projeto de Lei esvazia o conceito constitucional e legal de categoria, permitindo transformar a grande maioria de trabalhadores simplesmente em ´prestadores de serviços´ e não mais ´bancários´, ´metalúrgicos´, ´comerciários´, etc.”, diz o documento.

Além disso, a remuneração dos trabalhadores tenderá a cair. “Os direitos e garantias dos trabalhadores terceirizados são manifestamente inferiores aos dos empregados efetivos. Com níveis de remuneração e contratação significativamente mais modestos, o resultado será o profundo e rápido rebaixamento do valor social do trabalho na vida econômica e social brasileira, envolvendo potencialmente milhões de pessoas.”, dizem os magistrados. O vice-presidente da CTB, Joílson Cardoso, o texto do PL, na forma do relatório do deputado Arthur Maia (SD-BA), representa o fim do princípio de atividade fim e atividade meio. "É tão nefasto [o projeto] que, se aprovado, significa o fim do ordenamento jurídico trabalhista brasileiro, seria instalar a barbárie nas relações trabalhistas, o fim da CLT. Por isso a CTB combate há muitos anos esse PL", diz o dirigente (leia mais)

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) e o Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) junto às entidades que integram o Fórum Permanente em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização intensificaram suas atividades no que diz respeito ao tema. Segundo o diretor de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos, Guilherme Feliciano, a proposta da Anamatra é defender a dignidade humana nas relações de trabalho e alertar a classe trabalhadora para “o quanto é equivocada a adoção da terceirização no atual momento econômico e político pelo qual passa o País”. A próxima reunião do fórum é no dia 12 de março.


Para entender:
O PL 4330/04 foi desarquivado no dia 11 de fevereiro e está pronto para ir à votação no plenário, dependendo apenas do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que precisa incluir a matéria na ordem do dia. Em reunião com as centrais sindicais, realizada em 25 de fevereiro, Eduardo Cunha disse que pretende levar a matéria à votação em abril

Confira a agenda de lutas trabalhistas aqui.

Portal CTB

Março terá diversas atividades em Minas para marcar o Dia da Mulher



Mais que uma data comemorativa, o Dia Internacional da Mulher remonta a necessidade de refletir o papel das mulheres na sociedade e a constante busca pela igualdade de direitos. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nasceu envolvida com essa aspiração e se diferencia já no nome ao ser a única Central a demarcar o debate de gênero. A CTB-Minas cumprimenta as mulheres e soma-se na luta por mais participação política e ampliação das políticas públicas voltadas para as brasileiras.

Para marcar a data em Minas Gerais, a CTB participa das atividades que comemoram e debatem as questões femininas. No dia 8 de março (domingo), movimentos sociais e sindicais organizam a atividade “Pela ampliação do leque de direitos”, com concentração a partir das 10 horas na Praça Afonso Arinos, em frente à faculdade de Direito da UFMG. A intenção é realizar um bloco, com todas as participantes vestidas de lilas, para interação das bandeiras de luta com os frequentadores da tradicional feira Hippie em Belo Horizonte.






Já no dia 13, a CTB estará presente Ciclo de Debates Reforma Política, Igualdade de Gênero e Participação: O que Querem as Mulheres de Minas, promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). As inscrições para participar dos debates são gratuitas e podem ser feitas pelo Portal da Assembleia.

O evento começa às 9 horas. Na parte da manhã, o painel “Igualdade de gênero e reforma política: Um diálogo comparado sobre a construção da paridade política” terá a participação da deputada boliviana Susana Rivero Guzmán, que vai contar como a Bolívia conseguiu aumentar a participação feminina na política. Também participam desse painel a presidente do Superior Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha; a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG); e a representante da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político em Minas Gerais, Maria Amélia Souza Mendes.

Na parte da tarde, a partir das 14 horas, será realizado o painel “Reforma política e a representação das mulheres no Brasil: Desafios atuais e propostas elaboradas”. Participam desse painel a vereadora de Belo Horizonte Elaine Matozinhos; a coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem-UFMG), Marlise Matos; a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Beatriz Cerqueira; e a assessora da ONU Mulher, Benilda Regina Brito.

Redes sociais - Para estimular esse debate nas redes sociais, foi criada a hashtag #MaisMulheresNaPolitica. A ALMG está presente no Facebook, no Twitter e no YouTube.


Encontro CTB-Minas
Ainda no mês de março, a CTB organiza o III Encontro Estadual das Mulheres Trabalhadoras. O evento vai acontecer nos dias 27 e 28 de março, no sítio da Fetaemg. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail da CTB-Minas: ctbminas@gmail.com

O tema do Encontro será Visibilidade para as Mulheres. Para a secretária de Mulheres da CTB-Minas, Alaíde Lúcia Bagetto Moraes, as mulheres representam a maioria da força de trabalho, mas continuam a receber salários inferiores aos dos homens. “Representamos maioria dos votos, no entanto ocupamos um número muito pequeno nos espaços políticos.” Alaíde diz que a intenção do Encontro é capacitar e empoderar as mulheres, dando visibilidade nas ações dentro da CTB.


Com informações ALMG


5 de mar. de 2015

Primeiro dia de debates do Festival da juventude apresenta como desafio o acesso às políticas públicas





Com um plenário lotado, teve início nesta terça-feira (03), em Sarzedo-MG, o Festival Estadual da Juventude Rural. O evento, promovido pela Fetaemg, tem a participação de aproximadamente 500 jovens rurais de todas as regiões do Estado para debaterem sobre políticas públicas, sucessão rural e acesso à terra, por exemplo. Um dos desafios, segundo a coordenadora Estadual da Comissão de Jovens Trabalhadores Rurais/Fetaemg, Marilene Faustino, é formular estratégias para que a juventude tenha qualidade de vida no meio rural, com acesso irrestrito às políticas públicas e que seja reconhecida e valorizada, não apenas pelas atividades produtivas que desenvolve, mas enquanto sujeito que tem um papel fundamental no desenvolvimento do meio rural. 

Em seu discurso de boas vindas, a coordenadora foi enfática ao afirmar que os governos precisam criar mecanismos para que o meio rural seja atrativo para o jovem. “Precisamos oferecer ao jovem a opção de ficar ou não no meio rural.” Segundo a coordenadora, em muitas situações os jovens não permanecem no campo por falta de oportunidades que lhe garantam qualificação profissional, emprego e renda.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, destacou a necessidade de garantir o acesso dos jovens às políticas públicas que hoje existem, o que segundo o dirigente, é uma forma de manter a juventude no meio rural. Vilson afirmou ainda que é importante que os jovens entendam que precisam estar mais próximos do Movimento Sindical e aderir à luta dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, pois a juventude é peça fundamental para garantir o sucesso nas conquistas. “Os jovens têm um papel fundamental no Movimento Sindical, por isso temos um grande desafio de chamar esses jovens para dentro dos Sindicatos para fortalecer a nossa luta.”

A secretária Nacional da Juventude Trabalhadora Rural da Contag, Mazé Morais, lançou o desafio da sucessão rural, destacando as conquistas do MSTTR, como o Pronaf Jovem, mas ressaltou que “não adianta ter as políticas públicas se elas não chegam aos jovens. É preciso discutir também a reforma agrária, a redução das desigualdades sociais e a democratização dos meios de comunicação.”
Também representando a Contag, o secretário de Política Agrária, Zenildo Pereira Xavier chamou a atenção para questões como reforma agrária, acesso às políticas públicas e participação da juventude nas lutas do MSTTR.


Representando o Governo Estadual, Nilmário Miranda/secretário de Direitos Humanos, ressaltou a contribuição da Fetaemg na construção dos “direitos” das famílias rurais e disse que a juventude será bastante ouvida nesse Governo.

A secretária-geral adjunta da Central dos Trabalhadores Rurais (CTB), Kátia Gaivoto reafirmou o protagonismo da Fetaemg na condução das lutas das famílias rurais e de organização de jovens e mulheres. “Na CTB é a Fetaemg que pauta o debate sobre jovens e mulheres.” Gaivoto chamou a atenção para a necessidade dos jovens se mobilizarem, especialmente nesse momento em que estão sendo tirados direitos trabalhistas por meio das Medidas Provisórias 664 e 665. 

Após a abertura oficial do Festival os jovens debateram sobre o tema “Campo, sujeito e identidade, juventude rural em Minas Gerais e no Brasil, Previdência Social e Gestão Sindical.” A mesa de debates teve a coordenação do presidente Vilson Luiz da Silva, da diretora de Políticas Sociais Maria Alves, da coordenadora da Comissão Estadual de Jovens da Fetaemg, Marilene Faustino e do responsável pelo Centro de Estudo Sindical da CTB, Renato Bastos. Um dos focos dos debates foi para a formação política do sujeito, com a proposta de inserir a juventude rural nesse processo.
No primeiro dia de atividades, houve também o lançamento da Marcha das Margaridas sob a temática “A Juventude também Marcha.”

As atividades são retomadas nesta quarta-feira (4), com oficinas temáticas sobre educação do campo; cooperativismo; terra, água, agroecologia; reforma agrária e sucessão rural; saúde, música, cultura e comunicação. 

Durante o festival acontecem também atividades culturais e competições entre os jovens em modalidades esportivas, como futebol, natação, peteca, sinuca, dentre outras. 

O Festival da Juventude Rural termina na quinta-feira (05) com elaboração de uma carta para ser entregue ao Governo Estadual chamando a atenção para necessidade de construir uma plataforma de debate sobre políticas públicas para juventude rural. “Pretendemos também construir dinâmicas de participação ativa da juventude dentro do MSTTR, tomando como base os Sindicatos de Trabalhadores Rurais”, explica a coordenadora da Comissão Estadual de Jovens, Marilene Faustino. 
O evento tem também a finalidade de preparar os jovens para o Festival Nacional da Juventude Rural, 27 a 30 de abril, em Brasília, com a expectativa de receber cinco mil jovens do Brasil e de países da América Latina. 



Fonte: Fataemg