14 de dez. de 2015

Dia 16 brasileiros voltarão às ruas para dizer NÃO AO GOLPE!




Povo brasileiro irá às ruas em todo o Brasil para defender a democracia. Em BH, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB Minas, demais centrais e movimentos sociais convocam para o Ato contra o Golpe, no dia 16 de dezembro (quarta-feira), as 16h, na Praça Afonso Arinos, Centro da capital.



Contamos com a participação de todos(as)!




Pela Democracia, Golpe Não!

CTB faz 8 anos e cria o arquivo "Memória Viva" para preservar história da classe trabalhadora



A CTB completou oito anos de história neste sábado (12) e há dois meses trabalha na organização de seu próprio arquivo sindical. O projeto Memória Viva: história de luta da classe trabalhadora está previsto no estatuto da central e sua implementação é coordenada pela secretaria de Formação e Cultura, da CTB, dirigida por Celina Arêas, com o objetivo de criar um espaço que contemple toda a trajetória da central.
Fotos, cartazes, manifestos, atas, moções, vídeos, prêmios, livros, revistas, jornais, folhetos e todo o tipo de registro que remonte às campanhas, reivindicações, conquistas e mobilizações está sendo tratado e arquivado num banco de dados que pretende retratar as lutas trabalhistas e servir de referência para os desafios futuros. “A criação desse centro de memória é uma das prioridades para fortalecer ainda mais o nosso projeto de sindicalismo classista, plural e democrático”, explica Celina.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, é um grande entusiasta da ideia. “Queremos criar uma enciclopédia do sindicalismo classista brasileiro, o nosso ‘Louvre sindical’. Resgatar este material e transformá-lo em uma memória viva, sistematizada, que conte a importante história de luta dos trabalhadores”, diz ele.
O arquivo está sendo organizado por áreas de atuação da central, entre os principais fundos sistematizados estão: Sindicalismo, Mulher, Comissão Nacional da Verdade, Trabalho infantil, Saúde e Segurança, Internacional, Rural, Igualdade Racial, Juventude e Meio Ambiente. O espaço terá um setor dedicado aos muitos objetos com os quais a central foi presenteada pelos países que passou. 
Preservar para ensinar
“Preservar a história da CTB é uma forma de ensinar e passar às gerações o protagonismo da classe trabalhadora na construção de nossa sociedade. História que não é ensinada nas escolas”, diz Carolina Maria Ruy (foto), jornalista e coordenadora de projetos do Centro de Memória Sindical, que está à frente dos trabalhos na CTB.
Ela conta que há no meio sindical um interesse e preocupação crescentes em organizar os seus arquivos históricos e documentar as trajetórias de lutas trabalhistas. “A instituição da Comissão da Verdade estimulou sindicalistas a se mobilizarem, a buscarem documentos e arquivos históricos. E sempre tem aqueles que gostam de guardar referências de fatos importantes dos quais participaram”, diz Carolina.
Pluralismo e unidade
O secretário geral da CTB, o metroviário Wagner Gomes, destacou que o maior desafio da CTB foi se consolidar como uma central plural, reunindo diversas forças políticas, sem perder a unidade. "A CTB nasce para ser uma entidade com participação política não só na área sindical, mas também na esfera nacional", diz ele. "E esta é uma das maiores marcas da CTB até hoje", frisa Wagner Gomes
Registros do acervo mostram as primeiras reuniões com participação das diversas forças que compõem a central: comunistas e socialistas, os trabalhadores rurais, marítimos, portuários, os movimentos sociais. Entre os documentos do acervo, a primeira revista feita após a fundação da central.
A publicação traz uma entrevista com Vilson Luiz, presidente da Fetaemg e dirigente da CTB, falando sobre a previdência social rural e a reforma agrária, reportagem sobre assembleia de mulheres com foco na ampliação da participação feminina nos quadros sindicais e marcha das centrais em defesa de um novo desenvolvimento econômico e por unidade - bandeiras da CTB que permanecem mais atuais que nunca. 
Passear pelo acervo histórico de uma instituição é uma forma de aprender o que os livros de história não ensinam - e também de reafirmar suas lutas, sua história e seus princípios. É o que se pretende valorizar com a inauguração do Memória Viva: história de luta da classe trabalhadora.
Serviço: 
Memória Viva: história de luta da classe trabalhadora está em fase de catalogação e inventário. Até março de 2016, todo o acervo da CTB nacional e das regionais estará devidamente sistematizado. 
Endereço: Avenida Liberdade, 113 - sede da CTB - térreo
Natália Rangel - Portal CTB 

Fitmetal divulga moção de repúdio às práticas antissindicais da direção da FIAT em Betim (MG)



A Direção Plena da Fitmetal vem a público para manifestar seu profundo repúdio à montadora italiana FIAT, por sua recente tentativa deliberada de amordaçar a classe trabalhadora.

A exemplo do que já acontecera em 2013, no último dia 27 de novembro a direção da empresa, localizada na cidade mineira de Betim, recorreu à Justiça do Trabalho para obter uma liminar que garante o chamado “interdito proibitório”, instrumento do direito que trata da proteção à propriedade privada. O não cumprimento dessa determinação pode implicar em multa no valor de R$ 10 mil por hora de realização de qualquer ato, além de R$ 1 mil por agressões físicas, verbais ou danos ao patrimônio.

Na prática, o resultado dessa decisão da Justiça impede que dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim realizem qualquer tipo de manifestação ou assembleia nos arredores da FIAT ou nas vias de acesso à fábrica.

Para a Fitmetal, essa é uma clara prática antissindical que precisa ser denunciada e combatida em todo o território nacional. Em pleno século 21, trata-se de medida descabida e antidemocrática, pois impede que os trabalhadores e as trabalhadoras da FIAT possam receber as informações referentes às duras negociações (ainda em curso) da Campanha Salarial de 2015.

A Direção da Fitmetal estende seu repúdio ao posicionamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por sua postura intransigente durante as negociações da Campanha Salarial 2015, nas quais a entidade patronal faz uso do discurso da crise para tentar flexibilizar a legislação trabalhista, indo na contramão de outras regiões do país, onde esse tipo de retrocesso foi rechaçado pela categoria metalúrgica.     

Direção Plena da Fitmetal

Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2015       



7 de dez. de 2015

Servidores Públicos mineiros apontam preocupação com ataques à democracia e temem prejuízos aos trabalhadores



A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) realizou nesta sexta-feira (04/12) o 2o Encontro Estadual dos Servidores Públicos. Além de discutir os desafios impostos ao funcionalismo público com uma onda conservadora de ataques aos direitos adquiridos, o debate serviu também para construir uma unidade dos(as)  trabalhadores(as) públicos contra a tentativa de golpe orquestrada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB).

O Encontro, realizado no sítio da Fetaemg em Belo Horizonte, ocorreu dois dias após a atitude chantagista e irresponsável do presidente da Câmara que acolheu o pedido de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff. Os debatedores que compuseram a mesa de abertura do evento apontaram a necessidade de tomar as ruas nesse momento para impedir o ataque à democracia e a implantação de uma agenda profundamente conservadora.


Para o vereador de Belo Horizonte, Gilson Reis (PCdoB), os sindicatos que têm consciência de classe e capacidade de compreender a conjuntura de luta, não podem ficar neutros nesse debate.
 Gilson Reis chamou atenção para o objetivo central dessa disputa da hegemonia nacional que é o ataque aos(às) trabalhadores(as), em especial os servidores(as) públicos(as).

“Os setores neoliberais, do Estado mínimo, articulados com o Banco Mundial, FMI, tentam retomar a hegemonia do projeto deles no Brasil. Assim como fizeram na Argentina e tentam fazer na Venezuela também. Está na ordem do dia [para esse projeto] uma nova reforma da previdência, privatizar as empresas e universidades públicas, acabar com a política do salário mínimo, retomar a reforma trabalhistas e, principalmente para os servidores, o ataque massivo aos direitos, aos salários e às condições de trabalho.”   

A secretária de formação e cultura da CTB Nacional, Celina Arêas, relembrou os princípios que fundaram a Central para nortear a posição dos ctbistas nessa conjuntura para resistir ao golpe. Para ela, o conceito classista da CTB, que nasceu para defender a classe trabalhadora, defender a democracia e prezar pela unidade tem o foco principal hoje na necessidade de organizar a resistência contra o golpe.  

O presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, também sinalizou para o momento de luta de classes no Brasil. “A elite brasileira tem pavor da classe trabalhadora. Cinco mil famílias no Brasil detêm quase 50% da renda nacional de 200 milhões de habitantes. É uma nata que não quer saber de pobre em shopping, comprando carro.”

 Marcelino informou sobre  o evento em São Paulo que reuniu as centrais sindicais, setores patronais e representantes políticos para o lançamento do movimento “Compromisso pelo Desenvolvimento” que pretende puxar o debate nacional para retomar a produção do emprego e renda. O presidente da CTB-MG fez um histórico dos avanços sociais dos governos Lula e Dilma e conclamou os trabalhadores para não aceitar retrocessos.  



As intervenções dos participantes mostraram preocupação com o momento que o Brasil enfrenta e disposição para ocupar as ruas. Foram lembrados os desafios que os servidores públicos tiveram durante o ano com  retiradas de direitos, muitos trabalhadores da esfera municipal com salários atrasados, com risco de não receber o 13o salário. O histórico  da greve dos(as) servidores da UFMG também foi relembrado durante as falas. Os ctbistas ainda propuseram ações para o inicio de 2016, ano destacado pelas mudanças de poder local que influenciam diretamente as relações de trabalho do funcionalismo municipal.

O vice-presidente da CTB-MG, José Antonio Lacerda, o Jota, o secretário geral, Gelson Alves e o secretário de serviços públicos dos Trabalhadores Públicos, José Luiz de Oliveira, também saudaram os(as)  sindicalistas e a representação de diversas cidades do Estado. A direção da CTB-MG ressaltou que a realização do encontro faz parte da política da Central estabelecida para fomentar a organização dos servidores públicos. Além da secretaria de formação da CTB Nacional, Celina Arêas, estiveram presentes no encontro a secretária geral adjunta Nacional, Kátia Gaivoto e a secretária de comunicação da CTB-MG, Marilda Silva.

Na segunda parte do Encontro, o Secretario de Serviços Públicos da CTB/MG, José Luiz de Oliveira apresenta um balanço das atividades desenvolvidas pela Central desde a sua fundação, com uma persistente gestão na busca da organização dos servidores públicos em Minas Gerais.

Logo em seguida foi a vez do Secretário Nacional dos Serviços Públicos da CTB e CSPB, Jõao Paulo Ribeiro que fez uma apresentação dos projetos de interesses dos servidores na Câmara dos Deputados e Senado Federal e ainda o Projeto de Lei (PL) 3831/2015, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 397/2015, que estabelece as normas gerais para a negociação coletiva na administração pública direta, nas autarquias e fundações públicas dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Destacar também a presença da Secretária Geral do Sindicato dos Servidores de Itabuna/BA, Sra. Katia Lucia Oliveira que se fez presente no encontro mineiro.


Por fim, o 3º Vice Presidente da CTB/MG, José Carlos Maia, que é servidor  municipal da cidade de Governador Valadares/MG, iniciou os trabalhos para eleição da Coordenação dos Servidores Públicos da CTB/MG que terá a tarefa e o grande desafio de organização e estrutura sindical dos servidores e dos núcleos. A Coordenação eleita terá dirigentes de várias regiões de Minas com destaque para o Sul, Noroeste, Triangulo, Zona da Mata, Aço, Rio Doce, BH e Grande BH.

Ao final, os ctbistas aprovaram duas moções de repúdio. Veja abaixo, na integra, os dois documentos:  


Moção de repúdio contra prefeitura de Nova Lima

A direção da CTB-Minas, reunida no 2º Encontro Estadual dos Servidores Públicos vem manifestar seu apoio à luta dos servidores públicos de Nova Lima e o seu sindicato, SINDISERP, entidade de classe que legalmente os representa.

Manifestamos contra:

- A arbitrariedade do prefeito,  Cássio Magnani Junior (PMDB), o Cassinho, na condução das negociações coletivas de 2015;

- A perseguição às(aos)diretoras(es) sindicais que tiveram cortes em seus vencimentos, no exercício legal da organização e na luta dos trabalhadores(as);

- A demissão de servidores concursados em estágio provatório, que só retornaram aos postos de trabalho com liminar judicial;

- A tentativa de cortes de benefícios e vantagens conseguidos através de acordos coletivos firmados e transformados em lei;

- Contra a tentativa de cerceamento da liberdade de expressão e liberdade de imprensa da entidade e de seus(suas) diretores(as). Ferindo assim os princípios constitucionais e da dignidade humana.

Diante de todas essas medidas, a direção da CTB Minas juntamente com os servidores reunidos no 2º Encontro Estadual dos Servidores Públicos repudia a postura do prefeito e apoia o SINDSERP e todos os servidores públicos municipais de Nova Lima.


NÃO AO GOLPE, PELA LEGALIDADE DEMOCRÁTICA

A Direção da CTB Minas reunida no 2º Encontro Estadual dos Servidores Públicos repudia a decisão do Presidente da Câmara, e marcha junto ao povo Brasileiro contra o Golpe em defesa da Democracia.

O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, decidiu iniciar um projeto de impeachment contra a Presidente Dilma e o objetivo é retaliação ao anúncio de voto do PT, na comissão de ética da Câmara.

A Câmara dos Deputados já foi presidida por homens com sentido da função pública, da moralidade republicana e da democracia.

Hoje a Câmara dos Deputados é presidida por um deputado acusado de corrupção, por faltar com a verdade e receber dinheiro ilícito. A eleição de um parlamentar para presidir a Câmara dos Deputados com a pequenez política de Cunha só foi possível por ter sido inflado pela mídia conservadora e com apoio da direita.
Ao longo do período os governos democráticos e progressistas no  Brasil tiveram ameaças e reações golpistas. Foi assim com Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Lula e agora Dilma, contra quem nada há que legitime uma ruptura institucional dessa natureza, e, nem há fundamento jurídico.

A direita sobretudo seu principal partido, PSDB, quebrou o Brasil. O governo de FHC foi campeão no desemprego, arrocho salarial e do empobrecimento dos Brasileiros e de humilhação nacional diante das imposições de governo estrangeiros e do FMI.

Este quadro mudou a partir do atual ciclo de mudanças com características democráticas e progressistas no Brasil, nos governos Lula e Dilma. São mudanças que contrariam a direita, ameaçam seus privilégios e movem a oposição conservadora a todo custo voltar à Presidência da República.

Mas o golpe da direita não passará. Os golpistas terão que derrotar o campo progressista e democrático em todas as esferas de poder.

A luta pela democracia vai ocupar as ruas. O povo nas ruas vai vencer os golpistas, derrotar de vez a direita e consolidar as mudanças democráticas.

A direita não passará!

Viva a democracia!

Viva o Brasil!


3 de dez. de 2015

“Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim”, diz Dilma sobre impeachment



A presidenta Dilma Rousseff disse na noite desta quarta-feira (2), em pronunciamento no Palácio do Planalto, que recebeu a notícia de abertura de processo de impeachment com indignação, relembrando que seu mandato é exercido com base em escolha democrática pelo povo.
Segundo a presidenta, são “inconsistentes e improcedentes” as ações contra ela. “Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições em busca de satisfazer os meus interesses”, afirmou.
Ela rechaçou a possibilidade levantada pela imprensa de que poderia haver uma negociação por votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados em favor da abertura de processo de cassação do presidente da Câmara em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment.
"Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a Justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública."
Em um discurso breve no Palácio do Planalto, na presença dos ministros que cuidam da articulação política, Dilma pediu tranquilidade e confiança nas instituições públicas. "Não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país. Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no Estado Democrático de Direito".
No final da tarde de hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na própria Câmara.
Cunha aceitou o pedido protocolado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal. Ao apresentar o pedido, em outubro, Miguel Reale Junior informou que os juristas usaram como argumento a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que rejeitou as contas do governo de Dilma Rousseff de 2014.
Na ocasião, o tribunal analisou o atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito, além de cinco decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela presidenta Dilma Rousseff, sem autorização do Congresso Nacional.
São necessários os votos de dois terços do total de deputados (513), em plenário, para autorizar o processo de impeachment, que, se aprovado, seguirá para o Senado.
De Brasília, Portal CTB (Com informações da Agência Brasil)

Prefeitura de Nova Lima quer calar sindicatos e jornalistas da cidade

Sindicato dos servidores de Nova Lima divulga nota em que denuncia tentativas de censuras da prefeitura. Veja nota na íntegra:

 



LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A liberdade de expressão é base de toda democracia. Sem direito de se expressar, de discordar, de se indignar, de protestar, um povo se torna refém de uma ditadura. Muitos são os exemplos na história mundial e brasileira.

Não é por acaso que toda ditadura é marcada pelo cerceamento da liberdade de expressão, censura artística e política. O poder popular vem da capacidade de mobilização do povo, da capacidade de se unir em prol de uma causa. Um povo impedido de se expressar, de pensar, é um povo subjugado. E aqueles em posição de poder sempre tentam calar aqueles que se manifestam contra suas arbitrariedades, sejam políticas ou econômicas. Normalmente os dois andam de mãos dadas.

É o caso de Nova Lima, onde o Executivo vem cerceando a liberdade de expressão de jornalistas e agora também, do sindicato que há meses luta para divulgar e informar a população das atitudes por vezes arbitrárias que prejudicam a cidade em prol do lucro pessoal. Através de ações judiciais o jornalista José Cleves, do jornal “A Notícia” e Wilsinho Otero do jornal “Cultura e Comércio” foram impedidos de continuarem suas denúncias, acusados de “difamação”. Observemos que o executivo não provou sua inocência nos casos denunciados, apenas tratou de silenciar aqueles que o denunciavam. Assim também aconteceu com o SINDSERP Nova Lima que, sempre lutando pelos direitos dos servidores, desde sua fundação há 10 anos - nesse mandato e em todos os anteriores, de forma que não é nenhum tipo de perseguição política ao atual governo - denuncia as ações nocivas do governo de Nova Lima e luta como pode contra elas.


Na Constituição Federal, pós ditadura, está clara a garantia de direito de expressão “IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença” (artigo 5°). Cabe a nós fazer valer esse direito. Se quisermos um futuro melhor, não nos calemos.

Veja a Liminar da Justiça: