18 de jan. de 2017

Oposição parte para agressão física e mentiras no Sindicato dos Metalúrgicos de Betim


A eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região (MG), que acontece nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, vem se tornando motivo para uma série de ações deploráveis por parte da chapa de oposição. O clima tranquilo do início do ano vem sendo substituído por uma tensão crescente entre o grupo atualmente no comando, da “Garra Metalúrgica”, e a chapa de oposição criada pelo Central Única dos Trabalhadores (CUT).
“A CUT montou esse grupo e trouxe pra cá pessoas de fora, de outros estados, inclusive alguns que são conhecidos como ‘seguranças’. Esses ‘seguranças’ já ameaçaram muitos companheiros nossos. Eles foram até a casa do tesouro do Sindicato no sábado, Edgar Lopes, ameaçá-lo na própria casa!”, contou o secretário de Previdência da CTB, Pascoal Carneiro. “Em outra ocasião, eles fecharam com o carro um companheiro da nossa chapa e tentaram agredí-lo no meio da rua. Ele se trancou no carro e conseguiu escapar, mas só porque ele conhece bem a cidade. Teve que despistá-los”, continuou.
Para Pascoal, as práticas condenáveis da oposição simboliza o desespero diante do apoio que a Chapa 1 vem recebendo. “Essa prática de bate-pau de eleição nós não admitimos. A nossa chapa é formada por gente da base, porque a CTB quer fazer crescer a luta de classes e a cosciência dos trabalhadores. Nós queremos uma eleição limpa, sadia, com debates de ideia e discussão política”, concluiu.
Anteriormente, a chapa concorrente já havia demonstrado sua falta de preparo ao tentar disseminar uma mentira entre os trabalhadores de Betim, que envolvia um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para a construção da nova sede. O boato só foi desmentido depois que o presidente do Sindicato, João Alves, visitou a Superintendência da CEF para emitir uma certidão que provava o contrário. “A sede foi construída com a contribuição dos trabalhadores, mais nada. Tudo bem fazer críticas, mas não dá inventar assim”, desabafou. “Nós seguimos o estatuto do sindicato à risca!”.
Tradição classista
A histórica chapa “Garra Metalúrgica” participa das eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim desde 1987, quando se reinstalou ali uma das mais tradicionais agremiações sindicais do Brasil. Ela tem um histórico amplo entre os metalúrgicos locais, tendo sido fundamental no combate à ditadura. Em 2017, defende mais uma vez a linha do sindicalismo classista e aguerrido.
Sendo um sindicato fundador da CTB, o sindicato é de fundamental importância para a defesa dos interesses dos trabalhadores na região. A CTB auxilia no processo eleitoral através da representação do presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, e do Secretário Nacional de Previdência, Pascoal Carneiro.
Portal CTB

Boulos é liberado; personalidades de todas as áreas se solidarizam com líder do MTST


O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, recebeu amplo apoio popular dos mais diversos setores da sociedade brasileira após ser preso nesta terça-feira (17), em São Paulo. Ele foi liberado da 49ª Distrito Policial no final da tarde de hoje. Boulos recebeu ativistas, defensores dos direitos humanos e políticos, como o vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT).
Nas redes sociais, personalidades prestaram solidariedade ao líder do MTST, que foi detido pela polícia "por incitação à violência e desobediência civil" enquanto mediava uma reintegração de posse na zona leste da capital, conduzida com truculência pela Polícia Militar de SP e que desalojou 700 famílias, cerca de três mil pessoas, de uma área abandonada há mais de 40 anos.
A sua prisão foi para os trending topics do Twitter, e ficou entre os assuntos mais comentados do dia, com repercussão em todo o país. A maioria das mensagens destaca o direito à livre manifestação e denuncia a criminalização dos movimentos sociais.
"Em terra de ladrão de merenda, vai preso quem luta por moradia", escreveu Duvivier

17 de jan. de 2017

CTB denuncia prisão do coordenador do MTST, Guilherme Boulos




O coordenador nacional do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, foi detido pela Polícia Militar, na manhã desta terça-feira (17), durante a reintegração de posse na Ocupação Colonial, em São Mateus, zona leste de São Paulo, que abrigava três mil pessoas, a maioria idosos e crianças. 

Boulos tentava mediar o conflito entre moradores e policiais quando foi preso. Segundo informações da Mídia Ninja, a Tropa de Choque “estava violentamente removendo as 700 famílias” e ainda denunciam que, segundo a polícia, o líder “está marcado e que tem gravações da participação dele em atos Fora Temer”. 

Para o secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Rogério Nunes, este ato de arbitrariedade contra Boulos tem como objetivo a criminalização dos movimentos sociais. 

“A CTB se solidariza e exige a imediata libertação de Guilherme Boulos”, expressou o dirigente. 



O Portal da CTB divulgou a nota do MTST sobre a prisão absurda de Boulos. Veja aqui 

Alô, Fórum de Davos: 8 mais ricos do mundo detêm riqueza igual à de 3,6 bilhões de pessoas



As desigualdades econômicas no mundo deram novo salto no ano de 2016. Relatório da ONG britânica Oxfam divulgado nesta segunda (16), véspera da abertura oficial do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, revela que o patrimônio de oito pessoas no planeta é igual à soma total dos recursos da metade mais pobre da população mundial.
Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera, com uma fortuna estimada em US$ 75 bilhões. 
"É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena. Hoje, uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de US$ 2", afirmou uma porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.
O relatório, intitulado "Uma economia a serviço dos 99%", revela como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao sonegar impostos, explorar um sistema econômico desigual, que reduz salários e aumenta os rendimentos para os acionistas".
A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre o fato de, em diversos países do mundo, existir uma forte pressão pela redução salarial e de direitos sociais, assim como um aumento em benefícios fiscais às empresas e de recursos em paraísos fiscais.
"As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades", destaca o documento.
A ONG convoca os governos a reagir promovendo uma economia mais humana. "Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos", afirma Aubry.
No ano passado, a Oxfam havia denunciado que o patrimônio acumulado do 1% mais rico do mundo havia superado em 2015 os 99% restantes com um ano de antecedência em relação ao previsto. 
Os oito mais ricos do mundo:
Bill Gates, americano, fundador da Microsoft: US$ 75 bilhões
Amancio Ortega, espanhol, fundador da Zara: US$ 67 bilhões
Warren Buffett, americano, CEO e e sócio da Berkshire Hathaway: US$ 60,8 billhões
Carlos Slim Helu, mexicano, dono do Grupo Carso: US$ 50 bilhões
Jeff Bezos, americano, presidente da Amazon: US$ 45,2 bilhões
Mark Zuckerberg, americano, fundador do Facebook: US$ 44,6 bilhões
Larry Ellison, americano, cofundador e CEO da Oracle: US$43,6 bilhões
Michael Bloomberg, americano, dono da Bloomberg LP: US$ 40 bilhões 

Portal CTB
Foto de Jonathan McIntosh

16 de jan. de 2017

CTB organiza chapa histórica nas eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim



O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região é uma das mais tradicionais agremiações sindicais do Brasil, tendo sido até mesmo fechado pela ditadura por sua combatividade em defesa dos trabalhadores. Em 2017, ele será palco de uma grande disputa eleitoral, em que a histórica chapa “Garra Metalúrgica”, a Chapa 1, defenderá mais uma vez a linha do sindicalismo classista e aguerrido. A CTB trabalha com os diretores da chapa através da representação do presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, e do Secretário Nacional de Previdência, Pascoal Carneiro.
A eleição da nova direção será realizada nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro.
“A proposta principal [da Chapa 1] é a de manter as conquistas que nós tivemos, justamente neste momento tão difícil para os metalúrgicos. Betim é um polo de desenvolvimento da indústria automotiva no Brasil, e foi muito atingida pelas consequências do golpe no ano passado", explicou o atual presidente do Sindicato e candidato a reeleição, João Alves. "Agora o que nós temos que fazer é enfrentar o desemprego de frente, tentando negociar com o poder público e com as montadoras medidas que favoreçam o crescimento econômico”, continuou.
Para o dirigente, a estratégia de resistência metalúrgica deve conjugar duas frentes: a negociação minuciosa com os empresariado e um esforço constante de conscientização da categoria.
Ele conta que, apesar de ter reparado em um afastamento da categoria das discussões sindicais por conta da crise, as propostas feitas pela chapa têm encontrado boa recepção entre os trabalhadores. “A construção da sede própria do sindicato, que nós vamos entregar agora no dia 22 de janeiro, deu uma identificação à categoria, especialmente entre os associados aposentados”, complementa.
Para Marcelino Rocha, o processo de formação da chapa acertou em cheio ao fazer a mescla entre antigos companheiros da luta sindical e novos trabalhadores, mantendo o processo de formação permanente. A “Garra Metalúrgica” existe em Betim desde 1987, e desde o princípio mantém a mentalidade classista. Daí surge a grande necessidade de trazer novos quadros.
“É um grupo histórico para nós, do sindicalismo classista, e por isso o envolvimento da CTB é completo. Nós inclusive destacamos o companheiro Pascoal para ajudar na coordenação da campanha, porque compreendemos a importância dos Metalúrgicos de Betim”, lembrou Marcelino. Mesmo tendo vencido as duas últimas eleições, o presidente da CTB-MG enxerga uma responsabilidade redobrada de manter esta gestão durante a crise brasileira, pelas tentativas cada vez mais ferozes do governo Temer em atacar os direitos trabalhistas.
Boatos e mentiras da oposição
A chapa concorrente, organizada pela Central Única dos Trabalhadores, tentou recentemente ganhar parte dos trabalhadores com uma mentira, já desmascarada, que envolvia um empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para a construção da nova sede. O boato foi espalhado com tanta rapidez que foi necessário que o presidente do Sindicato fosse à Superintendência da CEF para emitir uma certidão desmentindo a história. Isso, conta João Alves, deixou o clima mais tenso.
“A sede foi construída com a contribuição dos trabalhadores, mais nada. Tudo bem fazer críticas, mas não dá inventar assim”, desabafou. “Nós seguimos o estatuto do sindicato à risca!”.
Pascoal disse que, apesar do caso, o ruído foi contido em tempo. “Estamos confiantes. A eleição está tranquila, a chapa está muito unida, estamos indo direto nas fábricas e fazendo campanha na rua, encontramos muito apoio - especialmente dos aposentados da categoria. A previsão é muito positiva”, explica o secretário da Previdência da CTB.
Ele reafirmou seu compromisso com a disputa. “Eu estou aqui como representante da Executiva Nacional da CTB, o envolvimento da Central é total. Estamos dando apoio político e de organização, pois este é um sindicato fundador da CTB, é de fundamental importância. São companheiros combativos, defensores dos direitos dos trabalhadores metalúrgicos”, disse. O dirigente vai acompanhar o processo de perto, até que seja confirmada a nova direção do Sindicato.
Portal CTB

Para presidente da CTB, atual conjuntura exige unidade e resistência do movimento sindical



Os desafios do sindicalismo na atual conjuntura político-econômica do Brasil foi tema de debate na manhã desta, sexta-feira (13), no 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O presidente da CTB, Adilson Araújo, falou aos participantes sobre política sindical e as necessidades que o atual momento impõem.
"O tempo político mudou, a conjuntura é nova, complexa, difícil. Esse ambiente vai exigir do movimento sindical vigilância, resistência. Nós não podemos achar que vai ser simples resolver esse problema. Temos que somar forças e começar a discutir como é que vamos destravar essa luta", indicou. 
Araújo ainda chamou a atenção para a insatisfação das classes populares: “Estamos diante de uma derrota de caráter estratégico. Temos que valorizar nosso papel no sentido de disputar mentes e corações desse povo brasileiro tão sofrido.
Para o dirigente nacional, o problema não pode ser apenas atribuído aos governos, mas também para a falta de pressão. Em referência ao Frei Betto, pontuou que “governo e patrão é igual feijão, se não botar pressão não amolece” e frisou que faltou mais pressão do movimento social e sindical.

Presidente da Fetaemg pede apoio de deputados federais contra a reforma da previdência



Dando continuidade às ações da Fetaemg contra a reforma da previdência social, o presidente da Federação, Vilson Luiz da Silva, reuniu-se na manhã desta quinta feira (12/01), com o deputado federal Zé Silva para dialogar sobre a possível reforma da previdência.
Vilson pediu o apoio do congressista, para que ele vote contra a PEC 287, cujo texto prevê alterações nas regras de aposentadoria que prejudicam, principalmente, a classe trabalhadora rural. Dentre as principais mudanças estão a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos e a equiparação desta idade para homens e mulheres.
O presidente Vilson está atuando massivamente para impedir que a PEC 287 seja aprovada. Ele está dialogando diretamente com os deputados que votaram à favor da PEC 55 (congelamento de gastos públicos), falando sobre os prejuízos que a reforma previdenciária trará à classe trabalhadora e solicitando o apoio dos congressistas contra a reforma.
Vilson lembra que, ao contrário do que o governo Temer defende, não existe nenhum déficit na previdência social. O que existe é um plano que visa prejudicar os trabalhadores para beneficiar políticos, grandes empresários e banqueiros. Dados da Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal (Anfip), do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do estudo da Dra. Denise Gentil, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alertam que enquanto os economistas do governo federal apontam em 2015 um déficit de R$ 85 bilhões, no mesmo ano, as planilhas da Anfip anunciaram um superávit de R$ 24 bilhões. Ou seja, a reforma da previdência é desnecessária.
Por isso, a Fetaemg é contra essa perversidade e vem atuando para impedir que a reforma seja aprovada e com isso, os direitos de trabalhadores e trabalhadoras sejam mantidos. Só com justiça social os trabalhadores do campo e da cidade poderão viver de forma digna. Faça parte desta luta. Junte-se a nós! E diga não à Reforma da Previdência Social.
Fonte: Fetaemg

4 de jan. de 2017

Entrevista com Marcelino Rocha: “Somente Diretas Já pode colocar o Brasil nos trilhos”


O presidente da Fitmetal e da CTB-MG, Marcelino Rocha, avalia 2016 pela pauta regressiva imposta pelo governo golpista e analisa as perspectivas para 2017. Ele faz um balanço da Federação, com conquistas de novas bases e acordos fechados em um cenário de grandes dificuldades.
Qual avaliação é feita sobre esse final de ano com tantas pautas negativas para os trabalhadores e trabalhadoras?
A cereja do bolo amargo para o Brasil foi a aprovação da PEC 55. Infelizmente o povo não tem a dimensão do significado da aprovação dessa PEC. Vai chegar um determinado momento - que eu espero que não seja 2036 - que isso precisará ser revisto para o bem do país. Nós já alertávamos quanto a um possível golpe à democracia com antecedência. Até porque antes do golpe o Temer já tinha apresentado a “Ponte Para o Futuro”. Nesses meses de 2016 que foi implementado parte desse projeto nós temos assistido um desastre total do ponto de vista dos direitos sociais, das limitações democráticas e também da regressão dos direitos trabalhistas.
O impeachment da presidenta Dilma foi uma iniciativa para abafar escândalos de corrupção de deputados e senadores, mas também trouxe consigo a volta de um receituário neoliberal. Era prevista a velocidade com que essa pauta negativa está sendo implementada?
É uma receita neoliberal que nós não prevíamos em tamanho e contundência. O que o Temer fez em seis meses está superando Sarney, Collor, FHC e até a ditadura militar do ponto de vista regressivo dos direitos sociais e trabalhistas. É assustador como esse compromisso com a elite e com o setor financista pode impor uma agenda tão regressiva como vem sendo implementada nesses últimos meses depois do impeachment da Dilma.
Aparentemente a direita age coesa na hora de ir contra o povo, já a esquerda muitas vezes não mostra a mesma unidade. Como explicar isto?
Na esquerda ainda prevalecem diferenças que não cabem ao momento. Existe todo um xadrez para dizimar a esquerda no Brasil. Vide quantas capas das revistas mais reacionárias deste país, Veja, Época, IstoÉ, foram dedicadas a denegrir a imagem do presidente Lula. Ele como a principal liderança do nosso campo talvez não tenha a blindagem necessária do que pode vir a acontecer em 2017, que é a inviabilização da sua candidatura em 2018.
Mesmo com a quantidade perdida de vereadores e prefeituras nas últimas eleições as pesquisas não mostram uma esquerda liquidada como alardeou a direita e além disso mostram Lula como o candidato mais forte para 2018...
O único ponto ‘positivo’ para a esquerda é que a direita não tem consenso na disputa pelo poder, pois existem muitos interesses que trazem trincas. Exemplo disso é a briga entre Alckmin, Aécio e Serra, ou as divergências entre Renan Calheiros e Rodrigo Maia e por aí vai. Essa guerra pelo poder entre eles deveria nos ajudar e a esquerda deveria explorar mais essa fragilidade.
O próximo ano já começa com pautas nefastas, como a votação da Reforma da Previdência na volta do recesso parlamentar. 2017 será mais difícil para o trabalhador do que foi este ano?
Dizem que vai ter um grupo parlamentar em vigília para discutir a melhor forma de, ao retornar em 2017, aprovar a reforma da Previdência. São coisas que a gente não via nos últimos treze anos no governo no PT e seus aliados, que é o Congresso ficar até quatro horas da manhã debruçado para prejudicar o povo, com vigília de parlamentares para implementar medidas de precarização da vida povo brasileiro.
Nesse ponto o movimento sindical e os movimentos sociais também não devem permanecer neste período estudando alternativas para barrar essa e outras reformas prejudiciais?
O momento nos impõe a necessidade de muita atenção no campo democrático popular. Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo. De acordo com o Diap, existem mais de 50 medidas na ordem do dia para serem definidas por esse Congresso que não representa a maioria dos trabalhadores brasileiros. Isso vai desde a redução da idade para o início no trabalho que atualmente é de 16 anos e querem retroagir para 14. Isso combina muito com o desejo da deformação dos jovens brasileiros com o “Escola Sem Partido”, pois as dificuldades no ensino são muito maiores para quem começa a trabalhar mais cedo. Tudo isso também passa pela prevalência do negociado sobre o legislado, passa pela terceirização de atividades-fim entre outros.
Quanto ao Michel Temer a imprensa e analistas apontam que a sua queda será inevitável. Você também aposta nisso?
Hoje é uma possibilidade real a queda do Temer. O que não traz nenhuma expectativa positiva. Um golpe dentro do golpe que foi dado pode criar as condições piores para os trabalhadores com alguém mais reacionário ainda assumindo o posto de chefe do país. Por isso precisamos destacar a necessidade de eleições Diretas Já. Somente esta situação pode colocar o Brasil nos trilhos.
O governo golpista além de impor uma agenda negativa ao país também está destruindo os projetos de integração regional e internacional, como o Mercosul e os BRICS?
As mostras dadas pelo nosso ministro de relações exteriores são no sentido de acabar com qualquer possibilidade de intercâmbio ou organizações bilaterais de países que precisam se articular frente ao poder da União Europeia e dos Estados Unidos. Um ministro de relações exteriores como o Brasil que tem dificuldade em definir o significado de BRICS é o grande sintoma da desarticulação desse projeto, assim como acontece com o Mercosul, para colocar o nosso país novamente dentro dos interesses imperialistas dos EUA. Agora a Venezuela está sendo o foco central de desestabilização. A exclusão da ministra de Relações Exteriores da Venezuela do último encontro do Mercosul é muito simbólica quanto a isso.
"Mesmo no ambiente de festas, natal e ano novo, nós devemos permanecer vigilantes porque o saco de maldades não chegou ao fundo."
A participação da indústria no PIB nacional está em queda livre. As medidas adotadas pelo governo Temer contribuem para piorar este cenário?
Esse é um tema que a Fitmetal vai considerar como o mais importante do ponto de vista da sua ação política. O processo de desindustrialização que o país atravessa é de um risco muito grande. Um país cuja indústria sai de quase 30% de participação no PIB em décadas passadas e isto é reduzido a menos de 9% não tem perspectiva de desenvolvimento com distribuição de renda, com geração de emprego. A indústria é um setor que tem salários melhores, tem condições de trabalho mais significativas do que outras categorias profissionais, então é fundamental o desenvolvimento da indústria para o crescimento do país.
O setor naval que cresceu tanto no governo Lula hoje é a maior representação desse cenário de desindustrizalização?
O Lula desenvolveu políticas no setor naval que fez com que quase chegássemos a 100 mil trabalhadores na área, além de enraizar o setor naval em vários estados, como no Rio Grande do Sul e Pernambuco. Com a Lava Jato e a crise na Petrobras o setor naval deixou a herança de vários trabalhadores demitidos em 2015 e que ainda hoje não receberam as suas verbas rescisórias. Hoje o setor cada dia mais vai se enfraquecendo e hoje existem discursos para baratear o custo da produção no Brasil que indicam que ao invés de construir navios, o Brasil passe a alugar navios junto com tripulação estrangeira. Isso é um prejuízo para a produção, para a economia e para os marítimos nacionais.
Para o setor de automóveis as condições também não são das melhores?
Com exceção dos metalúrgicos de Camaçari na Bahia que fizeram um acordo em 2015 com validade de dois anos, fruto da organização no local de trabalho que existe lá, todos os demais metalúrgicos do setor automobilístico fizeram acordos no máximo com a reposição da inflação de um ano antes da data base e a grande maioria com o pagamento parcelado dessa inflação em até três períodos. No momento que você tem um executivo que atua em prol do setor financeiro e um legislativo subserviente aos interesses dos mais ricos, o setor empresarial não iria perder a oportunidade de desfazer todas as conquistas alcançadas nos últimos treze anos.
No geral como foi avaliado o resultado das campanhas salariais de 2016?
As campanhas foram realizadas dentro do possível em uma conjuntura totalmente adversa. Foi uma negociação onde o setor empresarial tentou implantar políticas regressivas, mas que, na medida do possível, foram barradas. A posição da Fitmetal junto à FEM/CUT e à Femetal (Força Sindical) em Minas Gerais foi destacada por diversos dirigentes de fora da Fitmetal. Minas é o único estado do Brasil que tem três Federações ligadas à Centrais diferentes e que fazem campanha unificada. O papel da Fitmetal, segundo os dirigentes das outras entidades, foi destacado.
Especificamente para a Fitmetal como é avaliado este ano?
Mesmo em um ano de muita dificuldade nós podemos falar que 2016 foi altamente positivo para a Federação. Em primeiro lugar por conta do registro sindical que foi definitivamente finalizado já em janeiro. Em segundo por conta da conquista de novas bases de grande significado para o crescimento e para o enraizamento da política da Fitmetal, que foi Chapecó (SC) e Três Marias (MG), além de criar a possibilidade de estender a base até Nossa Senhora do Socorro (SE). Um terceiro elemento que é importante destacar é que a Federação começou a aparecer com protagonismo. Participou das lutas nacionais contra o golpe com fisionomia, participou das manifestações em defesa da Petrobras, como também do Dia Nacional de Paralisações e Luta em Defesa dos Direitos, organizado pelos Metalúrgicos - com destaque para manifestação que ocorreu em Minas Gerais nas proximidades da Fiat. Além dessas manifestações a Fitmetal teve capacidade de construir alternativas para assinar os acordos coletivos nas suas bases, acordos que tiveram uma dificuldade maior com a liminar do Gilmar Mendes indicando o fim da ultratividade dos acordos.
Do ponto de vista das relações das relações exteriores a Fitmetal teve um ano produtivo?
Tivemos uma participação destacada no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial, na África do Sul, com a maior bancada de dirigentes. Estamos nos empenhando para fortalecer o internacionalismo de classe, estamos implementando isso na prática. Dessa maneira tivemos trocas importantíssimas, como essa com os metalúrgicos do Egito que visitaram o Brasil por duas vezes e agora nós fomos até lá e firmamos um acordo com eles.
Em maio de 2017 será realizado o segundo Congresso Fitmetal. Qual é a expectativa até lá?
Temos muita luta antes do Congresso da Fitmetal. Talvez a principal delas seja barrar a reforma da Previdência. Os metalúrgicos poderão ser os mais afetados com o fim das condições de insalubridade para a aposentadoria e existe toda a agenda regressiva da reforma Trabalhista. Portanto, precisamos chegar ao Congresso da Fitmetal com no mínimo a reforma da Previdência barrada.
Por Murilo Tomaz, da Fitmetal

27 de dez. de 2016

RETROSPECTIVA: As lutas dos trabalhadores e trabalhadoras em 2016

 
 
 
2016 foi um ano duro, de luta e de retrocesso para os trabalhadores e trabalhadoras, agravado por uma dupla crise econômica e política. Tivemos um golpe de Estado no Brasil, a eleição do neofascista Donald Trump nos Estados Unidos e dezenas de outros grandes fatos indicando uma guinada conservadora planetária. selecionamos as 25 notícias mais
 
O Portal da CTB selecionou 25 notícias mais impactantes de tudo o que aconteceu. Clique aqui e confira.

14 de dez. de 2016

Encontro Nacional de Educação da CTB sinaliza para realização de Conferências Populares



No segundo dia de debate do Encontro Nacional de Educação da CTB, realizado nos dias 13 e 14 de dezembro em Belo Horizonte, trabalhadores e trabalhadoras do setor discutiram as perspectivas na luta em defesa da educação pública. Entre as saídas para enfrentar os ataques do governo golpista, está a agenda para construir Conferências populares nos estados e municípios por todo país, além de trabalhar na articulação de uma frente ampla em defesa da educação pública brasileira. Essa foi uma das propostas apresentadas pelo coordenador da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (CONTEE) Gilson Reis. 


Esse debate aconteceu na parte da manhã com o  tema Perspectivas da luta sindical por uma educação de qualidade no  2º Encontro Nacional de Educação da CTB que este ano traz o mote  “Por uma educação democrática e emancipadora”. A mesa  foi composta por Gilson, que também é diretor da executiva da CTB, e pela representante da União Brasileira dos Estudantes (UBES), Bruna Elena. O secretário de finanças da CONTEE e representante da CUT, José Ribamar Barroso, foi convidado para participar do debate. 

Frente ampla

Para Gilson Reis a educação está no centro do golpe e os interesses conservadores são históricos contra a educação pública de qualidade. Gilson reforçou a necessidade de compor uma unidade ampla de entidades em defesa da educação. Para ele potencializar as contradições da mercantilização do ensino é uma estratégia de trazer mais setores para enfrentar os ataques promovido pelo governo golpista. “A decisão do golpe é destruir a educação pública de qualidade no Brasil. A reforma do Ensino Médio esconde um processo profundo de privatização da educação, atacando a escola pública e os profissionais envolvidos” avalia Gilson Reis.  

Na mesma linha, a estudante Bruna Elena também chamou atenção para unidade do movimento sindical e estudantil para fortalecer essa frente ampla de enfrentamento ao golpe. Bruna afirmou que as ações propostas por Temer, como a recém-aprovada PEC 55, é um “desmonte total da educação pública e um assassinato ao Plano Nacional de Educação.”  Bruna citou ainda medidas do governo golpistas que têm o objetivo de calar o movimento estudantil e dificultar o acesso de jovens que passaram a frequentar as escolas nos últimos tempos.


“Educação pública para gente significa a soberania nacional. Nós não queremos só barrar a Medida Provisória do Ensino Médio, nós queremos uma nova escola, rediscutido com os estudantes e professores. E que inclua mais do que os 19% dos jovens que hoje estão nas escolas” aponta Bruna Elena.   

Diálogos e campanhas de comunicação


   
A exposição da conjuntura de luta pela educação em um momento de golpe trouxe também propostas de ação. Uma das ideias  é fazer duas campanhas nacionais que denuncie a privatização da educação brasileira e a segunda que mostre os perigos da desprofissionalização da categoria pretendida por Temer. 

Para Ribamar Barroso a estratégia é fazer o debate ideológico com a sociedade sobre o que representa esse estado mínimo imposto pelos articuladores do golpe. A necessidade de ampliar o dialogo com a população e reforçar a luta de resistência foi unanime na fala dos(as) participantes(as) do Encontro.















Veja mais matérias sobre o Encontro no Portal da CTB: 


13 de dez. de 2016

13/12: na mesma data em que foi editado o AI-5, Senado aprova PEC que liquida direitos

 
 
 
Nesta terça-feira (13), foi aprovada no Senado em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional 55, a PEC da Morte, como tem sido chamada. A medida impõe um rigoroso teto para as despesas sociais do governo para os próximos 20 anos.
 
A PEC 55 está sendo apresentada pela equipe econômica do governo como tábua de salvação para a economia nacional, mas tem sido vista por muitos como a mudança que poderá afundar de vez a economia do país e levar com ela toda a população mais pobre, com reflexos em toda a sociedade, preservando apenas o setor financeiro e os segmentos mais ricos que raramente se abalam com os altos e baixos da economia nacional. 
 
Na última sexta-feira, a PEC 55 foi condenada por relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) em documento que destaca o "impacto severo" que terá a medida sobre a população pobre no Brasil, provocando "retrocesso social" e colocando "toda uma geração futura em risco". O diagnóstico é do australiano Philipe Alston, relator especial das Nações Unidas para a pobreza extrema e os direitos humanos.
 
"O AI-5 dos direitos sociais"
 
 
Em artigo na Carta Maior, o professor de ciência política Francisco Fonseca (FGV/Eaesp e PUC/SP) classificou a PEC 55 de "AI-55 dos direitos sociais". Ele observa que não se trata de mera coincidência o fato de a votação da PEC-55 ocorrer no mesmo dia em que foi editado o Ato Institucional número 5 (AI-5), em 1968, dando início à fase mais sombria da ditadura militar.  
 
Os momentos históricos trazem muitas convergências também. Naquele momento fatídico da história, o então ministro do trabalho da ditadura militar, Jarbas Passarinho, presente na elaboração do AI-5, expressou a perspectiva das Forças Armadas ao declarar: "Às favas, senhor presidente, com todos os escrúpulos de consciência”.
 
E, como compara Fonseca, hoje não está muito diferente:
 
"Neste 13 de dezembro de 2016, 48 anos depois, igualmente o consórcio golpista que está vitimando a democracia política e social brasileira está mandando às favas: o pacto político que instaurou a democracia institucional pós-1988, a Constituição de 1988, os direitos sociais e a sociedade de bem-estar social que vinha, aos trancos e barrancos, se estruturando no Brasil desde a década de 1930. Não é pouco!".
 
 
 
 
 
Portal CTB 

9 de dez. de 2016

Frente Brasil Popular: "Avança no país um estado de exceção, antinacional e antidemocrático"



Após dois dias de debates, chegou ao fim nesta quinta-feira (8) a Primeira Plenária Nacional Frente Brasil Popular, que reuniu em Belo Horizonte cerca de 350 lideranças de movimentos sociais, políticos e sindicais de todo o país.
Na pauta, a difícil conjuntura brasileira que exige organização, unidade e discernimento dos setores progressistas e comprometidos com direitos humanos, direitos da classe trabalhadora e liberdades de expressão e manifestação.
E também a organização de uma agenda de resistência com protestos e manifestações para 2017.
No encerramento do encontro foi lançada a Carta de Belo Horizonte, que faz um balanço dos acontecimentos políticos, econômicos e sociais dos últimos seis meses, desde o impeachment de Dilma Rousseff.
O documento faz um duro alerta para o estado atual da economia do país, com o encolhimento do PIB, aumento do desemprego e nenhuma perspectiva de retomada do desenvolvimento e crescimento.
Também destaca a crise entre os Poderes que se instalou no Brasil, com risco para a ordem política democrática fundada com a Constituição de 1988.
E denuncia: "Avança um estado de exceção, antipopular, antinacional e antidemocrático, que restringe direitos de defesa, ameaça lideranças políticas, dirigentes de movimentos populares e o presidente Lula". Confira o texto na íntegra:
Carta de Belo Horizonte
Passados seis meses do ato de violência que consumou a deposição da presidenta Dilma Rousseff e deu posse a um presidente sem voto, o país vê agravados todos os problemas econômicos e sociais, e caminha para o caos e a convulsão. Todos os campos da economia estão deteriorados, a começar pelo setor industrial, o mais sensível às crises econômicas, que, entre nós, já transita da recessão para a depressão. 
O PIB encolheu 2,9%, numa sequência de dez meses consecutivos de queda, e fecharemos o ano com uma retração econômica de 3,4%. Os investimentos caíram 29%  e o BNDES reduziu seu desembolso em 35%. Nenhum setor da economia está respondendo aos paliativos governamentais. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE), o desemprego em dezembro é de 12%, e tende a continuar em alta. Hoje estão desempregadas 12 milhões de pessoas e  a indústria paulista trabalha com nova leva 150 mil desempregados em 2017. 
Paralelamente, o governo aposta na desnacionalização da economia e investe de forma criminosa na desestruturação da indústria petrolífera brasileira e um de seus alvos é a Petrobras, patrimônio de nossa nacionalidade. 
A federação se esfacela com a falência de Estados e municípios, com todas as suas consequências como a maior deterioração dos serviços públicos, notadamente de saúde, educação e segurança publica, além do atraso dos salários de seus servidores. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, três dos Estados mais ricos da federação, já declararam ‘situação de calamidade financeira’.  
Em vez de enfrentar os problemas encontrados  - resultado de séculos de depredação capitalista – o governo ilegítimo os aprofunda e leva o país a uma grave crise política, ao ponto mesmo da degradação institucional e da falência administrativa. Em meio a um estado de acefalia, está instalada uma crise de Poderes, que prenuncia o esgotamento da ordem política fundada com a Constituição de 1988.
Avança um estado de exceção, antipopular, antinacional e antidemocrático, que restringe direitos de defesa, ameaça lideranças políticas, dirigentes de movimentos populares e o presidente Lula.  O processo democrático, conquistado com tanta luta pela resistência popular à ditadura militar, está ameaçado. Cumpre nos preparar para construção da nova ordem, democrática e popular. 
Parte de nossa luta deve estar voltada para a formulação de um Projeto de Brasil que se anteponha ao quadro atual, retomando o desenvolvimento, a distribuição de renda, o combate às desigualdades sociais, a defesa da economia nacional e a defesa da democracia. Esse Projeto de Brasil deve ser o resultado de amplo debate nas bases sociais, de sorte que dele possa participar  o maior numero de brasileiros. 
Confiamos na capacidade de luta da classe trabalhadora brasileira, para, por meio das suas centrais sindicais, organizar a resistência aos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, construindo a greve geral. 
Em toda e qualquer hipótese, a alternativa que se coloca para o povo braseiro é sua presença nas ruas. Foi a mobilização popular que em plena ditadura, conquistou a Anistia; foi a presença de nosso povo nas ruas que construiu a campanha das Diretas Já e assegurou a convocação da Constituinte.   
Somente a unidade das forças progressistas e populares, pode resistir aos ataques à democracia e ao mesmo tempo construir força política para implementar um programa de desenvolvimento econômico, social e politico; somente nossa unidade pode enfrentar e derrotar o atual governo e as forças econômicas do atraso que o controlam. Só o voto popular pode superar essa crise politico-institucional e apontar para uma nova ordem politico social no interesse da Nação, do povo e da democracia, viabilizando as reformas estruturais no pais.  
A FBP avalia, em um balanço de suas atividades, que cumpriu o papel a que se destinara na sua criação, reunindo reflexão e práxis, mas se destacando em seu papel de aglutinação das forças de resistência ao golpe e agora ao governo Temer. Diante dos desafios interpostos pela conjuntura, a FPB convida todos os brasileiros a se integrarem no processo de construção da II Conferência Nacional a realizar-se no próximo ano. 
Bandeiras Políticas: 
1) Contra o Golpe, Fora Temer e Diretas Já; 
2) Nenhum direito a menos:  
- Em defesa do emprego, saúde, educação dos salários;  
- Em defesa dos direitos sociais (com protagonismo: LGBT, mulheres, negros e negras);  
- Contra: PEC 55, Reforma da Previdência e Terceirizações;  
3) Em defesa das liberdades democráticas e contra o Estado de Exceção;  
- Direito do Lula ser candidato;
- Contra os abusos do judiciário e do Ministério Público; 
- Contra a criminalização dos movimentos e da luta popular; 
- Contra o genocídio da juventude negra; 
- Contra o avanço do conservadorismo;   
4) Por uma Reforma Política que amplie a participação e a democracia popular e propagandear a Constituinte como um horizonte estratégico  
5) Defesa da soberania:  
- Defesa das estatais e bancos públicos, contra a privatizações;  
- Defesa das riquezas nacionais em especial a terra, petróleo a energia elétrica, minérios, água e biodiversidade;   
Belo Horizonte , 7-8 de dezembro de 2016
Portal CTB

Fetaemg organizou Plenária de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais

Presidente da Fetaemg, Vilson Luiz, ressalta que o momento é de luta para manter os direitos conquistados



No dia 01 de dezembro teve início a Plenária de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais das regiões da Grande BH e Sul de Minas preparatória para o 12º Congresso Nacional da Contag, de 13 a 17 de março de 2017, que definirá as diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras rurais para os próximos quatro anos, além de eleger uma nova direção da Contag. Durante dois dias, delegados e delegadas eleitos durante as Assembleias dos Sindicatos de Trabalhadores (as) Rurais debatem e apresentam propostas ao Texto Base do 12º Congresso Nacional, além da escolha de delegados(as) para representarem o Estado nas atividades em Brasília.

A Plenária foi aberta com uma análise da conjuntura nacional pelo presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, e pelo secretário de Formação e Organização Sindical da Contag, Juraci Moreira Souto. Ambos ressaltaram a situação crítica que o país vem enfrentando devido às reformas impostas pelo governo Temer, especialmente em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. O presidente Vilson traçou um breve histórico sobre a trajetória de lutas e conquistas do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, afirmando que, infelizmente, na conjuntura atual, a luta é para manter os direitos já conquistados, especialmente na Previdência Social. “O que estamos vendo hoje é o Congresso Nacional votar medidas que vão contra os trabalhadores, contra o povo.” Para o presidente, a Plenária tem muito que contribuir para fortalecer o projeto de luta do Movimento Sindical, preparando as lideranças para defender os seus direitos e evitar retrocessos.


O Secretário da Contag, Juraci Moreira Souto, enfatizou a importância do momento para aprofundar a reflexão sobre o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário que Contag, Fetag’s e STTR’s defendem e reafirmou o protagonismo do Movimento em conquistas importantes, que hoje estão ameaçadas, aproveitando para reforçar a união e a organização da categoria contra o retrocesso de conquistas de direitos da classe trabalhadora. Ele também falou sobre a PEC 55, que
compromete o desenvolvimento no Brasil.

Após a análise da conjuntura, os participantes da Plenária foram divididos em dez comissões temáticas para debater o Texto Base do 12º Congresso, onde estão elencadas as propostas de diretrizes operacionais do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais para os próximos quatro anos.

Fonte: Fetaemg