10 de jul. de 2013

“Nesta quinta-feira (11), trabalhadores e trabalhadoras devem ocupar as ruas pelas liberdades democráticas e direitos”, conclama o presidente da CTB Minas

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB Minas), Marcelino da Rocha (foto), conclama a todos os trabalhadores e trabalhadoras a participarem das manifestações que serão realizadas em todo o Estado nesta quinta-feira (11) - “Dia nacional de lutas com greves e mobilizações pelas liberdades democráticas e direitos dos trabalhadores”.
Organizada pelas centrais sindicais – CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS – e os movimentos sociais, as manifestações estão mobilizando os sindicatos filiados às centrais de todas as categorias, nas principais cidades-pólo do Estado. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a grande manifestação será na Praça Sete, na Capital, a partir das 8h.
“É fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras participem em massa dos atos públicos. Nosso objetivo é levantar as bandeiras de lutas da classe trabalhadora e incorporar as reivindicações que vêm das ruas”, disse Marcelino.
Para o presidente da CTB Minas, as reclamações da população são justas, mas há tempos as centrais e os movimentos sociais têm propostas concretas para que o Brasil se desenvolva, previstas na Agenda da Classe Trabalhadora, documento formulado em 2010, durante a segunda Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
“Nós, centrais, sindicatos e movimentos sociais, que sempre estivemos nas ruas, defendendo os interesses dos trabalhadores e da população, devemos  demonstrar nossa capacidade de articulação e contribuir para que essa onda de manifestações tome um rumo progressista, no sentido de trazer melhorias concretas para a classe trabalhadora e de impedir que qualquer movimento antidemocrático ganhe força perante a sociedade”, afirmou Marcelino.
Veja quais são as principais bandeiras de lutas defendidas pelas centrais sindicais e os movimentos sociais, que devem ser destacas nas manifestações:
- Fim do fator previdenciário;
- 10% do PIB para a Saúde;
- 10% do PIB para a Educação;
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários;
- Valorização das aposentadorias;
- Transporte público e de qualidade;
- Reforma agrária;
- Mudanças nos leilões de petróleo;
- Rechaço ao PL 4.330, sobre a terceirização.

Fonte: CTB Minas.

9 de jul. de 2013

CTB Minas convoca entidades e trabalhadores para o 11 de julho – Dia nacional de lutas com greves e mobilizações

A CTB Minas convoca a todas as entidades filiadas e os trabalhadores e trabalhadoras para as manifestações que serão realizadas em todo o Estado nesta quinta-feira (11).
O “Dia nacional de lutas com greves e mobilizações”, que tem como lema “Pelas liberdades democráticas e pelos direitos dos trabalhadores”, é uma iniciativa das centrais sindicais CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS.
Em Belo Horizonte, um grande ato público será realizado na Praça Sete, no coração da cidade, a partir das 8h.
Para o presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha, os movimentos sindicais e sociais, que sempre lutaram em defesa dos direitos dos trabalhadores e da população, têm que demonstrar unidade e ocupar seus espaços neste momento em que milhões de brasileiros têm ido às ruas protestar por mudanças.
“Nosso papel será levantar as bandeiras de lutas da classe trabalhadora e incorporar as reivindicações que vêm das ruas. As reclamações da população são justas, mas há tempos temos propostas concretas para que o Brasil se desenvolva, previstas na Agenda da Classe Trabalhadora, documento formulado pelas centrais em 2010, durante a segunda Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat)”, disse Marcelino.
Ele acrescenta que “as centrais e sindicatos filiados devem demonstrar sua capacidade de articulação e contribuir para que essa onda de manifestações tome um rumo progressista, no sentido de trazer melhorias concretas para a classe trabalhadora e de impedir que qualquer movimento antidemocrático ganhe força perante a sociedade”.
As centrais sindicais definiram nove bandeiras de lutas como fundamentais na atual conjuntura - cuja lista foi entregue à presidenta Dilma Rouseff, no dia 26 de junho, em Brasília - que deverão ser destacas nas manifestações:
- Fim do fator previdenciário;
- 10% do PIB para a Saúde;
- 10% do PIB para a Educação;
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários;
- Valorização das aposentadorias;
- Transporte público e de qualidade;
- Reforma agrária;
- Mudanças nos leilões de petróleo;
- Rechaço ao PL 4.330, sobre a terceirização.

Fonte: CTB Minas.

3 de jul. de 2013

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais pede investigação dos contratos feitos pela BHTrans

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
(SJPMG) protocolou na tarde desta terça-feira (2), junto à Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, pedido de intervenção nos serviços de transporte coletivo para fins de investigação dos contratos firmados pela Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), análise das planilhas de custos das passagens dos ônibus  urbanos e, em caso de irregularidades, a cassação das concessões outorgadas à iniciativa privada.
Em nota em seu site, o SJPMG, que alega que “sempre se pautou pela defesa intransigente dos direitos civis e individuais” diz que age “motivado pela falta de sensibilidade do Legislativo Municipal ao clamor das ruas”.
Além de reivindicar a redução das tarifas de ônibus, o Sindicato exige transparência nos contratos e nas planilhas relativas ao transporte público. “Ao rejeitar a emenda à lei que aprovou a redução do valor das passagens, que determinava a publicidade das planilhas de custo, o Parlamento municipal negou o direito fundamental à informação reclamado com fervor pelo movimento popular”, diz a nota da entidade.
Solidário às manifestações do mais alto teor democrático, o SJPMG também protocolou junto à Ouvidoria do Município de Belo Horizonte, com base na Lei de Acesso à Informação Pública, pedido de esclarecimento sobre a formação de preço das passagens cobradas pelo uso do transporte coletivo por ônibus, publicação da planilha referente aos custos, identificando cada item que forma o preço das passagens, o lucro dos empresários e a devida tradução da planilha técnica em linguagem de fácil entendimento para o cidadão.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

Polícia Federal vai investigar representante de caminhoneiros sobre bloqueio de rodovias

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou nesta quarta-feira (3) que, a pedido do Ministério dos Transportes, foi aberto inquérito na Polícia Federal para investigar Nélio Botelho, representante de uma organização de caminhoneiros que tem promovido bloqueios nas rodovias do país, por suspeita de locaute, quando a greve é articulada por empresários ou patrões.
Em tese, quem tem feito a interrupção das estradas são caminhoneiros autônomos. No entanto, de acordo com o ministro do Transportes, César Borges, Botelho, embora coordene o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), é dono de uma frota de caminhões e mantém 39 contratos com a Petrobras, no valor de R$ 4 milhões por mês.
Por ser empresário, ao convocar paralisações, eles estaria promovendo locaute, o que é ilegal. Pelo Código Penal, isso configura crime contra a liberdade de trabalho, segundo o artigo 197, que prevê prisão de 3 meses a 1 ano, mais multa.
“Da nossa parte, a nossa posição é muito clara, nós não vamos transigir com quem transgride a lei, com quem pratica crimes. O locaute é proibido no Brasil. Então, portanto, se alguém espera algum tipo de negociação se equivoca, não se negocia com prática de crime”, afirmou Cardozo em coletiva de imprensa em Brasília.
Para o ministro dos Transportes, o bloqueio de estradas atende a “interesses específicos”. “Solicitamos ao Ministério da Justiça, ao ministro Cardozo, que levasse avante investigações, apurações para verificar o que está por trás dessa movimentação, dessa organização, que é minoritária”, afirmou.
Segundo Borges, a pasta manteve diversas reuniões com todos os setores envolvidos e constatou que não havia “nenhuma vontade de continuar esse movimento”, mas apenas o MUBC continua empenhado nos bloqueios.
Cardozo informou que orientou que seja feita a prisão caso seja constatado flagrante e também que sempre que tiver qualquer situação que desrespeite a lei seja aberto inquérito policial.
Segundo o documento enviado por Borges ao Ministério da Justiça, o representante do MUBC, Nélio Botelho, declarou à imprensa que, a partir de 48 horas de paralisação, haveria desabastecimento em todo o país, principalmente em relação a produtos essenciais, como combustíveis e gêneros alimentícios.
“Não há nenhum sinal de desabastecimento, até porque o movimento é pontual”, disse Borges, acrescentando que não há estimativa de prejuízo.
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, também presente à coletiva, informou que orientou à Petrobras que investigue os contratos mantidos com o MUBC.
Em discurso nesta quarta-feira (3), a presidenta Dilma Rousseff criticou as paralisações de caminhoneiros. “Vou usar até uma expressão da nossa bandeira, em que está escrito ‘Ordem e progresso’. Estou falando de progresso, que é a construção da infraestrutura, mas queria falar da ordem. (....) Ordem significa democracia, mais respeito”, acrescentou.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro pede subsídio ao preço do óleo diesel e isenção do pagamento de pedágio pela categoria em todas rodovias do país. Também reivindica a criação de uma secretaria do transporte rodoviário de cargas, subordinada diretamente à presidência da República, e aprovação de um projeto de lei - em tramitação no Congresso - que aprimora a Lei do Motorista.

Fonte: UOL.

CTB é contra a PLP 200/2012: não à mudança no FGTS!

Representantes do patronato estão pressionando o Congresso a votar e aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 200/2012, que extingue a contribuição adicional de 10% incidente sobre os depósitos do FGTS decorrentes de demissões sem justa causa.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é contra a iniciativa, que, de resto, é desaprovada pelo conjunto do movimento sindical brasileiro e vem na contramão das demandas das ruas, cujo atendimento requer a ampliação dos gastos públicos, de forma que não vivemos um momento propício a desonerações, renúncia fiscal ou redução de impostos.
Os empresários argumentam que o adicional foi introduzido em 2001 para cobrir prejuízos do FGTS provocados pelos planos Verão e Collor e hoje já não faria mais sentido.
Não é esta a opinião dos representantes da classe trabalhadora. O adicional incide exclusivamente sobre demissões imotivadas e o adicional sobre a indenização devida nesses casos funciona como um desestímulo, o que vai ao encontro da Constituição, que determina a coibição das dispensas sem justa causa.
A rotatividade da mão de obra no Brasil já é um escândalo e sem o adicional certamente seria ainda maior, já que as empresas teriam um incentivo a mais (ou um desestímulo a menos) para demitir.
As centrais sindicais propõem a destinação dos recursos arrecadados através do adicional de 10% para um fundo de proteção do emprego durante as crises cíclicas de produção.
Ademais, o grito agudo das ruas por serviços públicos gratuitos e de qualidade (de transporte, saúde, educação, moradia, segurança) sugere a necessidade de ampliar os gastos e investimentos públicos. Não é hora para redução de impostos.
Wagner Gomes, presidente da CTB. 


Câmara de Betim aprova meio passe para estudantes

A Câmara Municipal de Betim aprovou, nesta terça-feira (2), o Projeto de Lei 113/2013, de autoria do vereador Tiago Santana (PCdoB), que autoriza o Executivo a criar o meio passe no transporte público para os estudantes do município.
Segundo o vereador Tiago Santana, o objetivo do projeto, antiga reivindicação da comunidade estudantil, é beneficiar os estudantes da rede pública e privada de Betim com a redução de 50% no valor das passagens, dando a eles o direito a duas viagens por dia. Para obter o benefício, o estudante deverá estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino.
“Fico muito feliz com a aprovação do projeto. Este é um momento especial para os estudantes da cidade e também para mim, que comecei minha história no movimento estudantil, sendo o meio passe uma das principais bandeiras dos estudantes de Betim. Agora, vamos buscar formas e o apoio do prefeito para viabilizar a nova lei”, disse Tiago Santana.
Sobre a solicitação de adiamento da votação do PL 112/2013, que visa à destinação de 100% dos royalties do petróleo para Educação, na última reunião (25/07), o vereador disse que o Executivo Municipal assumiu o compromisso de enviar um projeto de lei do mesmo caráter em breve.
“Isso fortalece a discussão e aumenta a chances de aprovação de recursos que possam viabilizar investimentos em projetos como o Crédito Educativo Municipal (Creduc), o Pré-vestibular Popular e até mesmo a implementação do meio passe estudantil, entre outras demandas da Educação de Betim”, afirmou.
Fonte: Mandato do vereador Tiago Santana.
Edição e foto: Eliezer Dias. 

2 de jul. de 2013

Fornecedora da Fiat, Proema demite em massa metalúrgicos que estavam à disposição em casa

A Proema Minas, uma das prin­cipais fornecedoras de peças para Fiat Automóveis, em Betim, começou a pro­mover um processo de demissão em massa desde a última quinta­-feira (27).
Até esta terça-feira (2), foram dispensados cerca de 160 empregados que haviam sido colocados à disposição em casa pela empresa, há 4 meses. E o que é pior: a empresa não está fazen­do acerto das verbas trabalhistas e disse que os demitidos devem procurar a Justiça do Trabalho para reivindicar seus direitos.
As demissões são um desdo­bramento da grave situação vivi­da pela Proema que, pelo menos desde 2002, convive com uma série de irregularidades fiscais e trabalhistas.
“Por muitos anos, os trabalha­dores têm convivido num clima de insegurança e instabilidade na fábrica. Grande parte dos funcio­nários está há mais de 5 anos sem os depósitos do FGTS. Além disso, há outras irregularidades, como o não pagamento do INSS, o que, no futuro, irá prejudicar os empre­gados no momento da aposenta­doria”, disse o diretor do Sindicato Clodoaldo Carvalho, que é meta­lúrgico na Proema.
O presidente do Sindicato, João Alves de Almeida, conside­ra “gravíssima” a situação. “São centenas de pais de família que estão perdendo seus empregos e o mais absurdo é que a empre­sa sequer demonstra o mínimo de respeito e consideração com os empregados, principalmente porque recebe incentivos fis­cais do governo, da prefeitura, mas depois, simplesmente, dá as costas para os trabalhadores. Já estamos tomando as providên­cias necessárias”, disse.
Denúncia
O Sindicato denunciou o fato ao Minis­tério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Tam­bém pediu a realização de uma audiência à Assem­bleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater o problema.
Nesta terça-feira, o Sindicato e a empresa se reuniram na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, em Belo Horizonte, para tratar do assunto. Mas não houve avanços na audiência de mediação.
Diante da gravidade da situação, o presidente do Sindicato orienta aos demi­tidos para que procurarem o Depar­tamento Jurídico do Sindicato o mais breve afim de moverem ações para co­brar o pagamento das verbas rescisórias na Justiça do Traba­lho.

Fonte: Departamento de Imprensa Sindbet.

Acordos de PLR fechados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região este ano já beneficiam a mais de 30 mil trabalhadores

Mais de 30 mil metalúr­gicos já foram beneficiados com a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), neste ano de 2013, na base do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim – entidade filiada à CTB Minas, que compreende também os municípios de Igara­pé e São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e conta com aproximada­mente 47 mil trabalhado­res.
Na última semana, o Sindicato concluiu os acordos com a Fiat Automóveis, maior empresa da base, e algumas de suas principais fornecedoras, como a Comau Service, Denso Térmicos, Brembo e Tower Automo­tive. Isso significa que mais de 70% dos trabalhadores da região já têm acordos.
Fiat e Comau
O valor total do acordo deste ano ne­gociado com a Fiat e a Comau, de R$ 6.883,00, é 14,4% superior ao que foi conquistado no ano passado. A primeira parcela, de R$ 4.083,00, foi paga no dia 30 de junho. Para ter direito a receber o valor total da PLR os metalúr­gicos da Fiat e da Comau terão que cumprir na íntegra as metas de produção, assidui­dade e índice de qualidade (CPA).
O presidente do Sin­dicato, João Alves de Almei­da, destaca dois pontos po­sitivos na PLR deste ano com a Fiat e a Comau. “Além do aumento de 14,4% no valor, garantimos metas ‘mais hu­manas’, uma vez que, pelo acordo, os metalúrgicos não terão que trabalhar aos sá­bados e nem nos feriados”, destaca, lembrando que os empregados da Fiat também serão beneficiados com a isenção do Imposto de Ren­da nos valores da PLR até R$ 6 mil.
“Os metalúrgicos da Fiat merecem mais, sobretudo pelo empenho que fizeram no último ano e, também, se consideramos os lucros e resultados alcançados pela montadora. Temos certeza de que, se houvesse uma mobilização mais forte da parte dos metalúrgicos, o acordo poderia ter sido ainda melhor”, disse.
Tower Automotive
Na Tower Automotive, a PLR será de R$ 3.450,00, sendo a primeira parcela no valor de R$ 2.250,00, prevista para ser paga neste mês de julho. O valor restante, sujeito ao cumprimento das me­tas, será pago até 31 de janeiro de 2014.
O acordo aprovado foi considerado “positivo” pelo pre­sidente do Sindicato. “Além de retomar­mos o diálogo com a empresa - pois, em 2012, o acordo assinado não contou com a par­ticipação do Sindicato, o valor da PLR deste ano foi 15% maior que o acertado no ano passado”, acen­tua.
Denso Térmicos
Na Denso Térmicos, a PLR negociada entre o Sindicato, a Comissão de Trabalhadores e a empresa garantiu aos meta­lúrgicos uma PLR com valor 30% superior ao acertado no ano passado (R$ 4.050,00), desde que atingidas todas as metas previstas no acordo, sendo que a primeira parcela será de R$ 3.400,00.
Este é o maior acordo fe­chado até o momento entre as empresas fornecedoras de peças na categoria – o chamado setor automotivo. “Foi uma grande vitória, que se tornou possível graças ao trabalho do Sindicato e da Comissão de Trabalhadores, que contaram com apoio e mobilização dos emprega­dos da fábrica”, destaca o vice-presidente do Sindicato, Gleyson Borges.
Brembo
A PLR na empresa foi apro­vada em assembleia realiza­da no dia 24 de junho, garan­tindo aos metalúrgicos um valor total de R$ 4.570,00, após acordo negociado en­tre Sindicato, comissão de trabalhadores e empresa. O acordo deste ano tem valor 20% maior que o ne­gociado em 2012.
“A primeira parcela, de R$ 4 mil – valor maior que toda a PLR negociada no ano pas­sado – será paga no início deste mês”, destaca o diretor do Sindicato Jurandir de Oli­veira, que trabalha na fábri­ca. A segunda parcela, cujo valor está condicionado ao cumprimento total das me­tas, será paga até 31 de ja­neiro de 2014.
Até o início desta semana, o Sindicato fechou acordos de PLR, todos os aprovados em assembleias pelos trabalhadores, com empresas como: Denso Térmicos, Fiat Automóveis, Comau Service, LM Came, Lames, Metform, Magna, Metalúrgica JVA, PAM, Rossetti, Stola, Teksid, Silvendas, Eletrodata, Rodoeixo, Denso Rotantes, Inmeco, Rebarba Minas, Terex-Ritz, Rontam, Fundiligas, Novametais e Rodocicla.
Ainda estão em andamento as negociações com fábricas como: ABB, Mardel, Metalsider, SAE Towers, Sila do Brasil, Soldering, ZF, Metalúrgica União, Tekfor, Fornac e Maxtrac.

Fonte: Departamento de Imprensa Sindbet.
Edição e fotos: Eliezer Dias.

CTB se mobiliza e realiza atos em aeroportos de todo o País

As seções estaduais da CTB se mobilizaram nesta terça-feira (2) e realizaram manifestações nos aeroportos de diversas capitais brasileiras, com o propósito de dialogar com a sociedade e com representantes da Câmara dos Deputados a respeito das principais bandeiras de luta da classe trabalhadora.
A iniciativa da CTB visou fortalecer o momento de mobilização pelo qual passa o Brasil e alertar o Congresso Nacional e o governo para a importância de se avançar rumo a um novo projeto de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho.
Durante as manifestações, foi distribuída uma Carta Aberta aos parlamentares e à sociedade, com as bandeiras defendidas pelo conjunto das centrais sindicais e dos movimentos sociais. Clique aqui para ler a íntegra do documento. 
Em todas as cidades, os manifestantes também chamaram a atenção para o Dia Nacional de Lutas e Paralisações, marcado para 11 de julho, nos 27 estados da Federação e com a participação de todas as centrais sindicais e dezenas de movimentos sociais.
Na luta
São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador deram início aos protestos logo pela manhã desta terça-feira. Na capital paulista, cerca de 40 dirigentes sindicais se posicionaram em frente a um dos portões de entrada do Aeroporto de Congonhas. Com um carro de som, faixas, bandeiras e panfletos, os cetebistas procuraram explicar à população suas reivindicações e a importância de lutar por mais avanços para o país.
Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP, afirmou que tanto o governador Geraldo Alckmin, quanto o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, e a presidenta Dilma Rousseff têm muito a ouvir da classe trabalhadora. “Nós estamos aqui dando o nosso recado aos governantes, de forma ordeira a pacífica. No dia 11, com todas as centrais, certamente todos eles vão nos ouvir e analisar com mais atenção a pauta da classe trabalhadora”, disse.
Em Porto Alegre, a militância se posicionou próxima ao Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho. Cerca de 30 manifestantes se reuniram às 5h da manhã para dar início a uma caminhada rumo ao setor de embarque.
Em Fortaleza, cerca de 40 trabalhadores bancários, comerciários e da saúde, entre outras categorias, se mobilizaram no Aeroporto Pinto Martins a partir das 5h, para distribuir os panfletos com a Carta Aberta. Na Bahia, o ato aconteceu no aeroporto Luiz Eduardo Magalhães e reuniu cerca de cem sindicalistas, com destaque para a participação de metalúrgicos, comerciários, aeroviários e representantes do movimento estudantil. Os manifestantes fizeram a distribuição da Carta Aberta e de pimentas à população.
“Vamos apimentar o Congresso Nacional para colocar na pauta os projetos de interesse da nação”, destacou Walmir Santos, líder estudantil. Após o ato, os trabalhadores saíram em caminhada pelo saguão do aeroporto.
Fonte: Portal CTB. 

Sinsem-GV convoca o conjunto dos servidores municipais de Valadares para assembleia-geral nesta quinta-feira, 4

O Sindicato dos Servidores Municipais de Governador Valadares (Sinsem-GV)  realizará na próxima quinta-feira (4), às 18h, em sua sede, uma Assembleia Geral para discussão do Plano de Carreira, do Dia de Luta/Greve Geral no dia 11 de julho, de bandeiras da classe trabalhadora e informes gerais.
Desde o dia 22 de junho, início das manifestações na cidade, o Sindicato tem participado ativamente dos protestos. Segundo o presidente da entidade, José Carlos Maia, o Sindicato tem apoiado incondicionalmente o direito de manifestação de estudantes e dos movimentos sociais, que vêm demonstrando insatisfação com as condições de vida no País. “A pauta defendida pelo movimento se identifica com as reivindicações de toda a classe trabalhadora, que também convive com essa situação”, disse.
Para ele, é fundamental que o conjunto dos servidores participem e se incorporem a esta luta do povo, reforçando as bandeiras do movimento e agregando as bandeiras do conjunto da classe trabalhadora. José Carlos Maia alerta, entretanto, para que os servidores fiquem atentos às convocações anônimas de paralisação ou greve geral feitas na internet, sem nenhum chamado do Sinsem-GV ou aprovação da categoria.
“Em caso de dúvida, peço aos servidores e servidoras que entre em contato imediato com o Sindicato por meio do Disque Sinsem: 0800-283-0159”, orienta o presidente da entidade.
Fonte: Sinsem-GV.
Edição e foto: Eliezer Dias.

1 de jul. de 2013

Após paralisação, metalúrgicos da Fundiligas, Novametais e Rodocicla conquistam PLR de R$ 2 mil

Após paralisarem a produção por cerca de quatro horas na manhã desta segunda-feira (1º), os trabalhadores da Fundiligas, Novametais e Rodocicla – empresas que pertencem a um mesmo grupo, em Betim, aprovaram a proposta de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de 2013,debatido entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, a Comissão de Trabalhadores e representantes das empresas.
O acordo prevê o pagamento de R$ 2 mil aos trabalhadores, dividido em duas parcelas, sendo a primeira de R$ 1.200,00 e a segunda de R$ 800,00. Na Novametais e na Rodocicla, a primeira parcela será paga em agosto e a segunda em janeiro de 2014. Já na Fundiligas, a primeira parcela deverá ser quitada em setembro e a segunda em fevereiro do ano que vem.
Para o diretor do Sindicato Edigar Lopes, a união e mobilização dos trabalhadores provaram que a luta garante conquistas. “Pela primeira vez, conseguimos negociar a PLR nestas empresas. Agora, que os trabalhadores aprenderam o caminho da luta, será possível avançarmos ainda mais rumo a novas conquistas”.

Fonte: Departamento de Imprensa Sindbet. 

Dilma é a mais importante candidata que temos para 2014, diz Lula

Em sua primeira entrevista após a onda de protestos populares que tomaram as ruas do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não disputará a presidência da República em 2014 e disse que a presidenta Dilma Rousseff é a sua candidata à reeleição.
Lula defendeu sua sucessora e afirmou que a presidente não demorou para ouvir as vozes da rua. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado (29) mostrou que Dilma também perdeu intenção de votos e caiu de 51% para 30%. A mesma pesquisa mostrou que Lula teria melhor desempenho que Dilma na eleição presidencial de 2014.
As declarações foram dadas neste domingo (30), depois do primeiro dia do encontro “Novas abordagens unificadas para erradicar a fome na África”, promovido pelo Instituto Lula, pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em Adis Abeba, capital da Etiópia.
Pela manhã, Lula explicou o que estava acontecendo no país, ao discursar a uma plateia composta por ministros, políticos e integrantes de ONGs de diferentes países africanos. O ex-presidente elogiou Dilma, ao afirmar que a sucessora teve um comportamento “extraordinário” e foi solidária em relação às manifestações que acontecem em todo o país.
Leia a íntegra da entrevista concedida ao Valor Econômico:
Valor: Como o senhor viu essas manifestações? O que levou as pessoas às ruas?
Lula: Eu acho que no Brasil temos prefeitos, governadores, presidente da República... Eu sou um curioso nesse aspecto. A primeira coisa que eu acho é que toda vez que um povo se manifesta é sempre muito importante. Acho que democracia exige que o povo esteja sempre em movimento, em manifestação, sempre reivindicando alguma coisa. As reivindicações que o povo está fazendo, de melhoria de transporte, de saúde, de educação, isso é próprio do processo de crescimento que o Brasil vem enfrentando. Se você analisar que em dez anos mais do que dobrou o número de universitários no Brasil e de alunos nas escolas técnicas, e que houve a evolução social de uma camada da sociedade, essas pessoas cada vez mais querem mais. É assim. Quando aconteceu a greve dos metalúrgicos em 1978 as pessoas se perguntavam por que os trabalhadores fizeram greve. Eu dizia: porque eles tinham aprendido a comer um bife e estavam tirando o bife deles! Começaram a brigar para não perder o bife! Na medida em que as pessoas tiveram uma evolução social, é normal que elas queiram mais coisa. De vez em quando as pessoas reclamam que os aeroportos estão cheios. É lógico que tem que estar cheio! Em 2007 você tinha 48 milhões de passageiros voando de avião. Hoje você tem 101 milhões de passageiros. Obviamente que vai ter gente brigando. Você não tem [briga de passageiros] de ônibus, porque a quantidade de passageiros que andavam de ônibus em 2007 é a mesma de 2012. Na medida em que as pessoas vão evoluindo vão querendo mais. Eu acho importante. Eu acho que se as pessoas questionam custo da Copa as pessoas que organizaram, que contrataram tem que mostrar. Não tem nenhum problema fazer esse debate com a sociedade. E é fazendo o debate que você separa o joio do trigo. Quem quer realmente debater, está interessado em fazer coisa séria e aquilo que é justo. Nesse aspecto Dilma tem tido um comportamento importante. De entender o movimento, tentar dialogar com o movimento e construir as propostas possíveis. Se a gente tiver qualquer preocupação com o exercício da democracia é muito ruim.
Valor: O senhor se reuniu com Dilma e Haddad durante a crise. O que o senhor disse a eles? Faltou ouvir as ruas?
Lula: A coisa que o Haddad mais ouviu foi as ruas. Ele tinha acabado de sair de uma eleição. Primeiro ele ganhou as eleições por causa da proposta de transporte que fez para São Paulo, que era para novembro, mas talvez ele antecipe, não sei se tem condições de antecipar (proposta do Bilhete Único Mensal). A propaganda do Haddad era a seguinte: da porta para dentro muita coisa melhorou nesse país, mas da porta para fora nada foi feito. E ele dizia que em São Paulo em oito anos não havia sido feito nenhum corredor de ônibus. Ninguém pode, em sã consciência, nem o prefeito, nem o vice-prefeito, nem um cidadão qualquer dizer que o transporte em São Paulo é de qualidade. O metrô era de qualidade quando andava pouca gente, quando tinha condição de sentar. Mas agora que você tem passageiro para três vagões andando em um vagão, vai piorando a qualidade. O que eu acho que pode acontecer no Brasil é as pessoas se convencerem que de quando em quando gente precisa refletir sobre o que está acontecendo, conversar com as pessoas e tentar construir aquilo que precisa ser construído. É por isso que elogiei o comportamento da Dilma nessas coisas. Ela humildemente foi conversar com todos os segmentos da sociedade. Não se recusou a conversar com nenhum.
Valor: Não demorou muito para fazer isso?
Lula: Não demorou. Ela conversou no momento certo. Não poderia ter conversado antes, para discutir qualquer movimentação. O que a gente tem que entender é o seguinte: a realidade no mundo é outra, o povo está mais exigente, está tendo cada vez mais acesso a informação. Hoje o povo não precisa esperar o jornal no dia seguinte, a televisão à noite. As pessoas estão acompanhando as coisas 24 horas por dia. As pessoas não estão mais lendo notícia. Estão fazendo notícia. Eu acho que essa coisa é que é interessante. Nesse momento só tem uma solução: é pensar, conversar e começar a colocar em prática coisas que sejam resultado das discussões com a sociedade.
Valor: O senhor concorda com essa proposta de plebiscito sobre reforma política? O senhor ficou irritado com o fato de a presidente ter consultado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
Lula: Eu não posso fazer julgamento de acordo feito entre partidos políticos. Cada partido esteve representado com seu presidente e eles decidiram fazer o que tinham que fazer e vão colocar em prática. Não sei como é que vão colocar em prática, mas vão colocar. Nós temos o direito de conversar com quem bem entenda. Eu até agora não ouvir dizer que Dilma conversou com Fernando Henrique Cardoso. Ouvi setores da imprensa dizendo que ela conversou, o que ela não confirmou em nenhum momento. Mas conversar com FHC, com Sarney, com Collor, com Lula, é a coisa mais natural que um presidente tem que fazer. É conversar com as pessoas. É o seguinte: o Brasil vive um momento extraordinário de afirmação de sua democracia. Somos um país muito novo no exercício da democracia. Se você quiser pegar a eleição do Sarney como paradigma ou a aprovação da Constituição em 1988 temos 25 anos de democracia contínua. É o período mais longo. É normal que a sociedade esteja como uma metamorfose ambulante, se modificando a cada momento. É muito bom para o Brasil.
Valor: Mas não preocupa o abalo na popularidade da presidente, que caiu 30 pontos percentuais desde o inicio do mês?
Lula: Não me preocupa. Se tem um cidadão que já subiu e desceu em pesquisa fui eu. Em 1989 teve um dia no mês de junho que eu queria desistir de ser candidato porque eu tinha caído tanto que ia sair devendo para o Ibope (risos). Então eu cheguei a pensar em desistir porque não tem como eu pagar voto. Só tenho o meu. E depois com tantos figurões disputando a eleição fui eu que fui para o segundo turno. A Dilma é a mais importante candidata que nós temos, a melhor. Não tem ninguém igual a ela para ser candidata à Presidência da República. Portanto ela será a minha candidata.
Valor: O senhor volta em 2014?
Lula: Não.

Fonte: Valor Econômico.

Governo Dilma mobiliza aliados contra votação da “cura gay”

Às vésperas da votação do projeto de decreto legislativo (PDC 234/11) sobre a “cura gay” no plenário da Câmara dos Deputados, o governo federal mobiliza os aliados para a rejeição da proposta e para pôr em discussão, em breve, o texto que criminaliza a homofobia.
A expectativa dos governistas é de que o projeto, que promete a reversão da orientação sexual por intermédio de tratamento psicológico, seja rejeitado por ampla maioria na votação do dia 3. A rejeição do projeto depende da maioria simples dos votos. Na prática, significa que basta ter quórum mínimo de 257 deputados para votar a medida. A rejeição ou aprovação do texto ocorre por maioria simples dos presentes.
“A Câmara reflete a sensibilidade da sociedade. O Brasil segue as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que exclui a interpretação sobre orientação sexual com o viés de doença. Esperamos que o projeto chamado de ‘cura gay’ seja rejeitado pela Câmara”, ressaltou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário. “O importante é rejeitar e impedir que o projeto permaneça tramitando na Casa”.
O texto aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias revoga alguns dispositivos de resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, para impedir tratamentos que tentem mudar a orientação sexual dos pacientes e atribui caráter patológico (de doença) à homossexualidade.
Homofobia
No dia 28 de junho, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com representantes dos gays, bissexuais, travestis e transexuais e lésbicas, no Palácio do Planalto. Na reunião, os representantes do segmento pediram o apoio do governo para impedir a aprovação do projeto sobre a “cura gay”, assim como reivindicaram a implementação de medidas que criminalizam a homofobia.
Maria do Rosário disse que por orientação da presidenta haverá um empenho coletivo no governo em favor da criminalização da homofobia. “É uma questão de proteção de seres humanos e de combate à violência. Não há relação com convicções religiosas”, disse ela. “Ninguém pode ser a favor da violência em situação alguma”.
Fonte: Agência Brasil.
Foto: Eliezer Dias.

16º Forró dos Metalúrgicos de Betim e Região será no próximo sábado, 6

O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região prepara mais uma edição do tradicional Forró dos Metalúrgicos. A festança será no próximo sábado (6), a partir das 19 horas, no Clube dos Metalúrgicos, em Betim.
O Forró, que chega à sua 16ª edição, terá barraquinhas de comidas e bebidas típicas, feira de artesanato, pescaria e bingo com prêmios como notebook e uma moto Honda Titan 125 cilindradas.
A animação fica por conta da quadrilha do “Centro Cultural Arraiá Me Larga Comadre”, de Belo Horizonte, tri-campeão do Arraiá de Belô, e show do grupo musical Trinca de Ouro.
A entrada para sócios do Sindicato e seus dependentes é gratuita, mediante a apresentação da carteirinha de associado. Os não sócios pagam R$ 20,00. Os ingressos podem ser adquiridos no local ou na sede do Sindicato (Rua Santa Cruz, 811, Centro, Betim) a partir desta terça-feira (2).
O Clube dos Metalúrgicos fica na Rua Cuiabá, 190, bairro Niterói, em Betim. Confira as opções de transporte público para o Clube:
- Partindo do centro de Betim: ônibus 314 (ponto na Rua Rio de Janeiro) ou vans 70 (Rua Inconfidência) ou 90 (Rua Dr. Gravatá).
- Partindo de Belo Horizonte: ônibus 3285 (Jardim Alterosa via Dom Bosco).
- Partindo da Cidade Industrial:  ônibus 3255 (Jardim Alterosa via Parque Industrial).
- Partindo da Estação Eldorado do metrô: ônibus 3275 (Taquaril / Estação Eldorado).

Fonte: Departamento de Imprensa Sindbet.

2º Encontro da Juventude da CTB define Coletivo Nacional e apresenta propostas para unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical

Superar o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras e intensificar a luta para que o Brasil avance mais rapidamente, incluindo a juventude da cidade e do campo no projeto nacional desenvolvimento. Estas são algumas das propostas contidas na carta “Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical”, aprovada no encerramento do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB, neste domingo (30), em Belo Horizonte.
A carta, que será encaminhada à direção nacional da Central como contribuição para os debates do 3º Congresso da CTB, que ocorrerá em agosto, também aponta uma série pontos para organizar a juventude trabalhadora da CTB, como: criação de secretarias de juventude em todas as CTBs estaduais e diretorias de entidades filiadas; garantia de previsão orçamentária para a Secretaria de Juventude; ampliação da organização da Juventude da CTB nos ramos onde a Central está presente; criação da escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens; e realização de festivais da juventude do campo e da cidade, entre outros.
Coletivo
No final do encontro, que teve início na sexta-feira (28), também foram definidos os membros do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, que integra
homens e mulheres do campo e da cidade, de diversos ramos e de estados de quatro regiões do País. São eles: Vitor Espinoza (CTB-RS), Igor Pereira (CTB-RS), Juliana Matias (CTB Minas), Wallace Melo (Sinpro-PE), Alfredo Santiago (CTB-BA), Rose Santos (Sindicato dos Bancários de Sergipe), Maria Alves (Fetaemg), Dorenice Flor (Contag), Renato Pires (CTB-MS), Robson Porto (Sindicato dos Metalúrgicos de Betim - MG), Wellington Guilherme (Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna - SP), Luciane Severo (Sindicato dos Sapateiros Campo Bom - RS) e Kleiton Alder (Sindicato dos Metalúrgicos da Camaçari - BA).
“O Coletivo Nacional que sai deste encontro é muito representativo, composto por entidades fortes de grandes ramos e de estados onde a CTB está organizada. Não é pouca coisa conseguir o compromisso destas entidades com a luta sindical nacional da juventude da CTB. Damos um salto e nos armamos para, na próxima gestão da CTB e da Secretaria da Juventude, poder realizar um trabalho mais coletivo, mais organizado e mais forte, dialogando com as preocupações da juventude e do Brasil”, disse o secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius.
Participação
A grande representatividade dos delegados e a participação de lideranças nacionais no encontro também foram ressaltadas pelo secretário de Juventude. “Tivemos neste um encontro mais de 30 entidades, que representam centenas de categorias e milhares de trabalhadores, e a presença de importantes lideranças, como a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga; a presidenta  Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone; e o dirigente nacional da CTB Adilson Araújo, que veio para ouvir, dar sugestões e firmou compromissos que sinalizam apoio à juventude”.
Sobre as manifestações realizadas no Brasil nas últimas semanas e a tentativa da direita em disputar a juventude, Paulo Vinícius disse que as reflexões realizadas durante o encontro contribuíram para que a juventude da CTB se posicione nesta batalha com mais força, defendendo a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.
O coordenador do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, Vítor Espinoza, elogiou o encontro. “Foi excelente, pois conseguimos realizar um amplo debate sobre diversos temas de interesse da juventude trabalhadora, como os problemas enfrentados pela juventude trabalhadora urbana e rural, a precarização do trabalho, a questão do estágio e as recentes manifestações”.
Segundo Vítor, a juventude trabalhadora da CTB tem que ir para as ruas participar das manifestações e defender pautas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, o fim do fator previdenciário, a destinação de 10% do PIB e de 100% dos royalties do pré-sal para a Educação e a democratização da mídia.
Opiniões
Confira a opinião de outras lideranças que participaram do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB:
Maria Alves de Souza (Fetaemg): “O encontro garantiu o fortalecimento e a criação de novas estratégias para contribuir com o processo construção política da CTB e dos sindicatos, federações e confederações filiados a ela. Saímos do encontro com a possibilidade de uma maior participação e visibilidade da juventude no 3º Congresso da CTB e em espaços estratégicos de decisões políticas da sociedade como um todo. Valeu a pena participar deste encontro porque garantiu a qualificação e formação política dos jovens que aqui estiveram, que servirão de multiplicadores em suas bases, nos seus sindicatos e por onde quer que passem no processo de participação social”.
Alfredo Santiago de Jesus Junior (Sindicato dos Comerciários de Salvador -BA): “O encontro foi um espaço de debates que abriu novos horizontes frente aos acontecimentos no País, nos orientando como proceder e caminhar neste novo momento de junção da luta social com a luta sindical para que os trabalhadores também tenham sua pauta de reivindicações atendidas e, com isso, avançar na qualidade de vida tanto enquanto trabalhador(a) e cidadão(ã) deste País. O debate também nos proporcionou como construir de fato um elo mais próximo do contato com os trabalhadores no seu local de trabalho. Tivemos a oportunidade de expressar o que os trabalhadores estão sentindo e passando, o que costuma ficar nos bastidores e o movimento sindical nem sempre consegue visualizar”.
Lucas Nascimento da Silva (CTB Maranhão): “Vim para este encontro com o objetivo de absorver o maior número de informações possíveis. Aqui, abri muito a minha visão política e tive a oportunidade de discutir com jovens de todo o País, de maneira eficiente e forte, diversas questões sofridas pelos trabalhadores. Aprendi que a juventude tem que se unir e se organizar para ampliarmos nossa participação nos sindicatos e na própria CTB. Considero que a construção do Coletivo Nacional de Juventude da CTB foi muito importante, porque vai nos aproximar da direção nacional e das esferas governamentais, podendo, assim, defender o jovem trabalhador. Saio deste encontro com a convicção de que devemos nos unir, trabalhar e mostrar para o Brasil que o jovem trabalhador e o jovem sindicalista têm que ser ouvido e respeitado”.
Juliana Matias (CTB Minas): O encontro aqui em Minas foi muito propulsor. Fortalece a CTB na ação, crescimento e valorização da classe trabalhadora, principalmente aos trabalhadores que trabalham e estudam e os rurais. O Coletivo Nacional de Juventude certamente proporcionará um diálogo ainda maior com a Central e com os próprios trabalhadores e trabalhadoras”.
Carta
Leia a íntegra da carta do 2º Encontro da Juventude da CTB:
Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical
A luta dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude nunca dormiu. Em 2013, o povo na rua nas maiores marchas desde o Fora Collor dá uma outra força para avançar nas mudanças e mudar a fase do projeto iniciado com a vitória de Lula em 2003. Queremos mais direitos e desenvolvimento. E precisamos lutar por isso, pois a crise mundial do capitalismo só tem a oferecer miséria, precarização do trabalho, guerras e degradação do meio ambiente. No Brasil, a direita neoliberal liderada pela mídia golpista fará de tudo para interromper o ciclo de vitórias conquistado pela juventude e os trabalhadores.
Expressar a liberdade nas ruas e nas redes, a juventude quer seu lugar no Projeto Nacional de Desenvolvimento. As marchas expressam a luta pela mobilidade e o direito a cidade, melhores serviços na área da saúde e educação, profunda transformação na política, que não representa o povo, mesmo com os avanços que tivemos. Contra isso haverá a resistência e as manipulações das velhas elites. É preciso evidenciar que a mobilidade urbana, os serviços de saúde e educação não vão melhorar enquanto os gastos com banqueiros e especuladores tomarem quase metade do orçamento do Brasil, inviabilizando o desenvolvimento e o lugar da juventude.
A origem da corrupção é o peso do dinheiro na eleição dos representantes. Basta de eleger somente quem os banqueiros, os latifundiários e empresários financiam. Queremos o lugar das mulheres, da juventude, dos negros, da classe trabalhadora. Política não é mercadoria. Reforma política já, com financiamento público e exclusivo de campanha.
A mídia continuará tentando manipular o povo e criminalizar os movimentos sociais enquanto houver o monopólio dos meios de comunicação. A juventude e os trabalhadores(as) estão nas ruas para expressar a liberdade que não encontram na telinha e nos jornalões. É preciso uma nova lei que desconcentre os meios de comunicação, garantindo liberdade, pluralidade e diversidade. Por uma nova lei da mídia democrática já!
Posicionar a juventude trabalhadora nas lutas
Nesse cenário a juventude da CTB realiza em Belo Horizonte o seu 2º Encontro Nacional. Depende de nós o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Somos mais de 60% da população economicamente ativa, sofremos na pele a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, a precarização do trabalho, o desemprego. Lutamos por um Brasil desenvolvido no campo e na cidade, que respeite nossa voz e diversidade, sem preconceitos por nossa idade, orientação sexual, cor da nossa pele, convicções políticas. Queremos mais direitos, e só com unidade da classe trabalhadora em luta que conseguiremos vitórias.
Para isso, a juventude da CTB dialoga com o 3º Congresso dessa vitoriosa central que já reúne cerca de 10% o sindicalismo em apenas cinco anos. Estamos convencidos da importância de nosso diálogo com a juventude trabalhadora a serviço de nossa central.  O povo unido jamais será vencido, e acreditamos muito na união dos jovens trabalhadores, estudantes e mulheres para impulsionar o fortalecimento da luta dos trabalhadores. Com esse bloco podemos acelerar as mudanças, botar o pé no acelerador e trocar de marcha.
É preciso traçar alguns pontos para organizar esse time da juventude trabalhadora da CTB:
- 40 horas semanais já! Fim do fator previdenciário;
- Nenhuma direção da CTB ou sindicato da CTB sem secretaria da juventude! Queremos oportunidade de contribuir para as decisões da luta dos trabalhadores(as);
- Garantir na previsão orçamentária da CTB orçamento próprio da Secretaria de Juventude para as ações e atividades desta;
- Intensificar a luta pela educação. 10% do PIB para educação de qualidade, com creches para o povo, educação pública para a cidadania e o mundo do trabalho em todos os níveis no campo e na cidade com valorização dos trabalhadores da educação;
- Lutar por oportunidades de permanência da juventude no campo, garantindo a sucessão rural, fortalecendo a educação do campo;
- Lutar por reforma agrária garantindo assentamento dos jovens trabalhadores (as) rurais;
- Lutar pelo empoderamento das mulheres em todos os espaços, com equidade salarial de gênero;
- Fora Feliciano! Contra a homofobia;
- Levar o debate do estágio e ingresso no mundo do trabalho para as entidades representativas dos estudantes (grêmios, partidos e movimentos estudantis);
- Fortalecer o relacionamento da juventude da CTB com as centrais da América do Sul e em especial do cone sul Venezuela e Cuba;
- Criar condições para a conciliação do trabalho e estudo;
- Combater o assédio moral e sexual;
- Apoiar o projeto de lei de iniciativa popular que regulamente e democratize a mídia;
- Ampliar e melhorar a comunicação dos nossos sindicatos, aumentando a produção e divulgação de materiais em áudio e vídeo, disponibilizando o compartilhamento desses arquivos na internet;
- Mais transparência no sistema “S” contemplando: inclusão da formação voltada á agricultura de pequena e média escala e a ao empreendedorismo rural;
- Participar dos encontros de estudantes técnicos com campo e cidade;
- Lutar para garantir a qualidade do ambiente de trabalho, e combater a exploração da mão de obra juvenil cobrando que o Ministério do Trabalho tenha uma posição em defesa dos trabalhadores(as);
- Realizar festivais da juventude do campo e da cidade;
- Realizar reuniões do Coletivo Nacional para o ano com a CTB;
- Ampliar a organização da Juventude da CTB nos ramos onde estamos mais organizados;
- Criar uma escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens.
A juventude trabalhadora do campo e da cidade protagonista das mudanças que o Brasil necessita, fortalecendo as ações da juventude brasileira com as nossas bandeiras.
Belo Horizonte, 30 de junho de 2013.
Fonte: CTB Minas. Texto e foto: Eliezer Dias.


29 de jun. de 2013

Debates e discussões temáticas marcam o segundo dia do 2º Encontro da Juventude da CTB

O segundo dia do 2º Encontro da Juventude da CTB, que está sendo realizado em Belo Horizonte, no Centro de Formação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), desde a última sexta-feira (28), foi marcado por uma série de debates e discussões temáticas por grupos.
Neste sábado (29), a plenária debateu os temas: “Um passo adiante na organização da Juventude da CTB”, “Educação, trabalho e formação profissional: por uma agenda de jovens trabalhadores(as) e estudantes” e “Impulsionar o protagonismo da juventude rural da CTB na luta pela sucessão e o desenvolvimento rural”.
Os grupos de trabalho discutiram assuntos como “A juventude trabalhadora e o empoderamento das mulheres na luta sindical”, “Estágio e ingresso no mundo do Trabalho”, “Juventude da CTB e participação no ESNA, FSM e CCSCS”, “Jovens trabalhadores(as) e políticas públicas de juventude”, “Trabalho decente, precarização e terceirização”, “A juventude adoecida no trabalho e a organização sindical”, “Estratégia da ampliação da filiação sindical e do envolvimento da juventude nos Sindicatos” e “Inovar na comunicação com a Juventude Trabalhadora”.
Organização por ramos
“Neste segundo dia do encontro, tivemos marcas importantes, como o diálogo com a direção da CTB para pensar como a juventude vai se posicionar e contribuir com o trabalho da Central no próximo período; o debate com vistas a um maior apoio da CTB para reunir o Coletivo Nacional de Juventude, para ajudar a estruturação da Frente; e a discussão dos ramos, de como organizar na CTB categorias com grande presença juvenil”, enumerou o secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius.
Segundo ele, a sugestão é de mesclar a organização dos Estados com a organização de alguns ramos. “Vamos tentar cobrir as CTBs estaduais e também ramos fundamentais, dar atenção para os comerciários, bancários, metalúrgicos, rurais, para educação, como categorias que precisam de um maior cuidado, com estruturas mais fortes no trabalho de juventude”, explicou.
Nos debates temáticos, foram discutidas formas de como melhorar a comunicação com os sindicatos, de fazer uma política ampliar o empoderamento das mulheres, de como lutar contra a terceirização, a precarização e o adoecimento da juventude no mercado de trabalho. “Foi um dia de grandes reflexões sobre o futuro da juventude da CTB no próximo período, muito rico pela contribuição dos delegados, que pautarão a carta final do encontro”, disse Paulo Vinícius.
Efervescência de idéias
Presente no encontro, o diretor nacional da CTB Adilson Araújo se disse entusiasmado com a qualidade dos debates e intervenções. “Este encontro se revela como um momento de grandeza política da Central. O que vemos aqui é que a CTB, com apenas cinco anos de existência, tem buscado dar consequência àquilo se propôs na sua fundação, em 2007”, falou.
Na opinião do dirigente, estamos diante de um processo de efervescência de ideias, da qual o desejo maior é ganhar mentes e corações para a proposta de valorização da juventude. “A realização deste 2º Encontro vem na perspectiva de afirmar este posicionamento, de buscar repercutir na construção dos sindicatos essa ideia da importância e da necessidade de trazer o novo, de permitir espaços de poder para que o jovem possa se sentir participante da construção do projeto da central”, afirmou Adilson.
Para ele, as ideias que têm surgido durante o encontro vão contribuir muito para o enriquecimento do Congresso da CTB, que será realizado nos dias 22, 23 e 24 de agosto, em São Paulo.

“Neste encontro, por exemplo, pude ver o desejo de se apostar no projeto da construção da Escola Nacional da CTB, para ajudar na preparação e na qualificação da nossa militância, para que possa ter uma intervenção mais qualificada frente à luta política e ideológica. Também gostei da ideia de promovermos o Festival da Juventude Trabalhadora, voltado a um processo lúdico de desenvolvimento da cultura e da arte. Penso que vai ser muito bom que a CTB nacional possa consagrar um espaço oportuno e, sobretudo, de maior amplitude para o trabalho sindical entre a juventude”.
O encontro será encerrado neste domingo (30), com a apresentação do documento final e eleição do Coletivo Nacional da Juventude da CTB.
Confira a cobertura fotográfica do encontro do Facebook da CTB Minas.

Fonte: CTB Minas. Texto e fotos: Eliezer Dias.

Partidos de esquerda criam fórum para defender a democracia

Os dirigentes dos partidos de esquerda da base aliada do governo Dilma (PCdoB, PT, PSB e PDT) reuniram-se, nesta sexta-feira (28), na sede do Comitê Central do PCdoB, em São Paulo, para definir a estratégia diante da atual conjuntura política.
Em entrevista, Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, informou que a reunião inaugura a reativação do encontro dos quatro partidos. “O principal resultado desta reunião é a criação do Fórum Nacional em Defesa da Democracia e do Plebiscito. Um espaço que foi debatido e construído pelos quatro partidos presentes”.
Na oportunidade, foi consenso, entre os partidos, que será deflagrada uma campanha nacional pelo plebiscito. Além disso, já está agendada nova reunião para a próxima quarta-feira (3) em Brasília.
Questionado sobre qual o caráter do fórum, o dirigente comunista pontuou que “o espaço terá caráter consultivo, mais amplo. Está aberto a ouvir os demais partidos da base e as lideranças nacionais dos movimentos sociais e sindical. Ou seja, será um espaço de construção de uma ação comum entre as forças que compõem o fórum”.
Renato ainda frisou que a questão democrática é muito importante para os partidos. “O país vive uma situação de ampla democracia e pela posição da presidenta Dilma, dentro dos cinco pactos propostos por ela, um dos pactos mais importantes e que se traduz no plano político é a proposta do plebiscito. E por que é importante? Porque ouvir o povo significa ouvir as necessidades vividas por ele”.
O presidente do PCdoB explicou que no caso da reforma política, o Congresso sempre encontrou muita dificuldade para pensar uma saída para esta questão. “Entendemos a consulta pública como um espaço para que o povo possa se pronunciar sobre algumas questões balizadoras, para usar um termo da presidenta Dilma. Destacando que o plebiscito não é para entrar nos detalhes, mas sim para dar consistência ao processo”, ressaltou.
O dirigente comunista destacou ainda que o Fórum defende que a reforma política deve ter dois pontos centrais: financiamento para as campanhas e o sistema de representação. “Os partidos de esquerda concordam que a reforma política deve implementar o financiamento exclusivamente público das campanhas. E sobre o sistema de representação, os quatro partidos concordaram em defender o proporcional com listas, que serão definidas pelos partidos de forma democrática”, salientou.
Oposição teme a voz das ruas
Renato Rabelo destacou que “a posição ouvida e lida nos meios de comunicação só reflete a posição da oposição conservadora”. Ele esclarece que quem defende o referendo é, justamente, estes setores e alerta: “O referendo significa ao povo aprovar uma proposta de reforma política que será definida pelo Congresso, mas até hoje o Congresso não conseguiu firmar uma proposta para está questão”.
O dirigente questiona: “Por que não podemos ouvir a população para uma questão tão importante e que interfere na vida de todos? Por que temer? Os partidos entendem que o povo precisa ser ouvido e deve participar da construção desse espaço”, finalizou Renato Rabelo.

Fonte: Portal Vermelho.

Em sessão tumultuada, Câmara de Belo Horizonte reduz tarifa de ônibus em 5 centavos

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, neste sábado (29) uma redução de R$ 0,05 na tarifa de transporte público da cidade. Com isso, a passagem de ônibus passa a ser R$ 2,75. Os novos valores passarão a valer a partir da próxima segunda-feira (1º).
O projeto, proposto pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB), foi aprovado com o voto de 30 vereadores. Cinco políticos votaram contra a redução de tarifa e apenas um legislador se absteve.
A redução foi aprovada em meio a um protesto que reuniu cerca de 500 manifestantes na região da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Eles reivindicam uma redução ainda maior no valor da tarifa.
Cerca de 500 pessoas ocupam a Câmara Municipal de Belo Horizonte desde as 9h deste sábado. Na invasão, o grupo pintou os escudos e jogou tinta nos policiais. Em meio a tumulto, vereadores aprovaram redução de R$ 0,05 na passagem.
O projeto aprovado neste sábado prevê a redução de impostos municipais para as companhias que prestam serviços de transporte coletivo.
Após muitos protestos, a segurança do Legislativo permitiu que 300 pessoas ocupassem uma área da Câmara para acompanhar o processo. Os outros manifestantes forçaram a entrada no local e houve conflito com a segurança.
Além da redução das tarifas de transporte coletivo, também foi votado a permissão para que o Executivo faça um empréstimos de R$ 400 milhões junto a Caixa Econômica Federal. Dessa quantia, R$ 220 milhões serão destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida e o restante (R$ 180 milhões) para investimentos em mobilidade urbana.

Fonte: UOL.

28 de jun. de 2013

Manifestações dão o tom na abertura do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB, em Belo Horizonte

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil deu início, no final da tarde desta sexta-feira (28), ao 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB, em Belo Horizonte (MG). O Encontro, que se estende até o próximo domingo (30), está sendo realizado no Centro de Formação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg).
A abertura contou com a presença de dezenas de jovens, representantes de Sindicatos filiados à CTB de diversos Estados; de dirigentes da central e de entidades, como a Fetaemg, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG).
A mesa do primeiro dia foi composta pelo secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius; o presidente da Fetaemg e dirigente nacional da CTB, Vilson Luiz da Silva; o diretor nacional de Política Agrícola e Agrária da CTB, o Sérgio de Miranda; o presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha; a secretária-geral da Contag, Dorenice Flor; a presidenta da ANPG, Luana Bonone; e do presidente da UEE-MG, Paulo Sérgio de Oliveira.
O secretário nacional da Juventude, Paulo Vinícius se disse honrado em participar do encontro no Centro de Formação da Fetaemg. “Realizar este encontro aqui, na casa do camponês, que tem ocupado cada vez mais espaço na CTB, tem outro sentido”.
Segundo ele, o encontro, que tem o lema “Unir a juventude que trabalha e estuda à luta sindical”, tem o objetivo de discutir os principais temas ligados à atual conjuntura política, econômica, sindical e social do Brasil, a partir do ponto de vista da juventude trabalhadora, tanto do campo como das grandes cidades do País.
Protagonismo
“Temos neste encontro o ‘filé’ da CTB, a juventude que quer fazer a luta, superar as dificuldades e pensar a próxima etapa da Central, ser protagonista. Não vamos deixar a direita dirigir este País, pois nunca dormimos, sempre estivemos nas ruas”, acrescentou, se referindo às manifestações que assolaram o País nas últimas semanas.
Também se referindo ao tema, o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz, disse que discorda da ‘baderna’ promovida por algumas pessoas, mas defendeu os protestos. “Temos que apoiar a juventude que foi às ruas dar a cara a tapa”.
Vilson também falou do franco crescimento da CTB, que em apenas cinco anos de existência já é considerada a quarta maior central do País. Para ele, a CTB tem plenas condições de alcançar o primeiro lugar entre as centrais. “Precisamos dos jovens para colocarmos a CTB no 1º lugar”.
O presidente da CTB Minas, Marcelino da Rocha, também ressaltou o crescimento da entidade no Estado e do trabalho desempenhado pelos dirigentes José Antônio de Lacerda - “Jota”, Gelson Alves e Romney Mesquita. “São companheiros que carregaram o piano nos primeiros anos para que hoje a gente possa dar sequência ao trabalho que vem sendo realizado com mais tranquilidade”.
Explorados
Marcelino lembrou aos jovens presentes que o mundo vive numa luta permanente entre explorados e exploradores e que a CTB optou por defender a classe dos explorados. “Não podemos ter dúvidas quanto a isso e devemos reafirmar sempre o nosso compromisso de lutar para ganhar esta guerra. Como bem disse Che Guevara, ‘ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição’ ”.
O diretor nacional de Política Agrícola e Agrária da CTB, Sérgio de Miranda, falou da alegria de participar do encontro da juventude. Ele elogiou a participação dos jovens nas manifestações, que já estão apresentando os primeiros resultados, como a redução do preço das passagens de ônibus e a provação de diversos projetos de interesse da população no Congresso Nacional. “Estes resultados reforçam a crença de que o povo organizado é que faz as coisas acontecerem”.
A secretária-geral da Contag, Dorenice Flor, comentou que o momento é de fortalecer os sindicatos para que sejam cada vez mais fortes nas lutas dos trabalhadores por avanços e conquistas e para barrar os oportunistas que têm aparecido nas manifestações.
Presente
Dorenice também defendeu a unidade entre os trabalhadores do campo e da cidade na luta por um mundo melhor e maiores oportunidades para a juventude do campo não precisar ir para as periferias das grandes cidades. “Não somos o futuro, somos o presente. E temos o direito de viver com qualidade de vida agora”.
O atual momento porque passa o País é propício para o debate político, opinou a presidenta da ANPG, Luana Bonone. “Temos que aproveitar a oportunidade para fazer um bom debate político, colocar nossa cara, nossas ideias e nossa pauta para a sociedade”.
Já o presidente da UEE-MG, Paulo Sérgio de Oliveira, acrescentou que “devemos intensificar o trabalho pela mudança de rumos das manifestações”. “Em Minas, conseguimos colocar nossas bandeiras nas ruas. Agora, precisamos colocar também a nossa pauta”, afirmou.
Neste sábado (29), a programação do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB prossegue com debates e discussões temáticas em grupos.
Confira a cobertura fotográfica da abertura encontro no Facebook da CTB Minas.

Fonte: CTB Minas. Texto e foto: Eliezer Dias.