17 de mar. de 2014

Plenária Unificada em Minas prepara grande ato do dia 9 de abril





A unidade na luta dos trabalhadores em Minas foi o principal objetivo da Plenária Unificada das Centrais mineiras realizada neste sábado (15) no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG). A participação de Minas na oitava edição da Marcha das Centrais que acontecerá no dia 9 de abril em São Paulo foi defendida por todas as centrais como um ato fundamental na luta dos trabalhadores este ano. Outros eixos colocados pelos sindicalistas para a pauta das Centrais em Minas são a defesa pelo Piso Salarial Regional, lutar contra os projetos de terceirização e precarização que tramitam no Congresso Nacional (na câmara dos Deputados PL 4.330 e no Senado PL 87/10), fim da criminalização do movimento sindical, dentre outros.  

A greve nacional da educação que também foi lembrada e defendida durante a Plenária. Além da educação, as Centrais manifestaram apoio a greve dos Correios e o movimento reivindicatório dos petroleiros e dos metroviários.     

As bandeiras estabelecidas nacionalmente foram reafirmadas durante a atividade: Defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário; Fim do Fator Previdenciário; valorização do salário mínimo; Ratificação da Convenção 158 e regulamentação da Convenção 151 da OIT; direitos sindicais e trabalhistas dos servidores públicos; Liberdade de manifestação; Contra criminalização do movimento popular e sindical; Combate ao trabalho informal e escravo; Defesa da reforma agrária; Redução das taxas de juros pelo desenvolvimento nacional. Esses eixos serão incluídos em um documento que será assinado por todas as Centrais em Minas. 

Para debater estes temas, participaram da Plenária o ex-Procurador-Chefe do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região (PRT3), Helder Santos Amorim; o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT/MG), Marcelo Pertence; a primeira secretária da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), Ellen Mara Ferraz Hazan; o Auditor fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Minas, Thiago Lemos do Nascimento; e os supervisores técnicos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE ) de Minas Gerais e Santa Catarina,  Fernando Duarte e José Álvaro Cardoso, respectivamente.

Veja aqui o Jornal Unificado das Centrais com o destaque das lutas em Minas










Trabalhadores em educação prometem parar o Brasil nesta segunda (17)

grevenacionalsite-1024x445

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou uma paralisação para esta segunda-feira (17), terça (18) e quarta (19) para defender a lei do piso salarial, uma política de carreira e jornada de trabalho adequada aos profissionais da educação. “Não é apenas a questão salarial”, diz Marilene Betros, dirigente da CTB. “É a nossa luta pelo respeito à lei 11.738/2008 sobre o piso salarial nacional para os profissionais da educação no país”, defende.

Marilene desafia prefeitos e governadores que se recusam a pagar o piso se escudando na Lei de Responsabilidade Fiscal “a comprovar isso perante o governo federal e buscar os recursos necessários com o Ministério da Educação (MEC)”. Além da questão salarial, os trabalhadores em educação reivindicam uma jornada compatível com o “bom desempenho de suas funções”, garante a cetebista, que também é dirigente da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia. “Defendemos ainda a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e dos royalties de petróleo para transformar a educação pública em prioridade nacional com valorização dos profissionais do setor”, reforça.

De acordo com ela, “os profissionais da educação precisam de 1/3 de sua jornada para se dedicar aos estudos, para a preparação das aulas, a correção de provas, enfim para desenvolver todas as atividades e dessa maneira desempenhar melhor o seu trabalho”. Outra questão que aflige os trabalhadores em educação no país trata-se da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita a 4 anos no Congresso Nacional. “Mas defendemos a aprovação do relatório da Câmara dos Deputados, aprovado em 2012. Não traz todas as reivindicações dos profissionais do setor, mas é bem melhor do que as emendas feitas no Senado no ano passado”, sintetiza.

“Todas as manifestações e pesquisas recentes mostram grande preocupação da sociedade com a educação e nós acreditamos que ela deve ser entendida como estratégica para o desenvolvimento autônomo do país”, pondera Marilene. Isso porque "educação pública de qualidade interessa a todos e deve ser encarada com muita seriedade por governantes, profissionais do setor, estudantes e toda a sociedade. O país não pode mais protelar valorizar a educação pública para melhorar a vida de todos", reforça. "Cruzar os braços agora para sermos respeitados e valorizados."

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

15 de mar. de 2014

Eleições Metalúrgicos Betim: Garra Metalúrgica é reeleita com 98,87%



A Chapa 1 – Garra Metalúrgica foi reeleita para um novo mandato à frente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas com 98,87% dos votos válidos. A apuração da votação das eleições, realizadas entre os dias 12, 13 e 14, foi feita na noite desta sexta-feira, no Clube dos Metalúrgicos.

Para o presidente reeleito do Sindicato, João Alves de Almeida, a vitória da Chapa 1 – Garra Metalúrgica reafirma a confiança dos trabalhadores da categoria no trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade nos últimos anos.

Em discurso após a divulgação do resultado das eleições, João Alves ressaltou que a reeleição da Garra Metalúrgica “aumenta a responsabilidade da diretoria da entidade na condução das lutas em favor dos interesses dos trabalhadores da categoria”. Ele também agradeceu a todos os que se empenharam durante todo o processo eleitoral na busca dos votos necessários para reeleger a nova direção.

A posse da nova diretoria, que conduzirá o Sindicato pelos próximos três anos, será em abril. 

Fonte: Departamento de Imprensa - Sindbet.














14 de mar. de 2014

Metalúrgico perde as mãos em grave acidente de trabalho em Betim

Tower2









Um metalúrgico identificado apenas como “Márcio” teve os braços mutilados em um grave acidente ocorrido no final da manhã desta quinta-feira (13), na Tower Automotive, fabricante de autopeças para a Fiat Automóveis, localizada no bairro Paulo Camilo, em Betim (MG).
Socorrido de helicóptero, o trabalhador foi encaminhado ao Pronto Socorro João XXIII, na Capital. Segundo informações obtidas pelo Sindicato junto ao hospital, “Márcio” perdeu as duas mãos. 
Devido à gravidade do acidente, a Tower Automotive liberou todos os trabalhadores do serviço e a produção na empresa foi suspensa.
Tão logo soube do fato, o Sindicato tentou contato com a empresa para obter informações sobre o acidente. No entanto, apesar da insistência da direção, a entidade não foi atendida e também não foi permitida a entrada de diretores do Sindicato na fábrica.
“Pelas informações que obtivemos de trabalhadores, nem mesmo a Polícia Militar teria tido acesso à empresa. Diante disso, denunciamos o acidente à Superintendência Regional do Trabalho em Betim e à Vigilância Sanitária Municipal e pedimos as devidas providências”, disse o diretor de Saúde do Trabalhador do Sindicato, Rogério Djalma.
Ao tentar obter informações sobre o ocorrido na portaria da empresa, diretores do Sindicato foram duramente reprimidos por policiais militares, tendo um dos policiais sacado a arma e a colocado contra a cabeça de um dos diretores do Sindicato.
Segundo informações passadas por telefone por diretores que se encontram neste momento em frente à Tower, um policial deu voz de prisão a um sindicalista. O clima é tenso no local.
Fonte: Sindbet

Centrais em Minas realizam Plenária Unificada



Com objetivo de fortalecer a luta pelo Piso Salarial Estadual e contra projetos que pretendem ampliar a terceirização, as Centrais Sindicais em Minas Gerais (CTB, CUT, Conlutas, Nova Central, UGT e Força Sindical) realizam nesta sábado (15/03) a Plenária Estadual Unificada. A atividade acontece na Assembleia Legislativa (ALMG), das 9 às 17 horas. A Plenária também debaterá os 50 anos do golpe militar, a judicialização e a criminalização dos movimentos sindicais e sociais e as mobilizações para 2014, incluindo a Ato Nacional Unificado do dia 9 de abril.

 O projeto de lei que trata do Piso Salarial Estadual, do deputado estadual Celinho do Sinttrocel (PCdoB) está parado na ALMG e as Centrais pretendem neste ano aumentar a pressão para que a proposta seja votada. Participarão da Plenária Estadual os deputados estaduais Celinho do Sinttrocel, Rogério Correia (PT) e Raul Carrion (RS), representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Tribunal Regional do Trabalho, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Escritório Regional do Dieese de Santa Catarina.


Nesta quinta-feira (13), os representantes das centrais concederam entrevista coletiva à imprensa sobre os temas propostos na Plenária Estadual Unificada. 

SINSERCA FAZ REPRESENTAÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS CONTRA MUNICÍPIOS DE CAPELINHA E ANGELÂNDIA

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais denuncia irregularidades na Educação em Capelinha.
Em Angelândia, servidor teria sido agredido a socos e pontapés pelo atual secretário de finanças.

sinserca.jpgvicentox.jpg

Vicente Cordeiro, observado pela vice-presidente da FESEMPRE, Áurea Izidora, e pelo presidente Aldo Liberato.
Ao fundo, Marlene Gonçalves, diretora da Federação.

Além de citar as prefeituras, a representação também lista o Cacs (Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb) de Capelinha. O município não cumpriu com o disposto nas leis federais 11494/2007 e 11738/2008. O mesmo se aplica ao decreto federal que dispõe sobre a recomposição do Fundeb para 2013.

"Não houve o repasse da chamada recomposição de valores do Fundeb referente aos meses de janeiro a agosto do ano passado", destaca Vicente Cordeiro, secretário financeiro do SINSERCA. Omitindo-se, a atual administração informou oficialmente ao Sindicato, em reunião prévia, que não vai atender à solicitação da categoria por não ver "nenhuma irregularidade no assunto supracitado".

A Comissão Interna de Educação do Sindicato, a especialista em direito educacional e diretora regional da FESEMPRE Marlene Gonçalves e o próprio Conselho do Fundeb, constataram que o piso da educação, bem como a carga horária semanal e a progressão horizontal, vêm sendo descumpridos. "Os professores trabalham 24 horas semanais, sendo 20 horas em sala de aula e quatro extraclasse, desde 2009", salienta Vicente.

Mestra em Direito Educacional, a diretora da FESEMPRE participou de diversas reuniões com o Executivo, Legislativo e secretariado, uma delas, inclusive, na própria Câmara Municipal de Capelinha, esclarecendo dúvidas e apontando as irregularidades. Porém, nenhuma providência concreta foi tomada pelo Poder Público.

Agressão em Angelândia

O Sindicato presta suporte ao servidor Gilmar Moreira da Silva, seu associado, que registrou um boletim de ocorrência em Angelândia acusando o ex-prefeito e atual secretário de finanças Edailton Antônio Godinho Pimenta, mais  conhecido como "Neném" Pimenta,  de    tê-lo agredido a chutes e socos dentro da Prefeitura.

A discussão teria se originado pelo fato de Gilmar ter ido até lá solicitar uma carta de margem para fazer um empréstimo consignado na Caixa Econômica. "Vamos tomar as medidas judiciais cabíveis, porque ditadores têm que ser desmascarados e punidos para que casos como este deixem de acontecer", diz o sindicalista Vicente Cordeiro.  

Reunião de terça-feira

O SINSERCA promoveu reunião na terça-feira (11). O tema foi a criação de uma comissão para discutir a negociação coletiva e outras questões salariais com o prefeito.

"Também discutimos a necessidade de uso dos EPIs, o Estatuto do Sindicato e a contratação de um plano de saúde do servidor. Falamos também da necessidade de novas adesões em Angelândia para viabilizar a manutenção de nossa unidade de atendimento na cidade", conclui Vicente.

Felipe de Assis - Jornalista da FESEMPRE

12 de mar. de 2014

Metalúrgicos de Betim (MG) vão às urnas para renovação para diretoria do Sindicato



Os metalúrgicos sócios do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, em Minas Gerais, começam a ir às urnas nesta quarta-feira (12), quando tem início o processo eleitoral para renovação da diretoria da entidade. As votações prosseguem até a próxima sexta-feira (14).

Para votar, no período de 9 horas às 18 horas, os metalúrgicos sócios do Sindicato terão à disposição urnas fixas que estarão instaladas em sua sede, no centro de Betim; no Centro de Atividades Técnicas do Trabalhador (CATT), escola profissionalizante mantida pelo entidade, e também em sua subsede.

Votos também serão colhidos em urnas itinerantes que irão percorrer as fábricas metalúrgicas instaladas nas regiões de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, que compõem a base de representação do Sindicato.

Única inscrita para participar das eleições, a Chapa 1 – Garra Metalúrgica é encabeçada pelo atual presidente da entidade, João Alves de Almeida, que concorrerá, desta forma, ao seu segundo mandato à frente do Sindicato.

Para João Alves, a presença de apenas uma chapa na eleição aumenta a importância da participação dos sócios na votação. “É uma forma de reafirmar a confiança que os associados do Sindicato têm na maneira como a vida da entidade vem sendo conduzida nos últimos anos, com a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, na luta contra as perseguições e injustiças dentro das fábricas e, claro, no cuidado e a transparência com o patrimônio da categoria”, destaca.

João Alves faz questão de frisar que o programa de trabalho da Chapa 1 já foi apresentado à categoria através da distribuição de materiais impressos e informações que vêm sendo divulgadas, em redes sociais, desde o início do processo eleitoral.

“Renovação, com democracia e luta”

A Chapa 1 – Garra Metalúrgica, que tem como mote a frase “Renovação, com democracia e luta”, apresenta uma renovação de 25% entre os membros para a nova diretoria, com metalúrgicos oriundos de empresas como a Fiat Automóveis, Nemak, Teksid, Toshiba, Denso Térmicos, Denso Rotantes, Magna, SAE Towers, dentre outras.

Dentre os princípios que irão nortear as ações da Chapa 1 – Garra Metalúrgica na condução da entidade pelos próximos três anos estão a defesa de uma base classista, unitária, democrática, plural e de luta, num projeto político que está em sintonia com o que prega a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), à qual o Sindicato é filiado.

De acordo com João Alves, o projeto defendido pela Chapa 1 tem como essência a melhoria das condições de trabalho de uma forma geral para os trabalhadores da categoria em Betim, que devem se valer de instrumentos que possam permitir a eles enfrentar os obstáculos impostos pelas empresas contra a falta de democracia, a liberdade de organização e autonomia dentro das fábricas. “Por isso, iremos reforçar as ações que visem a ampliar e tornar mais efetiva a participação dos metalúrgicos nas lutas políticas e na vida do próprio Sindicato”, reforça.

O programa de trabalho da Chapa 1 – Garra Metalúrgica tem ainda como princípios, no plano nacional, a defesa da ampla unidade e fortalecimento da classe trabalhadora, fator fundamental que deve ser priorizado em torno de uma plataforma de resistência e luta e da defesa de reivindicações importantes para os trabalhadores.

“Neste sentido, a partir da lutas no plano local, ou seja, em Betim e região, é que o projeto político da Chapa 1 – Garra Metalúrgica reforça a necessidade de ações de mobilização e unidade dos trabalhadores rumo à realização de reformas estruturais no Brasil, para assegurar a soberania nacional, defender a democracia e o progresso social, com base num novo projeto de desenvolvimento, que tenha como norte a valorização do trabalho, dos trabalhadores, dos salários e das condições de trabalho”, completa João.


Por Eduardo Durães (JP 05149 MG) e Eliezer Macedo Dias (MG 06553 JP)

Departamento de Imprensa Sindbet

11 de mar. de 2014

Seminário vai discutir desenvolvimento socioeconômico e seus reflexos para saúde psíquica do(a) trabalhador(a)




O Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador de Minas Gerais e Laboratório de estudos sobre Trabalho, Sociabilidade e Saúde – Departamento de Psicologia - FAFICH-UFMG convidam a todos para participarem do Seminário: O desenvolvimento socioeconômico e seus reflexos para saúde psíquica do (a) trabalhador (a) que será realizado no dia 24 de março/2014, no horário de 8 às 18 hora no auditório da Sônia Viegas – FAFICH – UFMG, Belo Horizonte/MG.

As inscrições são gratuitas e deverão ser efetuadas através do e-mail: forumsindicalst@gmail.com 


O objetivo é contribuir, a partir de estudos, para a elaboração de propostas para a IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, em suas etapas macrorregional e estadual (Minas Gerais) em relação ao trabalho e seus reflexos para a saúde psíquica do(a) trabalhador(a).

Temas abordados: IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador - sua relevância e participação da Psicologia, Desenvolvimento socioeconômico atual e saúde psíquica , Doenças psíquicas relacionadas ao trabalho: Suicídio, Alcoolismo e outras drogas, Assédio moral, Gênero e adoecimento – a questão da mulher, Acolhimento do trabalhador acidentado.


Data: 24 de março/2014 – Horário: 8 às 18 horas

Local: auditório Sônia Viegas – FAFICH - UFMG

End.: Av. Antonio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte – MG


Marcha das Margaridas no Noroeste de Minas

A Fetaemg, Regional Noroeste de Minas, realizou no Dia Internacional da Mulher a Marcha das Margaridas na cidade de Urucuia. Segundo o diretor Regional da Fetaemg, José dos Reis Pereira, quase 800 pessoas participaram do ato. O objetivo da Marcha foi promover uma reflexão sobre a falta de  igualdade e das injustiças dos direitos das mulheres do campo.







Reunião define detalhes do ato nacional unificado do 1º de Maio


1 maio ctb cut csb

Representantes da CTB, da CUT e da CSB se reuniram nesta segunda-feira (10), em São Paulo, para dar continuidade aos preparativos para as atividades do 1º de Maio Unificado de 2014.

O ato, que também será realizado na capital paulista, terá caráter nacional e celebrará o Dia Internacional do Trabalhador. Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, será importante reunir a classe trabalhadora para festejar essa importante data, sem deixar de lado o aspecto de lutas e reivindicações que caracteriza o 1º de Maio.

“Estamos em um ano eleitoral e é importante que a voz das ruas seja ouvida por todos aqueles que concorrerão a algum cargo eletivo em 2014. Certamente iremos reforçar nossa pauta de reivindicações neste 1º de maio”, salientou o dirigente.

Fonte: Portal CTB

Seminário do Dieese sobre rotatividade terá transmissão online

logo dieese3
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizarão, em 11 e 12 de março, o I Seminário Rotatividade no Mercado de Trabalho - Diagnósticos e Propostas de Enfrentamento. O objetivo é debater causas e consequências do problema e formas de enfrentá-lo. O seminário será em Brasília (DF), no auditório do MTE. As vagas são limitadas.
A atividade será transmitida online nos dois dias, entre 9h e 18h. Para acompanhar os debates, basta clicar neste link.
Para conferir a programação, horários de cada debate e seus participantes, clique aqui.
Fonte: Dieese

10 de mar. de 2014

Seminário: Brasil e a Copa do mundo, sob a ótica do trabalhador


Sábado (15/03) a CTB Minas e as demais centrais sindicais do Estado irão realizar Plenária Unificada

Veja a programação:

Redução da jornada de trabalho deve ser analisada no Senado

Em algum momento, o Congresso brasileiro vai ter que enfrentar com afinco o debate sobre a redução da atual jornada de trabalho de 44 horas semanais. Bandeira da maioria das centrais sindicais de trabalhadores, a medida alinharia o país a uma tendência mundial. Até economias famosas pelo custo barato da mão de obra, como China e Indonésia, adotaram as 40 horas recomendadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) na convenção de 1935.

O assunto está posto na pauta do Senado desde 2005, quando Paulo Paim (PT-RS) sugeriu a criação do Pacto Empresarial do Pleno Emprego (Pepe), apoiado em experiência bem-sucedida de uma empresa no Paraná. A proposta deve avançar neste semestre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relatório, de Walter Pinheiro (PT-BA), é favorável ao projeto, porém com mudanças. O senador substituiu as 36 horas propostas por Paim pela jornada de 40 horas.

Será um debate complicado, especialmente em uma conjuntura econômica adversa, com inflação, juros e câmbio em alta, investimentos privados em queda e necessidade de ajuste nos gastos públicos, entre outras dificuldades que se acentuam em ano de eleições e Copa do Mundo. Pinheiro disse ao Jornal do Senado que vai manter o texto do parecer e reconhece que irá enfrentar a resistência de boa parte dos senadores.

No entanto, o país não terá como escapar da discussão de políticas que enfrentem o desemprego crescente. Pelas estimativas da OIT, serão mais de 215 milhões de pessoas desempregadas até 2018 no mundo, com um acréscimo de mais de 13 milhões em relação a 2013. O pior é que, como ocorre no Brasil, a taxa de desemprego entre jovens continua subindo, engrossando a informalidade e agravando os problemas sociais.

O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, da OIT, calcula que cerca de 74,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estão desempregados. Isso representa taxa de 13,1%, praticamente o dobro da média do desemprego mundial. As oportunidades são piores no Oriente Médio e norte da África. Essas regiões continuam acusando o desemprego mais elevado do mundo e provocando mais migrações, principalmente para a Europa.

Outro dado alarmante é que o tempo que as pessoas permanecem desempregadas aumentou. Com a crise econômica europeia, os desempregados em países como Espanha e Grécia demoram agora o dobro do tempo para arrumar colocação. Cerca de 23 milhões de pessoas abandonaram o mercado no ano passado. Os especialistas mostram que não há uma relação direta entre a redução da jornada e a criação de novos postos.

No Brasil, com os pesados encargos trabalhistas, os empresários preferem recorrer a horas extras que contratar novos empregados, segundo o consultor do Senado Marcello Cassiano da Silva. Esse comportamento indica, na avaliação dele, que é necessário rediscutir os encargos da atividade produtiva, como os trabalhistas e os tributários.

França

Na França, país que adotou há 13 anos a jornada de 35 horas, as cinco confederações sindicais de trabalhadores concordam que o ordenamento jurídico deve estabelecer patamar mínimo e uniforme de proteção social. E admitem, segundo especialistas, ser necessário processos de negociação que permitam adaptar os acordos às condições particulares dos diversos setores empresariais, aceitando inclusive arranjos mais individualizados.

O pacto proposto por Paim não é compulsório. A adesão das empresas é voluntária por um período de cinco anos. O prazo vale também para os contratos com carga horária reduzida. Isso funcionaria como um tempo de experiência para avaliar os resultados sobre a produtividade da empresa, que ao final poderá ou não retornar à antiga jornada.

No substitutivo, Pinheiro propõe compensações às empresas, como reduzir as alíquotas de contribuições ao Sistema S (como Sesi e Sesc), as contribuições para o salário-educação e aquelas para financiar o seguro de acidente do trabalho.

Experiência do Paraná

A faxineira confidenciou ao patrão que havia contratado uma empregada doméstica, a quem pagava com parte dos R$ 700 em bônus obtido por atingir metas na academia de ginástica custeada pela empresa. É mais fácil imaginar essa história em empresas norte-americanas, europeias ou nórdicas. Mas aconteceu no Paraná.

“A faxineira ganha R$ 1.200 por mês, mas pode obter o bônus se alcançar os resultados do programa, com orientações na área nutricional, palestras e controle de peso. Ela gerou emprego e veio me contar satisfeita”, disse o empresário Francisco Simeão, considerado o primeiro a adotar jornada reduzida de 36 horas semanais no setor industrial.

A experiência inspirou o projeto de Paim, que reduz das atuais 44 horas para 36 horas. Quando a BS Colway Pneus encurtou a jornada, em 2000, o que poderia aparentar riscos mostrou-se ótimo investimento. A produtividade aumentou tanto, lembra Simeão, que os fornecedores italianos do maquinário vieram ao Brasil para conferir os números.

Os empregos na BS Colway quadruplicaram em cinco anos, chegando a 1.200. Os salários de oito horas diárias eram pagos para turno de seis horas. Os funcionários foram estimulados a fazer condicionamento físico, estudar, trazer filhos e esposa para revisão dentária periódica, entre outros itens do pacote de qualidade de vida.

“Tudo isso não é gasto, é investimento”, reforça Simeão, que é primeiro-suplente do senador Roberto Requião (PMDB-PR).

A iniciativa despertou tanta atenção que o professor Carlos Ilton Cleto dedicou à BS Colway parte de tese de doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina. Cleto registra que é difícil isolar o efeito da jornada reduzida dos outros benefícios. O incremento na produtividade chegou a 37%, suficiente para pagar os custos, dar descontos a clientes e aumentar os lucros.

Embora a BS Colway tenha encerrado as atividades após queda de braço com as grandes indústrias de pneus e com o Ministério do Meio Ambiente, a jornada reduzida e o programa de qualidade de vida acabaram seguidos pela importadora de pneus administrada pelos filhos do empresário. Só que agora não são mais de mil empregos. “Infelizmente a importadora só emprega 120 funcionários”, — lamenta Simeão, que aos 66 anos preside a Associação Brasileira da Indústria de Pneus Remoldados (Abip). 


FONTE: DIAP

8 de mar. de 2014

CTB-Minas participa do Ato do Dia Internacional da Mulher em BH


Com o tema “Mais Mulheres na política” a CTB-Minas (ocupou) esteve presente na( a) Praça Sete, no centro da capital, em conjunto com movimentos sociais e sindicatos, neste sábado, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. (Mesmo com)A chuva não impediu que  dirigentes sindicais, sociais e ativistas do movimento feminista (deixaram) deixassem o recado para a população  de Belo Horizonte sobre a  (da) luta da mulher. O Ato reuniu, além da CTB, União Brasileira de Mulheres (UBM), o Movimento Popular da Mulher (MPM), a União da Juventude Socialista (UJS), Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro), Sindicato dos Auxiliares de Ensino (SAAE), Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Sindicato dos Servidores Públicos de Nova Lima, Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher,  Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, dentre outros.
  
Bandeiras de enfrentamento da mulher foram lembradas como a luta contra a violência e a maior participação das mulheres na política. A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) esteve presente no ato. Jô Moraes, que tem sua trajetória de militância no movimento feminista, destacou as lutas que marcam o Dia Internacional da Mulher. “ Esse 8 de março está impregnado de pelo menos duas fortes bandeiras: o empoderamento das mulheres para que possam participar mais ativamente da política e a sempre bandeira do combate à violência. Temos uma bandeira para abraçar e outra para lamentar”, afirma a deputada. 

A secretária geral adjunta da CTB Nacional, Kátia Gaivoto, e a secretária de formação, Celina Arêas marcaram presença no ato. Celina  destacou  a defesa da Central em relação à luta das mulheres. “No dia 8 de março é sempre importante a gente reavivar a luta das mulheres pela emancipação política, econômica e social. E, em 2014, por ser um ano de eleições gerais, a CTB coloca como central a luta pela participação das mulheres na política e uma campanha nacional pela conquista de creches públicas para que a mulher possa participar mais nos espaços de poder: político, econômico e sindical”. Marilda Silva, secretária de comunicação da CTB Minas, chamou a atenção para a importância do evento. “O Dia Internacional da Mulher precisa ser lembrado, comemorado! Por acreditar que um mundo mais igual e mais justo é possível! A luta das mulheres é diária, em todos os espaços que ela ocupa na sociedade.”


Diálogo com a população  

 Durante o ato, a população se envolveu com as bandeiras levantadas e demonstraram apoio. Muitas pessoas que passavam pela Praça pararam, acompanharam e se posicionaram em defesa da igualdade entre os gêneros e da maior participação da mulher nas instâncias de poder.
   
O ato contou também com a apresentação teatral do grupo Entre Elas da Casa do B, em parceria com a companhia de Arte e Mobilização e a Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social. O tema da peça destacou a luta da mulher contra a violência e a necessidade de fazer valer a lei Maria da Penha.