7 de out. de 2014

Greve dos Bancários: privados fecham acordo e públicos mantêm

greve bancos prvados
 
Em greve desde 30 de setembro, bancários de todo o país realizam assembleias nesta segunda-feira (6) para decidir sobre o fim da paralisação.

A maior parte dos sindicatos decidiu aceitar proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que incluí elevar o índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição; entre outras.
 
Trabalhadores de bancos privados decidiram finalizar a greve. Porém, em alguns estados, os trabalhadores de bancos públicos optaram por continuar a paralisação.
 
As propostas da Caixa Econômica Federal foram rejeitadas na, Bahia, Piauí, Florianópolis, Amapá e Roraima. Já as propostas do Banco do Brasil foram rejeitadas em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. A greve também continua no Banco do Nordeste e no Banco da Amazônia. Tocantins também segue em greve. Trabalhadores dos bancos que tiveram as propostas rejeitadas realizam novas assembleias na terça-feira (07).
 
José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários do Sergipe, considerou positivo o resultado da greve. "Estamos convictos de que só a nossa unidade e determinação são possíveis de reverter à intransigência dos patrões. Sabemos que em uma negociação nenhum dos lados saem com 100%. Mas apesar de não termos conquistados todas as nossas reivindicações, nesta campanha salarial conseguimos arrancar os maiores percentuais dos últimos tempos", festeja José Souza.
 
jose souza
 
Confira um balanço dos estados:
 
Alagoas
Os bancários de Alagoas, com exceção dos vinculados ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), decidiram retornar às atividades nesta terça a partir das 10h.
 
Amapá
Os bancários do Amapá decidiram na noite de segunda-feira (6) pelo fim da greve iniciada em 30 de setembro, que comprometeu o atendimento em mais de 50% das agências no estado. Segundo o sindicato da categoria, os atendimentos retornaram nos bancos privados e em parte dos públicos. Servidores do Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia (Basa) ainda voltarão à mesa de negociação para discutir questões que envolvem isonomia e horas extras.
 
Amazonas
Os bancários do Amazonas decidiram pelo fim da greve, com exceção do Banco da Amazônia (Basa), que não aceitou a proposta e continua a paralisação. A partir desta terça-feira (7), os bancos privados, além da Caixa Econômica e Banco do Brasil, voltam ao seu funcionamento normal, às 9h.
 
Bahia
Em assembleia, os bancários decidiram que a greve da categoria permanece em apenas dois bancos na Bahia: Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A decisão foi tomada em assembleia bastante concorrida. Na Caixa, a deliberação foi feita voto a voto e 88 empregados ficaram a favor da proposta pela manutenção da paralisação que deve seguir forte hoje em todos os municípios da base do SBBA. No BNB, a decisão pela continuidade da greve foi unânime. Nesta terça-feira (07), às 18h30, acontece nova assembleia para os empregados da Caixa, no Ginásio de Esportes, ladeira dos Aflitos, para decidir os rumos do movimento.
 
Chapecó
Em Chapecó (SC), o Comando Nacional dos Banrisulenses e a diretoria do Banrisul voltam à mesa de negociação a partir das 10h30 desta terça-feira, para negociarem avanços na pauta que irá ser avaliada na assembleia da tarde. A reunião desta segunda-feira (6), iniciou pela manhã e terminou sem acordo em razão de divergências entre o Comando e a diretoria do Banco. Os diretores do Banrisul chamaram a reunião no domingo e apresentaram uma minuta de proposta para o Comando na abertura da mesa de negociação desta segunda. Os diretores do banco propuseram, entre outras questões, a retirada da PLR social do banco e um calendário de implantação do Plano de Carreira a partir de 1º de janeiro de 2015. Os representantes dos banrisulenses argumentaram que a diretoria precisava firmar um compromisso com a implantação do Plano de Carreira e manter a PLR. A proposta dos representantes dos trabalhadores foi antecipar a migração para 15 de dezembro deste ano.
 
Ceará
Os bancários do Ceará decidiram encerrar a greve nos bancos privados e em parte dos bancos públicos do estado. Porém, os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com sede em Fortaleza, decidiram em assembleia distinta continuar a paralisação.
 
Distrito Federal
Em Brasília, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, além do Banco de Brasília e dos bancos privados, aprovaram as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (6).
 
Espírito Santo
Os bancários do Espírito Santo que atuam em bancos públicos e privados votaram pelo fim da paralisação dos serviços.
 
Goiás
Funcionários do Banco do Brasil e bancos privados de Goiás decidiram encerrar a greve nas instituições após assembleias realizadas nesta segunda-feira (6), em Goiânia. Em contrapartida, bancários da Caixa Econômica Federal também se reuniram e optaram por manter a paralisação
 
Mato Grosso
Os bancários de Mato Grosso decidiram suspender a greve da categoria em bancos privados e no Banco do Brasil, mas optaram em continuar com as atividades paralisadas nas agências da Caixa Econômica Federal.
 
Minas Gerais
Os bancários de Uberlândia decidiram, em assembleia, encerrar a paralisação e retomar ao trabalho nesta terça. Também houve decisão pelo fim da greve em cidades da Zona da Mata.
 
Paraná
No Paraná, os bancários de Curitiba e Região Metropolitana decidiram pôr fim à greve da categoria. Mas Na mesma assembleia, os funcionários do Banco do Brasil rejeitaram a proposta. No interior do estado, as assembleias realizadas nesta segunda-feira pelos sindicatos dos bancários de Arapoti e de Cornélio Procópio também aprovaram as propostas apresentadas pelos bancos.
 
Pernambuco
Os trabalhadores de Pernambuco decidiram pelo fim da greve após assembleia realizada na noite desta segunda-feira (6), na sede do sindicato da categoria, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. O único que permanecerá de portas fechadas é o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Os funcionários do BNB não aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Rio Grande do Norte

Os bancários do Rio Grande do Norte encerraram a greve iniciada em 30 de setembro e voltaram ao trabalho nesta terça-feira (7). No RN, apenas os funcionários do Banco do Nordeste permanecem em greve. O sindicato convocou uma assembleia específica para estes bancários a partir das 8h desta terça-feira (7).
 
Rio Grande do Sul
Os bancários decidiram encerrar a greve da categoria em bancos privados e em agências da Caixa Econômica Federal (CEF) na capital, Porto Alegre. Segundo a Federação dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (Fetrafi-RS), uma assembleia definiu a aceitação da última proposta patronal e os serviços serão retomados.
 
Rio de Janeiro
Os bancários do estado voltam ao trabalho nesta terça, segundo sindicato. Eles fizeram três assembleias: uma de funcionários de bancos privados, outra dos servidores do Banco do Brasil; e outra da Caixa Econômica Federal, e todas aceitaram a proposta da Fenaban.
 
São Paulo
Os bancários de São Paulo e 15 municípios da região aceitaram na noite desta segunda-feira (6) proposta do sindicato patronal e decidiram pelo fim da greve. No interior do estado, a greve também chegou ao fim nas regiões de Ribeirão Preto e Franca e no Alto Tietê. Trabalhadores também decidiram pelo fim da greve em Presidente Prudente e no Vale do Paraíba e região bragantina.
 
Sergipe
Com exceção dos funcionários do Banco do Nordeste (BNB), os bancários do Estado de Sergipe decidiram aceitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e por fim a greve que chegou ao sétimo dia consecutivo.
 
Confira as propostas econômicas aprovadas
Reajuste - 8,5% (2,02% de aumento real).
Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9% ou 2,49% de aumento real).
Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (9% ou 2,49% acima da inflação).
Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,87% e 2,37% de aumento real).
PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.
PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.
Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,16. (Somados, os auxílios refeição e cesta-alimentação resultam em R$ 1.003,13 por mês, o que representa reajuste de 10,76%).
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,96.
Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44.
Requalificação profissional - R$ 1.227,00.
Auxílio-funeral - R$ 823,30.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20.
Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94.
 
Antecipação da PLR
Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015.
Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.
Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.
 
Fonte: Portal CTB

3 de out. de 2014

Cetebistas de Minas fazem parte das mobilizações no dia mundial em combate ao desemprego


Desemprego aqui? Nem que a vaca tussa”. Com esse lema, uma série de manifestações ocorreram na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em todo o Brasil na versão nacional da mobilização internacional em defesa dos direitos da classe trabalhadora. A jornada de protestos aconteceu nesta sexta-feira (03) e, em Minas Gerais, interagiu com categorias que simobilizam o enfrentamento da precarização do trabalho. 

Na parte da manhã, a CTB-Minas e sindicatos filiados estiveram nas portarias da siderúrgica V&M Vallourec e Mannesmann, da GE-Gevisa, Belgo Bekaert e depois seguiram para outra atividade em frente a empresa Contax em Belo Horizonte. Os trabalhadores das duas unidades da Contax estão em greve por melhores condições de salário e de trabalho. Para o presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, o ato na porta da Contax é simbólico contra a precarizaçao do trabalho, pois é uma empresa que pratica alto índice de assédio moral com os trabalhadores e trabalhadoras. A empresa de telemarketing  é uma  terceirizada da Oi e pratica condições ainda piores nas relações de trabalho.
Na parte da tarde, a CTB-Minas ainda esteve na cidade de São Joaquim de Bicas, onde os trabalhadores da empresa Magna decidiram pelo estado de greve devido ao alto custo do plano de saúde. 



Os cetebistas aproveitam a oportunidade para fazer o debate das eleições e dos projetos políticos em jogo para o Brasil. O própio tema  escolhido para este ano faz alusão a frase dita pela presidenta Dilma Rousseff que afirmou não mexer nos direitos da classe trabalhadora caso seja reeleita.  A disputa eleitoral colocou em debate os direitos trabalhistas no país. A posição da presidenta Dilma veio após declarações de outros candidatos que representam o capital financeiro em defesa da flexibilização do trabalho.
A mobilização internacional é convocada pela Federação Sindical Mundial (FSM) que marca a data de fundação da entidade que completará seus 70 anos em 2015.

Em frente a entrada da Contax, sindicato que representa os trabalhadores, mudaram fachada da empresa em que demonstram o alto de grau de insatisfação dos trabalhadores.  

2 de out. de 2014

Para Pochmann, Brasil caminha em direção à redução da jornada de trabalho















 
O economista Marcio Pochmann afirma que nos últimos 12 anos houve no Brasil um significativo movimento em direção à redução da jornada de trabalho. "O Brasil tinha um contingente muito acentuado de uso de horas extras e houve uma redução de tal forma que a jornada de trabalho diminuiu", disse nesta quarta-feira (1º) Rádio Brasil Atual.
 
No entanto, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário ainda são as duas principais reivindicações dos movimentos sindicais. O economista aponta que o país está andando nessa direção, mas que "trabalhar menos e ganhar mais" é uma luta universal do trabalhador para elevar a qualidade de vida. "Essa é uma questão que deve ser analisada do ponto de vista mais amplo, porque exige que, ao reduzir a jornada de trabalho, nós tenhamos ganho de produtividade, combinado com crescimento econômico", pontua.
 
Pochmann explica que se a economia cresce pouco, a redução da jornada de trabalho impacta negativamente no mercado de trabalho e dificulta o crescimento. "A redução da jornada deve ser feita em um ambiente de situação da economia mais significativa", afirma. Nesse sentido, há "forte" resistência do setor empresariado para aplicar a medida, receio do governo e luta da classe trabalhadora.
 
Com relação ao fim do fator previdenciário, o economista considera que é preciso reformulá-lo, pois um terço da população aposentada ainda trabalha e a expectativa de vida do brasileiro aumentou. "Nós precisamos olhar para a previdência não no que concerne àqueles que estão aposentados, mas aos jovens que estão no mercado de trabalho, aos adultos que estão trabalhando", diz.
 
O fator previdenciário foi criado durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002) visando a reduzir o valor da aposentadoria em consideração à expectativa de vida que as pessoas têm ao se aposentar, em média, e o tempo que serão beneficiárias da previdência. Ele procura equiparar a contribuição do segurado ao valor do benefício e baseia-se em quatro elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa de sobrevida do segurado. No entanto, na época em que foi criado, a expectativa de vida era de 60 anos de idade e hoje é de 80.
 
"A Previdência precisa ser melhor analisada e tomar as medidas necessárias no sentido de não afetar aqueles que já contribuíram e ao mesmo tempo garantir condições adequadas para os próximos que ingressarem no sistema previdenciário", conclui.

 
FONTE: Rede Brasil Atual

Greve dos Bancários: mobilização cresce e fecha mais de 7 mil agências

bradesco greve1
A greve dos bancários continua forte em todo o Brasil. Subiu para 7.673 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de todo o país fechados na última quarta-feira ( 1º), segundo dia da greve nacional dos bancários.
 
O total representa um crescimento de 16,75% (1.101 agências a mais) em relação ao primeiro dia de greve, quando 6.572 unidades foram fechadas.
 
Os bancários entraram em greve na terça-feira (30), após considerarem insuficiente a segunda proposta dos bancos que eleva o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos.
 
Além disso, os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas para as quais a Fenaban (Federação Nacional dos Banbcos) ainda não apresentou propostas.
 
Mobilização cresce
 
greve bancarios nacional
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Em São Paulo, os bancários pararam até a Vila Santander (callcenter), telebancos do HSBC e do Bradesco, os centros administrativos ITM e Tatuapé do Itaú, SAC (Serviço de Apoio ao Cliente) e o CABB (Central de Atendimento) do Banco do Brasil.

A matriz do banco Daycoval, a Superintendência do Banco do Brasil, o Centro Administrativo Brigadeiro do Itaú, o Bradesco Prime e diversas agências de bancos públicos e privados da Avenida Paulista e adjacências amanheceram paralisadas nesta quinta-feira 2, quando a categoria completa seu terceiro dia de greve nacional. Além do eixo da Paulista, também estão em greve bancários do Banco do Brasil do prédio da Rua 15 de Novembro e de diversas agências do Centro e dos bairros da Liberdade e da Aclimação.

Na base do sindicato de Chapecó e região o movimento também ganha força, com mais adesões. No segundo dia da greve mais agências aderiram, totalizando 26 unidades paralisadas na base do sindicato.

Em Porto Velho, das 34 agências, apenas duas continuam abertas, entre elas a agência principal do Banco da Amazônia, no Centro da capital, já que os funcionários ainda não aderiram ao movimento.
No Mato Grosso 211 agências foram fechadas. Os municípios que fazem parte da luta por valorização da categoria são Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Bugres, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Nobres, Tangara da Serra, Sorriso, São Jose dos Quatro Marcos, Rio Branco, Nova Mutum, Alta Floresta, Pontes e Lacerd, Mirassol d´Oeste, Sinop, Guarantã do Norte, Juína, Juara, Poconé, Peixoto de Azevedo, Colider, Araputanga, Sapezal, Matupá, Rosário Oeste, Arenápolis, São José do Rio Claro, Jauru e Diamantino.
 

 
greve bancarios ba2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em Rondônia, foram 92 agências fechadas de um universo de pouco mais de 130 agências no Estado, o que representa um índice de 74% de adesão.
 
Em Minas Gerais a mobilização da categoria continua forte na Zona da Mata e Sul. Nesta quarta-feira, em Juiz de Fora, as agências do Santander, Mercantil do Brasil e HSBC tiveram suas atividades interrompidas, da mesma forma que unidades do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
 
Na Zona da Mata e Sul de Minas, 45 agências ficaram fechadas, sendo 31 em Juiz de Fora. Os bancários do Banco do Brasil de Cruzília, Cabo Verde e Guaxupé (Sul de Minas) também participaram do movimento. Além dessas cidades, as agências do BB de Juruaia e Guaranésia (Sul de Minas), que não fazem parte da base territorial do Sintraf, também paralisaram as atividades e receberam os diretores do Sindicato. Vale destacar o emprenho dos bancários e bancárias do Banco do Brasil de Guaxupé, que estão aderindo fortemente ao movimento por melhores condições para a categoria.
 
Mais do que reajuste
 
Na Bahia, a greve continua a crescer. A cada dia mais agências são fechadas em Salvador e no interior. O Estado tem pouco mais de mil unidades bancárias e 820 deixaram de prestar atendimento neste segundo dia de paralisação por tempo indeterminado.
 
Campanha condicoes trabalho JU
 


De acordo com Augusto Vasconcelos (foto), presidente do Sindicato dos Bancários, a paralisação atinge agências de toda a Bahia. "A greve será mantida, são 820 agências paralisadas no estado. Estamos aguardando uma negociação. Eles [Federação Nacional dos Bancos] silenciaram e não apresentaram propostas, limitaram-se apenas para fazer um reajuste 7,35%, o que significa 1% de aumento real", explica.

Em Salvador, 199 agências fecharam as portas. A capital tem a maior concentração de unidades, em média 310. A tendência é nos próximos dias as demais aderirem ao movimento e paralisarem as atividades.

Com 621 agências fechadas, o interior também está firme na greve. Bancários de cidades como Ipirá, Vitória da Conquista, Guanambi, Salinas das Margaridas, Itaparica, Vera Cruz, Serra Dourada, Cruz das Almas, Feira de Santana, Camaçari e muitas outras estão na paralisação.

A categoria pede reajuste salarial de 12,5%, além de melhores condições de trabalho, com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

Vasconcelos também informa que outra assembleia da categoria já está marcada para a próxima segunda-feira (6), na sede do Sindicato dos Bancários, às 18h30, contudo afirma que a data pode ser modificada caso a Fenaban apresente alguma proposta. "Estamos aguardando os bancos se pronunciarem", conclui o presidente do sindicato.

 




Fonte: Portal CTB

1 de out. de 2014

1º de Outubro: Dia Nacional do Idoso

idoso2























 
Neste dia 1º de outubro, quando comemora-se o Dia Nacional do Idoso, a CTB presta todo o seu respeito a esse trabalhador e trabalhadora brasileiro que ajudou a construir a Nação que temos hoje.
Instituído em 1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data serve para fazer uma reflexão sobre a qualidade de vida dos idosos brasileiros e as políticas públicas voltadas a essa importante parcela da população. A celebração visa também sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa. Em muitos países, os idosos têm se beneficiado de menores taxas de pobreza e de fome, maior acesso a medicamentos e serviços de saúde e de ensino superior e oportunidades de emprego.
 
Com uma das maiores populações idosas do mundo, o Brasil precisa refletir a qualidade de vida que é oferecida as pessoas com mais de 60 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, o total de idosos era de 26,1 milhões, o que representa 13% do total de habitantes do País. Essa população cresce em media 0,4 ponto percentual ao ano, em 2001 os idosos representavam 9% da população.
 
Portanto, é fundamental que seja reconhecido o valor do idoso brasileiro, com aprovação de uma política de valorização das aposentadorias, fim do fator previdenciário, entre outras medidas, que poderiam trazer muito mais dignidade e qualidade de vida para o trabalhador aposentado.
 
Respeito é a palavra que a CTB destaca neste 1º de outubro, quando comemoramos o dia daquele que tanto fez e continua fazendo pelo país.
 
 
Fonte: Portal da CTB

Contee lança campanha "Voto, voz e vez para a educação"

banner-car


Faltando poucos dias para as eleições, a TV Contee foi às ruas perguntar quais as prioridades dos eleitores para o fortalecer a educação pública, gratuita, democrática inclusiva e de qualidade socialmente referenciada. O programa também conversou com diretores da Contee sobre o relevante papel da campanha “Voto, voz e vez para a educação”. Confira a reportagem de Fernando Damasceno:
 
 

Empresa é condenada por obrigar trabalhador a andar em brasas

espanhol-anda-sobre-brasas-em-festival-em-san-pedro-manrique
 
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a um agravo com o qual a Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz Ltda. pretendia se isentar da condenação de indenizar em R$ 50 mil um trabalhador que foi obrigado a andar com os pés descalços num corredor de carvão em brasas durante "treinamentos motivacionais". O caso causou espanto entre os ministros na sessão desta quarta-feira. O presidente da Turma, ministro Lelio Bentes Corrêa, se disse "chocado e estarrecido". "Em 12 anos de TST, nunca vi nada parecido", afirmou.
 
O trabalhador disse que foi obrigado, junto com outros colegas, a caminhar em um corredor de dez metros de carvão incandescente durante um evento motivacional da empresa. Alegou, ao pedir a indenização, que a participação no treinamento comprometeu não só sua saúde, mas a integridade física de todos que participaram da atividade.
 
A empresa confirmou que realizou o treinamento com a caminhada sobre brasas. Entretanto, disse que a atividade foi promovida por empresa especializada, e que a participação não foi obrigatória. Uma das testemunhas destacou que todos, inclusive trabalhadores deficientes físicos, tiveram que participar do treinamento e que alguns tiveram queimaduras nos pés.
Segundo a distribuidora, o procedimento não teve a "conotação dramática" narrada pelo trabalhador, e ocorreu em clima de descontração e alegria, sem nenhum incidente desagradável ou vexatório. Lembrou ainda que o treinamento foi realizado dois anos antes da reclamação trabalhista e que, assim, não seria cabível condenação por dano moral, uma vez que, na época, o trabalhador não falou nada e continuou a trabalhar para a empresa.
 
Ranking e fotos comparativas
 
Ocupante do cargo de supervisor de vendas, o trabalhador também alegou que todo mês a empresa submetia os supervisores a um ranking de vendas, em campanha intitulada "Grande Prêmio Promoções", onde o primeiro colocado tirava uma foto ao lado de uma réplica de Ferrari, e o pior colocado ao lado de um Fusca. As fotos eram afixadas no mural da empresa e enviadas por e-mail para todos da equipe. O funcionário com pior desempenho também era obrigado a dançar músicas constrangedoras na frente de todos, como "Eguinha Pocotó".
 
A empresa negou as alegações, mas depoimentos testemunhais comprovaram a exposição.
 
Condenação
 
O juiz de origem entendeu que a empresa ultrapassou todos os limites do bom senso, por expor o empregado ao ridículo e à chacota perante os demais colegas. "Ato repugnante, vergonhoso e humilhante e que beira ao absurdo, sendo, por óbvio, passível de indenização por dano moral," destacou. A empresa foi condenada a pagar R$ 50 mil a título de dano moral, sendo R$ 10 mil em decorrência das humilhações sofridas nas campanhas e R$ 40 mil pela caminhada sobre o carvão em brasas.
 
A distribuidora de medicamentos recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional da 3ª Região (MG) manteve a condenação e negou o seguimento do recurso de revista.
 
TST
 
Em agravo de instrumento na tentativa de trazer o recurso ao TST, a empresa alegou que trabalhador não comprovou o dano sofrido e insistiu na tese de que o "treinamento motivacional de vendas e liderança" ocorreu dois anos antes do ajuizamento da ação. O pagamento de "prendas", segundo a empresa, era feito apenas por aquele que ficasse em pior colocação, e a entrega de carrinhos Ferrari ou Fusca representava "uma espécie de classificação nos resultados das vendas". Outro argumento é que a caminhada sobre a passarela com carvão em brasa não era obrigatória e não causou qualquer queimadura ou comprometimento da saúde e integridade física do trabalhador.
 
O relator do processo, ministro Walmir Oliveira da Costa (foto), destacou que a empresa pretendeu reabrir o debate em torno da comprovação do dano por meio de provas, o que é inviável de acordo com a Súmula 126 do TST. Além disso, o relator destacou que "não se pode conceber, em pleno século XXI, que o empregador submeta o empregado a situações que remetam às trevas medievais". O fato de o treinamento motivacional apresentar ao participante a possibilidade de caminhar por corredor de dez metros de carvão em brasa "é o bastante para constatar o desprezo do empregador pela dignidade humana do empregado".
 
O ministro destacou ainda que o acórdão do TRT deixou evidenciado o fato ofensivo e o nexo de causalidade, ou seja, sua relação com o trabalho. Para ele, o dano moral é consequência da conduta antijurídica da empresa.
 
Durante o julgamento, na última quarta-feira (24), o ministro Lelio Bentes foi enfático ao condenar a conduta empresarial. "Fiquei chocado com a situação", afirmou. "É de se estarrecer que em pleno século XXI nos deparemos com condutas tão aviltantes e que demonstram tanta insensibilidade por parte do empregador."
 
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para as devidas providências.
 
Fonte: TST

29 de set. de 2014

Renda do trabalhador aumenta com o menor desemprego da história

trabalhadores-construcao-civil

O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro ficou em R$ 2.055,50 em agosto deste ano e a taxa de desemprego ficou em 5%, ou seja, o maior nível de emprego para o mês da série histórica. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação de 5% é o menor índice para meses de agosto desde o início da série histórica, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%.
IBGE: Rendimento do trabalhador aumenta, desemprego segue estável IBGE: Rendimento do trabalhador aumenta, desemprego segue estável O rendimento é 1,7% superior ao verificado em julho (R$ 2.022,04). Se comparado com agosto de 2013, o índice é 2,5% maior, quando o rendimento médio real foi R$ 2.005,72.
Nos empregados com Carteira de Trabalho assinada, o rendimento ficou em R$ 1.876,60, 1,2% maior do que julho deste ano e 1,1% superior a agosto do ano passado. Já nos empregados sem carteira assinada, o rendimento foi R$ 1.499,30, ou seja, maior do que julho deste ano (0,9%) e do que em agosto do ano passado (1%).
Entre os grupamentos de atividade, na comparação com julho deste ano, seis dos sete segmentos tiveram crescimento, com destaque para a educação, saúde e administração pública (3,2%). Apenas a indústria teve rendimento estável.
Na comparação com agosto do ano passado, cinco das sete atividades tiveram crescimento no rendimento. O destaque ficou com a construção (6,5%). Duas atividades tiveram queda: serviços prestados à empresa (-1,6%) e outros serviços (-0,7%).
Agosto tem maior nível de emprego da série histórica
A taxa de desemprego em agosto deste ano ficou em 5%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. É o menor índice para meses de agosto desde o início da série histórica, em 2002.
A taxa de desocupação de 5% é o menor índice para meses de agosto desde o início da série histórica, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%. Em agosto deste ano, a população desocupada - 1,2 milhão de pessoas, ficou estável nas comparações com julho deste ano e com agosto do ano passado. Já o contingente de ocupados - 23,1 milhões, cresceu 0,8% em relação a julho e manteve-se estável na comparação com agosto de 2013.
A entidade também divulgou as taxas médias completas de julho (4,9%), junho (4,8%) e maio (4,9%), que haviam sido informadas anteriormente sem os dados de todas as regiões metropolitanas, devido à greve dos servidores do instituto, que terminou em agosto.
Normalmente, a PME é feita em seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. No entanto, devido paralisação, os números divulgados em maio, junho e julho não incluíam as taxas de Salvador e Porto Alegre. Sem os dados das seis capitais, o IBGE não pôde divulgar uma média nacional.
O número de trabalhadores com carteira assinada (11,8 milhões) ficou estável em ambas as comparações.
Entre os grupamentos de atividades, na comparação com julho, apenas o ramo da construção teve aumento da população ocupada (5,1%). Os serviços domésticos tiveram queda (-3,9%) e as demais atividades mantiveram-se estáveis. Já na comparação com agosto do ano passado, os serviços domésticos tiveram queda de 7,2%, enquanto as demais atividades mantiveram-se estáveis.

Fonte: Agência Brasil

Bancários fazem ato contra BC independente proposto por Marina






A proposta de Banco Central independente proposto pela candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB), provocou a reação dos trabalhadores do setor. Bancários de todo o País organizam atos no próximo dia 2 de outubro, em frente às 10 representações do BC nas capitais.

Em campanha salarial, categoria inicia greve nesta terça-feira (30) Além de tirar dos poderes eleitos pelo povo o controle da política econômica, a independência do BC reduz o papel dos bancos públicos como, instrumentos de fomento de políticas públicas.

A Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) prevê mobilizações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Belém. A entidade espera contar também com a participação de movimentos populares.

“Foi com a contribuição decisiva dos bancos públicos que o Brasil passou incólume pela crise de 2008. Enquanto os bancos privados fecharam as torneiras e encareceram o crédito, as instituições públicas lideradas por BB, Caixa, BNDES, BNB e Banco da Amazônia ampliaram a oferta de crédito, mantendo o mercado de consumo aquecido e gerando empregos”, afirmou o presidente da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, em artigo publicado na sexta-feira (26).

Além de expor os problemas da proposta de independência do Banco Central, apresentada por Marina Silva (PSB), a Contraf irá alertar para os riscos de um choque fiscal a ser promovido por Aécio Neves, que já deu declarações que caso eleito, tomará “medidas impopulares”. E existe o indicativo de que o provável ministro da Fazenda de Aécio, o banqueiro Arminio Fraga, pretende combater a inflação com medidas para reduzir salários e aumentar o desemprego.

Greve decretada para o dia 30

Os bancários de todo País, aprovaram nesta quinta-feira (25), indicativo de greve para a terça-feira (30). Devido a expressiva participação dos trabalhadores nas assembleias, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), convidou os representantes dos bancários para uma nova negociação, neste sábado (27). Os banqueiros apresentaram uma proposta já rejeitada pelos bancários, de 7%.


Fonte: Agência PT de Notícias

Marina diz que vai mexer na CLT para aumentar terceirização














A candidata do PSB à presidência da República, que foi a última presidenciável a participar da série de sabatinas feitas pelo Bom Dia Brasil, da Rede Globo, defendeu a política de precarização do trabalho implantada pelo governo FHC, por meio da terceirização. Ela disse que é preciso fazer a “atualização” para manter o que foi preconizado pelo governo tucano. A ideia de Marina garantir o que chama de “segurança jurídica” dos terceirizados.

A jornalista Miriam Leitão, que junto com Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo fizeram a entrevista com a candidata, disse que a CLT “tem coisas velhas que precisam ser atualizadas, além dessa questão da terceirização” e Marina floreou, mas endossou a afirmação da jornalista. “Nós queremos fazer uma atualização para que direitos possam ser ampliados”, disse.

A candidata voltou a defender a política econômica do PSDB, dizendo que vinha dando certo desde o governo de Itamar Franco, passando pelas gestões de Fernando Henrique Cardoso e que no governo Lula também foi bem. Mas, segundo ela, a candidata à reeleição Dilma Rousseff interrompeu e “se aventurou”.

Disse tudo isso para defender o sistema financeiro afirmando que o país tem “baixa credibilidade” e “pouco investimento”, afastando o rentismo. Vale ressaltar que os bancos são os principais financiadores da campanha de Marina que conta, inclusive, com a banqueira Neca Setubal, herdeira do Itaú, como coordenadora de seu plano de governo.

Marina disse ter compromisso com o chamado “tripé econômico”, receita criada pelo capital internacional que combina responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e regime de metas de inflação, em detrimento dos investimentos públicos.

“Nós temos um compromisso de que nós não vamos elevar o gasto público acima do crescimento do PIB”, disse Marina argumentando que Dilma “gasta de forma ineficiente”.

Apesar de dizer que é preciso reduzir gastos, Marina propõe a criação de um “conselho de responsabilidade fiscal” para acompanhar as contas do governo. Miriam Leitão lembrou que já existe um órgão fiscalizador que é o Tribunal de Contas da União (TCU), mas a candidata refutou dizendo que o papel do conselho vai ser complementar ao do TCU.

Redução dos bancos públicos

Sobre a redução do papel dos bancos públicos, Marina tergiversou e fez críticas aos financiamentos do BNDES, dizendo que o banco “dá dinheiro a meia dúzia de empresários”. Aliás, como de costume, Marina não falou sobre as suas propostas. Quando questionada se manteria os incentivos para setores da indústria, com redução de tributos, ela criticou o BNDES. Quando indagada sobre os transgênicos, disse que o problema a infraestrutura do Brasil.

Chico Pinheiro insistiu: “Mas a senhora vai reduzir a carga tributária?”, e Marina disse: “Nós estamos nos comprometendo, em no primeiro mês do nosso governo, mandar uma proposta de reforma tributária para o Congresso. Estabelecemos princípios que são: o princípio da justiça tributária, porque, no Brasil, quem pode mais... quem pode menos paga mais e quem pode mais paga menos”.

Sobre a contradição em relação aos transgênicos, que antes era contra, a candidata disse que a defesa, agora, não é “incompatível” e que os conflitos podem ser “manejados” e defendeu o agronegócio.

Ministra trava desenvolvimento

Ela foi questionada sobre a sua atuação como ministra do Meio Ambiente, que foi marcada por “travar licenciamentos ambientais”. Depois que Marina saiu do ministério, as licenças pularam de 300 por ano para 800 no ano passado. Para justificar, a candidata disse que, em sua gestão foram feitas somente as “mais complexas”.

Jogo de cena

Sobre a fuga do debate e a tentativa de se colocar como vítima na campanha, chegando até a chorar para um jornalista diante das críticas ao seu plano de governo, Marina justificou dizendo que é “uma pessoa sensível”.


FONTE: Portal Vermelho

Diretora nacional da CTB, Celina Arêas recebe homenagem do TRT/MG















A diretora nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) Celina Alves Padilha Arêas foi condecorada com a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Ari Rocha, na última terça-feira (23).

A cerimônia aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte. A medalha é uma iniciativa do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) - 3ª Região e destaca as personalidades que atuam de forma brilhante no mundo do trabalho.

Celina é sindicalista desde a década de 1980 e sua história é marcada pela luta em defesa dos direitos dos professores e demais trabalhadores. A indicação da sindicalista foi feita pelo desembargador do TRT/MG Marcelo Lamego Pertence.

Para ele, Celina é um exemplo de dedicação ao mundo do trabalho e ao trabalhador. “Seriedade, competência e compromisso são as premissas dessa medalha e ela tem esse algo a mais que precisa ser ressaltado. Pessoa mais indicada não haveria para receber essa medalha”, frisou.

Nesta edição, foram agraciados magistrados, políticos, profissionais liberais, intelectuais, instituições, sindicalistas, servidores do Poder Judiciário e, ineditamente, quatro varas do trabalho que se destacaram pela celeridade e produtividade no desempenho processual.

À frente da cerimônia, a desembargadora Maria Laura Franco Lima de Faria, presidente do TRT-MG, destacou a importância do momento como a oportunidade de reverenciar os “cidadãos e entidades que prestam relevantes serviços ao bem comum e que contribuem ou contribuíram com ações de engrandecimento da Justiça do Trabalho e promoção das instituições livres e da democracia”.

Para a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, a homenagem representa o reconhecimento ao trabalho do Sindicato dos Professores, na pessoa de Celina.

“Ela é uma grande lutadora, foi presidente do Sinpro numa época em que as mulheres ainda encontravam muitas dificuldades para ocupar espaços de poder, e nem por isso ela deixou de lutar pela categoria e por melhores condições de vida para os trabalhadores. Por isso, é uma honra para todos nós essa homenagem do Tribunal do Trabalho”.

Após a solenidade, a diretoria do Sinpro Minas realizou um coquetel na sede do sindicato para receber a homenageada e seus familiares, amigos e companheiros de luta no sindicalismo.

De acordo com Celina, a medalha é de extrema importância para o sindicalismo mineiro e nacional, porque reconhece o trabalho coletivo que vem sendo feito.

“Essa medalha não é individual. Ela sintetiza o trabalho do sindicato dos professores, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB) e de outras entidades das quais participamos. Eu vou levar essa honraria como um prêmio à luta coletiva dos trabalhadores por uma sociedade mais justa, humana e igualitária”. 


Fonte: Sinpro Minas.

24 de set. de 2014

Sindicalistas denunciam censura em Minas

Entidades sindicais reclamam de decisão judicial que impede campanha do Sind-UTE contra o Governo do Estado.


Representantes de movimentos sociais e sindicalistas participaram, nesta quarta-feira (24/9/14), de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para reclamar do cerceamento à liberdade de expressão e manifestação. Os parlamentares e sindicalistas presentes na reunião afirmaram que o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) está sendo impedido de fazer um contraponto a informações apresentadas pelo Governo do Estado.
 
O autor do requerimento para a reunião, deputado Rogério Correia (PT), justificou a realização da audiência ao esclarecer que o Sind-UTE está proibido de apresentar sua visão sobre a situação da educação em Minas Gerais. Dessa forma, segundo o parlamentar, seus dirigentes estão recebendo petições da Justiça contendo representações do PSDB e do Governo do Estado contra o direito de expressão do sindicato. Até o momento, já são 16 representações. De acordo com o parlamentar, a entidade está impedida inclusive de veicular peça publicitária sobre a educação em Minas.
 
Na opinião do presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-MG), Marcelino da Rocha, os trabalhadores não podem ser criminalizados. Segundo ele, atualmente qualquer entidade sindical ou sindicalista é rotulado de "bandido, baderneiro, arruaceiro". “É necessário que os trabalhadores e suas organizações se atentem ao que acontece hoje com os educadores de Minas e ao que tem acontecido com todos os trabalhadores do Estado”, ponderou Marcelino, que ainda lembrou que eles lutam por melhores salários e condições de emprego.
 
O integrante da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens, Joceli Andrioli, também lembrou que os educadores estaduais são penalizados sem piso salarial e sem condições de trabalho e que o sindicato, que faz seu papel por melhorias e investimentos, é amordaçado.
 
A defesa dos professores também foi feita pelo coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética (Sindieletro), Jairo Nogueira Filho. O integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, Jobert Fernando de Paula, criticou o o Governo do Estado, que segundo ele deveria garantir o direito à manifestação, mas impede a defesa dos trabalhadores.
 
Já a diretora estadual do Sind-UTE, Maria Mirtes de Paula, apresentou um quadro sobre a precariedade das condições de trabalho dos servidores da educação. Ela disse que, para o Governo do Estado, quem fala a verdade dever ser castigado. "O Sind-UTE não se curvou e não se curvará", afirmou.
 
Para o integrante da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Silvio Netto, as ações do Governo do Estado são parte de um processo de esvaziamento dos canais de diálogo e de sucateamento dos avanços que foram conquistados ao longo da história do movimento sindical.
 
Deputados da oposição criticam a PEC 69/14
O deputado Rogério Correia ainda abordou a inconstitucionalidade da Lei Complementar 100, de 2007, que efetivou servidores designados da educação sem concurso público, e destacou que é preciso encontrar uma solução legal para o caso. Ele sugeriu a realização de concurso público considerando o tempo de serviço dos profissionais da educação que haviam sido efetivados pela lei.
 
Segundo o parlamentar, os servidores da educação precisam ter cuidado com a Proposta de Emenda à Constituião (PEC) 69/14, que dispõe sobre a efetivação de servidores estaduais admitidos sem concurso público até a publicação da Lei Complementar 100. Segundo ele, esse caminho “pode ser uma mentira fingindo ser uma solução”. “Não se deixem enganar. A solução tem que ser de diálogo. É preciso sentar com o sindicato ao invés de criminalizá-lo”, alertou.
 
 
                                                          
Na opinião do presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Durval Ângelo (PT), “a PEC 69/14 é sem vergonha e imoral”. Ele lembrou que votou favorável à aprovação da Lei Complementar 100, mas alertou em Plenário sobre a inconstitucionalidade da medida, que iria gerar um direito aparente. Na sua avaliação, a PEC 69/14 é mais um engodo para esses servidores.
 
O deputado Rogério Correia ainda alertou que a PEC 69/14 já é matéria julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que nenhum governo eleito poderá deixar de cumprir a decisão de realizar concurso público até abril de 2015 para preenchimento dos cargos ocupados pelos designados.
 
A PEC 69/14 é assinada por 26 parlamentares e tem como primeiro signatário o deputado Lafayette de Andrada (PSDB). Ela busca garantir os direitos dos designados da educação depois da declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 100. Assim, a proposição reintegra ao quadro de servidores efetivos do Estado profissionais que deverão ser exonerados em função da decisão do STF. A proposição já recebeu parecer favorável de 1º turno e está pronta para discussão e votação no Plenário.
 
Fonte: ALMG
 
 
Veja também o manifesto unificado do movimento sindical em apoio ao Sind-UTE:
 
 

 

Consulta popular por reforma política tem de mais de 7 milhões de votos

constituiteplesbiscis
 
Participaram do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político 7,75 milhões de pessoas, segundo o resultado divulgado hoje (24). Desse total, 6,95 milhões votaram em urnas físicas e 1,74 milhão pela internet. As manifestações favoráveis à convocação de uma assembleia exclusiva para reforma política somaram 97,05% do total, as contrárias, 2,57% e 0,38% foram votos brancos e nulos.
 
A votação feita entre os dias 1º e 7 de setembro faz parte de uma campanha organizada por movimentos sociais para a convocação de uma Assembleia Constituinte para fazer alterações nas leis referentes ao sistema político. A votação, que na prática é apenas uma consulta, é uma forma de pressionar o Congresso Nacional para a convocação de um plebiscito com valor legal sobre o tema.
“A estrutura do poder político no Brasil e suas 'regras de funcionamento' não permitem que se avance para mudanças profundas. Apesar de termos conquistado o voto direto nas eleições, existe uma complexa teia de elementos que são usados nas campanhas eleitorais que 'ajudam' a garantir a vitória de determinados candidatos”, diz o texto que explica a proposta na página do plebiscito popular.
 
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, disse que o resultado da campanha foi uma vitória para os movimentos sociais. “Nós acreditamos que esse resultado do plebiscito demonstra que há apoio popular para que possamos construir uma nova constituinte exclusiva”, ressaltou ao apresentar os resultados.
 
Segundo Rodrigues, a campanha conseguiu superar uma série de dificuldades. “Tivemos que lutar contra um boicote da grande mídia, que boicotou a comunicação do plebiscito durante todo o tempo. Tivemos que fazer a campanha durante um período eleitoral, quando outros temas estavam na pauta”, disse sobre fatores que contribuíram para que o movimento não tivesse uma adesão maior".
 
Fonte: Agência Brasil 

22 de set. de 2014

TRT-MG concede honraria à dirigente da CTB Celina Arêas

celina-seminario-fernanda-ruy 1
O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) - 3ª Região concedeu a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Ari Rocha para Celina Alves Padilha Arêas, dirigente do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) e da CTB nacional. O título foi criado em 2000 com objetivo de homenagear as pessoas e entidades que se destacam a cada ano na defesa dos direitos trabalhistas e da paz social, dizem os organizadores da condecoração. A solenidade de entrega do título será na terça-feira (23), às 17h, no Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, centro de Belo Horizonte).
Para comemorar a condecoração, o Sinpro-MG realiza no mesmo dia um coquetel em homenagem à Celina. O coquetel acontece a partir das 19h na sede do sindicato (Rua Jaime Gomes, 198, bairro Floresta, Belo Horizonte). Para Celina, “o título significa um reconhecimento da atuação do SinproMG e da CTB em favor dos interesses da classe trabalhadora e do engajamento permanente em favor da justiça social e dos direitos humanos”.
convite-celina-sinpro-mg-trt
Portal CTB com informações do Sinpro-MG
Foto: Fernanda Ruy

CTB-Minas produz jornal para discutir eleições

Os trabalhadores têm lado e a CTB-Minas. Com esse título, a CTB-Minas tem o objetivo de dialogar com a classe trabalhadora os projetos políticos em disputa no Estado e no Brasil.




19 de set. de 2014

Paulo Freire: A educação usada como prática da liberdade

paulo-freire-1
 
Paulo Freire completaria 93 anos nesta sexta-feira (19). Morto em 1997, Freire colocou a pedagogia brasileira de ponta-cabeça ao elaborar uma metodologia onde todos os agentes da relação ensino-aprendizagem devem ser considerados. Assim, o professor deixa de ser o único transmissor de conhecimento e passa a dialogar de igual para igual com os educandos, respeitando o conhecimento de vida acumulado dos agentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.
 
Respeitado mundialmente, o educador pernambucano fundamentou o seu método na crença de que os elementos da realidade dos educandos devem fazer parte da didática utilizada para a transmissão do saber. Para Freire, a educação conservadora não leva em consideração o educando, dando ao professor práticas alienantes de ensinar. Ele defendia o oposto disso. Já que a tônica da educação tradicional "reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", disse Freire.
 
 
No governo de João Goulart, Freire implantou o Método Nacional de Alfabetização com propósito de erradicar o analfabetismo, criando uma consciência crítica nos educandos. Preso e exilado após o golpe de 1964, retornou ao país em 1979 com a Anistia. Ainda foi secretário de Educação na administração de Luiza Erundina (1989-1993). Defendeu a educação como prática da liberdade para "ensinar o aluno a ler o mundo", como o patrono da educação brasileira escreveu.

18 de set. de 2014

SINDICATO DOS AUXILIARES DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR DE MINAS GERAIS (SAAEMG) ELEGE NOVA DIRETORIA NO PRÓXIMO MÊS






Nos próximos dias 01º, 02 e 03 de outubro, os Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (base SINEP Minas) irão eleger a nova diretoria do sindicato para o mandato de 2014/2018.

Pela primeira vez, em 33 anos de existência, uma mulher – Rogerlan Augusta de Morais – irá concorrer à presidência do SAAEMG. A chapa única “Renovação, União e Resistência Classista” conta com 33 integrantes. Vinte e oito são da Diretoria Geral e cinco do Conselho Fiscal. Em números, eles representam 286 cidades de Minas. A renovação está presente com o número de novatos, isto é, 30% concorrem pela primeira vez. Outro diferencial da chapa está na grande quantidade de mulheres. Elas representam 33% do total.

“A força da juventude aliada a experiência dos companheiros com mais tempo de luta sindical e a presença das mulheres fortalece os trabalhadores e nos faz ter confiança para alcançar novas conquistas”, afirma Rogerlan Morais que tem como vice Amaury Alonso Barbosa.

Além das escolas da capital, os integrantes chapa 1 tem percorrido diversas cidades do interior como Patos de Minas, Bom Despacho, Itabira, Conselheiro Lafaiete, Betim, Contagem e Pará de Minas.
Entre as principais propostas da chapa 1, estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, ampliar e garantir os direitos previstos na convenção coletiva da categoria, fim do fator previdenciário e ampliação do número de sindicalizados, buscando fortalecer a entidade e a categoria.

Como votar
Para votar, o Auxiliar de Administração Escolar precisa cumprir algumas condições. Entre elas: estar em dia com as suas contribuições sindicais; ser associado há, no mínimo, seis meses antes da data das eleições e morar na nova base territorial do SAAEMG

Os Auxiliares de Administração Escolar da capital e região metropolitana poderão votar por meio de urnas itinerantes e correspondência. Nas escolas, o horário de votação será entre às 9h e 16h. A mesa coletora de votos funcionará sob a exclusiva responsabilidade de um presidente, mesários e suplentes.
Já os trabalhadores do interior irão votar somente por correspondência. Nesse caso, o associado terá de postar a cédula (não precisa selar), previamente enviada para sua residência na 1º quinzena deste mês, nos correios, até o dia 30 de setembro. È bom enviar antes, para que o voto seja contabilizado no dia da apuração.


Currículos
A candidata a presidente na chapa 1 é a atual diretora do Departamento Jurídico do sindicato, Rogerlan Augusta de Morais. Ela é funcionária da UNA e está licenciada da instituição prestando serviços ao SAAEMG desde 2002. Fez parte, ainda, da diretoria da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) no período de 2008 a 2013. Em 2013, foi eleita para a direção nacional, onde ocupa o cargo de diretoria plena entre os anos de 2013 até 2017.

O candidato a vice é o atual secretário geral do SAAEMG, Amaury Alonso Barbosa. Ele é funcionário da PUC Minas, campus Coração Eucarístico. É diretor regional do Diesse desde 2010. Nesse período foi eleito coordenador geral por dois mandatos.



Para lembrar:
O quê: Eleições no SAAEMG
Quando: 1º, 02 e 03 de outubro
Quem pode votar: Auxiliar de Administração Escolar que esteja em dia com as suas contribuições sindicais. Também é preciso estar associado há, no mínimo, seis meses antes da data das eleições e morar na nova base territorial do SAAEMG.