7 de ago. de 2015

Sindicato oferece atendimento médico para os Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais


 
Cumprindo mais uma proposta da atual gestão, a diretoria executiva do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (SAAEMG) começou a oferecer, a partir deste mês, consultas nas áreas de clínica médica, pediátrica, nutrição e atendimento psicológico.

 Segundo a presidente do sindicato, Rogerlan Augusta de Morais, a proposta é oferecer ao associado a possibilidade de consultas eletivas por um preço simbólico.

“O sindicato arcará com o valor restante. Dessa forma, o associado e seus dependentes, principalmente os que não têm plano de saúde, terão atendimento de qualidade de forma rápida e eficaz. Sabemos que a saúde deve vir sempre em primeiro lugar. Afinal, dependemos dela para ter uma vida plena e feliz”.

O associado pagará, apenas, R$ 20,00 pelas consultas clínica e pediátrica. Já pelo atendimento psicológico e nutricional, o valor será de R$ 40,00.

Wanderley Barroso (Clínico), Ana Paula Matias Guimarães (Pediatra), Marcos Antônio Ferreira Costa (Nutrição) e Isa Cristina Peixoto de Souza (Psicóloga) são os responsáveis pelos atendimentos.   

Espaço aprovado

A sala que receberá os pacientes foi totalmente reformada e adaptada para receber o consultório médico, de acordo com as normas da Vigilância Sanitária. Outra sala também foi adaptada para a instalação de um banheiro para os cadeirantes, bem como a entrada do sindicato que recebeu uma rampa de acesso.

Segundo o médico Wanderley Barroso, o espaço “é bem montado, equipado e funcional”. “É perfeito para um atendimento em clínica médica”, disse ele.

A dentista Giselle Magalhães, que atende no setor odontológico do sindicato, também gostou do novo espaço. “Além do atendimento odontológico já oferecido pelo SAAEMG, o trabalhador da educação agora tem atendimento médico. Isso é muito positivo e deve ser comemorado”.

Os trabalhadores também elogiaram a iniciativa. A Auxiliar de Administração Escolar Maria de Fátima Meres, de 54 anos, que trabalha na escola de aviação civil Star Flight, em Belo Horizonte, gostou da infraestrutura. “O local é organizado, limpo e tranquilo. Quando retornar quero trazer o meu marido e filha”, avisou ela enquanto esperava pelo atendimento clínico.

Para o Auxiliar de Administração Escolar Claudio Viana Ferreira, de 39 anos, que trabalha no Colégio Frederico Ozanam, em Belo Horizonte, os valores cobrados e a agilidade na marcação das consultas são importantes diferenciais. “Gostei dessa iniciativa. Ajuda muito, principalmente para aqueles que não têm plano de saúde e precisam de um atendimento rápido. Os custos e a rapidez no agendamento também me chamaram a atenção”, disse ele.

Secretaria de Saúde

O atendimento médico era um sonho antigo da categoria e foi alcançado pela atual gestão graças à criação da Secretaria de Saúde. A secretaria, que está sob a gerência da diretora Roberta Mayrink, foi idealizada e instituída com o objetivo de formular e oferecer para os trabalhadores da educação atendimento de saúde especializado, com qualidade e baixo custo ao associado e seus dependentes legais. Entre esses objetivos está contemplada a participação em fóruns, congressos, seminários e conferências da saúde do trabalhador e da trabalhadora. Os atendimentos podem ser agendados no sindicato ou pelo telefone (31) 3057-8202.



Fonte: SAAE/MG

Propostas que enfraquecem a Petrobras assustam trabalhadores

 
 
A tentativa de abrir o capital e fazer uma privatização envergonhada da Petrobras é vista com preocupação entre os setores que defendem a estatal brasileira como parte da soberania nacional. Entre as propostas que ameaçam a Petrobras, está um estudo apresentado no início de julho pela direção da empresa para abertura de capital. Nesta lógica, o risco será também de um efeito cascata que afeta todas as subsidiárias da empresa. Mesmo com reações contrárias, a venda da BR distribuidora, subsidiária de distribuição de combustível, segue a todo vapor à revelia do debate público.
Para denunciar essa ação quase que silenciosa, os sindicatos ligados aos trabalhadores do Sistema da Petrobras, organizaram protestos unificados em Minas Gerais. No dia 24 de julho, os trabalhadores realizaram uma paralisação de 24 horas com manifestações em frente a Refinaria Gabriel Passos (Regap) e no Terminal de Betim da BR Distribuidora (Tebet). O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sitramico) e Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro/MG).
Para o presidente do Sitramico, Leonardo Luiz de Freitas, a história da Petrobras está ligada ao poder dos brasileiros de reagir aos interesses entreguistas e lutar pelo patrimônio nacional. Nessa mesma defesa que ocorre desde a criação da Petrobras está a origem das reações de agora.  “Não vamos aceitar de maneira passiva essa possibilidade de privatização da Petrobras. É uma luta pelo emprego, contra a perda de direitos e também um ato em prol da preservação da democracia no País.”  Leonardo diz ainda que aguardam a manifestação do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, sobre os questionamentos feitos pelos sindicatos.
Além de ser uma das maiores empresas do Brasil, a Petrobras tem um impacto fundamental no desenvolvimento da indústria, na geração de emprego e em grande parte dos investimentos sociais que o povo brasileiro precisa. O desmonte da empresa, orquestrado por setores que querem entregar o patrimônio nacional ao capital estrangeiro, representa o desvio deste objetivo.  
Outra grande ameaça de desintegrar a Petrobras tramita no Senado, nas mãos do senador José Serra (PSDB). O senador tucano tenta retomar a proposta que estava em curso no Brasil na época do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). A estratégia de fatiamento da Petrobras, falida nos governos tucanos, volta agora a conta gotas, em projetos separados. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, pretende aumentar o lucro dos acionistas e diminuir a participação da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo na camada do pré-sal. O ataque à soberania nacional proposto pelo projeto desencadeou novas manifestações em todo o país.
 

6 de ago. de 2015

Frente Mineira em Defesa do Brasil será lançada nesta sexta (7)



Para combater a tentativa de golpe de Estado, as forças progressista se uniram. A Frente Popular de Esquerda vai ser lançada nesta sexta-feira (7), às 18 horas, na sede do  Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) em Belo Horizonte. Movimentos sociais, sindicais, estudantil, partido políticos de esquerda saem em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. O objetivo é barrar o cerco que a direita conservadora articula nacionalmente.
 
Outra atividade promete aglutinar o povo brasileiro em torno da luta pela democracia também em agosto. No dia 20 deste mês está programado protesto em todas as capitais do Brasil para dizer não ao golpe e lutar pelas pautas sociais. Diante do ataque golpista, a saída para a crise será pela esquerda, com mobilização popular, para garantir avanço para a classe trabalhadora.
 
 
Lançamento da Frente Popular de Esquerda Minas Gerais
7 de agosto de 2015 -  18 horas
 
Local: Crea-MG – Avenida Álvares Cabral, 1600. Santo Agostinho – BH/MG – Próximo à Assembleia Legislativa
 

5 de ago. de 2015

Movimentos sociais vão às ruas por educação e democracia e pedem: “Fora Cunha!”

 
 
Uma das pautas que vão marcar o grande ato do próximo dia 20, no Brasil, convocado pelos movimentos populares, é a defesa da saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), da presidência da Câmara dos Deputados. Acusado de ter recebido R$ 5 milhões em propina por um delator da Operação Lava Jato, o parlamentar responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal.
 
 
 
Cunha é um dos principais defensores e articuladores políticos de projetos considerados retrógrados pelo campo progressista da sociedade brasileira, como a redução da maioridade penal, a terceirização ilimitada e o financiamento empresarial de campanha política.
 
O “Fora Cunha!” é um dos três eixos que norteiam os protestos, de acordo com o manifesto divulgado pela frente do movimento, intitulado “Tomar as ruas por direitos, liberdade e democracia”. No documento, Cunha é apresentado como um “retrocesso e um ataque à democracia”.
 
O segundo ponto destacado é uma crítica ao ajuste fiscal: “Que os ricos paguem pela crise!”. Defende medidas econômicas que não penalizem os mais pobres, como a taxação das grandes fortunas, dos dividendos e das remessas de lucro e uma auditoria da dívida pública.
 
O terceiro eixo pede uma plataforma popular para o enfrentamento das desigualdades da sociedade brasileira e propõe uma saída para a crise à esquerda: “Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as reformas necessárias para o Brasil: reforma tributária, urbana, agrária, educacional, democratização das comunicações e reforma democrática do sistema político”.
 
Este novo dia de luta está sendo construído por uma grande rede de ação popular formada por centrais sindicais, como a CTB e a CUT, movimentos estudantis, UNE e Ubes, movimento dos trabalhadores sem teto (MTST) e mídias alternativas como Fora do Eixo e Mídia Ninja, entre outros segmentos progressistas da sociedade.

Portal CTB 

3 de ago. de 2015

Marcha das Margaridas é essencial para as mulheres ampliarem suas conquistas


A secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, convoca as dirigentes da central e de instituições sindicais filiadas a contribuírem para a mobilização das mulheres do campo, da floresta e das águas com objetivo de elevarem a participação na 5ª Marcha das Margaridas que acontece nos dias 11 e 12 de agosto em Brasília. “As margaridas cumprem papel essencial na garantia de avanços nas políticas públicas em favor dos direitos a uma vida digna, sem o fantasma da violência, para todas”, garante a cetebista.
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Desde o início do ano vêm ocorrendo marchas e mobilizações pelos estados e municípios a fim de mostrar que as mulheres não estão para brincadeira quando se trata do tema igualdade de gênero e respeito aos direitos humanos de todas e todos. Ela elenca conquistas das Marchas anteriores como as unidades móveis de combate à violência contra a mulher, que levam “informação, defensoria pública, atendimento à saúde, possibilidade de se tirar documentos, como a certidão de nascimento dos filhos e o enfrentamento de situações de agressão às mulheres”, reforça.

Outra conquista considerada fundamental para ela, é o Pronaf Mulher (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mulher). “Antes dele, o investimento era destinado somente para quem possuía a titularidade da propriedade e assim as mulheres, depois de as margaridas reivindicarem foi criado o Pronaf Mulher e agora elas também recebem o financiamento para produzir”.
É com mobilização, organização e muita luta, segundo a bancária sergipana, que a vida de todos vem melhorando no campo. “Quando se melhora a vida das mulheres, tudo melhora na família e também na vida dos homens. Por isso temos a compreensão da necessidade de políticas que esclareçam melhor o papel da mulher na sociedade, mostrando que homens e mulheres juntos mudarão a realidade e construirão o novo”, defende. “Como está atualmente, estamos sobrecarregadas, com dificuldades até para o crescimento profissional”, reclama.
Ela cita como referência o Projeto Quintais Produtivos que consiste na possibilidade de as mulheres utilizarem os seus quintais para o cultivo. “Esse projeto mostra toda a capacidade da mulher que acaba produzindo mais do que a família consome. Então vende o excedente em feiras livres, cobrindo despesas domésticas”. Por isso, “nessa 5ª Marcha das Margaridas estamos defendendo que seja dado o devido valor aos trabalhos produzidos pelas mulheres do campo, das águas e da floresta”, apregoa.
Somos Todas Margaridas 
A primeira Marcha das Margaridas ocorreu em 2000 e seguiu com edições em 2003, 2007 e 2011. Tudo começou com o objetivo de chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres do campo. O Nome nasceu da intenção de prestar homenagem à sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada pelo latifúndio em 12 de agosto de 1983. Margarida foi presidenta do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Por isso, surgiu o lema “Somos Todas Margaridas”, simbolizando as mulheres guerreiras que enfrentam tudo para melhorar a vida das pessoas.
Neste ano, diz texto do Facebook da Marcha, “é fundamental reconhecer e potencializar a luta das mulheres pelo direito à terra por meio da Reforma Agrária e a garantia 
maria margarida alves
dos direitos territoriais dos povos indígenas e populações quilombolas, na defesa dos territórios das comunidades tradicionais, como algo estratégico na construção da agroecologia”.

A Marcha das Margaridas deste ano dividiu suas ações em oito eixos: 1) Soberania e segurança alimentar; 2) Terra, água e agroecologia; 3) Sociobiodiversidade e acesso a bens naturais; 4) Autonomia econômica, trabalho e renda; 5) Educação não sexista, educação sexual e sexualidade; 6) Violência sexista; 7) Direito à saúde e saúde reprodutiva e 8) Democracia, poder e participação.
Para a mobilização da marcha vêm ocorrendo mobilizações em todo o país, inclusive com uma campanha para a doação de dinheiro para ajudar na organização do evento. Um dos eventos é o lançamento do livro “Marcha das Margaridas”, de Claudia Ferreira. Na quarta-feira (29), na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, ocorreu o primeiro lançamento. Na terça-feira (4) é a vez do Rio de Janeiro receber Claudia na Livraria Blooks, Praia de Botafogo, 316 (Espaço Itaú de Cinema), às 19h. Já na Marcha em Brasília haverá distribuição de 50 mil postais, com fotos do livro e dicas de como acessá-lo pela internet gratuitamente.
A presidenta Dilma garante presença no encerramento da Marcha no Estádio Mané Garrincha, início e fim da 5ª Marcha das Margaridas, que irá até a Esplanada dos Ministérios para apresentar suas reivindicações, entregues também para Dilma. Além disso, Ivânia se lembra da necessidade de defesa da democracia, da Constituição, dos direitos trabalhistas e humanos em constante ataque pelos setores reacionários da sociedade. “Não existem condições de melhorias na vida das mulheres sem o avanço da democracia. Qualquer recuo nos prejudica muito mais, porque somos as primeiras a serem demitidas”, ataca.
Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Metalúrgicos iniciam campanha salarial com manifestação na Fiemg



A campanha salarial unificada dos metalúrgicos mineiros teve início com um ato em frente a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a entrega da pauta de reivindicações da categoria. Com o tema “nenhum direito a menos e mais avanços sociais”, a campanha deste ano repete a unidade das centrais sindicais e federações. A manifestação foi acompanhada pela CTB-MG, CUT-MG e Força Sindical e as respectivas federações, FITMETAL, FEM e FEMETAL. Representando cerca de 250mil trabalhadores no Estado, a rodada de negociações que começou com a entrega da pauta de reivindicações que tem data-base em 1o de outubro.   

Entre as reivindicações propostas, os metalúrgicos querem reposição salarial e aumento real dos salários, avanços nas clausulas socais, na pauta de saúde do trabalhador e valorização do salário de ingresso. A entrega da pauta ocorreu no dia 30 de julho, quinta-feira.


O presidente da CTB-MG, Marcelino Rocha, participou do ato público de abertura da campanha de reivindicações e chamou atenção para o momento que vive o país. Para ele, retomar o crescimento passa pela valorização da força de trabalho. Marcelino também criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar a taxa de juros. “Essa nova decisão nada ajuda no desenvolvimento, não só na questão da manutenção do emprego, mas também em relação a renda do trabalhador. Nestes dois casos, a elevação da taxa de juros só prejudica” apontou.      













CTB-MG cria coletivo de Igualdade Racial



Com presença de 16 entidades e 65 sindicalistas, a CTB-MG realizou o 1º Encontro Estadual de Igualdade Racial. Nesse ano, o Estatuto da Igualdade Racial completou cinco anos e com muitos desafios para efetivar a implementação. Para debater os avanços e as batalhas que devem ser travadas pela classe trabalhadora, a secretária de Política de Promoção da Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, relembrou a história do movimento negro. Na abertura, o secretário estadual de igualdade racial, Emerson Gomes da Silva, saudou o os participantes do encontro e, logo após, houve uma apresentação cultural. Para estruturar a agenda de debate e lutas em Minas Gerais, foi criado um coletivo de Igualdade Racial.



Composto por sete membros que serão indicados pelas entidades presentes, o coletivo também deverá organizar a participação de Minas Gerais no 2o Encontro Nacional de Igualdade Racial da CTB. O Encontro irá ocorrer em Belo Horizonte, nos dias 28 e 29 de agosto, no sítio da Fetaemg.



Para os ctbistas, discutir a questão racial é também debater a luta de classes e para isso é fundamental uma avaliação da realidade nacional. A secretária de Formação da CTB, Celina Arêas, contribuiu com a analise da conjuntura  durante a abertura. Além das entidades sindicais, o mandato do deputado estadual Geraldo Pimenta (PCdoB) também esteve presente. O 1º Encontro Estadual de Igualdade Racial aconteceu no dia 29 de julho na sede do Sindicato dos Vigilantes.  


30 de jul. de 2015

Opinião: "Classe trabalhadora sob fogo cruzado"

Por Marcelino Rocha, presidente da Fitmetal e CTB-MG
"O jogo político é como um tabuleiro de xadrez”. Sim, a metáfora é desgastada, claro. Mas clichês também são reveladores, na medida em que revelam consensos, como esse do xadrez: há uma confluência de forças na disputa entre peças progressistas e conservadoras para tomar o poder.
Se no xadrez o objetivo é avançar as peças e conquistar espaços no tabuleiro até capturar o rei - com o “xeque-mate”, vencendo o jogo -, na política a lógica é similar: avançar no terreno político, enfraquecer os adversários e conquistar espaços de poder.
Vamos, então, entender o xadrez da política nacional. A meta das forças conservadoras é evidente: capturar o rei, conquistando a Presidência da República. O ponto central da estratégia consiste em destruir a principal peça do adversário: a presidente Dilma. Para isso, recorreu até a estratégias sórdidas, como mensalão e acusações levianas no caso Lava Jato, sempre, claro, respaldada pela velha mídia, e querendo “sangrar” o adversário para que ele chegue fraco e com hemorragias irreversíveis nas eleições presidenciais seguintes.
No entanto, mesmo jogando sujo, os conservadores falharam nas últimas três eleições. Lula e Dilma, com a força dos trabalhadores e dos movimentos sociais, venceram os pleitos. Rancorosa, agora a direita vem com tudo para o jogo, ameaçando até trapacear nas regras democráticas do jogo ao pedir o impeachment da presidenta Dilma. Claro, 2015 não é 1954 e não é 1964, as circunstâncias são diferentes e essa direita, com sua gritaria histérica e alucinada, parece mais desejar manter os progressistas ajoelhados, imobilizados até 2018, como bem alertou o DCM em recente artigo. É a velha situação do “rei afogado”, quando o enxadrista tem a vez de jogar, não está em xeque, mas não tem movimentos válidos e o jogo, portanto, termina em empate.
E o ataque é sistemático, em especial contra a classe trabalhadora. Nesse ano de 2015, uma artilharia pesada tem sido disparada em duas frentes: uma nas novas propostas de legislação promovida, principalmente, pelo Congresso Nacional e outra na área econômica com medidas restritivas.
No campo legislativo, a ofensiva sobre os direitos trabalhistas partiu dos poderes Executivo, por meio das medidas provisórias 664 e 665, e Legislativo, por intermédio do PL 4330/2004, que escancara a terceirização e a precariza as relações de trabalho. No Congresso Nacional houve uma conjunção de fatores contrários aos trabalhadores: a bancada sindical diminuiu e as bancadas empresarial, ruralista, da segurança e evangélica, voltaram mais coesas, mais motivadas e com novos quadros. Além disso, o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), apoiando essas forças, parece ter declarado guerra contra o governo federal e as forças progressista do país.
Já na economia, o momento é de retração, com queda na atividade econômica, aumento do desemprego, inflação em alta, juros altos e escassez de crédito. Em resumo, a coisa não está boa para muitos setores econômicos e quem parece que será obrigado a pagar a conta é o trabalhador. A cada semana, se noticia o fechamento de centenas de postos de trabalho. A presidente Dilma, no entanto, apesar de sempre ter defendido a classe trabalhadora, se encontra na defensiva.
Esse é um momento delicado. Deve-se refletir muito antes de mover cada peça nesse tabuleiro, impedindo que o adversário jogue mais gasolina na fogueira. Porém, é necessário também ousar mudar. Como bem disse o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832): “ideias ousadas são como as peças de xadrez que se movem para a frente; podem ser comidas, mas podem começar um jogo vitorioso”.

22 de jul. de 2015

Conselho da CTB MG reforça luta pela democracia, reforma agrária e direitos dos trabalhadores



Com o tema “Democracia e desenvolvimento com valorização do trabalho”,  centenas de sindicalistas debateram a conjuntura nacional e as ações na defesa dos trabalhadores durante a etapa mineira do 2o Conselho da CTB. Os ctbistas em Minas também elegeram os delegados para a etapa nacional, aprovaram duas moções de repúdio e propuseram adendos à Tese que reforçam a luta pelo Estado Democrático de Direito e pela reforma agrária no Brasil.


O primeiro repúdio da CTB-Minas diz respeito ao criminoso ataque que trabalhadores rurais sofreram em Tumiritinga, no norte do Estado. (veja a íntegra da carta de repúdio)

Na abertura da etapa estadual, o vice-presidente da Central, Nivaldo Santana abordou os temas apresentados na Tese do 2o Conselho Nacional da CTB. Santana destacou a ofensiva golpista que acontece no País.


Nivaldo elencou os desafios políticos e econômicos que deve ser enfrentados pelo campo progressista no Brasil. “Se de um lado defendemos o a democracia, a manutenção do ciclo progressista e a retomada do crescimento econômico, do outro estamos vivendo uma situação de um governo fragilizado, refém de um congresso conservador e do interesse econômico. A CTB tem se posicionado contra todas as medidas que retiram direito dos trabalhadores” considerou. 

Além de Nivaldo Santana, na composição da mesa de abertura estavam o presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, o secretário-geral Gelson Alves, o secretário de finanças da CTB Nacional, Vilson Silva, a secretária de formação da CTB Nacional, Celina Arêas, a secretária adjunta da Nacional, Kátia Gaivoto e o vereador de Belo Horizonte, Gilson Reis (PCdoB). 

O presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, apontou a necessidade de fazer uma “intervenção cirúrgica” para barrar o golpe que estão tentando aplicar no Brasil. Segundo ele, o fundamental é que os sindicalistas mantenham a unidade para enfrentar os ataques da direita. 

Os ctbistas também fizeram analises sobre a situação da CTB em Minas e os desafios do sindicalistas no Estado. Para Gilson Reis, o movimento sindical precisa fazer pressão no governo Pimentel para que o modelo popular seja de fato exercido.

Durante o encontro, foi eleita também uma comissão que irá acompanhar a organização da delegação mineira para o 2o Encontro Nacional da CTB. A etapa mineira ocorreu no dia 18 de julho no sítio da Fetaemg.






MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE AOS ACAMPADOS DE TUMIRITINGA E REPÚDIO AO ATAQUE CRIMINOSO CONTRA AS FAMÍLIAS SEM TERRA.

A CTB manifesta total solidariedade aos trabalhadores e famílias que lutam para a conquista da terra na Fazenda Casa Branca na cidade de Tumiritinga/MG e repudia veemente as tentativas de criminalização do movimento sem terra.
Os camponeses acampados foram atacados por tratores blindados com pistoleiros armados. Foram diversas ameaças contra a vida dos acampados, culminando com um  ataque aéreo em que dois aviões jogaram coquetéis e bombas sobre homens, mulheres e crianças acampadas.
Este último ataque resultou na morte do prefeito que estava dentro do avião e foi atingido por suas próprias bombas e armas. Vale ressaltar que estes fatos ocorridos na região leste de Minas são retratos da ausência de uma real política de Reforma Agrária por parte de nossos governantes. 
Nossa solidariedade aos Camponeses.

CTB Minas

Belo Horizonte, 17 de Julho de 2015.