12 de abr. de 2016

Ctbistas fecham agenda para atos de resistência em Minas Gerais até a votação do impeachment

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) se reuniu nesta terça-feira (12/04) para traçar o calendário de luta contra o golpe até o próximo  domingo, quando a Câmara dos Deputados encerra a votação do impeachment. A estratégia dos movimentos sociais é manter a mobilização diária e não sair das ruas. No domingo, além do grande ato em Brasília, a capital mineira também terá atividades de vigília durante a votação. Na sexta-feira (13) a preparação é para um dia de explosão da resistência. Confira o calendário de lutas

Os ctebistas mostraram preocupação com objetivo real da direita na tentativa de tomar o poder que é o ataque a classe trabalhadora. A avaliação de conjuntura feita pela presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro/Minas), Valéria Morato, destacou a ofensiva contra os países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e, em contraparida, as manifestações de apoio internacional que apontam para o risco da democracia no Brasil.

Valéria reafirmou a necessidade de enfrentar o debate e mostrar ao povo brasileiro que o que está em jogo são os direitos da classe trabalhadora.

A coordenadora dos movimentos sociais do PCdoB, Luiza Lafetá, apontou como irreversível o nível de debate no Brasil. Para ela, a pauta das forças progressistas a estará mais viva após o processo de votação do impeachment. Lafetá criticou o muro construído em Brasília para separar as manifestações no dia 17. “Assim como Berlim foi divida na guerra fria, Brasília terá dois lados no domingo.”

Para o presidente da CTB-MG, Marcelino Rocha, estar nas ruas diariamente tem sido fator decisivo para mobilização. “Toda vez que tem ameaça a democracia no Brasil aparece o ódio de classe da elite brasileira. Estamos lutando contra esse poder  ameaça cotidianamente os trabalhadores e vai impulsionar a regressão dos direitos socais e trabalhistas” sinaliza Marcelino.

 

Em uma rodada de debate intensa, os ctbistas valorizaram a aglutinação de forças em defesa da democracia e apontaram enorme preocupação com as pautas que ameaçam os trabalhadores, como é o caso do documento “Ponte para o Futuro” protagonizado pelo vice-presidente Michel Temer  que defende o desmonte do Estado.

Além da participação nas atividades de ruas nos próximos dias, a CTB reforçou a necessidade de pressionar os parlamentares para que tenham compromisso com a população. A orientação é que todos enviem e-mails aos deputados exigindo a defesa da democracia.


Durante o debate, a diretora da CTB-MG Rita da Silva denunciou agressão que sofreu na rua por levantar a bandeira da democracia. Rita relatou que precisou de ajuda de comerciantes e taxistas após ser agredida e ter a roupa rasgada por manifestantes pró-golpe.
Calendário de atividades em defesa da democracia em Belo Horizonte:
13/04 – Quarta-feira
13h - Ato com juristas na Assembleia Legislativa contra o golpe e contra o PL257
 14/04 – Quinta-feira
Paralisação nacional contra o PL 257
Jornada de lutas no dia 15/04 – Sexta-feira
05h – Tranco na BR 381: veja matéria aqui
09h – Assembleia dos Trabalhadores do SindRede – Praça da estação
11h – Ato na Reitoria da UFMG
17 de abril – domingo
Vigília pela democracia em Brasília e, em BH, na Praça Raul Soares às 10 horas e na Praça da ALMG  a partir das 14h.

Sindicatos e associações assinam carta à população contra o PLP 257



Sindicatos, centrais e federações que representam os servidores públicos mineiros realizaram uma reunião na segunda-feira, 11/4, na sede do SINJUS-MG, para traçar novas estratégias de mobilização e organizar o Ato Público Conjunto contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016. E nesta quarta-feira, dia 13/4, às 13h30, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) voltará a ser palco dos protestos com várias categorias reunidas. Durante a reunião, os representantes assinaram uma carta aberta à população.

De autoria do Executivo Federal, o PLP 257/2016, que tramita em regime de urgência no Congresso, prorrogará o prazo da dívida dos estados e municípios para os próximos 20 anos e pretende retirar vários direitos dos servidores e ainda reduzir a prestação de serviços para a sociedade.  Congelamento dos salários pelos próximos dois anos, aumento da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14%, instituição de previdência complementar,  alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com maior rigor no tratamento  das despesas com pessoal, entre outros. A proposição atinge todos os  servidores públicos do Brasil, federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal.

O momento é de união e exige conscientização e engajamento de todos. O ajuste fiscal do Governo é oneroso para você, servidor público e também para toda a população.

 

CARTA ABERTA PARA A POPULAÇÃO

Diante da tentativa do Governo Federal e dos Governos Estaduais e Municipais buscarem alternativas para cobrirem os rombos nos seus respectivos caixas à custa dos servidores públicos do País, as centrais sindicais, as confederações, as federações, os sindicatos e associações, abaixo assinados, vêm a público manifestar total repúdio aos termos do Projeto de Lei e outras Proposições nº 257/2016 (PLP257/16), que propõe o desmantelamento do serviço público no Brasil, em troca de acordos de renegociações de dívidas dos Estados com a União. Projeto este que, além de tudo, joga para o futuro, débitos incalculáveis e impagáveis.

Os servidores públicos estaduais, municipais e federais em Minas Gerais, aqui representados, contestam o caráter de urgência dado ao referido projeto e requerem audiência com o relator do projeto, Deputado Federal Esperidião Amin, para uma ampla discussão com todas as categorias atingidas, com a tramitação do PLP 257/16 em rito ordinário.

As condições estabelecidas no projeto do Governo Federal impõem aos Estados medidas casuísticas, inconstitucionais e de relevância duvidosa, tendo como único e claro objetivo, por fim ao serviço público formal e qualificado.

Contra o PLP 257/16, por serviços públicos cada vez mais qualificados, servidores valorizados e população sempre bem atendida em todos os seus anseios, assim:

AFFEMG - Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas Gerais

CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

SISIPSEMG - Sindicato dos Servidores do IPSEMG

SINDSEMG - Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado de Minas Gerais

NCST/MG – Nova Central Sindical de Trabalhadores / Minas Gerais

FESEMPRE – Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais

SINDPOL/MG – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais

SINDIPÚBLICOS-MG – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público no Estado de Minas Gerais.

SINDIBEL – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte

UNSP - União Nacional Dos Servidores Públicos Civis Do Brasil

Força Sindical do Estado de Minas Gerais

SINDAFA-MG – Sindicato dos Fiscais Agropecuários de Minas Gerais

SERJUSMIG – Sindicato dos Servidores de Justiça de Primeira Instância de Minas Gerais.

SINJUS-MG – Sindicato dos Servidores da Justiça de Segunda Instância do Estado de Minas Gerais.


Fonte: Sinjus/MG

Confira: Agenda de luta em Minas para sexta-feira


Reunião da Frente Brasil Popular em Minas traça calendário com atos de resistência na sexta-feira (15)

Na véspera da possível votação do impeachment  em Plenário da Câmara dos Deputados, a Frente Brasil Popular – com participação da CTB-MG – organiza uma sequencia de atos para mostrar a população a resistência ao golpe. Na sexta-feira (15/04) a manifestação começa de madrugada na com o fechamento da BR-381, na altura do bairro Cidade Industrial em Contagem.

Logo após, está marcado para acontecer um grande ato em frente a reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)a partir das 11 horas.


#NãoVaiTerGolpe

#EmDefesaDaDemocracia

6 de abr. de 2016

Dia 9: Ato contra a Globo



A Rede Globo é a principal porta-voz do Golpe de Estado que tentam consumar no Brasil. Mentiras, manipulação, partidarismo, escárnio com a inteligência do público. 

A emissora está por trás de todos os demais golpes na história recente do país: suicídio de Getúlio em 54, golpe militar contra Jango em 64 (que levou o país a mais de 20 anos de sangrenta ditadura), caso PROCONSULT na eleição para prefeito do RJ na década de 80, manipulação do debate presidencial em 1989 que proporcionou a vitória de Fernando Collor sobre Lula, entre outros.

Sonegadores contumazes, estão a serviço do capital especulativo internacional. A Globo sempre esteve contra o Brasil! Basta!

Por estes motivos, a Frente Brasil Popular- Minas Gerais convoca os mineiros para o ato Contra a Globo no dia 09/04. O ato será realizado em frente a Sede da Globo Minas (Av. Américo Vespúcio, 2045, Caiçara, Belo Horizonte.

Haverá exibição de filme, projeção e transmissão ao vivo do Jornal Contra o Golpe.




Data: 09 de abril - Sábado​

Horário: Concentração à partir das 17h
Local: Globo Minas - Avenida Américo Vespúcio, 2045 - Caiçara, BH.

30 de mar. de 2016

Prefeitura de Ibirité persegue organização de professores da cidade

 
 
A tentativa de impedir a organização sindical dos servidores públicos em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, chega no limite da intransigência por parte da prefeitura. Além de processar administrativamente mais de 100 trabalhadores da educação por terem participado de movimento de greve no ano passado, a prefeitura cortou as liberações dos diretores do Sind-UTE subsede Ibirité e promove uma central de boatos para amedrontar e impedir a mobilização da categoria da educação. O caso deverá chegar a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG), em conjunto com o Sind-UTE, denuncia as práticas antissindicais e a série de perseguições  promovida pela prefeitura.  
 Mesmo com as retaliações, os(as) trabalhadores(as) resistem e lutam contra a retirada de direitos. Nesta quinta-feira (31/03) o Sind-Ute realiza assembleia da categoria com paralisação para exigir imediata negociação com a prefeitura. Os(as) professores(as) se mobilizam e furam o bloqueio promovido pela gestão que impede a entrada do Sindicato nas escolas. Há 4 anos sem reajuste, os(as) trabalhadores da educação exigem aumento salarial de 30%e melhorias nas condições de trabalho.
Além da pressão para exigir negociação com a prefeitura, o Sindicato acionou o Ministério Público para intervir nos abusos da gestão. Entre as contestações, está a lei sancionada no final do ano passado que aumenta a carga horária dos professores e reduz o salário da categoria. A precarização do trabalho também é questionada pela entidade sindical. De acordo com levantamento feito pelo Sind-UTE, faltam, em média, cinco professores(as) e sete trabalhadores em educação em cada escola. Somam-se a isto um conjunto de descaso que compromete a qualidade da educação em Ibirité. Com a política de desvalorização dos servidores, a prefeitura paga menos que o salário mínimo a trabalhadores da cantina das escolas e mantem salas de aula sem professores.  
Dentro da estratégia de minar a organização dos trabalhadores, a prefeitura cassou a liberação no local de trabalho para impedir que os(as) educadores(as) participem das reuniões do Sindicato. A ação contraria a determinação da Justiça que, em ação impetrada pela própria prefeitura, reconheceu o direito de organização do Sindicato.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais um trabalhador é vítima fatal da indústria de fogos



A exposição ao trabalho de risco que impõe a indústria de fogos na região de Santo Antônio do Monte deixou mais uma vítima. Por volta das 13h30 da última segunda-feira (28/03) um barracão da empresa Inbrasfogos, uma das mais antigas da cidade, explodiu e matou um trabalhador de 53 anos. O trabalhador manipulava pólvora branca que exigia uma série de normas para evitar acidentes, dentre elas, o trabalho individual no local de trabalho. A tragédia faz parte de um histórico que mancha as relações de trabalho na cidade e traz um clima de medo aos trabalhadores da indústria de fogos. Há um ano, uma explosão em outra fábrica matou três trabalhadores.   

Com 53 anos, pai de três filhos, o trabalhador era funcionário da empresa há 21 anos. Na função em que trabalhava, manuseava produtos a base de cloreto, alumínio e enxofre. A causa do acidente ainda não foi revelada. A Polícia Militar, Civil e o Exercito apuram o motivo da explosão.


O  Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogos de Artifício de Santo Antônio do Monte e região (Sindifogos) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-Minas) lamentam a morte de mais um trabalhador vítima das condições de trabalho na indústria dos fogos e exige providencias para que cessem as mortes nas empresas de fogos da cidade.

29 de mar. de 2016

No dia 31 de março, marcha rumo a Brasília sairá em defesa da democracia e contra o impeachment


Após o expressivo ato do dia 18 de março em todo o país, os movimentos sociais e setores progressistas da sociedade brasileira se preparam para um segundo grande ato de repúdio ao golpe e apoio à democracia marcado para a quinta-feira (31), na próxima semana. 
A data está agendada desde fevereiro e foi convocada pela Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo, frentes que têm o apoio de diversas entidades sindicais, sociais e estudantis, além de lideranças políticas e surgem como uma forma de unificar a esquerda neste contexto de forte ofensiva conservadora em todos os departamentos da vida brasileira.
E o dia 31 de março está carregado de significados históricos. No dia 31 de março de 1964, o general Olímpio Mourão Filho, com apoio da Globo e e do empresariado paulista, recrutou 3 mil soldados de Belo Horizonte em direção ao Rio de Janeiro para consolidar o golpe de Estado que garantiria aos militares 21 anos de ditadura.

Nesta mesma data, 52 anos depois, os parlamentares Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves, Bolsonaro e companhia, com o mesmo apoio da Globo e das empresas de SP, comandam seus soldados no Congresso Nacional na tentativa de consolidar o golpe político-midiático, expulsando a presidenta democraticamente eleita do cargo.

Para barrar esta farsa, na semana que vem, quinta-feira, 31 de março, brasileiras e brasileiros de todos os cantos do país irão ocupar Brasília. Vamos mais uma vez às ruas mostrar que nosso exército e nossos soldados são mais fortes que qualquer horda de golpistas. Somos mais fortes que qualquer conglomerado da mídia. Somos mais fortes pois temos a Constituição e a escolha soberana do povo brasileiro ao nosso lado

Leia abaixo o manifesto divulgado pelo movimento:
Convocamos o povo brasileiro a defender nossos direitos duramente conquistados em séculos de lutas, entre eles a Previdência Pública contra a proposta de uma Reforma que estabeleça idade mínima para aposentadoria e ataque direitos dos trabalhadores;
Convocamos o povo brasileiro a se somar na luta em defesa da soberania energética e das estatais ameaçadas pela privatização - como no caso da CELG - que piora e encarece os serviços. Neste mesmo sentido combateremos o PLS 555 (que impõe regras de mercado às estatais) e o PLS 131 (que revê o modelo de partilha do pré-sal);
Convocamos o povo brasileiro a lutar contra o PLC 30 da Terceirização e a defender o direito ao Emprego com trabalho digno, exigindo a mudança imediata da política econômica de juros altos e recessão aplicada pelo Governo. E a combater este Ajuste Fiscal que cobra, de quem não deve, os custos da crise do capitalismo. Que se cobre dos sonegadores os bilhões roubados dos cofres públicos e desviados de forma criminosa para paraísos fiscais! Que se taxe grandes fortunas, lucros e dividendos! Os ricos devem pagar a conta da crise. Não admitimos e continuaremos enfrentando, nas ruas, cortes nos investimentos sociais como educação, saúde, moradia e reforma agrária.
No caso da Educação enfrentamos não apenas os cortes de investimentos, mas também as sinistras políticas de privatização e militarização do ensino público. Os setores mais conservadores querem matar o pensamento crítico e fazer de nossas escolas um laboratório para o fascismo. Não passarão!
Vamos às ruas contra as intenções golpistas de quem quer impor um impeachment ilegítimo como atalho para chegar ao poder. Eduardo Cunha abriu o processo de impeachment de Dilma numa tentativa de chantagem a céu aberto. Tenta subordinar os destinos do país à salvação de seu mandato. Mesmo com as tentativas da mídia golpista de legitimar o Impeachment, não há nenhuma comprovação de crime por parte da Presidenta Dilma e o impeachment sem base jurídica, motivado pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é golpe. 
Não aceitamos golpes à democracia, seja como atalho eleitoral, seja como ataques ao direito democrático de manifestação. Neste sentido, somos contra a vergonhosa Lei anti-terrorrismo, enviada ao Congresso pelo Governo Federal, que ameaça criminalizar as lutas populares.
A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento da democracia com a democratização dos meios de comunicação e as reformas populares. Assim como a defesa das liberdades, enfrentando o machismo, a LGBTfobia e o racismo, que atualmente encontra sua maior expressão no genocídio da juventude negra. Conclamamos todos e todas que querem um Brasil justo e solidário, a saírem às ruas dia 31 de Março, numa Grande Marcha em Brasília e nas manifestações em várias cidades do país.
Ninguém fará pelo povo o que ao povo cabe fazer!
- Contra o impeachment
- Contra a Reforma da Previdência 
- Não ao ajuste fiscal e aos cortes em investimentos sociais
- Em defesa do emprego e dos direito dos trabalhadores 
- Fora Cunha! 


Portal CTB

28 de mar. de 2016

Saiba como ajudar a barrar o golpe no Estado Democrático de Direito pelo Mapa da Democracia

 
 
Um grupo de ativistas lança o site Mapa da Democracia com intuito de colaborar com as organizações que defendem a Nação brasileira, a democracia e a liberdade.
 
O site www.mapadademocracia.org.br nasceu para facilitar a participação de todos e todas no combate ao processo de impeachment promovido pelos setores derrotados na eleição de 2014, liderados pelos barões da mídia , a serviço de interesses alheios aos interesses nacionais, com apoio de parte do empresariado nacional e da elite antidemocrática.
 
Os organizadores do site convidam todas as forças democráticas a participar enviando recado aos deputados federais e posicionando-se em defesa da democracia e da soberania nacional. Para isso disponibilizam contato com todos os parlamentares, independente de sua posição no processo.
 
"Somos mais de 54 milhões de brasileiros que foram às urnas em 2014 para exercer o direito de votar e queremos o seu apoio para defender a democracia. Somos milhões que não aceitamos ver em curso um golpe institucionalizado e a nossa Constituição Federal rasgada", dizem na apresentação do site.
"O processo que está em andamento na Câmara é como se julgasse a presidenta por ter atrasado a fatura do cartão de crédito (ou seja, recursos para executar os programas sociais) e os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil) tivesse emprestado os recursos para não fechar a conta no vermelho. É isso que está no processo e não representa crime nenhum, senão 16 dos 27 governadores do país que também teriam cometido pedalas fiscais também estariam na mesma situação. Deixando claro que o processo de impeachment é de natureza política e não legal", completa o site.
 
Pelo Mapa da Democracia você pode acompanhar os trabalhos da Comissão de Impeachment instaurada na Câmara dos Deputados, presidida ainda por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem contra si inúmeras acusações de atos ilícitos e de manobras para manter-se no cargo e obstruir a Justiça.
 
“Impeachment só pode ser aplicado em caso de comprovação de crime de responsabilidade e Dilma não é sequer acusada de um. A Câmara, presidida pelo réu Eduardo Cunha, conduz um processo de impeachment ilegal. É golpe!”, dizem.
 
É lembrado também que na quarta-feira (23) foi lançado no Congresso Nacional o Comitê em Defesa da Democracia, reunindo as forças democráticas do país com participação de partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e do movimento popular. "Diante do cenário de crise e das últimas arbitrariedades que violam os do Estado Democrático de Direito, colocando em risco a própria democracia no país", acentuam. 
 
Mas dizem os organizadores, "a democracia resistirá, para avançar. O que parece ser o fim é só um novo começo. A mudança é de cultura política e implica a participação de todos nós", por isso, "seja a mudança que deseja ver na política. Vem pro Mapa da Democracia".
 
“124 deputados já se manifestaram contra o impeachment. Agora precisamos convencer os 129 que estão indecisos. Pressione pela democracia!”, pedem os organizadores do Mapa da Democracia.
Em defesa da democracia, da soberania nacional e de mais direitos para a classe trabalhadora, participe dessa luta você também.
 
Portal CTB 
 

21 de mar. de 2016

100 mil nas ruas de BH para defender a democracia




A capital mineira viveu um ato histórico na última sexta-feira (18/03) quando mais de 100 mil pessoas saíram em passeata contra a tentativa de golpe no Brasil. A manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular, CTB, CUT, MST, MAB, movimentos sociais, sindicais, estudantis, já mostrava sua grandeza  na concentração, com a Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte, lotada. Os manifestantes tomaram as ruas e seguiram pelo centro da cidade. Durante o percurso houveram muitas demonstrações de apoio ao ato, muitos trabalhadores do comércio acenavam e aplaudiram a marcha em defesa da democracia. Após a passeata, que seguiu pela Avenida Afonso Pena, a manifestação terminou com a Praça da Estação , que tem capacidade para 150 mil pessoas, toda ocupada.


A reação ao golpe mostrou força e muitas pessoas que aderiram ao movimento relataram estar nas ruas pela primeira vez e demonstraram preocupação com o discurso fascista de setores da direita.  Muitos cartazes e faixas questionavam a parcialidade da justiça, em especial ao juiz Sérgio Moro, denunciavam a falta de investigação de políticos da oposição, como o senador Aécio Neves que foi citado mais de cinco vezes em delações, mas continua preservado na operação Lava-Jato.











17 de mar. de 2016

Direita brasileira não quer perder seus privilégios, diz ex-presidente uruguaio Mujica

 
 
A ofensiva contra Luiz Inácio Lula da Silva e o governo de Dilma Rousseff reflete os anseios de uma elite que não quer perder seus interesses. A análise é do ex-presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica. “A direita perdeu toda a racionalidade. Não quer entender que, comendo um pouco menos, ainda assim segue comendo muito, não quer Lula e o PT porque rechaça a necessidade de repartir, ainda que seja um pouco”, diz.
 
Em entrevista ao jornal argentino Página 12, Mujica aprovou a escolha de Lula para a chefia da Casa Civil. Para ele, a decisão de Dilma foi acertada. “Lula no governo é algo positivo, é um líder muito importante, oxalá vá bem, mas não será fácil”. Um dos desafios, diz, será mudar a política econômica. “Sei que em sua cabeça ele pensa que há de se colocar em marcha um plano brutal de crédito para os mais endividados e a classe média”, diz.
 
Nesta quinta-feira (17/03), a presidente Dilma deu posse a Lula como ministro-chefe da Casa Civil. Em todo o país, manifestantes realizam protestos contra e a favor do governo.
 
Mujica acredita ainda que há interesses pesados na ofensiva contra o governo de Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. “Não posso dizer se é esse ou aquele grupo que está jogando, mas digo que há gente que está interessada em tirar Lula da carreira política, e da carreira para as eleições”.
Além de lutar contra a direita, outro desafio do governo será buscar o apoio dos brasileiros que não foi para as ruas. “É verdade que os que pagam o pato da crise não são os que vão gritar contra Dilma e contra Lula, é o povo pobre. É preciso trabalhar por esse povo”.
 
Mujica também entende que a situação do Brasil influencia toda a região, que pode ser “contagiada” pela onda conservadora e que pede a derrubada de governos democráticos.
 
Para o ex-presidente uruguaio, é hora de os países sul-americanos mostrarem sua solidariedade. “É preciso estender uma mão para o Brasil desde fora, desde os países irmãos temos que rodeá-lo para que a legalidade democrática não caia”.
 
Questionado se é otimista ou pessimista a respeito do cenário brasileiro, Mujica afirma sentir uma certa “amargura”, especialmente em relação ao grande número de jovens que não vivenciaram a ditadura militar. Diz que a juventude não tem ideia do que significa uma ditadura e das consequências de um possível golpe militar. “Quando há ditadura a imprensa não escreve essas coisas. Não há liberdade de imprensa quando tiram os governos democráticos do poder, é isso que tem que se colocar na cabeça dos jovens brasileiros nesses dias”, diz.
 
A atuação do Judiciário também é alvo de críticas de Mujica. Ele entende que, no caso de Lula, há um esforço “incomum” para encontrar algo que o comprometa nas investigações da Operação Lava Jato. “Dá a impressão de um certo vedetismo jurídico no Brasil”. Diz. “Há gente na Justiça que cria denúncias muito chamativas para aparecerem nos meios de comunicação e fazer seus negócios”, diz.
 
Opera Mundi