9 de nov. de 2016

Trabalhadoras rurais da Contag se reúnem para conquistar igualdade entre os gêneros



A secretária da Mulher trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira participou da abertura da 6ª Plenária Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), nesta terça-feira (8), na sede da Contag em Brasília.


Para ela, a reunião de mais de 400 líderes sindicais de todos os cantos do Brasil, “é um momento onde prevalece a luta por mais direitos e ressalta a importância de defendermos a democracia que foi golpeada”.
Pereira afirma ainda que a plenária cumpre papel essencial para a aglutinação das trabalhadoras rurais para a sua organização frente às “relações de trabalho, que já são injustas para as mulheres, estejam ainda mais ameaçadas”.
A seguir Alessandra Lunas, secretária das Mulheres da Contag, fala que a plenária deve “reposicionar o papel das mulheres para fortalecer a nova trincheira, necessária para atuar na conjuntura de retirada de direitos e conquistas”.
Lunas também defende o fortalecimento da “resistência das mulheres para fazer o enfrentamento de forma unitária e barrar a ofensiva contra os direitos de quem produz a riqueza da nação”.
A plenária prossegue nesta quarta-feira (9) e prepara as reivindicações das trabalhadoras rurais para o Congresso da Contag que ocorre em março do ano que vem. “Importante também que se encaminhe para o Congresso a igualdade de participação das mulheres nessa confederação tão importante na luta pela reforma agrária e em defesa da agricultura familiar”, reforça Pereira.
Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com colaboração e foto de Ruth de Souza, de Brasília

Diap: decisão do STF a favor da terceirização será reforma contra os trabalhadores



Nesta quarta-feira (9) o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá votar a favor da terceirização na atividade-fim. Na avaliação é do analista político e diretor de Documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), se aprovada, a decisão será na prática uma reforma trabalhista. Para completar o pacote seria a prevalência do negociado sobre o legislado.
Para o diretor do Diap, o ideal seria suspender o julgamento, estabelecendo-se prazo para o Congresso definir a matéria por meio de lei.
Segundo o diretor do Diap, a empresa cobra ampla liberdade de contratação. E aí está o risco, porque a própria Constituição abriga esse conceito. “O Supremo, se entender que não há inconstitucionalidade, tenderá a julgar pró-empresa”, observa Toninho.
Ele afirma: “Uma decisão nesse sentido resolveria boa parte do que quer o setor empresarial. E, se chegarmos a esse ponto, as portas se fecham também no Congresso Nacional, porque os parlamentares não terão mais interesse em debater projeto com esse escopo”.
Prejuízos para a classe trabalhadora
Uma decisão favorável à terceirização irrestrita, com repercussão geral, seria um terremoto para os trabalhadores. “A partir disso, 100% dos empregados de uma empresa poderia ser terceirizada. E o terceirizado trabalha mais, ganha menos, sofre mais acidentes, mais estresse e rotatividade”, comenta.
Decisão pró-Cenibra também desorganizaria as categorias e a representação sindical. “O empregador desses terceirizados seria apenas um empresário locador de mão de obra, tendo de se reportar a eventual Sindicato específico. Isso desmantela as categorias e a representatividade”, alega Antônio Augusto de Queiroz. Ele pergunta: “Quem representaria esses trabalhadores?”.
CTB contra a terceirização
Hoje, a CTB faz ato contra a terceirização. Uma vigília em defesa dos direitos trabalhistas e da preservação da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, está sendo organizada pelas centrais sindicais de todo o país a partir das 8 horas, em frente ao STF, em Brasília.
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, destaca a importância da mobilização de todas as centrais para enfrentar mais esta investida contra a classe trabalhadora. “Essa é uma das principais batalhas pós-golpe, uma decisão que além de ferir os direitos laborais contribui para completa desorganização do movimento sindical. Esta luta define o futuro próximo do sindicalismo brasileiro”, diz 
A terceirização do trabalho para atividades-fim é tema de projeto de lei que tramitou e foi aprovado na Câmara dos Deputados, sob forte resistência das centrais sindicais que entendem o projeto como o fim dos direitos e garantias da CLT, já que legaliza o contrato de trabalho sem obrigatoriedade de cumprir direitos trabalhistas. O projeto aguarda análise e votação no Senado. "A receita não tem contra-indicação, o remédio é lutar”, diz Araújo.
Portal CTB - Com informações do Diap

8 de nov. de 2016

Em BH, Dia Nacional de Paralisações terá concentração na Praça Sete, às 11 horas



A CTB Minas convoca todos (as) para Dia Nacional de Paralisações, 11/11, concentração às 11h, na Praça Sete - centro de Belo Horizonte - contra a PEC do FIM do Mundo (PEC 241 na Câmara que agora  tramita no Senado como PEC 55) e contra as reformas da Previdência e Trabalhista. 

A organização informa que a mobilização, em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, saíra em passeata até a Praça da Sete para Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Mais informações: secretária CTB-​M​inas  
(31) ​3421-4371 / 3271-6673


Você trabalhador e Trabalhadora, venha para a Greve Geral e fortaleça o nosso grito de: ‘’Nenhum Direito a Menos.’’

Em BH, Dia Nacional de Paralisações terá concentração na Praça Sete, às 11 horas



A CTB Minas convoca todos (as) para Dia Nacional de Paralisações, 11/11, concentração às 11h, na Praça Sete - centro de Belo Horizonte - contra a PEC do FIM do Mundo (PEC 241 na Câmara que agora  tramita no Senado como PEC 55) e contra as reformas da Previdência e Trabalhista. 

A organização informa que a mobilização, em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, saíra em passeata até a Praça da Sete para Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Mais informações: secretária CTB-​M​inas  (31) ​3421-4371 / 3271-6673


Você trabalhador e Trabalhadora, venha para a Greve Geral e fortaleça o nosso grito de: ‘’Nenhum Direito a Menos.’’

4 de nov. de 2016

Ocupações estudantis é a ponta da lança da resistência democrática



Movimentos sociais e sindicais se organizam para apoiar e ampliar a estrutura das ocupações estudantis em Minas Gerais para unir classe trabalhadora e estudantes. As formas de apoio ao movimento foram discutidas na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Minas Gerais (CTB-Minas) em Plenária Ampliada na tarde desta sexta-feira (04/11). O histórico movimento das ocupações estudantis é no momento a experiência mais próxima de atingir a sociedade brasileira e denunciar a pauta neoliberal dos golpistas, afirmaram os participantes da Plenária. Representantes dos estudantes apontaram três carências urgentes do movimento: recursos para material gráfico, deslocamento e alimentação.  

Em Minas Gerais já são 128 escolas ocupadas, com a perspectiva de chegar a 140 até o final do dia, 22 universidades, dentre elas a PUC- campus Coração Eucarístico, a primeira universidade privada do país a ser ocupada.  Segundo Rafael Leal, da União da Juventude Socialista (UJS), a geração que hoje está nessas escolas tem ânsia de mudar o mundo e tem a capacidade de envolver outros setores. Rafael reafirmou o engajamento do movimento. “Apesar de ter ações espontâneas, a iniciativa foi das entidades do movimento estudantil que tem papel protagonista.” ressalta.



Rafael também chama atenção para o embate forte com a direita em todos os locais e ressaltou a prática paramilitar em alguns casos como no Estadual Central. “Temos um enfretamento aberto com uma direita organizada e muito financiada”.            

Késsia Cristina, da União Colegial de Minas Gerais (UCMG), fez um relato de como estão as ocupações em Minas. Para ela, a primavera secundarista começou com o movimento pelas merendas e ganhou força e politização. “O pessoal está enxergando que o filho do pedreiro não vai mais virar doutor. Temos provado todos os dias no cotidiano das ocupações nossa pauta democrática.” Késsia lembrou que a estratégia do governo golpista é de criminalizar e responsabilizar o movimento com o adiamento das provas do ENEM.  

Para Raul Pereira, da União Estadual dos Estudantes (UEE/MG), o momento é de unidade total e “radicalizar para alcançar a comunidade, atingir o trabalhador que é a base da sociedade”.

O desafio de ampliar as frentes de resistência e fortalecer as ocupações foi a base do apoio de todas as entidades presentes. A pauta em torno da Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio, a PEC do Fim do Mundo – que agora tramita no Senado como PEC 55, mostram os retrocessos que estão no caminho do povo brasileiro.



Além do apoio às escolas ocupadas, a Plenária apontou a importância de unificar as lutas. Entre as agendas propostas está o dia 11 de novembro, Dia Nacional de Paralisações e Greves.

As entidades também assinaram uma moção de repúdio contra as ações de violência ao movimento estudantil e solidarizam com o MST.


MOÇÃO DE REPUDIO

Reunidos em Plenária de Apoio e Solidariedade às ocupações estudantis – em defesa das políticas e investimentos públicos e contra a PL55 (ex – PL 241) MP Reforma do ensino médio / Lei da Mordaça, contra qualquer tipo de violência aos movimentos estudantis, sindicais e sociais manifestamos nossa incondicional solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra – MST diante dos ataques sofridos no dia de hoje.

Denunciamos a arbitrariedade cometida pela justiça paranaense e a provocação feita por partes das policias civil e militares nos Estados do PR, MT e, particularmente, de SP – que invadiu a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) de forma truculenta, incluindo uso de armas de fogo.

Conclamamos o conjunto das forças democráticas a se levantarem contra a marcha antidemocrática e em curso no País.

Somente com uma ampla unidade democrática será possível garantir e ampliar as liberdades políticas e os direitos sociais conquistados ao longo de décadas de lutas de nosso povo.

Belo Horizonte 04, de novembro de 2016.

- Todo apoio e solidariedade ao MST
- Pela garantia das liberdades democráticas
- Nenhum direito a menos
Entidades que assinam:
·       União da Juventude Socialista (UJS)
·       União Colegial de Minas Gerais (UCMG)
·       União Brasileira dos Estudantes (UBES)
·       Sindicato dos Auxiliares De Administração Escolar (SAAMG)
·       Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB / MG)
·       Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (FETAEMG)
·       Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (SINDIBEL)
·       Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (SITRAMICO)
·       Ocupaminas
·       Sindicato dos Servidores Públicos de Nova Lima (SINDSERP)
·       Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Minas Gerais (SINTTEL)
·       Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO)
·       Sindicato dos Trabalhadores da Educação Rede Publica Municipal de BH (Sind Rede)
·       Sindicato dos Promotores, Repositores, Demonstradores, Coordenadores, de Merchandising e de Vendas de Minas Gerais (SinProReD)
·       Sindicatos dos Trabalhadores em Entidades Sindicais do Estado de Minas Gerais (SITESEMG)
·       Gabinete do Vereador Gilson Reis
·       Gabinete do Deputado Celinho do Sinttrocel
·       Federação dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (FITEE)



















3 de nov. de 2016

Plenária ampliada na CTB Minas

Plenária ampliada da CTB Minas debate amanhã, 4/11, as ocupações estudantis e conjuntura.



Participe!

Comissão do Senado debate proposta que congela investimento social por 20 anos; assista!



Sem nenhum representante da equipe econômica do governo, a comissão de assuntos econômicos do Senado abriu esta manhã um novo debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional 55, que impõe um teto aos investimentos públicos para os próximos 20 anos.
A sessão foi iniciada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que lamentou a ausência de representantes do Ministério da Fazenda nesta que é a quarta audiência pública sobre o tema. Hoffmann chamou atenção para o fato de que esta emenda constitucional é a primeira a afetar diretamente direitos sociais garantidos na Constituição de 1988.
"Esta é a emenda de maior envergadura já conduzida no Congresso brasileiro e de maior impacto sobre os direitos constitucionais dos brasileiros". 
Entre os convidados estão Júlio Miragaya, presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Esther Dweck, professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Lucia Fatorelli, presidente do instituto Auditoria Cidadã, que defende uma revisão da dívida pública brasileira, medida prevista na Constitutição de 1988 e que até hoje não foi implementada.
A Cofecon é uma entidade formada por 230 mil economistas brasileiros e que se posicionou oficialmente contra a PEC 55. Miragaya afirmou que o conselho defende a retomada do crescimento com preservação da inclusão social e avanço na distribuição social e espacial de renda.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) fez uma intervenção veemente, em que acusou o ministro Henrique Meirelles de enganar a sociedade brasileira "ao impor uma política monetária criminosa", que não ajudará na retomada do crescimento e só favorecerá rentistas e o sistema financeiro.
"É o desmonte do estado social e implantação do estado mínimo, conforme estabeleceu nos anos 1990 o Consenso de Washington, e que ampliou bolsões de miséria em países emergentes pelo mundo".
Assista:

Adilson Araújo: A CLT pode morrer no Supremo



Na tarde do último dia 31 de outubro, o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim entrevistou Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Durante a conversa, Araújo falou sobre os diversos ataques às leis trabalhistas promovidos pelo governo golpista sem voto de Michel Temer e alertou sobre as movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o direito de greve aos servidores públicos e pela terceirização das atividades-fim - iniciativas que irão precarizar ainda mais a situação dos trabalhadores.

Diante desses ataques, qual será a reação dos trabalhadores e dos sindicatos? Para Adílson, o momento é de unidade das centrais. É preciso revolver as bases da classe trabalhadora e impulsionar a construção de uma grande plenária nacional e desemboque em uma greve geral. Assista!



Juiz do Distrito Federal autoriza tortura contra estudantes que ocupam escola


"Parece que os setores mais conservadores da sociedade brasileira estão perdendo todo o senso de civilização", afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sobre a decisão de um juiz de autorizar práticas de tortura contra estudantes que ocupam uma escola no Distrito Federal.
Seguindo os ditames do projeto Escola Sem Partido (leia mais aqui), o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios autorizou, nesta segunda-feira (31), que os policiais cortassem o fornecimento de água, luz, gás e impedisse a entrada de pessoas na escola ocupada, além de proibir o envio de alimentos e a visita de familiares.
"Autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meio de restrição à habitabilidade do imóvel, tal como, suspenda o corte do fornecimento de água; energia e gás (...) restrinja o acesso de terceiro, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes".
Em seu ofício (veja foto abaixo), o juiz autorizou inclusive a utilização de "instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono".

Gorete Marques, professora da Universidade de São Paulo, condena essa decisão judicial e afirma que "quando a tortura é autorizada e oferecida como estratégia por juízes, que deveriam zelar pelas garantias de direitos fundamentais, precisamos nos perguntar em que Estado nos encontramos. Sobretudo quando tais atos são direcionados contra adolescentes”.
Já a secundarista Arizla Oliveira, de 16 anos, do Paraná (estado com o maior número de ocupações) expõe o absurdo da medida do juiz Oliveira. "Acho ridículo da parte dele, ele não pensa nos estudantes, por que a única coisa que eles sabem fazer é bater na gente", diz ela. 
Para Betros, "o juiz deveria ser punido por tomar uma decisão dessas". Ela complementa perguntando "que país é este, onde a Justiça autoriza atos ilegais e desumanos?"

"Isto, senhoras e senhores, não é um fascista qualquer que sai gritando absurdos reacionários em frente à escola ocupada. Isto é um juiz de direito. E que não está escrevendo impropérios no seu Facebook, mas entregando prestação jurisdicional no caso concreto, com violação não apenas de inúmeras normas do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas com violação de diversos tratados internacionais de direitos humanos e de direitos da infância", diz Liane Cirne Lins, professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco.
E para mostrar que o Brasil vive sob uma ditadura, o ministro da Educação, Mendonça Filho, decidiu adiar o Exame do Ensino Médio (Enem) para 191.494 mil candidatos, que fariam o exame em um dos 304 institutos federais ocupados, informa o Brasil Post. E para piorar, o MEC anunciou nesta terça-feira (1º) a intenção de cobrar R$ 90, por cada prova, dos estudantes das ocupações.
Na verdade, os conservadores agem à revelia do Estado Democrático de Direito. Em diversos estados a repressão ao movimento dos secundaristas contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio, mostra a verdadeira face do governo golpista contra a democracia, a inteligência e o bom senso.
 Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

28 de out. de 2016

No Dia do Servidor Público, decisão do STF promove mais um golpe contra categoria



Neste dia 28 de outubro, quando é celebrado o Dia do Servidor Público, trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público se prepararam mais uma vez para a luta contra a retirada de seus direitos.
Na última quinta-feira (27), o Superior Tribunal do Trabalho (STF) decidiu, por 6 votos a 4, acabar com o direito de greve para os servidores públicos e trabalhadores em geral. Os ministros do STF consideraram legítima a possibilidade de os administradores públicos cortarem os salários de trabalhadores públicos em greve. Ou seja, os órgãos públicos poderão fazer o corte imediato do salário, assim como a iniciativa privada faz.
"Um presente de grego às vésperas do Dia do Servidor Público", foi como resumiu presidente da CTB, Adilson Araújo, ao comentar a decisão do STF. Para Araújo, o Supremo está promovendo uma verdadeira reforma dos direitos trabalhistas. "As últimas decisões do STF ferem nossos direitos. Além da retirada do direito consagrado de greve dos servidores públicos, o STF foi mais longe aprovando a rejeição à desaposentação e a suspensão de processos da Justiça do Trabalho baseados em direitos de acordos coletivos vencidos, a chamada Súmula 277. O ataque vem de todos os lados e a classe trabalhadora irá resistir a isso".
E completou: "Uma clara ameaça ao direito de greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A lei é clara, basta ler os Artigos 2 e 3 da Lei Nº 7.783, de 28 de Junho de 1989: "considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador".
Opinião compartilhada por José Gonçalves, secretário-adjunto de Serviço Público e do Servidor Público da CTB e presidente da CTB-PB. “Como se não bastasse à ofensiva do Congresso Nacional (Câmara e Senado), o STF está agindo com maior velocidade na retirada de nossos direitos do que propriamente os deputados e senadores. Parece que está tudo combinado, ou seja: vocês agem no congresso e nós agimos aqui no STF e toda matéria que seja para prejudicar os trabalhadores, vamos colocar em votação o mais rápido”, desabafou Gonçalves.
Outro ataque sem precedentes aos direitos do trabalhadores se refere à PEC 241 (agora PEC 55 no Senado) aprovada na em segundo turno na Câmara dos Deputados. A medida congela o orçamento de áreas como a Educação e Saúde, por 20 anos, com o objetivo de gerar superávit primário, ou seja, seguir pagando juros e amortizações da dívida pública.
Para João Paulo Ribeiro, secretário de Serviço Público e do Servidor Público da Central, muito além da comemoração, o momento é de luta contra esses ataques aos direitos da classe. “A CTB presta sua homenagem a toda a categoria pelo seu dia, ressaltando a importância que ela tem para o crescimento e desenvolvimento do país, bem como a relevância dos serviços públicos prestados. No entanto, ao invés de comemorar, nossos dias vão ser de luta”.
De acordo com o dirigente, a orientação da Central é construir os fóruns estaduais de servidores público e uma mobilização de convencimento a todos senadores e denunciar aqueles que querem atacar os direitos dos trabalhadores, bem como fazer um serviço de desmonte do Estado. “A CTB convoca a categoria para a luta  fazer o enfrentamento contra esses ataques aos nosso direitos, contra a PEC 54 e a PEC 241!”, João Paulo Ribeiro ao completa: “Parabéns a todos os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público, imprescindíveis para o desenvolvimento de nosso país e essências para uma sociedade justa e igualitária".
Portal CTB

PEC do Fim do Mundo agora é número 55 e Senado abre consulta pública. Vote contra!



Depois de aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados na quarta-feira (26), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 já foi enviada ao Senado, onde passou a ser a PEC 55.
O Senado abriu nesta quinta-feira (27), uma consulta pública sobre a PEC, que congela investimentos em saúde, educação, assistência social e ainda os salários dos servidores por 20 anos. Acesse aqui para votar. Até o momento são 4.692 contra e 203 a favor desse ataque ás conquistas dos últimos anos no país.
“É importante a participação de todos nessa votação para mostrar a insatisfação geral com os objetivos dessa PEC, que farão piorar e muito os serviços públicos, além de acabar com a saúde e a educação públicas”, explica Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
O texto da PEC 55 (o mesmo da PEC 241) já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde será escolhido um relator, provavelmente algum senador do PMDB e segue um cronograma definido pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Pelo cronograma, a primeira votação deve ocorrer dia 29 de novembro e se aprovada vai para plenário novamente no dia 13 de dezembro. Se aprovada sem modificações, as novas regras passam a valer, assim que for promulgada. Se ocorrer alguma modificação, a PEC volta para a Câmara dos Deputados.
Apelidada de PEC do Teto dos Gastos Públicos no Senado ela ganhou as alcunhas de PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade pela população.
Estudantes ocupam milhares de escolas em todo o país contra essa proposta porque praticamente liquida com a educação pública. “Essa PEC liquida com os sonhos dos jovens das classes menos privilegiadas deste país, acaba com as possibilidades de sonhar com uma universidade”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.
“Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma Ana Julia Ribeiro, em discurso emocionante que viraliza na internet (leia aqui). Para ela, o movimento dos estudantes “se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.
O presidente da CTB, Adilson Araújo diz que essa PEC “é a corda no pescoço da classe trabalhadora”. Para ele, “a aprovação dessa PEC abre caminho para enterrar o Estado e qualquer proposta que promova uma mudança civilizatória”.
Veja o cronograma da PEC 55 no Senado
>> O texto foi encaminhado nesta quarta-feira à CCJ, onde será designado um relator;
>> 1º de novembro: parecer do relator é apresentado, e senadores terão uma semana para análise;
>> 8 de novembro: audiência pública para debater a PEC (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
>> 9 de novembro: votação do parecer do relator (se a PEC for aprovada, o texto será enviado ao plenário);
>> Data a definir: audiência pública para debater a PEC no plenário (especialistas a favor e contrários à proposta serão chamados);
>> 29 de novembro: votação da PEC em primeiro turno no plenário;
>> 13 de dezembro: votação da PEC em segundo turno no plenário.
Portal CTB com Agência Senado

27 de out. de 2016

“As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses






DEPOIS DA APROVAÇÃO DA PEC (PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO) 241, EM SEGUNDO TURNO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, NESTA TERÇA-FEIRA (25), CRESCE A MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL NO PAÍS. JÁ SÃO 102 UNIVERSIDADES E 1.210 ESCOLAS OCUPADAS EM DIVERSOS ESTADOS, DIZ A UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES (UNE).


O movimento continua muito forte no Paraná com 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e três núcleos regionais. Em assembleia geral das escolas ocupadas nesta quarta-feira (26), os estudantes decidiram que o movimento continua. O movimento Ocupa Paraná repudiou as agressões que vêm sofrendo pela mídia e setores radicais da direita.
A estudante Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A professora Rosa Pacheco, da CTB-PR Educação afirma que o discurso da adolescente contempla o pensamento dos servidores em greve e “de todos os que defendem uma educação pública democrática e de qualidade”.
Em pouco mais de 10 minutos, Ribeiro desmonta todas as teses que agridem os estudantes chamando-os de “doutrinados”, “vagabundos”, “arruaceiros” e por aí afora. Ela começa convidando a todos a visitarem as ocupações.
“Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma ela, visivelmente emocionada. E complementa afirmando que estão fazendo um “movimento que se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.
Por isso, diz ela, os estudantes lutam contra a reforma do ensino médio. E defende a necessidade de uma reforma na educação como um todo, mas “uma reforma discutida” e que em seu resultado final estejam “todos de acordo”.
Ela conta que esteve no velório do estudante Lucas Eduardo Araújo Mota e “não vi a cara de nenhum de vocês”, que taxaram os estudantes de criminosos e toxicômanos. “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”.
Assista o importante discurso da estudante de 16 anos

Nesse momento ela foi interrompida pelo presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a sessão porque a menina teria agredido aos deputados. Ela retomou o discurso, pediu desculpas e disse que “o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é do Estado, da sociedade e da família”.
“Nós lutamos por ideais porque acreditamos neles”, afirma ela. “A gente está em busca de conhecimento e vamos lutar por ele”, diz a jovem. Ela ataca o projeto Escola Sem Partido que para ela forma “um exército de não pensantes”. Isso “em meados do século 21”.
“A Escola Sem Partido”, afirma, “nos insulta, nos humilha”. Ela lembra também da PEC 241, que “é uma afronta à Constituição Cidadã (promulgada em 1988). Uma afronta à saúde, à educação. A gente não pode cruzar os braços para isso”.
No final ela conclui que, apesar de todas as agressões, “a gente consegue ter a presença da felicidade, porque nos tornamos cidadãos” e devem ser respeitados por quem acredita na Justiça, na liberdade e no respeito à dignidade humana. 
Marilene Betros, dirigente nacional da CTB, afirma que a fala dessa jovem mostra uma "juventude com vontade de construir o novo e para isso arregaçam as mangas e com muita coragem defendem o que acreditam". Para ela, "todas as educadoras e educadores comprometidos com a educação, devem sentir-se orgulhosos de uma menina tão corajosa".
Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

“As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses





DEPOIS DA APROVAÇÃO DA PEC (PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO) 241, EM SEGUNDO TURNO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, NESTA TERÇA-FEIRA (25), CRESCE A MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL NO PAÍS. JÁ SÃO 102 UNIVERSIDADES E 1.210 ESCOLAS OCUPADAS EM DIVERSOS ESTADOS, DIZ A UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES (UNE).


O movimento continua muito forte no Paraná com 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e três núcleos regionais. Em assembleia geral das escolas ocupadas nesta quarta-feira (26), os estudantes decidiram que o movimento continua. O movimento Ocupa Paraná repudiou as agressões que vêm sofrendo pela mídia e setores radicais da direita.
A estudante Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A professora Rosa Pacheco, da CTB-PR Educação afirma que o discurso da adolescente contempla o pensamento dos servidores em greve e “de todos os que defendem uma educação pública democrática e de qualidade”.
Em pouco mais de 10 minutos, Ribeiro desmonta todas as teses que agridem os estudantes chamando-os de “doutrinados”, “vagabundos”, “arruaceiros” e por aí afora. Ela começa convidando a todos a visitarem as ocupações.
“Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma ela, visivelmente emocionada. E complementa afirmando que estão fazendo um “movimento que se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.
Por isso, diz ela, os estudantes lutam contra a reforma do ensino médio. E defende a necessidade de uma reforma na educação como um todo, mas “uma reforma discutida” e que em seu resultado final estejam “todos de acordo”.
Ela conta que esteve no velório do estudante Lucas Eduardo Araújo Mota e “não vi a cara de nenhum de vocês”, que taxaram os estudantes de criminosos e toxicômanos. “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”.
Assista o importante discurso da estudante de 16 anos

Nesse momento ela foi interrompida pelo presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a sessão porque a menina teria agredido aos deputados. Ela retomou o discurso, pediu desculpas e disse que “o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é do Estado, da sociedade e da família”.
“Nós lutamos por ideais porque acreditamos neles”, afirma ela. “A gente está em busca de conhecimento e vamos lutar por ele”, diz a jovem. Ela ataca o projeto Escola Sem Partido que para ela forma “um exército de não pensantes”. Isso “em meados do século 21”.
“A Escola Sem Partido”, afirma, “nos insulta, nos humilha”. Ela lembra também da PEC 241, que “é uma afronta à Constituição Cidadã (promulgada em 1988). Uma afronta à saúde, à educação. A gente não pode cruzar os braços para isso”.
No final ela conclui que, apesar de todas as agressões, “a gente consegue ter a presença da felicidade, porque nos tornamos cidadãos” e devem ser respeitados por quem acredita na Justiça, na liberdade e no respeito à dignidade humana. 
Marilene Betros, dirigente nacional da CTB, afirma que a fala dessa jovem mostra uma "juventude com vontade de construir o novo e para isso arregaçam as mangas e com muita coragem defendem o que acreditam". Para ela, "todas as educadoras e educadores comprometidos com a educação, devem sentir-se orgulhosos de uma menina tão corajosa".
Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

“As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”, diz estudante aos deputados paranaenses




DEPOIS DA APROVAÇÃO DA PEC (PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO) 241, EM SEGUNDO TURNO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, NESTA TERÇA-FEIRA (25), CRESCE A MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL NO PAÍS. JÁ SÃO 102 UNIVERSIDADES E 1.210 ESCOLAS OCUPADAS EM DIVERSOS ESTADOS, DIZ A UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES (UNE).


O movimento continua muito forte no Paraná com 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e três núcleos regionais. Em assembleia geral das escolas ocupadas nesta quarta-feira (26), os estudantes decidiram que o movimento continua. O movimento Ocupa Paraná repudiou as agressões que vêm sofrendo pela mídia e setores radicais da direita.
A estudante Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A professora Rosa Pacheco, da CTB-PR Educação afirma que o discurso da adolescente contempla o pensamento dos servidores em greve e “de todos os que defendem uma educação pública democrática e de qualidade”.
Em pouco mais de 10 minutos, Ribeiro desmonta todas as teses que agridem os estudantes chamando-os de “doutrinados”, “vagabundos”, “arruaceiros” e por aí afora. Ela começa convidando a todos a visitarem as ocupações.
“Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma ela, visivelmente emocionada. E complementa afirmando que estão fazendo um “movimento que se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.
Por isso, diz ela, os estudantes lutam contra a reforma do ensino médio. E defende a necessidade de uma reforma na educação como um todo, mas “uma reforma discutida” e que em seu resultado final estejam “todos de acordo”.
Ela conta que esteve no velório do estudante Lucas Eduardo Araújo Mota e “não vi a cara de nenhum de vocês”, que taxaram os estudantes de criminosos e toxicômanos. “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”.
Assista o importante discurso da estudante de 16 anos

Nesse momento ela foi interrompida pelo presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a sessão porque a menina teria agredido aos deputados. Ela retomou o discurso, pediu desculpas e disse que “o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é do Estado, da sociedade e da família”.
“Nós lutamos por ideais porque acreditamos neles”, afirma ela. “A gente está em busca de conhecimento e vamos lutar por ele”, diz a jovem. Ela ataca o projeto Escola Sem Partido que para ela forma “um exército de não pensantes”. Isso “em meados do século 21”.
“A Escola Sem Partido”, afirma, “nos insulta, nos humilha”. Ela lembra também da PEC 241, que “é uma afronta à Constituição Cidadã (promulgada em 1988). Uma afronta à saúde, à educação. A gente não pode cruzar os braços para isso”.
No final ela conclui que, apesar de todas as agressões, “a gente consegue ter a presença da felicidade, porque nos tornamos cidadãos” e devem ser respeitados por quem acredita na Justiça, na liberdade e no respeito à dignidade humana. 
Marilene Betros, dirigente nacional da CTB, afirma que a fala dessa jovem mostra uma "juventude com vontade de construir o novo e para isso arregaçam as mangas e com muita coragem defendem o que acreditam". Para ela, "todas as educadoras e educadores comprometidos com a educação, devem sentir-se orgulhosos de uma menina tão corajosa".
Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy