25 de jul. de 2019

Orientação aos Sindicatos

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG), através do Grupo Alvorada, estará encaminhando aos sindicatos vídeos com os deputados Federais que votaram contra os trabalhadores na reforma da Previdência.

Orientamos aos sindicatos que reproduzam esses vídeos aos trabalhadores e toda a sociedade denunciando esses que votaram contra a nossa aposentadoria. E se em sua cidade residir alguns destes deputados, façam vigílias na casa deles para não aprovarem a reforma.


9 de jul. de 2019

Participe! Acesse o link abaixo e faça a sua inscrição.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjkzGsvv4yaOX3K_4YNebHdlIJ7lYJBFjegrMk-1u_12-SfA/viewform


A Fiat faz aniversário, mas os trabalhadores ficam de fora da festa

A fábrica da Fiat em Betim (MG), um dos principais polos automotivos do Brasil, completa 43 anos nesta terça-feira (9). Para celebrar a data, a montadora divulgou números grandiosos de seu passado e promessas visionárias para o futuro. Mas a narrativa da empresa ignorou um elemento indispensável de sua história: os trabalhadores.




Por Alex Santos Custodio*

No material promocional, um dos dados celebrados é que o Fiat Argo, fabricado há apenas dois anos em Betim, alcançou a marca de 150 mil unidades e já é o sétimo automóvel mais vendido no Brasil. No geral, desde 9 de julho de 1976, foram produzidos 15,6 milhões de carros nessa planta. São muitos dígitos, muitas casas decimais. Mas quem está por trás disso? Quantas dezenas ou centenas de milhares de operários metalúrgicos se envolveram? Cadê os trabalhadores na propaganda da Fiat?

Em outro trecho de seu release à imprensa, a Fiat diz que investirá R$ 8,5 bilhões na planta de Betim até 2024. Parte desses recursos já tem destino conhecido. Em maio, a empresa anunciou duas novas linhas de motores. Segundo a Fiat, quando essas unidades começarem a operar, entre 2020 e 2021, Betim será “o maior polo produtor de motores e transmissões da América Latina”. 

Haverá, também, renovação na linha de produtos. Para se adaptar ao mercado brasileiro, a Fiat lançará, a partir de 2020, três novos modelos de automóveis. Ao mesmo tempo, será inaugurado um “laboratório de inovação para o desenvolvimento de soluções da Indústria 4.0”, já devidamente batizado com a sigla WCC (World Class Center).

O discurso parece bonito, bem embalado. Porém, uma vez mais, o trabalhador que lê essa narrativa tem o direito – e a tentação – de fazer perguntas. Com tamanho otimismo em relação ao futuro, por que a Fiat demitiu cerca de 10 mil trabalhadores nos últimos sete anos? Diante de tantos projetos no horizonte, quantos empregos diretos podem ser recuperados? Em quais prazos? Por que, afinal, esses temas, de interesse do trabalhador, não aparecem na propaganda festiva da Fiat?

Outra dúvida inadiável: será que a estimativa de R$ 8,5 bilhões em investimentos é “pra valer”? No começo de junho, durante a campanha salarial, a Fiat ameaçou não dar reajustes, cortar direitos e reduzir benefícios. Na ocasião, alegava restrições financeiras. Ou a empresa mentiu lá atrás, ao dizer que passava por dificuldades e não podia sequer repor as perdas inflacionárias; ou mentiu agora, ao anunciar que, só para investir, há bilhões e bilhões em recursos disponíveis. O enredo da Fiat não fecha.

Diz o bom senso que não devemos falar mal de aniversariantes, muito menos no dia da festa. Tampouco podemos desconsiderar que, num cenário de crise econômica e desindustrialização, as notícias vindas da Fiat apontam em direção contrária. Sob o governo Bolsonaro, além da recessão, a regra tem sido o fechamento de importantes unidades fabris no Brasil (Ford, Embraer, Toyota, entre outras). Já a Fiat, no limiar de seu 43º aniversário no Brasil, promete abrir, ampliar – e não cortar ou fechar. 

O problema dessa “festa” – a parte desagradável em meio ao oba-oba – é que os trabalhadores ficaram injustamente de fora, como se fossem personas non grata. É mais um capítulo desabonador no histórico da Fiat, marcado por práticas abusivas, antitrabalhistas e antissindicais. Aliás, se dependesse exclusivamente da empresa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim seria calado e extinto para sempre – e a categoria ficaria sem seu mais importante e efetivo instrumento de luta.

Mas nós, metalúrgicos e metalúrgicas de Betim, não nos calaremos, nem seremos reduzidos a números. Somos cérebros, corações, braços e mãos que operam as máquinas e os projetos da Fiat diariamente, em três turnos, sob sol ou chuva. Somos empregados qualificados, trabalhadores responsáveis, homens e mulheres conscientes. Nossos sonhos e desejos – tanto os pessoais quanto os coletivos – não cabem na tabela de números e metas que a Fiat exibe em sua narrativa forjada. 

Basta ver o que houve na campanha salarial. Talvez a Fiat desconfiasse, ingenuamente, que o Sindicato não resistira à reforma trabalhista ou ao governo de políticos ultraliberais e antipovo, como Jair Bolsonaro e Romeu Zema. Talvez a Fiat imaginasse que, desta vez, haveria menos lutas e, com isso, mais chances de impor retrocessos. Só que ocorreu o contrário! Mais uma vez, os trabalhadores confiaram no Sindicato, que construiu uma pauta justa e conduziu a categoria à vitória. É um feito que põe os metalúrgicos de Betim como referência no sindicalismo brasileiro hoje.

Que a Fiat possa crescer em Betim, expandir seus negócios, bater recordes de produção, estimular a economia local, garantir seus lucros e, enfim, festejar. Mas que tudo isso ocorra em favor também dos trabalhadores – e não à nossa custa. Que sejamos parte da festa com salários e direitos cada vez mais dignos, geração de empregos e o devido reconhecimento aos verdadeiros motores dessa gigante automotiva!

Alex Santos Custodio, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região (MG), é membro da direção da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

8 de jul. de 2019

Bolsonaro perde apoio na classe média e ganha entre os mais ricos


presidente Jair Bolsonaro tornou-se mais popular entre os mais ricos da população brasileira e passou a ser mais rejeitado pela classe média. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira.
Conforme o instituto, 52% dos que ganham acima de dez salários mínimos consideram ótimo ou bom o governo Bolsonaro, o que representa uma alta de onze pontos porcentuais ante a última pesquisa feita em abril. Já entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos a sua aprovação ficou em 37%, seis pontos porcentuais a menos do que registrou a pesquisa anterior. No estrato mais pobre da população, que é renumerado com até 2 salários mínimos, a sua aprovação oscilou um ponto para cima, de 25 para 26%.
De modo geral, são os mais ricos que seguram a aprovação de Bolsonaro em 33% – o índice mais baixo para um presidente em primeiro mandato nos primeiros seis meses de governo. Isso porque diminuiu entre os que ganham mais de dez salários mínimos quem considera a sua administração ruim ou péssima, de 37 para 32%. Já nos outros segmentos, houve um crescimento na reprovação, com destaque para os que ganham até dois salários mínimos, de 34 para 38%, e os que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, de 26 a 32%

De acordo com a pesquisa, o perfil genérico que mais aprova Bolsonaro é homem (38%), tem 60 anos ou mais (37%), ensino superior completo (37%), ganha mais de dez salários mínimos (52%), e é empresário (58%). No lado oposto, quem mais o rejeita é mulher (37%), tem entre 16 e 24 anos (37%), também tem ensino superior completo (36%), ganha até dois salários mínimos (38%) e é assalariado sem registro (44%).
Apesar da diferença salarial, a classe média e a classe mais abastada têm as mesmas preocupações em relação aos problemas do país na ordem de prioridade. Primeiro, vem a educação, depois a violência empatada com a crise econômica. Na faixa da população mais pobre, a preocupação maior é com a saúde, depois a violência seguida pelo desemprego.


Fonte: Eduardo Gonçalves - Revista Veja
Marcelo Camargo/Agência Brasil


4 de jul. de 2019

Aumenta desigualdade de renda do trabalhador no Brasil


Fonte: Jamil Chade - Jornalista 
Publicado originalmente no site UOL

Dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que o Brasil registrou uma nova alta na desigualdade de renda do trabalhador.

Em 2015, a parcela dos 50% mais pobres ficou com 18,3% de toda a renda dos trabalhadores. Em 2016, essa taxa caiu para 18,13% e, em 2017, chegou a 17,9%.

Do outro lado da estrutura social do país, os dados apontam que a parcela dos 20% mais ricos entre os trabalhadores ficaram com 56,37% dos salários do país em 2015. Em 2016, essa participou aumentou para 56,48% e, em 2017, chegou a 56,81%.

No topo da pirâmide, a camada de 10% mais rica dos trabalhadores ficou com 41,3% da renda em 2017. Em 2016, essa taxa era de 40,9 %.

Os dados de 2017 publicados pela OIT representam uma inversão na tendência que se registrava desde 2004. Há 15 anos, a parcela mais rica dos trabalhadores ficava com 47,7% da renda no país. Em 2016, essa participação caiu para 40,9%.

Na camada mais pobre, a participação na renda dos trabalhadores passou de 0,49% em 2004 para 1,1% em 2016. Mas perdeu espaço, para 1,04%.

Séculos

A concentração brasileira, porém, não é um caso isolado. De acordo com os dados da OIT, essa é uma realidade global, apesar de avanços na China e Índia.

Em 2017, um trabalhador da camada dos 10% mais ricos tinha um salário médio no mundo de US$ 7,4 mil por mês. Sozinhos, eles ficavam com 48,9% da renda mundial.

Já os trabalhadores da camada mais pobre recebem o equivalente a apenas US$ 22,00 por mês. Se somados a camada dos 20% dos trabalhadores mais pobres – cerca de 650 milhões de pessoas – sua renda seria de cerca de 1% de toda renda de salários no mundo.

Considerando metade dos trabalhadores do mundo, a renda média é de apenas US$ 198,00 por mês.

Os números levaram a OIT a fazer uma constatação sombria. De acordo com Roger Gomis, economista da OIT, uma pessoa da camada mais pobre do mundo teria de trabalhar por mais de três séculos para obter uma renda equivalente ao salário anual dos 10% mais ricos.

Cidade Partida / Belo Horizonte-MG
Foto: Anderson Pereira



3 de jul. de 2019

Circular Marcha das Margaridas 2019

FRENTE BRASIL POPULAR - MINAS
Secretaria Estadual: Rua Mucuri, 271. Floresta – BH / MG
Contato: (31) 3238-5000 / (31)98425-9848
Belo Horizonte, 24 de junho de 2019
Circular 06/2019
Para: Lideranças, Organizações, Coletivos, Comitês Regionais, Municipais e locais da Frente Brasil Popular
Assunto: Marcha das Margaridas
Lutadoras do povo,
Nos dias 13 e 14 de agosto acontecerá em Brasília a 6ª marcha das margaridas. O tema esse ano é: Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência.
A Marcha das Margaridas é a maior ação de mulheres da América Latina e a mais efetiva ação das mulheres do campo, da floresta e das águas. A primeira marcha foi no ano 2000 e ela acontece a cada 4 anos reunindo mulheres camponesas de todo o país. A marcha recebe esse nome em referência à liderança camponesa Margarida Alves que foi assassinada por defender os direitos das trabalhadoras e trabalhadores rurais.
A marcha é coordenada pela CONTAG em parceria com diversos movimentos feministas, sindicais e sociais além de parceiros internacionais. Leva as propostas e os quereres de milhares de mulheres que produzem alimentos saudáveis e sem veneno e que lutam por um país sem exploração, contra todas as formas de violência e em defesa da igualdade, autonomia, da soberania alimentar e liberdade. Essa ação estratégica busca conquistar visibilidade, reconhecimento político e social e cidadania plena.
Na preparação para a marcha é organizado um amplo processo de formação, de debates e varias ações de mobilização. Esse ano a Frente Brasil Popular está se somando nessa construção e mobilização e, portanto convocamos a todas as mulheres dos comitês a organizarem processos de formação e mobilização nos municípios e regiões.
Data: 13 e 14 de agosto
Local: Brasília – DF
No primeiro dia haverá uma plenária as mulheres de todos os movimentos e organizações e um ato político de abertura.
Formações municipais:
Orientamos que todas as mulheres dos comitês que façam contato com as mulheres trabalhadoras rurais e se organizem para convidar mais mulheres dos seus respectivos municípios e que realizem uma formação sobre os eixos temáticos da Marcha das Margaridas. São 6 cartilhas e cada ma tem um tema.
O material está disponível em: 
  • Subsídio: disponibiliza informações importantes sobre a Marcha
  • Caderno 1: Trata do lema: Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência, e o eixo: Por democracia com igualdade e fortalecimento da participação política das mulheres:
  • Caderno 2: Trata dos eixos: Pela autodeterminação dos povos, com soberania alimentar e energética e Pela proteção e conservação da sociobiodiversidade e acesso aos bens comuns;
  • Caderno 3: Trata dos eixos:  Por terra, água e agroecologia e Por autonomia econômica, trabalho e renda;
  • Caderno 4: Trata dos eixos: Pela autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade e Por uma vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo;
  • Caderno 5: Trata dos eixos: Por previdência e assistência social pública, universal e solidária e Por saúde pública e em defesa do Sistema Único de Saúde:
  • Caderno 6: Trata do eixo:  Por uma educação não-sexista e antirracista e pelo direito à educação do campo.
Caravana:
Sairão ônibus de vários municípios de Minas Gerais,  entre em contato com  sindicatos da CUT e CTB de suas cidades e sua região para saber sobre a organização das caravanas e de vagas para os movimentos.
Para o financiamento dos ônibus, solicitamos às companheiras que entre em contato com as organizações para ver doações. Além disso, é importante pensarem em outras formas de arrecadação.
Orientações:
Para quem vai à caravana, como a atividade acontecerá em dois dias será necessário dormir. Lá em Brasília o clima varia bastante, sendo um forte calor durante o dia e bastante frio durante a noite e o clima está bem seco nessa época do ano. Além disso a caminhada no dia 14 será longa, por isso passamos uma listinha de coisas que não deve faltar na sua bagagem:
  • Colchão, roupas de cama, travesseiro e cobertores;
  • Toalha, material de higiene pessoal (escova de dente, creme dental, papel higiênico... e tudo mais);
  • Roupas confortáveis para a caminhada e agasalho para a noite;
  • Garrafinha de água;
  • Tênis confortável para a caminhada;
  • Chapéu/ boné e protetor solar;
  • Bandeiras do seu movimento.
Somos todas margaridas!
É pela vida das mulheres!

Com informações de Frente Brasil Popular Minas

28 de jun. de 2019

Audiência Pública na Câmara dos Vereadores de Contagem debate a situação das águas no município

Na próxima terça-feira (02/07), a Câmara Municipal de Contagem – cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte – realiza uma Audiência Pública para debater o impacto do Plano Diretor nas bacias hidrográficas do município. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) aproveita para convocar a participação de todos neste debate que é de fundamental importância para Contagem e toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A CTB-MG tem acompanhado de perto o debate sobre a questão ambiental em Contagem.

Na última quinta-feira (27/06), por exemplo, o Secretário-Geral da Central, Gelson Alves da Silva, esteve no bairro Nacional, em Contagem, e debateu com vários líderes comunitários da região o Plano Diretor do município em defesa das nascentes do Bom Jesus e Várzea das Flores.

A preocupação dos moradores é preservar um dos principais sistemas de abastecimento de Contagem e região.

A represa Várzea das Flores, por exemplo, está situada entre os municípios de Betim de Contagem e é um dos cinco mananciais que compõe o sistema que abastece a Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

A represa é responsável pelo fornecimento de água na capital e nas cidades de Betim, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Lagoa Santa, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, São José da Lapa e Vespasiano. Sua extensão é de 550 hectares e produz cerca de 1,4 mil litros de água por segundo/dia. 



Atenção, jornalistas.

Já está no ar, o site "Fotos Públicas - as melhores fotos gratuitas para a sua publicação"

A plataforma pode ser acessada pelos domínios fotospublicas.com ou fotospublicas.brasildefato.com.br

Nascido em 2013, o Fotos Públicas estava fora do ar desde 22 de fevereiro deste ano, por falta de financiamento. O site, que reúne imagens jornalísticas para uso gratuito, voltou desde segunda-feira (24), após uma parceria com o Jornal Brasil de Fato.

A ferramenta, criada em 2013 por um grupo de fotojornalistas e editores, concentra fotos licenciadas em Creative Commons, permitindo seu uso desde que citada fonte e autor.

“O Fotos Públicas é o único site de fotojornalismo que democratiza o acesso a fotos do Brasil e do mundo para os jornalistas. Todos os dias, ao acessar o Fotos Públicas, o público vai encontrar imagens, com agilidade, de acontecimentos mundiais”, afirma Jorge Araújo, editor do portal.
O site é muito usado por veículos da imprensa alternativa e mídias locais, que não têm acesso aos bancos de imagens das agências. “O Fotos Públicas é uma importante ferramenta de disputa de narrativa imagética e instrumento para a democratização da comunicação. Fortalecendo inclusive os veículos de mídia alternativas que podem romper com o oligopólio das grandes agências de imagens, da mídia comercial”, aponta Nina Fideles, da direção do Brasil de Fato.

Por esse motivo, surge a parceria entre as iniciativas, explica Fideles: “A gente entende a parceria com o Fotos Públicas muito urgente. Para além do trabalho do Brasil de Fato, que disputa a narrativa por meio de um jornalismo de qualidade e comprometido com o povo brasileiro, entramos nessa parceria para também disputar por meio da fotografia”.
Fonte: CTB-MG com informações do Jornal Brasil de Fato
                                          Foto: Ricardo Amanajás / Ag. Pará

27 de jun. de 2019

Trabalhadores da BHTrans e Prodabel entram com ação de dissídio coletivo contra a PBH


O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), tem o maior salário entre todos os prefeitos de capitais do Brasil. O chefe da prefeitura ganha, por mês, R$ 31 mil. Por outro lado, os trabalhadores da BHTrans e Prodabel, que estão em greve desde os dias 14 e 24 deste mês, respectivamente, tiveram que apelar para a justiça contra a PBH que, por sua vez, ameaça acabar o plano de saúde dos trabalhadores e vários direitos já consolidados na Convenção Coletiva.

“A Prefeitura de Belo Horizonte quer reduzir direitos dos servidores municipais que já estão garantidos há mais de 25 anos. Por isso, não tivemos outra alternativa a não ser a Greve. Na última semana, entramos com uma ação de dissídio coletivo contra a PBH que se recusa a negociar com os trabalhadores”, explica a delegada  do Sintappi-MG (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Congêneres de Minas Gerais, Renata Moreira Ferreira.

O objetivo dos trabalhadores é manter os direitos já conquistados e também o INPC sobre as cláusulas econômicas.

Entre as maldades do prefeito de BH, Alexandre Kalil (PHS), estão:

- Reduzir o adicional noturno dos trabalhadores de 50% para 20%.

- Reduzir o número de ticket refeição dos trabalhadores de 26 para 22.

- Acabar com o modelo atual do plano de saúde dos servidores (auto-gestão) e entregar a sua administração para uma operadora de saúde particular.

“O nosso plano de saúde é um dos itens mais bem avaliados pelos trabalhadores. A intenção do prefeito é implementar uma lógica de mercado e, com isso, prejudicar mais de 2 mil pessoas”, lembra a delegada do Sintappi, Renata Moreira, ao acrescentar que essa postura da prefeitura prejudica, além dos servidores públicos, toda a cidade que depende dos serviços prestados pela BHTrans, Prodabel e Urbel.


                                                    Foto: Trabalhadores da PBH


11 de jun. de 2019

Nota de falecimento

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) lamenta muito o falecimento do professor Messias Simão Telecesqui. “Messias lutou com todas as suas forças em defesa da democracia. Nos solidarizamos, neste momento, com os seus amigos e familiares. É uma perda irreparável”, afirma a presidenta da CTB-MG, Valéria Morato.
Messias Simão Telecesqui faleceu nesta manhã de terça-feira, 11 de junho, e será velado em Alfenas, na região Sul de Minas Gerais (Rua Gabriel Monteiro, 1.400) e será sepultado às 17h.
Professor de História, Messias atuou como dirigente sindical do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) lutando pela manutenção e conquistas de direitos de sua categoria.
Iniciou sua militância política em São Paulo, tendo se filiado ao PCdoB ainda jovem. Atuou nos últimos anos na cidade de Alfenas e região. Mesmo sabendo da complexidade das batalhas, sempre mostrou-se disposto à luta e fiel às diretrizes partidárias, resultado de sua sólida formação política e ideológica e dos seus compromissos inabaláveis com uma sociedade socialmente justa e solidária.
Foi um incansável defensor da democracia contra o estado de exceção que estamos vivendo e lutou fervorosamente contra a onda de direita e conservadora que tomou conta do país.
É preciso gritar bem alto, Messias Simão, PRESENTE ...
Messias foi guerreiro, sofreu com o golpe contra a democracia, mas não entregou os pontos, morreu lutando, em combate, e assim será lembrado, como um lutador implacável das causas do povo brasileiro e da democracia.

Vá em paz, GUERREIRO...

6 de jun. de 2019

Indústria cortou 1,1 mi de vagas e reduziu salários em 14,7% entre 2014 e 2017


A recessão vivida pelo Brasil atingiu com força a indústria nacional entre 2014 e 2017, cortando 1,1 milhão de vagas no período (12,5%) e reduzindo salários das vagas remanescentes em 14,7%, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual, divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados revelam ainda que a receita da indústria brasileira caiu 7,7% entre o início oficial da recessão, em 2014, e 2017. Segundo o IBGE, 7,7 milhões de brasileiros trabalhavam na indústria em 2017, queda de 12,5% em relação a 2014. Deste total, 97,5% trabalhavam na área de transformação, e o restante na indústria extrativa.

O segmento com a maior parcela nos empregos da indústria extrativa em 2017 foi a fabricação de produtos alimentícios (23,3% do todo), seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,2%) e ainda a fabricação de produtos de metal (6%).

Na indústria extrativa, os setores com maior fatia do emprego foram a extração de minerais metálicos (41,4% do total registrado pelo setor) e a extração de minerais não metálicos (41,1%).

No período que abrange de 2008 a 2017, os segmentos que mais fecharam postos de trabalho foram extração de carvão mineral (-38,7%), fabricação de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-32,9%) e fabricação de produtos de madeira (-22,4%).

Os setores que mais abriram vagas no País foram extração de petróleo e gás (441,7%), extração de minerais metálicos (44,5%) e fabricação de bebidas (28,1%). Em 2017, a receita líquida de vendas registrada pela indústria brasileira somou R$ 3,9 trilhões, 7,7% menos do que em 2014.

Fonte: Brasil Econômico

Arquivo/Agência Brasil

Racismo não dá descanso e impacta a saúde e o trabalho dos negros no Brasil

“É coisa de preto”, teria dito o jornalista William Waack minutos antes de entrar no ar em uma transmissão ao vivo. A fala repercutiu como rastilho de pólvora acesa queimando o que houvesse pelo caminho. Foi afastado de sua função de apresentador no mesmo dia e incendiou a discussão sobre o racismo velado no Brasil. Enquanto jornalistas e até o ministro do Supremo Tribuna Federal (STF) Gilmar Mendes manifestaram apoio a Waack, nas redes sociais, os internautas resgatavam a memória e os feitos de grandes personalidades negras utilizando a hashtag #Écoisadepreto. Para a psicanalista Maria Lúcia da Silva, casos como esse são positivos pois descortinam o racismo e promovem o debate acerca do tema num país onde 54% da população se declara preta ou parda.
Frases como a de Waack são repetidas em diversos contextos cotidianamente e segundo pesquisas, o estresse de lidar com a discriminação terminar por afetar a saúde dos negros. Silva alerta que para lidar com situações de racismo e preconceito, as pessoas negras demandam mais energia. “Essa situação acontece desde o nascimento, o tempo todo. O racismo não dá descanso”, ressalta.
Uma das primeiras distorções que episódios de preconceitos acarretam no organismo humano é o aumento da pressão arterial. Posteriormente esse aumento de pressão causa o endurecimento da veias que pode resultar em um ataque cardíaco ou em um acidente vascular cerebral (AVC). Mas para além disso, o racismo também impacta a saúde mental. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Texas mostra que pessoas que sofreram com discriminação estavam sujeitas a desenvolver alcoolismo e depressão. Co-autora do estudo, a socióloga Trenette Clark diz que a discriminação tem efeitos semelhantes à perda do emprego ou à morte de um ente querido.
É para ajudar a reduzir os efeitos do racismo que existe o Instituto Amma Psique e Negritude, no qual trabalha Maria Lúcia. Uma das frentes do Instituto é preparar profissionais para que eles entendam melhor como os sofrimentos causados pelo racismo podem impactar nas relações sociais.
Para a psicanalista Noemi Kon, organizadora do livro O racismo e o negro no Brasil: questões para a psicanálise “obviamente que essa violência causa sofrimento psíquico”. Ela ainda acrescenta que o racismo “pode fazer com que as pessoas se sintam menos qualificadas a ocupar determinados espaços na sociedade e a estabelecer relações amorosas de qualidade, por exemplo”. A obra surgiu de um episódio de racismo vivenciado em sala de aula, apontado por Maria Lúcia Silva. Para resolver a questão, Noemi propôs um curso que tratasse do racismo nessa área e o passo seguinte foi a concepção do livro.
A psicanalista entende que os debates sobre o racismo estão ganhando mais visibilidade em um período recente. Segundo ela, esse movimento é importante para a desconstrução do mito da democracia racial. O conceito criado por Gilberto Freyre no século passado, segundo ela, prejudica ainda as pessoas que enfrentam situações de racismo e lidam com maiores dificuldades em diversos campos da vida, mas que não se manifestam sobre isso. “É um discurso ideológico que faz com que diferenças individuais sejam colocadas como responsáveis por fracassos individuais”, afirma Noemi.
O negro no mercado de trabalho

O racismo está engendrado de forma estrutural na nossa sociedade, e traz consequências práticas, uma vez que os negros possuem menos oportunidades em áreas essenciais. Um levantamento feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com dados de 2016 mostra, por exemplo, que quanto mais escolarizados os negros, maior a diferença de salário em comparação com uma pessoa não negra que tenha o mesmo nível de instrução. Os profissionais negros que não completaram o ensino médio ganhavam 92% do que recebiam os não negros com esse mesmo nível de estudo. Essa diferença cai para 85% entre os que têm ensino médio completo. Quando se tratam de trabalhadores com ensino superior, os negros ganham somente 65% do que um trabalhador não negro com a mesma formação.
Os índices de desemprego também são mais altos entre pessoas negras do que no restante da população. Durante a recessão econômica, é este grupo o mais impactado. De 2015 para 2016, a taxa de desemprego total dos negros aumentou de 14,9% para 19,4%, enquanto a dos não negros passou de 12% para 15,2%.
Rodrigo Silva de 22 anos quase engordou essa estatística quando seu contrato de estágio estava próximo do fim, mas ele conseguiu outro emprego. A posição ocupada por Rodrigo na empresa, em um cargo auxiliar também é mais comum entre pessoas negras, segundo a pesquisa realizada na região metropolitana de São Paulo. Enquanto isso, nos cargos de chefia, a presença de pessoas negras é 13,6% menor. Para Maria Lúcia da Silva, isso se dá porque o racismo “dificulta a mobilidade e permanência social em caso de prestígio ou de construção de uma carreira”. Hoje ocorre maior inserção dos negros em segmentos onde tradicionalmente os rendimentos são mais baixos (construção, trabalho autônomo e doméstico) e menor incorporação em outros, que costumam pagar salários mais altos (Indústria, alguns ramos dos Serviços, setor público e o agregado que reúne empresários e profissionais universitários autônomos, entre outros). Na média, os negros receberam 67,8% do rendimento dos não negros, em 2016.
Menos acesso à educação

Há um fosso, ainda, na comparação de acesso aos estudos. Há um evidente atraso escolar dos negros, que se perpetuou desde a abolição da escravidão, no século 19. Desde então, a falta de suporte que admitisse a diferença deixou um déficit na formação deste grupo. Na década passada, houve algum ajuste pelas políticas de cotas afirmativas. Em 2005, somente 5,5% dos jovens pretos e pardos em idade universitária frequentavam a faculdade. Esse número saltou para 12,8% em 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação à população branca, contudo, a distância ainda é enorme: 26,5% dos estudantes brancos entre 18 e 24 anos estavam na univerdade em 2015.
O analfabetismo também revela a desigualdade de condições de negros e brancos. Um levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação em 2016, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE), mostra que a taxa de analfabetismo é 11,2% entre os pretos; 11,1% entre os pardos; e, 5% entre os brancos.
A relação entre escravidão e desigualdade

Por ter sido o último país do ocidente a extinguir a escravidão, a relação entre o Brasil e a “instituição”, eufemismo utilizado para nomear a escravatura, ainda é intensa. Segundo o sociólogo e especialista em políticas públicas Humberto Laudares cerca de 20% da desigualdade que acontece ainda hoje em municípios brasileiros tem como fonte a escravidão.
Laudares credita esse cenário a uma falha da sociedade e do Estado brasileiro em promover igualdade de oportunidades para os cidadãos. Para efeito de comparação, os municípios que abrigaram quilombos sofrem ainda mais. “Nós testamos o efeito dos quilombos na desigualdade e encontrarmos que locais que sediaram quilombos são hoje 3% mais desiguais, são mais pobres e ainda têm um nível educacional inferior a municípios com características semelhantes”, relata. Para ele, há um caminho para reduzir o problema: “igualar as oportunidades — saúde, educação, segurança — a partir da infância”.
Fonte: El País
                                         Foto: Divulgação/Internet

Rede de supermercados da Suécia decide boicotar produtos brasileiros

Fonte: Rádio França Internacional (RFI)
Claudia Wallin, correspondente da RFI em Estocolmo - Suécia


                                   Supermercado da rede sueca Paradiset. Foto: Divulgação

A rede sueca de supermercados Paradiset anunciou nesta quarta-feira (5) um boicote a todos os produtos do Brasil, em consequência da liberação recorde de novos agrotóxicos pelo governo brasileiro. Do total de 197 agrotóxicos já autorizados neste ano pelo Ministério da Agricultura, 26% são proibidos na União Europeia, em razão dos riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

“Precisamos parar (o presidente) Bolsonaro, ele é um maníaco”, disse à RFI o presidente do grupo Paradiset, Johannes Cullberg.
“Quando li na imprensa a notícia da liberação de tamanha quantidade de agrotóxicos pelo presidente Bolsonaro e a ministra (da Agricultura) Tereza Cristina, fiquei tão enfurecido que enviei um email a toda a minha equipe, com a ordem ‘boicote já ao Brasil’”, acrescentou Cullberg.
A Paradiset é a maior rede de produtos orgânicos da Escandinávia. Ela já retirou de suas prateleiras os seguintes produtos brasileiros: quatro diferentes tipos de melão, melancia, papaya, limão, manga, água de coco e duas marcas de café, além de uma barra de chocolate que contém 76% de cacau brasileiro em sua composição.
Apelo por apoio de outros supermercados
Presidente do grupo Paradiset, Johannes Cullberg

“Não podemos em sã consciência continuar a oferecer alimentos do Brasil a nossos consumidores, num momento em que tanto a quantidade como o ritmo da aprovação de novos agrotóxicos aumenta drasticamente no país. Decidimos portanto retirar os produtos de nossas prateleiras”, disse Johannes Cullberg em comunicado divulgado à imprensa sueca e publicado com destaque pelo Dagens Nyheter, um dos maiores jornais do país.

“Não temos carne brasileira em nossas lojas, e certamente não iremos comprar”, acrescentou Alexander Elling, assessor de comunicação da Paradiset.

Cullberg espera que sua ação possa levar outros fornecedores a aderir ao boicote. “Não podemos aceitar este tipo de atitude insana em relação ao nosso planeta, ao nosso povo e à nossa saúde”, destacou o presidente.

Glifosato

Três dos 31 agrotóxicos liberados mais recentemente no Brasil são de produtos que usam como base o glifosato, substância classificada pela OMS como potencialmente cancerígena e que é alvo de milhares de ações judiciais no Estados Unidos. Estudos recentes também comprovaram a relação entre o glifosato e o linfoma Não-Hodgkin, um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático.

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) alertou que, mesmo que alguns dos efeitos de intoxicação por agrotóxicos sejam classificados como medianos ou pouco tóxicos, não se deve perder de vista os “efeitos crônicos que podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em doenças congênitas” como câncer, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais.

Segundo o sueco Johannes Cullberg, o Brasil já teve uma das mais progressistas estratégias de alimentação do mundo, mas agora os consumidores do país estão expostos a produtos extremamente perigosos. “Isto é uma loucura”, destacou Cullberg.