29 de mar de 2011

Greve na Rede Privada de Ensino: MPT pode mediar negociação entre professores e donos de escolas


Informações: Sinpro Minas

A pedido do Sindicato dos Professores (Sinpro Minas), nesta terça (29/3), às 10 horas, será realizada uma reunião entre os docentes, representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do sindicato patronal (Sinep-MG), com o objetivo de discutir uma possível intermediação do MPT nas negociações com os donos de escolas. Os professores entraram em greve no dia 22 de março, diante do não atendimento às reivindicações da categoria.

Docentes realizam assembleia nesta terça (29/3)

Nova assembleia dos professores também foi marcada para as 15 horas de hoje, na Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH), para decidir sobre a continuidade da greve. Na última assembleia, a categoria voltou a lotar o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG, com centenas de professores, e recusou por unanimidade a contraproposta do sindicato patronal (Sinep/MG), que prevê reajuste de apenas 7,6%, pagamento dos dias parados e criação de uma comissão intersindical para discutir, até 30 de junho, os itens: mudança de data-base, seguro de vida, regulamentação da educação a distância, equiparação dos pisos da educação infantil e vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Além disso, a garantia de salário não é retroativa a 1º de fevereiro e nada foi mencionado sobre a estabilidade dos que aderiram ao movimento.



A contraproposta dos donos de escolas não contemplou a proposta apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que prevê reajuste de 8,13%, equiparação dos pisos da educação infantil a partir de fevereiro de 2012, renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) retroativa a 1º de fevereiro, com vigência de dois anos (à exceção das cláusulas econômicas), reposição das aulas paralisadas, garantia de pagamento dos dias parados e de que não haverá demissões dos docentes que participaram do movimento.

Os docentes reafirmaram as reivindicações já aprovadas anteriormente (reajuste de 12%, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, mudança da data-base para 1º de abril, entre outros pontos), mas também aprovaram a proposta apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho como referência mínima de negociação.

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