31 de out de 2018

Presidenta da CTB-MG, Valéria Morato, participa de plenária das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo




A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Minas Gerais (CTB-MG), Valéria Morato, participou nessa terça-feira (30) da plenária de organização da resistência das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. O encontro foi no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), em Belo Horizonte, e reuniu mais de 350 pessoas de 88 organizações sindicais e estudantis.
Morato lembrou das tentativas de censura e perseguição que muitos professores estão enfrentando, sobretudo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Ela citou como exemplo o caso da deputada estadual eleita em Santa Cataria, Ana Caroline Campagnolo (PSL). A catarinense publicou em sua página no Facebook, logo após a vitória de Bolsonaro, uma mensagem para que os estudantes filmassem e denunciassem “professores doutrinadores” em sala de aula.
“A nossa luta é para defender a soberania nacional, os direitos humanos, a democracia, as causas trabalhistas e a cultura. Vamos protagonizar essa resistência junto com os professores”, disse a presidenta da CTB-MG.
A tentativa de aprovação da reforma da previdência também foi discutida no encontro. Derrotada nas ruas pelos trabalhadores no primeiro semestre, a medida pode ser aprovada até o fim deste ano, conforme declarou recentemente Jair Bolsonaro.
A proposta penaliza os trabalhadores ao aumentar a idade mínima de homens e mulheres para conseguir o benefício. Por outro lado, mantêm privilégios e ignora a sonegação fiscal. Os participantes prometeram resistir novamente para impedir esse retrocesso.
A censura nas universidades federais também foi outro assunto abordado. Às vésperas do segundo turno eleitoral, policiais federais, PMs e fiscais interrogam professores, vetaram atividades, arrancaram faixas e apreenderam materiais em instituições de todo o país.
A presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE) e deputada Estadual eleita, Beatriz Cerqueira, defendeu a continuidade de mobilização junto aos trabalhadores e a intensificação das ações políticas.
“Está em curso um processo de aniquilação de toda a resistência dos trabalhadores. Por isso, precisamos retomar o trabalho de base. Não podemos esquecer que o fascismo também elegeu deputados e está, portanto, presente no parlamento. Por isso, a luta deve ser feita cotidianamente”, disse ela.
Já o diretor do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), José Carlos Arêas, lembrou que a conjuntura atual é difícil no Brasil e em toda a América Latina.
“O neoliberalismo caminhou nesses últimos tempos para o fascismo. Um verdadeiro Estado terrorista tenta se instalar no Brasil, mas também em outros país da América Latina e do mundo”, disse ele.
Imprensa sindicato

30 de out de 2018

Atacar jornais e partidos de esquerda é estratégia para fazer reformas impopulares

Para o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) comprova que esta foi a eleição da "rejeição, do medo e da negação ao sistema político (tradicional)". A renovação, nesse caso mais conservadora do ponto de vista moral e liberal economicamente, não teve a qualidade como critério de escolha majoritário.
"O segmento que mais se projetou nesta eleição, do ponto de vista da renovação, foi aquele que mais praticou a distribuição de fake news, de atribuir responsabilidades às pessoas, instituições e partidos que eram adversários, distorcendo informações e passando inverdades ", avalia Toninho em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.
Essa postura indicada pelos parlamentares eleitos e pelo próprio Bolsonaro continua, segundo o analista político, sendo colocada em prática, como mostram as últimas declarações do novo presidentefeitas nessa segunda-feira (29), ameaçando a cúpula do PT e do Psol e a imprensa brasileira. Na análise de Toninho, discursos assim fazem com quem os eleitores tirem o foco de sua agenda de propostas neoliberais, que são impopulares.
"A população não vai considerar suas propostas como legítimas ou aceitáveis, propostas que desconsiderem reivindicações, demandas, ou que retirem direitos. Para fazer esse tipo de mudança sem que haja uma mobilização muito grande, ele vai precisar escolher inimigos e vai logicamente eleger jornais e partidos de esquerda", afirma.
Fonte: Rede Brasil Atual

O próximo round de um velho novo reich, agora na América Latina

Elder Pacheco - Militante CTB/MG

Compreendem com o que estamos lidando (a inteligentsia da extrema direita), cujas ações vêm se dando passo a passo?

Perseguições virtuais, atos de violência explícita e instituições se curvaram ante o füher tupiniquim. E a burguesia, neste momento, põe a sociedade sob a égide mais perigosa desta conjuntura, que é a entrega dos destinos de nosso País, à sanha de seu braço carrasco a céu aberto: o nazi-fascismo, que obviamente é chamado para fazer o "serviço sujo" de limpeza e devolver a "casa limpa', mesmo que ela tenha que retomar destes "atores(as)" da anti-História, à força com seu exército "legal", as Forças Armadas.

O vulcão/povo, por ora, está "adormecido", sob o efeito de soníferos potentes que lhe exploraram sua credulidade na mais baixa canseira da desilusão e desesperança. Melhor "embarcar" numa arca furada, diz o senso comum e acrítico e esperar o que "deus" Messias bolsodiabo quiser. O açoitado pedindo para que o carrasco cuide de seu destino.

Em breve, o efeito da picada da mosca TSE-TSE passará e, se vendo à deriva, o vulcão/povo tende a erupções sem controle.

Se as forças que disputaram dentro da legalidade burguesa, uma eleição sabidamente e explicitamente de cartas marcadas, manchadas de sangue inclusive, não retomarem as rédeas dos movimentos sociais (principalmente os fabris, as obras, os de mobilidade urbana/transporte, serviços, etc), num patamar mais elevado de recondução consciente da luta de classes, pouco haverá de futuro.

As mais primitivas hordas de mobilizações fascistas (adaptadas às nossas realidades locais) se erguerão como outros 13 de julhos (quando a extrema direita se apoderou da direção de um movimento aparentemente espontâneo e dando-lhe a conotação de suas insígnias), expulsando as bandeiras da liberdade e do rompimento dos grilhões que nos aprisionam aos ditames da preservação da ditadura de classe que se perpetua. Já há certos escribas burgueses antevendo as explosões, alertando seus mandantes.
Acham que se daria ao trabalho de dar um golpe numa presidenta e apeá-la do governo para não concluir todo o serviço até as últimas consequências?

O reconstruir depende intrinsicamente das forças de esquerda, uma profunda autocrítica, sob pena de termos que voltar ao uso da funda contra canhões.

29 de out de 2018

Menos de 40% do eleitorado votou em Jair Bolsonaro; resistência democrática já nasce forte


Um olhar mais acurado sobre os resultados da eleição presidencial deste ano mostra que o candidato vencedor teve 39,2% dos votos totais, como mostra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já Fernando Haddad teve 31,9%. Os votos nulos, brancos e abstenções somados foram 28,8%, um terço do eleitorado.
“É muito importante nos atentarmos bem para esses dados porque os números mostram que temos muito trabalho pela frente para dialogarmos com essas pessoas que invalidaram seu voto”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.
“Já iniciamos a organização de uma Frente Ampla das forças democráticas para enfrentar a onda de fascismo com a qual Bolsonaro ameaça o país”, complementa. “Somente juntos poderemos fazer uma oposição eficaz e nos aproximar dessa grande parcela da população que se negou a votar”.
O número de votos nulos é o maior desde a primeira eleição para presidente depois do golpe de 1964. Em 1989, 4,42% anularam o voto e 1,4% votaram em branco, se abstiveram 14,4%. Já em 2014, 4,63% dos eleitores preferiram anular o voto, 1,71% votaram em branco e 21,1% não votaram.
“Pelos números vê-se uma crescente apatia pela participação política”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. “Cabe agora ao movimento sindical, movimentos sociais e aos partidos políticos atraírem essas pessoas para a defesa da democracia, dos direitos trabalhistas, da justiça e dos direitos humanos”.
Já Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, afirma que a população está querendo mudança, mas o “golpe de 2016 turvou as visões porque parte do Judiciário juntamente com os barões da mídia e setores fundamentalistas religiosos vêm massificando o ódio e a não política”, diz. “A luta foi muito desigual”.
Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB, concorda com Celina e reafirma a necessidade de uma “ampla mobilização de todos os setores progressistas para salvar o país do entreguismo”. Para ele, “o resultado eleitoral mostra esse caminho e não podemos fugir dos trilhos da história. A resistência democrática é o nosso lema. Vamos todos e todas somar forças e impedir mais retrocessos”.
Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Guilherme Santos/Sul 21

26 de out de 2018

Carteira verde-amarela: O fim dos direitos trabalhistas


Artigo do diretor do Sindicato dos Advogados-RJ, Sérgio Batalha, publicado no jornal O Dia desta quinta-feira (25), mostra como os trabalhadores antigos seriam progressivamente dispensados para serem substituídos por trabalhadores com a famigerada ‘carteira verde e amarela’. Segundo o advogado, não se trata de mera suposição, tal fato histórico ocorreu no Brasil quando em 1966 se instituiu a ‘opção’ entre o regime do FGTS e o regime da estabilidade decenal. Leia o artigo a seguir:
O candidato Jair Bolsonaro tem, no seu programa de governo registrado no TSE, a proposta da criação da “carteira de trabalho verde e amarela, voluntária, para os novos trabalhadores”. Segundo a proposta, o jovem trabalhador poderia escolher entre a carteira azul com todos os direitos previstos na CLT e uma carteira verde e amarela, na qual “o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantidos todos os direitos constitucionais”.
Tal proposta representaria, na verdade, o fim dos direitos trabalhistas previstos na CLT, além de vulnerar o princípio da isonomia previsto no artigo 5º da Constituição da República.
De fato, em primeiro lugar, se tal proposta fosse implementada não haveria “escolha” alguma. Os empregadores só ofereceriam, por óbvio, empregos com a tal carteira “verde e amarela”, impedindo os novos trabalhadores de receberem a proteção prevista na CLT. Mas não é só.
Os trabalhadores antigos seriam progressivamente dispensados para serem substituídos por trabalhadores com a famigerada “carteira verde e amarela”. Não se trata de mera suposição, tal fato histórico ocorreu no Brasil quando em 1966 se instituiu a “opção” entre o regime do FGTS e o regime da estabilidade decenal.
O resultado foi que todos os novos empregados tiveram de “optar” pelo regime do FGTS, extinguindo paulatinamente o regime da estabilidade decenal. A Constituição da República prevê em seu artigo 7º apenas alguns direitos essenciais, como o FGTS, férias, 13º salário e etc.
Já a CLT prevê direitos ao trabalhador como a caracterização da relação de emprego, a proteção contra fraudes, condições perigosas ou insalubres de trabalho, direitos específicos de inúmeras categorias diferenciadas (como professores, jornalistas, médicos, etc.), além de detalhar os direitos previstos de forma genérica na Constituição.
A exclusão do regime da CLT provocaria uma imediata precarização das relações de trabalho e a perda de inúmeros direitos pelos trabalhadores, até porque, dada a natureza da relação de emprego, eles seriam forçados a aceitar condições desfavoráveis em um contrato de trabalho individual imposto livremente pelo empregador.
A carteira “verde e amarela” violaria, ainda, o princípio constitucional da isonomia, criando uma legião de subempregados trabalhando lado a lado com trabalhadores protegidos pela CLT, com uma irônica alusão às cores da nossa bandeira para designar um violento ataque à cidadania dos trabalhadores brasileiros.
*Sérgio Batalha é advogado trabalhista e mestre em Direito

25 de out de 2018

Dia Nacional de Mobilização: confira agenda de atos pró-Haddad em 15 estados no sábado 27


Nessa reta final, o povo irá às ruas em defesa da candidatura de Fernando Haddad, que cresceu na última semana, ao mesmo tempo que seu adversário teve uma queda nas intenções de voto e aumento da rejeição.
Os movimentos populares Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo farão atos em todo o país e estão divulgando uma agenda de manifestações já programadas para o próximo sábado (27), véspera da eleição.
"Esses últimos dias são cruciais para a democracia brasileira. Ou o país retoma o rumo da soberania, da garantia de direitos, da força do povo e do desenvolvimento ou o Brasil cairá em um obscurantismo sem tamanho. Não se trata mais de uma eleição comum, mas sim da escolha entre um projeto que representa uma frente ampla democrática e o lado do capital reacionário, do neoliberalismo que mata, que retira direitos e enriquece os patrões", diz a convocação das frentes. 
O Dia Nacional de Mobilização reúne movimentos sociais, movimento sindical, partidos democráticos e populares e o povo em atos pelo Brasil neste sábado (27).
Confira abaixo os locais e horários das manifestações:
Alagoas
27/10
Maceió – Carreta da Vitória saindo do Benedito Bentes com concentração em frente ao CAIC
Amapá
Laranjal do Jari – Cais do Porto | 16h
Ceará
Fortaleza – Centro de Formação Olímpica | 15h
Camocim – Praça da Estação | 18h
Distrito Federal27/10
Brasília – Rodoviária Plano Piloto | 17h
Espírito Santo27/10
Vitória – Praça do Papa | 14h
Maranhão
São Luis – Caminhada com Flávio Dino – João de Deus | 9h
São Luis – Carreata – Concentração Anel Viário | 15h
Tímon – Grande Motocada da Virada – Av. Teresina, em frente ao ginásio | 16h
Barra do Corda – Pisadinha em apoio a Haddad – Em frente ao antigo Cetecma | 16h
Presidente Dutra – Motocarreata e arrastão do 13 – Av. Tancredo Neves em frente à escola Teresa de Oliveira | 17h
Codó – Motocarreata Haddad 13 – Em frente à Câmara Municipal | 17h
Caxias – Avenida Rodrigo Otávio, próximo à Escola Alexandre Costa | 16h
Imperatriz – Carreata da Virada – Rotatória da FACIMP na Av. Pedro Neiva de Santana | 17h
Mato Grosso do Sul27/10
Rondonópolis – Antigo Aeroporto | 14h
Cáceres – Rodoviária | 15h
Cuiabá – Praça da República | 8h
Cuiabá – Rotatória da ponte Sérgio Mota | 14h
Minas Gerais
Belo Horizonte – Praça 7 | 12h
Viçosa – Feira livre de Viçosa | 9h
Juiz de Fora – Parque Halfed | 10h
Paraná
Curitiba – Panfletagem no Centro da cidade | 10h
Curitiba – Caminhada contra o ódio – Centro | 11h
Curitiba – Agenda Cultura em todos os bairros durante manhã e tarde
Centenário do Sul – Avenida Pref. Wanderley A. de Moraes | 14h
Piauí
Teresina – Carreata | 16h
Rio de Janeiro27/10
Mendes – Praça Dr. João Nery | 16h
26/10
Rio de Janeiro – Central do Brasil | 14h
Rio Grande do Sul
Canoas – Agenda com Manuela D’ávila – a confirmar
Gravataí – Agenda com Manuela D’ávila – a confirmar
Viamão – Agenda com Manuela D’ávila – a confirmar
Rondônia27/10
Porto Velho – Praça Das Caixas D’água | 15h
São Paulo
Pindamonhangaba – Praça Monsenhor Marcondes | 10h
São Paulo – Largo do Arouche | 17h
São Paulo – Caminhada pela Paz com Haddad – Heliópolis | 10h
São Paulo – Grande Carreata – Vila Matilde, Penha, Cangaíba, Ermelino, São Miguel e Itaim Paulista – Concentração a Definir | 10h
São Paulo – Panfletagem e Bandeiraço – Av. Eng. Caetano Álvares, 4932, Lauzane Paulista | 10h
São Paulo – Panfletagem Metrô Faria Lima – Rua Teodoro Sampaio com o metrô Faria Lima/ Praça Bento Calixto | 10h
São Paulo – Caminhada Silenciosa e panfletagem na feira – Rua Diogo Garcia, Parque Boa Esperança, São Paulo | 10h
São Paulo – Metrô Santa Cecília | 12h
Caraguatatuba – Panfletagem Minha Casa, Minha Vida Getuba – Rua Luiz Passos Júnior, 50, Centro | 10h
Caraguatatuba – Panfletagem Minha Casa, Minha Vida Travessão – José Geraldo da Silva Filho, 305, Travessão | 15h
Bananal – Portal de Bananal | 15h
Votorantim – Bandeiraço – Praça de Eventos – Av. 31 de Março – Jardim Paraíso | 9h
Campinas – Panfletagem HIGA – Rua Pedro Stancato, 39, Chácaras Campos Amarais | 9h
Guarulhos – Panfletagem Calçadão – Calçadão Dom Pedro II, Centro | 11h
Ferraz de Vasconcelos – Caminhada da Vitória Haddad 13 – Avenida Brasil, 1850, Vila Romanópolis | 13h40
Mogi das Cruzes – Carreata Haddad 13 – R. Prof. Ismael Alves dos Santos, 560, Vila Mogilar | 14h
Piracicaba – Festival pela Democracia – Largo dos Pescadores, R. Morais Barros, Alto, Piracicaba | 16h
Presidente Prudente – Bloco Agora é Haddad – Av. Onze de Maio X Av. Quatorze de Setembro, Vila Formosa | 20h
Sorocaba – Praça Frei Baraúna | 16h
Camanducaia – Praça do Bosque | 14h
Botucatu – Praça do Bosque | 9h
Sergipe
Aracaju – Passeio Ciclístico, concentração no Parque da Sementeira | 8h
Aracaju – Carreata da Vitória, saindo do Sto Antônio | 15h
Aracaju – Carreata da Vitória, saindo do 17 de Março | 15h
Aracaju – Carreata da Vitória, saindo de Socorro | 15h
Aracaju – Carreata da Vitória, saindo Barra dos Coqueiros | 15h
Aracaju – Carreata da Vitória, saindo de São Cristóvão | 15h
Paraguai27/10
Asunción – Embajada del Brasil en Asunción | 17h
Portal CTB com Agência PT de Notícias

22 de out de 2018

BH: ato de apoio a Haddad e Manu com muito amor e brilho



Manifestação em apoio à candidatura de Fernando Haddad e Manuela D'ávila lotou ruas do centro de Belo Horizonte na tarde de sábado, dia 20 de outubro. Este foi o segundo ato convocado em Belo Horizonte em torno do mote #EleNão e protagonizado por mulheres. A presença dos atores culturais foi marcante em ambas as ações, já que a cidade tem um histórico de luta política no carnaval. “Esse ato está sendo coordenado só por mulheres. São 42 blocos de carnaval da cidade unidos contra Bolsonaro”, disse Sonia Mara Maranho, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e representante da Frente Brasil Popular.

A artista Adrilene fez questão de ir para o ato com o nariz de palhaço e roupa vermelha. O coletivo Calcinha de Palhaça, do qual é integrante, é composto apenas por mulheres e está fazendo campanha dia a dia na rua, dialogando com a sociedade. “Está muito difícil conversar, mas não podemos esquecer do abraço. Essa manifestação nos mostra esse caminho do afeto. É preciso repensar os medos, as resistências, os posicionamentos”, reflete.

O ato foi organizado pelas mulheres da Frente Brasil Popular de Minas Gerais, 42 blocos de carnaval e outras 16 organizações sociais. Participou também do ato a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que denuncia o desvio feito por alguns grupos religiosos da palavra pregada por Jesus Cristo. Para Ana Beatriz Luz, de 23 anos e evangélica, o Evangelho está sendo deturpado para fins eleitorais e violentos. “Jesus disse que os discípulos dele serão reconhecidos por amar uns aos outros. Eu lamento porque o povo evangélico tem sofrido uma manipulação espiritual promovida por empresários da fé”, denuncia.

Próximos dias

Em Belo Horizonte, as ações de panfletagem e atos continuam na semana que antecede a eleição. Na quarta-feira (24), Fernando Haddad comparece a atos políticos na cidade.
Texto: Florence Poznanski e Rafaella Dotta, Jornal Brasil de Fato
Foto: Anderson Pereira

18 de out de 2018

Brasileiros vão às ruas neste sábado em ato nacional ‘Todos Pelo Brasil’; confira agenda

Faltam poucos dias para os brasileiros irem às urnas decidir o seu futuro e o do Brasil. A CTB, juntamente com as demais centrais sindicais e movimentos sociais, convoca toda a população para no próximo sábado dia 20 de outubro, fazer parte da grande mobilização nacional “Todos pelo Brasil”.

Em Belo Horizonte a concentração será na Praça Sete, às 12h. 

Em Montes Claros, o encontro será às 8h na Praça Dr. João Alves.

Veja abaixo mais cidades mineiras com atos programados para sábado (20)

Cataquases, 10h - Praça da Policlínica
Conselheiro Lafaiete, 8h - Cemig
Contagem, 9h - Praça Nossa Senhora da Glória
Ervália, 15h - Praça Getúlio Vargas
Manhuaçu, 13h - Centro
Ouro Preto, 9h - Praça Tiradentes
Pedro Teixeira, 14h - Centro
Piranga, 16h - Centro
São João del-Rei, 15h - Largo do Carmo
Uberlândia, 9h - Jardim Patrícia
Viçosa, 11h - Praça Silviano Brandão

O encontro tem como objetivo reforçar o apoio ao candidato Fernando Haddad, que vem mostrando propostas a favor da classe trabalhadora.

Confira aqui os atos já confirmados 

16 de out de 2018

Pastorais Sociais da CNBB apresentam nota pública “Democracia: mudança com Justiça e Paz”



Pastorais Sociais, Pastorais do Campo e outras entidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tornaram pública nesta segunda-feira (15) a nota pública “Democracia: mudança com Justiça e Paz”. O texto destaca a importância da defesa para preservação do Estado Democrático, frente a conjuntura política do país, levando em conta o 2° turno das eleições presidenciais no dia 28 de outubro.

“Nosso Brasil pode ter divergências, porém sem ódio. Há necessidade do crescimento da economia com diminuição da desigualdade. Com base nestes valores, temos o dever fraterno de alertar a todos os nossos concidadãos e concidadãs, para que sua escolha no 2º turno contemple os princípios aqui defendidos e o candidato que os representa, integrante de uma ampla frente democrática pluripartidária, para assegurar um futuro de Justiça e de Paz para o Brasil”.
O documento ressalta os princípios que norteiam a Constituição Federal nos últimos trinta anos, completados neste mês de outubro, emblematicamente. Os constituintes objetivaram instituir “um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”, evidencia a nota.
Confira a nota na íntegra:

DEMOCRACIA: MUDANÇA COM JUSTIÇA E PAZ
Há trinta anos a Constituição Federal entrou em vigor. Os constituintes objetivaram instituir “um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”.
No processo eleitoral em curso, um movimento antidemocrático fere estes valores supremos assegurados pela Constituição e apela ao ódio e à violência, colocando o povo contra o povo. Demoniza seus opositores, classifica-os de comunistas e bolivarianos, menospreza a população do Nordeste brasileiro e tenta semear o ódio e o medo. Esta atitude já se concretiza por meio de agressões e assassinato contra os que manifestam posições divergentes.
A Constituição sai ferida com esta intolerância que nega a diversidade do povo brasileiro, estimula preconceitos e incentiva o conflito social. Estes candidatos e seus seguidores, que pregam a tortura e a pena de morte, sustentam que as mulheres podem ter menos direitos que os homens, usam de violência contra a população LGBT, discriminam negros, índios e quilombolas com insultos, racismo e xenofobia. Em resumo, atacam a democracia pelo desprezo dos seus valores republicanos.
O candidato deste movimento quer se valer de eleições democráticas em sentido contrário para dar legalidade e legitimidade a um governo que pretende militarizar as instituições, garantir impunidade aos abusos policiais, armar a população civil e reduzir ou cortar programas de direitos humanos e sociais. Em poucas palavras, é o abandono do Estado Democrático de Direito.
O Brasil é um país de desigualdades sociais profundas em que os ricos estão cada vez mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres. Estes candidatos antidemocráticos atendem às imposições do sistema financeiro e da política neoliberal que atacam direitos sociais, ambientais e o patrimônio do país. As possíveis consequências deste programa são: o fim do décimo terceiro salário, a diminuição do Bolsa Família, a extinção das cotas nas universidades e a privatização sumária das estatais. Na verdade, tais medidas constituem a intensificação do Governo Temer, que está produzindo desemprego, sofrimento e abandono da população.
Tais políticas, já receberam veemente condenação do reconhecido líder mundial, o Papa Francisco: “Assim como o mandamento ‘não matar’ põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer ‘não a uma economia da exclusão e da desigualdade social’. Esta economia mata.” (Evangelii Gaudium, 53).
Este movimento apoia um candidato que pretende ser um político novo, salvador da pátria, que está no Congresso há quase trinta anos, trocou de partido oito vezes e não aprovou um projeto sequer para melhorar as condições de vida do nosso povo, votando contra todas as políticas sociais que beneficiariam os trabalhadores e trabalhadoras, principalmente, os mais pobres.
Por tudo isso, nós, integrantes de organizações da sociedade civil, portadores da convicção da inafastável dignidade da pessoa humana, fundamento dos direitos humanos, não podemos nos omitir. Respeitamos todos aqueles que, por motivos variados, tenham votado no 1º turno sem atentar para estes valores, mas queremos dialogar francamente com todos. A possibilidade de se instalar um governo como esse movimento deseja, retoma o passado de ditadura já superado.
Nosso Brasil pode ter divergências, porém sem ódio. Há necessidade do crescimento da economia com diminuição da desigualdade. Com base nestes valores, temos o dever fraterno de alertar a todos os nossos concidadãos e concidadãs, para que sua escolha no 2º turno contemple os princípios aqui defendidos e o candidato que os representa, integrante de uma ampla frente democrática pluripartidária, para assegurar um futuro de Justiça e de Paz para o Brasil.
Brasília, 15 de Outubro de 2018
Cáritas Brasileira
CBJP – Comissão Brasileira Justiça e Paz
CCB – Centro Cultural de Brasília
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CJP-DF – Comissão Justiça e Paz de Brasília
CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil
CPT – Comissão Pastoral da Terra
CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil
FMCJS – Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
OLMA – Observatório De Justiça Socioambiental Luciano Mendes De Almeida
Pastoral Carcerária Nacional
Pastoral da Mulher Marginalizada
Pastoral Operária
SPM – Serviço Pastoral do Migrante
Do site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)

15 de out de 2018

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) parabeniza todos(as) os(as) professores(as) pelo seu dia. 

11 de out de 2018

Presidenta da CTB-MG pede mobilização dos trabalhadores neste 2º turno da campanha presidencial


A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Minas Gerais (CTB-MG), Valéria Morato, pediu a mobilização de todos(as) os(as) democratas nesta reta final da campanha presidencial. “Penso que é tarefa de cada um e de cada uma arregaçar as mangas e ir de casa em casa, empresa por empresa, dialogar com o povo e com a classe trabalhadora sobre os dois projetos que estão em disputa. Haddad e Manu assumem o compromisso de mais geração de empregos com valorização do trabalho. Não nos cabe descanso! Ainda não! Vamos à luta e vamos vencer!”, disse ela durante encontro nessa quarta-feira com diversas lideranças políticas, sociais e militantes na sede do Partido dos Trabalhadores (PT) em Belo Horizonte.
Ainda nessa quarta-feira, os dirigentes das Centrais Sindicais publicaram um manifesto de apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Leia abaixo o manifesto

Por que a classe trabalhadora deve eleger Fernando Haddad

Em 28 de outubro teremos uma eleição decisiva para o futuro da classe trabalhadora brasileira. De um lado, Fernando Haddad, um candidato comprometido com a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional. Do outro, um candidato que encarna o autoritarismo, a desnacionalização da economia e a extinção de direitos sociais e trabalhistas, com conseqüências diretas na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, como desemprego, a precarização do trabalho, redução de direitos e de qualidade de vida.
Jair Bolsonaro defende os interesses de grandes corporações nacionais e estrangeiras, seu projeto prioriza o mercado financeiro sobre qualquer outro setor da sociedade. Sua intenção de supressão dos direitos dos trabalhadores é tão flagrante que o candidato afirmou que, se eleito, vai criar uma nova carteira de trabalho em contraposição à atual. Com esta fantasiosa carteira, o empregado não terá nenhum direito previsto na CLT.
O programa de Haddad está em sintonia com os interesses da nação e do nosso povo. Propõe a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos. Propõe a retomada do desenvolvimento e crescimento econômico, com distribuição de renda, inclusão e justiça social e redução do desemprego. Defende o fortalecimento e a valorização da agricultura familiar e do salário mínimo, combate à precarização do mercado de trabalho, a democratização dos meios de comunicação e uma política externa soberana.
Haddad está comprometido com a valorização das estatais, das empresas e bancos públicos, redução dos juros, isenção do Imposto de Renda para trabalhadores e trabalhadoras que ganham até cinco salários mínimos e de impostos para os mais pobres, manutenção da Previdência Social como política pública e a valorização das aposentadorias. O fim das privatizações e a valorização de todo o setor energético, com a conseqüente redução das tarifas de combustíveis, luz e gás, também são compromissos já firmados. Há uma massa de trabalhadores, desempregados e desalentados, sendo iludida pelo canto de sereia, desorientada pela profusão de notícias falsas e disseminação do ódio. Por isto, conclamamos à reflexão pela democracia e por um futuro melhor para todos e todas.
Fernando Haddad personifica a democracia e a possibilidade de lutarmos por mudanças que o povo reclama e anseia, educação e saúde pública de qualidade para toda a população, moradia, segurança, democracia, soberania e bem-estar social. Haddad colocará o povo brasileiro em primeiro lugar. Por todas essas razões, as centrais sindicais brasileiras estão unidas neste segundo turno com Fernando Haddad e, com a convicção de que Haddad é o melhor candidato, conclama a classe trabalhadora e o povo brasileiro a participar da campanha e votar para eleger Haddad o próximo presidente do Brasil. Somente juntos conseguiremos defender a democracia, a soberania nacional e a valorização da classe trabalhadora.

Manifesto assinado pelos presidentes das Centrais Sindicais

Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores - UGT
Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
José Avelino Pereira (Chinelo), presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB 
José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST
Edson Índio, secretário-geral da Intersindical


Por que a classe trabalhadora deve eleger Fernando Haddad

Em 28 de outubro teremos uma eleição decisiva para o futuro da classe trabalhadora brasileira. De um lado, Fernando Haddad, um candidato comprometido com a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional. Do outro, um candidato que encarna o autoritarismo, a desnacionalização da economia e a extinção de direitos sociais e trabalhistas, com conseqüências diretas na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, como desemprego, a precarização do trabalho, redução de direitos e de qualidade de vida.
Jair Bolsonaro defende os interesses de grandes corporações nacionais e estrangeiras, seu projeto prioriza o mercado financeiro sobre qualquer outro setor da sociedade. Sua intenção de supressão dos direitos dos trabalhadores é tão flagrante que o candidato afirmou que, se eleito, vai criar uma nova carteira de trabalho em contraposição à atual. Com esta fantasiosa carteira, o empregado não terá nenhum direito previsto na CLT.
O programa de Haddad está em sintonia com os interesses da nação e do nosso povo. Propõe a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos. Propõe a retomada do desenvolvimento e crescimento econômico, com distribuição de renda, inclusão e justiça social e redução do desemprego. Defende o fortalecimento e a valorização da agricultura familiar e do salário mínimo, combate à precarização do mercado de trabalho, a democratização dos meios de comunicação e uma política externa soberana.
Haddad está comprometido com a valorização das estatais, das empresas e bancos públicos, redução dos juros, isenção do Imposto de Renda para trabalhadores e trabalhadoras que ganham até cinco salários mínimos e de impostos para os mais pobres, manutenção da Previdência Social como política pública e a valorização das aposentadorias. O fim das privatizações e a valorização de todo o setor energético, com a conseqüente redução das tarifas de combustíveis, luz e gás, também são compromissos já firmados. Há uma massa de trabalhadores, desempregados e desalentados, sendo iludida pelo canto de sereia, desorientada pela profusão de notícias falsas e disseminação do ódio. Por isto, conclamamos à reflexão pela democracia e por um futuro melhor para todos e todas.
Fernando Haddad personifica a democracia e a possibilidade de lutarmos por mudanças que o povo reclama e anseia, educação e saúde pública de qualidade para toda a população, moradia, segurança, democracia, soberania e bem-estar social. Haddad colocará o povo brasileiro em primeiro lugar. Por todas essas razões, as centrais sindicais brasileiras estão unidas neste segundo turno com Fernando Haddad e, com a convicção de que Haddad é o melhor candidato, conclama a classe trabalhadora e o povo brasileiro a participar da campanha e votar para eleger Haddad o próximo presidente do Brasil. Somente juntos conseguiremos defender a democracia, a soberania nacional e a valorização da classe trabalhadora.

Manifesto assinado pelos presidentes das Centrais Sindicais

Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores - UGT

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB

José Avelino Pereira (Chinelo), presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB 

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores – NCST

Edson Índio, secretário-geral da Intersindical


São Paulo, 10 de outubro de 2018

5 de out de 2018

INSS corta benefícios de trabalhadores aposentados por invalidez


A política de enfraquecimento da classe trabalhadora praticada pelas elites brasileiras chegou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Trabalhadores doentes, muitos já aposentados por invalidez, tem tido os seus benefícios cortados pelo órgão. “Esta é uma situação grave, inconstitucional e ilegal em muitos casos. Ninguém pode estar satisfeito com isso. Meu temor é que mais pessoas sejam prejudicadas”, afirmou a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Elaine Nassif, durante reunião nessa segunda-feira (1º) com vários dirigentes sindicais.

No período de dois anos, o INSS realizou 933.917 perícias. Desse total, 502.305 benefícios (53,78%) foram cortados. Diante desta situação, os trabalhadores decidiram notificar o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e a Previdência Social para apresentar os critérios usados pelos peritos para definir se o trabalhador está apto ou não a retornar à atividade produtiva dentro do Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade (PRBI) ou do Benefício por Incapacidade de Longa Duração (Bild). E também envolver órgãos federais – Ministério Público Federal (MPF), Advocacia Geral da União (AGU), Controladoria Geral da União (CGU), Defensoria Pública da União (DPU) e o Setor de Perícias do INSS. Um novo encontro, com representantes das centrais sindicais, do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora (FSPSSTT-MG) e dos órgãos federais envolvidos, foi marcado para o dia 12 de novembro, às 15 horas, na DPU – rua Pouso Alto, 15, bairro Serra, Belo Horizonte.

Para a coordenadora do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhadora, Marta Freitas, o PRBI faz parte da pauta golpista que envolve a não obrigatoriedade de homologações nos sindicatos, da fragilização do movimento sindical e do desmonte da seguridade social.

“Trabalhadoras e trabalhadores estão sendo tratados de forma desumana. São obrigados, depois de 15 a 20 anos afastados por doenças, a retornar ao trabalho e, em muitos casos, as empresas não os aceitam de volta. Não há informação da Previdência e as perícias duram em média 7 minutos. Não é possível fazer uma perícia em tão pouco tempo em alguém que ficou afastado por 20 anos. Os exames e os pareceres de especialistas não são respeitados. Chamam o segurado e dão alta. O que é determinado pelo Manual da Perícia não é aplicado. O que se vê na mídia é que 3 milhões de segurados estão dando cano na Previdência Social, uma forma de desqualificar a Previdência para privatizá-la”, denunciou ela.

“A Previdência também não tem Programa de Reabilitação, que vem sendo feita pelas empresas. E há vários casos, principalmente no interior, em que o perito cumpre dupla função: trabalha para o INSS, recebendo adicional por perícia, e depois presta serviço para as empresas. O INSS deveria ter critérios bem definidos e informar melhor a população. As empresas devem R$ 400 bilhões ao INSS, o que seria suficiente para acabar com o déficit, mas o PRBI, leva a uma economia ínfima e ainda onera a Previdência com as ações judiciais que ela perde. Querem culpar o trabalhador, dizendo que ele é vagabundo e privatizar a Previdência. Querem ‘limpar´ a Previdência, jogar nas costas dos trabalhadores e fazer a reforma a qualquer custo”,  acrescentou Marta Freitas.

Segundo a diretora de Saúde do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Luciana Duarte, as reclamações que o Departamento de Saúde da entidade recebe são sempre as mesmas. “Bancárias e bancários não têm acesso à perícia médica. As alegações dos peritos são grotescas Tem uma pessoa que mesmo com câncer e metástase foi considerada apta a retornar ao trabalho, porque a razão inicial da aposentadoria não foi câncer. Houve casos de quem perdeu um olho. Pelo que constatamos, 99% dos que passam pela perícia têm alta. E nem sempre os bancos aceitam o retorno. Não há critério, os casos são complexos demais para que uma perícia seja feita em 7 minutos no máximo. E os casos deveriam ser encaminhados para especialistas e isso não acontece. E falta de informação, pois é quase impossível consegui-la no INSS, gera muita confusão.”

“Temos muita preocupação com os problemas que vislumbramos no serviço público. Lá acontecem coisas descabidas. O trabalhador adoecido se depara com uma junta médica, que o encaminha para aposentadoria. Constantemente, ele pede que seja acompanhado pelo próprio Sindicato, mas o pedido é negado”, disse Neuza Freitas, secretária de Política Social da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e diretora do Sind-Saúde/MG.
Fraude

De acordo com a chefe da Divisão de Gestão de Benefícios da Superintendência Regional 2 do INSS (SR2), Adriana de Souza Carmo, os peritos recebem R$ 60 por perícia, independentemente se dão alta ou não. Ela admitiu que a comunicação do Instituto poderia ser melhor, mas disse que os segurados recebem os resultados em casa e podem buscar informações pelo telefone 135. Adriana de Souza questionou o tempo médio de realização das perícias. “A média determinada é de 15 minutos. É pertinente o que se falou, mas não é uma regra. O laudo sai com o nome do servidor e o perito não recebe os R$ 60 por indeferimento. Mas temos que relativizar, pois algumas pessoas tentam fraudar as perícias, de formas grotescas.”

Para Adriana de Souza Carmo, o acompanhamento nem sempre é preciso e, quando há a necessidade, o laudo fica em aberto e o segurado é encaminhado a um especialista. “O trabalhador também pode, no prazo de 30 dias, entrar com recurso, caso tenha o benefício cassado. O recurso será analisado por outro médico. Compartilho com os anseios de vocês, que, em algumas questões, estão cobertos de razão.”

Neuza Freitas questionou as tentativas de fraude nas perícias. “É impossível simular uma crise de epilepsia ou mesmo colocar o sal debaixo da língua para a pressão subir. Tenho 37 anos de profissão e garanto que não é possível enganar um perito dessa forma.

Por Rogério Hilário e Anderson Pereira
Foto: Anderson Pereira


30 anos depois, somente o povo na rua pode recuperar a energia da Constituição Cidadã

No discurso de promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (1916-1992) a nominou como a “Constituição Cidadã” porque ela foi feita “para o homem cidadão”.

E complementou: “É só cidadão quem recebe justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa”. A alegria dos constituintes contagiou todo o plenário porque a data representou o início de uma nova era no país.
“Depois de tantas batalhas para derrotar uma ditadura fascista (1964-1985), foi construída uma Constituição contemplando toda a sociedade”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB. Mas “30 anos depois a nossa lei maior corre sério risco com o avanço do conservadorismo que em 2016 golpeou a democracia e assaltou o poder para liquidar com todas as conquistas do povo brasileiro”.
A Assembleia Nacional Constituinte foi instaurada para responder à demanda da nação com o fim da ditadura em 1985. Com a formação de uma frente ampla e com as candidaturas de Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice no colégio eleitoral, a ditadura sucumbiu. A eleição era indireta na época e Paulo Maluf foi o candidato da ditadura derrotado.
Com o falecimento de Tancredo no mesmo ano, Sarney assumiu a Presidência. Em 2 de fevereiro de 1987 foi instaurada a Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma Constituição que modernizasse as relações sociais no país.
“Ela foi construída num grande esforço e envolvimento de toda a sociedade brasileira e teve um resultado bastante satisfatório”, conta Valéria Morato, presidenta da CTB-MG. Mas na atual conjuntura onde “um juiz de primeira instância dita as normas, defender a Constituição significa defender o Estado Democrático de Direito com participação popular”.
Muitas conquistas importantes para o país e para a classe trabalhadora constam dos 114 artigos do texto constitucional. O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, nasceu ali. “O SUS um dos maiores serviços de saúde pública do mundo, foi uma criação dos constituintes que beneficia a maioria absoluta da população brasileira”, ressalta Elgiane Lago, secretária da Saúde licenciada da CTB. “Com o golpe de 2016, o SUS corre sério risco de extinção e nós nãop podemos permitir”.
Em seu antológico discurso de promulgação, Ulysses Guimarães afirmou que o “traidor da Constituição é traidor da Pátria”. E complementou: “Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério”.
Totalmente vilipendiada “por uma elite reacionária e atrasada”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. A Constituição foi “rasgada no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, foi rasgada na aprovação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 (a EC 95 congela os investimentos públicos por 20 anos) e sucessivamente em cada ato do governo ilegítimo de Michel Temer e de parte do Judiciário”.
Para Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, “defender a Constituição é defender o Brasil”. Principalmente agora com o “desmonte das conquistas da classe trabalhadora promovido pelos golpistas no poder há dois anos”. Ele cita ainda a reforma do ensino médio e a entrega "de nossas riquezas naturais, como o pré-sal, para empresas estrangeiras para criar empregos no exterior e piorar a situação de vida do nosso povo que está sem trabalho ou sub-empregado".
Ele concorda com o discurso de Ulysses Guimarães sobre o valor de uma Constituição que contemple toda a sociedade. “A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”.
Precisamos “resgatar os princípios fundamentais da Carta Magna em favor dos que mais necessitam”, afirma Rezende. Vânia defende a “unidade dos movimentos populares para derrotar nas urnas o projeto que visa destruir de vez a nossa Constituição e mergulhar o país num regime de terror”.
Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

2 de out de 2018

A campanha do Outubro Rosa colabora para que haja mais atenção à saúde da mulher

Desde a década de 1990, o Outubro Rosa destaca a prevenção ao câncer de mama em centenas de países. O laço rosa foi adotado e a iluminação de monumentos históricos virou a marca registrada do movimento no mundo todo.
“O objetivo é chamar a atenção para a prevenção do câncer de mama e no Brasil para a necessidade de mais políticas de atendimento à saúde da mulher”, define Elgiane Lago, secretária de Saúde, licenciada, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
A campanha começou no país, em 2002, com a iluminação do Mausoléu do Soldado Constitucionalista (Obelisco do Ibirapuera), na capital paulista. Aí os mais importantes monumentos brasileiros passaram a ganhar a iluminação rosa no período.
“A campanha ajuda a chamar a atenção para a saúde da mulher, que cuida de todo mundo da família, da casa, trabalha fora e fica sem tempo de cuidar de si mesma”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.
A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que o a doença atinja neste ano, 2,09 milhões de mulheres no mundo. Dados da OMS mostram que o câncer de mama é o segundo tipo que mais atinge as mulheres. Só perde para o câncer de pele.  
Saiba como fazer o autoexame 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se a ocorrência superior a 56 mil novos casos anualmente no país. Um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. "a prevenção e o tratamento, caso haja necessidade, pode ser feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde)", conta Elgiane. "E tem político querendo acabar com o SUS", assinala.
Os especialistas indicam a prevenção com a melhor forma de combater o câncer. E indicam para a prevenção do câncer de mama o autoexame mensal, onde a mulher apalpa as mamas para verificar a existência de possíveis nódulos e em caso positivo ir ao médico.Elgiane lembra que amamentar é uma das maneiras de prevenção ao câncer de mama. "Além de prevenir essa doença ainda faz um bem indescritível para a criança e dá um sentido de prazer e realização para a mãe", explica.
Há a recomendação da mamografia de dois em dois anos para as mulheres acima de 50 anos e para aquelas até 49 anos, somente em caso de alguma suspeita. “As mulheres estão cada vez mais presentes em todas as questões importantes para melhorar a vida da população brasileira, por isso mesmo, precisam olhar com mais atenção para si mesmas e cuidar da saúde”, analisa Celina.
Saiba como prevenir
  • Autoexame: o autoexame deve ser praticado mensalmente entre o 7º e o 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. As mulheres que não menstruarem devem escolher um dia do mês.
  • Praticar atividade física regularmente
  • Alimentar-se de forma saudável
  • Manter o peso corporal adequado
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
  • Amamentar
Reconheça os sinais e sintomas a tempo
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo)
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos

Marcos Aurélio Ruy – Portal da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)