27 de abr de 2011

CTB Minas reforça convite para Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho


A CTB Minas convoca trabalhadoras e trabalhadores, e dirigentes de entidades filiadas para o ato público pelo 28 de abril, Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças no Trabalho. A concentração será a partir das 8h30, no quarteirão fechado da Praça Sete, no centro de Belo Horizonte.

Confira o artigo de Vera Lúcia Gomes Alves, diretora de Saúde do Trabalhador e Segurança no Trabalho da CTB Minas e Diretora do Sindicato dos Vigilantes do Estado.

Durante muito tempo, a segurança do trabalho foi vista como um tema que se relacionava apenas com o uso de capacetes, botas, cintos de segurança e uma série de outros equipamentos de proteção individual contra acidentes (EPIs). Com a atualidade, se faz necessário acompanhar os ambientes de trabalho e de riscos profissionais. Muitos dos novos riscos são pouco ou nada conhecidos, e demandam pesquisas cujos resultados só se apresentam após a exposição prolongada a ambientes nocivos à sua saúde e integridade física, como dupla jornada e horas-extras prolongadas.

Vera Lúcia Gomes Alves (esquerda) e a Secretária de Juventude da CTB Minas, Juliana de Souza Matias,
em audiência com o deputado estaduual Celinho do Sinttrocel (PCdoB)

Hoje, o setor de segurança e saúde no trabalho é multidisciplinar. O objetivo principal desta característica é prevenir os riscos de acidentes profissionais. Essa é uma das maneiras mais eficazes de impedir acidentes. Para isso, é preciso conhecer e controlar o ambiente com programas educacionais que contemplem a dimensão do trabalho. Outra alternativa são os programas de formação e inclusão da temática, como saúde, educação e as interseções com o mundo do trabalho. Os formatos incluem programas duradouros, eventos, seminários,entre outros.

Com uma política de segurança e saúde do trabalhador bem organizada, teremos mais profissionais especializados. Assim, poderemos antecipar, reconhecer, avaliar e controlar. Todos são responsáveis: médicos do trabalho, enfermeiros, engenheiros e cipeiros. Para padronizar essa sinergia, foi estabelecida a obrigatoriedade de os empregadores elaborarem Programas de Prevenção de Riscos Ambientais, conhecido pela sigla PPRA. O objetivo é que todos trabalhem por um bem comum.

Aos patrões, vai um recado: a melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes. Muitos empresários ignoram as medidas de segurança, e diminuem investimentos em equipamentos de proteção individual, contratação de pessoal de segurança do trabalho e outras medidas.

Outro recado aos empregadores: o custo de um acidente pode trazer inúmeros prejuízos. O acidente leva a encargos com advogados, perdas de tempo e materiais e na produção. Conhecemos casos de empresas que fecharam as portas, devido às indenização geradas por acidentes de trabalho. Com certeza, seria muito mais simples investir em prevenção e regularização da segurança, evitando assim possíveis complicações legais.

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