27 de abr de 2011

Greve pode parar indústria de fogos no centro-oeste mineiro

Os trabalhadores das fábricas de fogos de artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica, no centro-oeste mineiro, estão em estado de greve. A decisão foi referendada em assembleia, no dia 26 de abril, na sede do Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogos (Sindifogos), em Santo Antônio do Monte.


Silvânia de Souza Pinto, diretora do Sindifogos, avalia que a decisão reflete a indignação dos trabalhadores. “Os patrões estão oferecendo migalhas. Nós fizemos um levantamento sobre a produção das fábricas e o nível de vendas, e sabemos que os patrões têm condições de oferecer mais”, destaca. Segundo a sindicalista, há quatro meses os fogos são vendidos a preço de custo.

No dia 19 de abril, o Sindifogos participou de mais uma rodada de negociações com o sindicato patronal (Sindiemg). A diretoria se negou a atender integralmente as justas reivindicações dos trabalhadores. A contraproposta patronal limita-se ao reajuste de 7,31%, referentes ao INPC e mísero 1% de ganho real. Os principais pontos de pauta do Sindifogos são: reajuste de 12%, piso salarial de R$ 600, uma cesta básica por mês.

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