7 de mar de 2014

8 de março: um dia de luta e comemoração

adilson voz ctb
Neste sábado, 8 de março, ocorrerão manifestações em todo o território nacional em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, reclamando liberdade, igualdade e o fim da discriminação e da violência. Celebra-se uma luta secular que no capitalismo ganha novas particularidades e objetivos.
Muito embora as conquistas acumuladas pelo movimento feminista sejam inegáveis e dignas de comemoração ainda há muito a ser feito. As mulheres representam hoje em torno de 46% da força de trabalho ocupada no país, mas em média recebem 20% menos que os homens, ocupam postos mais precários e desvalorizados, amargam um índice de desemprego maior (14,6%) e são discriminadas.
Cabe destacar os desafios que se apresentam neste ano quando o país convoca a todos e a todas para o voto. Lembremos que o direito ao voto feminino só foi reconhecido por aqui em 1932 e que as mulheres representam, hoje, apenas 8,7% da Câmara Federal e 12% do Senado, muito embora uma delas tenha alcançado a Presidência. A ampliação da presença da mulher no Parlamento e nos governos deve constar como uma prioridade na agenda das mulheres para 2014.
Eleger uma grande bancada feminista em todos os âmbitos da disputa é uma tarefa de primeira ordem. É igualmente indispensável apoiar as candidatas e candidatos comprometidos com a luta das mulheres e da classe trabalhadora em defesa da igualdade, da democracia e dos direitos sociais, levantar bem alto nossas bandeiras e plataforma: a defesa da reforma política com financiamento público exclusivo das campanhas; democratização da mídia; garantia de redes de equipamentos sociais como creches, lavanderias e centros de convivência; criação da Secretaria de Políticas da Mulher; Redução da Jornada de Trabalho; mais verbas para a educação e saúde públicas.
Finalmente, não podemos deixar de notar que o capitalismo discrimina as mulheres, assim como os negros, para explorar mais e aumentar por este meio as taxas de lucros. Isto confere à luta das mulheres na atualidade uma dimensão classista, pois a libertação do gênero passa a pressupor a luta contra o capitalismo, a discriminação salarial e a exploração imposta pela burguesia. Impõe-se a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho no rumo de um novo sistema social, o socialismo.
Adílson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

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