19 de mar de 2014

Metalúrgicos de Betim e Região reelegem diretoria do Sindicato com 98,8% dos votos válidos




Numa prova contundente de que os trabalhadores sócios e sócias do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas confiam na forma como a entidade vem sendo conduzida nos últimos anos, pautada na transparên­cia das ações e na firme defesa dos direitos dos trabalhadores da categoria, a Chapa 1 – Gar­ra Metalúrgica foi reeleita para um novo mandato com uma votação expressiva de 98,87% dos vo­tos válidos.
A apuração dos votos foi rea­lizada na última sexta-feira (14), no Clube dos Metalúrgicos, em Betim, após três dias de eleições, realizadas entre os 12 e 14.
Em discurso após a divulgação do resultado, o presidente reeleito do Sindicato, João Alves de Al­meida, ressaltou que a reeleição da Garra Metalúrgica “aumenta a responsabilidade da entidade na condução das lutas em favor dos interesses dos trabalhado­res da categoria”. Ele também agradeceu o empenho de todos os diretores da entidade e apoiadores na busca dos votos.
            A posse da nova diretoria, que conduzirá o Sindicato pe­los próximos três anos (2014-2017), será realizada no dia 9 de abril. Já a festa da posse ocorrerá em data a ser divulga­da posteriormente.

“O Sindicato são os trabalhadores”, diz João Alves, presidente reeleito

Eleito para o seu segundo mandato consecutivo à frente do Sindicato, o presidente João Alves de Almeida conversou com a reportagem do jornal “23 de Outubro”, após a confirmação da vitoria da chapa 1 - Garra Metalúrgica nas eleições sindicais. Na entrevista, João Al­ves destacou a importância da vitória da Chapa 1 para os meta­lúrgicos, falou da renovação nos quadros de direção da entidade e destacou os inúmeros desafios que a categoria têm pela frente nos planos local e nacional.
Ele também ressaltou a importância de se garantir mais um mandato de Dilma Rousseff na presidência da República e conclamou pela uni­dade dos trabalhadores em torno de bandeiras de luta em comum, em nível nacional. Por fim, afirmou acreditar ser necessária a ampliação da uni­dade e participação do trabalha­dor na vida do Sindicato. “O que move o Sindicato são os trabalha­dores, que devem estar mobiliza­dos nas fábricas e unidos à enti­dade para avançarmos nas lutas e conquistas”. Confira a entrevista:





O que representa esta vitória da Chapa 1 – Garra Metalúrgica, que estará novamente à frente do Sin­dicato pelos próximos três anos?
Em primeiro lugar, é uma res­ponsabilidade muito grande que nos é delegada pelos milhares de metalúrgicos e metalúrgicas sócias do Sindicato, aos quais, aliás, agradecemos pelos votos. É uma vitória que só aumenta ainda mais nosso dever e com­promisso de continuar zelando com transparência pelo patri­mônio da categoria, e, claro, de seguir adiante na luta em favor de melhores condições de tra­balho para os metalúrgicos, uma vez que temos enormes desafios pela frente.

Houve uma renovação importan­te nos quadros diretivos da enti­dade para o próximo mandato?
Sim. Conseguimos uma renova­ção de 25% no quadro de direto­res, com metalúrgicos oriundos da Fiat, Toshiba, Nemak, Terex Ritz, SAE Towers, dentre outras, porque consideramos que é im­portante esta oxigenação de ideias e o surgimento de novas lideranças nas fábricas.

Que desafios apontaria como os principais a serem enfrentados pelos trabalhadores, particular­mente em Betim e Região?
O primeiro, que era a eleição no Sindicato, já saímos vitoriosos, uma vez que conseguimos a re­eleição da Garra Metalúrgica. No plano local, temos o desafio de continuar a lutar contra o sistema e o ritmo de produção acelerado e desumano nas empresas, que colocam em risco, diariamente, a saúde e a integridade física dos trabalhadores, como, lamentavel­mente, o que ocorreu na Tower e na Rossetti na semana passada. As empresas apostam na re­dução de custos via demissão de trabalhadores e passam a man­ter o mesmo ritmo de produção, como é o caso da Magna e de ou­tras fábricas, o que, também, fa­vorece a ocorrência de acidentes graves. Além disso, vamos lutar em defesa de salários mais dig­nos, por mais democracia, contra a ilegalidade do banco de horas e por uma maior valorização dos metalúrgicos.

Outro desafio são as eleições ge­rais de outubro, não é mesmo?
O ano de 2014 é ímpar na história do Brasil, porque, além da Copa do Mundo, evento que atrairá os olhares de todo o mundo para o país, e que nos deixará um legado importante do ponto de vista da melhoria da infraestrutura, tere­mos as eleições. Nós acreditamos que dar à Dilma Rousseff mais um mandato à frente do país será a quarta vitória do povo brasilei­ro, para que possamos manter, fortalecer e avançar na luta das forças progressistas que gover­nam nosso país, para impedir o retrocesso de setores conserva­dores e ampliar as conquistas e direitos da classe trabalhadora.

E do ponto de vista das lutas de caráter mais nacional?
Outras lutas continuam na or­dem do dia e exigem a unidade dos trabalhadores e das várias centrais sindicais do país para lutar contra o fim do Fator Previ­denciário, pela redução da jorna­da de trabalho sem diminuição dos salários, combater o PL 4330, que permite a terceirização sem limites, dentre outras. Além disso, é preciso reforçar as bandeiras de luta definidas pela Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que une as centrais sin­dicais em torno de reivindicações comuns. Particularmente, é compromisso da Chapa 1 – Garra Metalúrgica à frente do Sindicato, a defesa de um projeto nacional de de­senvolvimento, com valorização do trabalho, dos trabalhadores, da renda, com mais democracia e pela soberania nacional, para aprofundar ainda mais as impor­tantes mudanças que estão em curso no país no governo Dilma.

De que maneira os trabalhadores podem, de fato, contribuir para estas lutas?
O Sindicato são os trabalhado­res. O que move o Sindicato é o apoio e a participação dos traba­lhadores na vida da entidade, em todos os seus momentos. Portan­to, é preciso que os trabalhado­res participem das assembleias, reuniões, seminários e demais atividades e façam valer seu livre direito constitucional de ser sócio de uma entidade, ter vez e voz na condução dos rumos do Sindica­to. Além disso, com as redes so­ciais, os trabalhadores têm maio­res possibilidades de ampliar os contatos com o Sindicato, dando opiniões, fazendo críticas e par­ticipando ativamente da vida da entidade.



Fonte: SindBet

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