9 de dez de 2014

Mudança no regime eleitoral é defendida em ato da Coalização Democrática em BH








Retirar a influência do poder econômico das eleições e dar mais identidade com a sociedade brasileira. Estas são algumas das propostas que pretendem mudar o sistema político brasileiro. Como parte de uma série de debates que circulam em todo o Brasil, a Coalização Democrática pela Reforma Política realizou o lançamento da campanha em Minas Gerais na noite da última sexta-feira (06/12). De iniciativa popular, o projeto tem a meta de colher um milhão e meio de assinaturas e ser entregue no Congresso Nacional para mudar o sistema político brasileiro.  Mais de 100 entidades fazem parte da Coalizão, entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

A atividade na capital mineira reuniu os diversos segmentos que compõem a Coalizão. Na mesa de debates estavam a presidenta da União dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Aldo Arantes, o representante da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o reitor da PUC-Minas, Dom Joaquim Mol e uma das coordenadoras da Coalizão em Minas Gerais, Maria Amélia Mendes.



A presidente da UNE destacou uma das linhas da proposta que é a participação direta da população. Virgínia Barros lembrou o projeto de participação social que o Congresso derrubou em novembro deste ano. Para ela, a reforma política é a mãe das reformas necessárias para o Brasil. “A reforma política permite que os nossos representantes estejam cada vez mais conectados com os anseios da população. Na próxima legislatura cresceu a vontade empresarial, diminuiu a bancada sindical, cresceu a bancada da bala” problematizou Virgina ao criticar a participação de empresas no custeio das campanhas. “Empresas não fazem doação, fazem financiamento”.

Em sua exposição, Aldo Arantes apresentou uma proposta alternativa para mudar o sistema de votação atual. Aldo defendeu a proporcionalidade em dois turnos de votação. Nesse sistema, o cidadão votaria primeiro no partido, que indicaria os projetos programáticos escolhidos pelos brasileiros. Com a proporção de votos, estabeleceria quantas vagas cada partido obteria e só assim as legendas divulgariam com base no número específico de parlamentares a lista que deveria ser eleita pela sociedade.



“Temos que desmontar a causa da corrupção eleitoral que é o financiamento de empresas nas campanhas. Primeiro, porque é um canal de corrupção. Mas não é só isso: o financiamento de campanhas por empresas produz uma alquimia absolutamente esdrúxula. Porque a base do poder econômico transforma a maioria da sociedade - os trabalhadores, as mulheres, os negros – em minoria no Congresso Nacional” reflete Aldo sobre o modelo de mínima participação do chamado “estado mínimo” defendido pelos conservadores.



O representante da CNBB e reitor da PUC-Minas, Dom Joaquim Mol falou sobre o envolvimento da igreja católica no projeto e na coleta de assinaturas.  Para ele realizar a reforma política é pensar na melhoria de vida do povo brasileiro. Maria Amélia fez um histórico do movimento que pede essas mudanças no sistema político do Brasil, como foi o caso do projeto Fichas Limpas.

Já no momento de debates os participantes fizeram intervenções que apontam para a necessidade de unificar o movimento social, sindical e de juventude. Nas intervenções foi apontada outra reforma necessária para Brasil: a democratização dos meios de comunicação.

Parlamentares
Estiveram presentes também representantes do legislativo de várias instâncias. A deputada federal Jô Moraes (PCdoB), o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT), o vereador de Belo Horizonte Gilson Reis (PCdoB) participaram do debate. O deputado estadual Celinho do Sintrocell (PCdoB) justificou a ausência, enviou representante e assinalou que irá criar na Assembleia Legislativa (ALMG) a Frente Parlamentar pela Coalização Democrática pela Reforma Política.



Rodada de debate reforça a importância da campanha em Minas Gerais:

















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