7 de ago de 2015

Propostas que enfraquecem a Petrobras assustam trabalhadores

 
 
A tentativa de abrir o capital e fazer uma privatização envergonhada da Petrobras é vista com preocupação entre os setores que defendem a estatal brasileira como parte da soberania nacional. Entre as propostas que ameaçam a Petrobras, está um estudo apresentado no início de julho pela direção da empresa para abertura de capital. Nesta lógica, o risco será também de um efeito cascata que afeta todas as subsidiárias da empresa. Mesmo com reações contrárias, a venda da BR distribuidora, subsidiária de distribuição de combustível, segue a todo vapor à revelia do debate público.
Para denunciar essa ação quase que silenciosa, os sindicatos ligados aos trabalhadores do Sistema da Petrobras, organizaram protestos unificados em Minas Gerais. No dia 24 de julho, os trabalhadores realizaram uma paralisação de 24 horas com manifestações em frente a Refinaria Gabriel Passos (Regap) e no Terminal de Betim da BR Distribuidora (Tebet). O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sitramico) e Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro/MG).
Para o presidente do Sitramico, Leonardo Luiz de Freitas, a história da Petrobras está ligada ao poder dos brasileiros de reagir aos interesses entreguistas e lutar pelo patrimônio nacional. Nessa mesma defesa que ocorre desde a criação da Petrobras está a origem das reações de agora.  “Não vamos aceitar de maneira passiva essa possibilidade de privatização da Petrobras. É uma luta pelo emprego, contra a perda de direitos e também um ato em prol da preservação da democracia no País.”  Leonardo diz ainda que aguardam a manifestação do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, sobre os questionamentos feitos pelos sindicatos.
Além de ser uma das maiores empresas do Brasil, a Petrobras tem um impacto fundamental no desenvolvimento da indústria, na geração de emprego e em grande parte dos investimentos sociais que o povo brasileiro precisa. O desmonte da empresa, orquestrado por setores que querem entregar o patrimônio nacional ao capital estrangeiro, representa o desvio deste objetivo.  
Outra grande ameaça de desintegrar a Petrobras tramita no Senado, nas mãos do senador José Serra (PSDB). O senador tucano tenta retomar a proposta que estava em curso no Brasil na época do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). A estratégia de fatiamento da Petrobras, falida nos governos tucanos, volta agora a conta gotas, em projetos separados. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 131/2015, pretende aumentar o lucro dos acionistas e diminuir a participação da Petrobras nos consórcios de exploração do petróleo na camada do pré-sal. O ataque à soberania nacional proposto pelo projeto desencadeou novas manifestações em todo o país.
 

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