5 de set de 2017

Censura na Justiça mineira: Serjusmig divulga vídeo que denuncia cerceamento sindical e intimidação de servidores




Para enfrentar os processos judiciais movidos pelo então presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais(TJMG) Pedro Bitencourt contra o Sindicato dos Servidores da Justiça da Primeira Instância (Serjusmig) e mais dez servidores, a entidade sindical recorreu à sentença popular: “cala a boca já morreu”. É a resposta do Sindicato ao cerceamento sindical e a tentativa de censurar a liberdade de expressão. Para intensificar essa campanha de denúncia contra a punição da atividade sindical e ampliar a divulgação do conteúdo da ação judicial, o Serjusmig produziu um vídeo em que relata a grave situação.
 
Os processos tramitam desde 2015 tanto na esfera administrativa quanto na esfera civil. No vídeo, a presidenta do Serjusmig Sandra Silvestrini esclarece que a motivação do processo contra os servidores é o compartilhamento de matérias publicadas pela revista Época em suas redes sociais. Sandra ainda salienta que as publicações dos servidores ocorreram fora do horário de trabalho em seus contatos pessoais. A ação judicial esconde na verdade uma reação à campanha salarial promovida pelo Sindicato.
 
“Esses servidores respondem a processos administrativos, com possibilidade inclusive de demissão, pelo fato de que fora do horário de trabalho, sem usar nenhum instrumento do local de trabalho, compartilharem uma informação pública, veiculada em uma revista de grande circulação nacional”, diz Sandra no vídeo. Além dos servidores e do Sindicato, a própria presidenta do Serjusmig está presente em uma das ações, na condição de pessoa física. 
 
A situação foi discutida no 4° Encontro de Comunicação da FENAJUD realizado no último fim de semana. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) esteve presente no encontro e se comprometeu a contribuir na divulgação do vídeo e apoiar os trabalhadores e o sindicato nessa ação descabida do TJMG.
 
Para a presidenta da CTB-MG Valéria Morato é preciso chamar atenção para os ataques à organização dos(as) trabalhadores(as) e contextualizar suas reais motivações. "Mais uma vez os trabalhadores e trabalhadoras são tratados de forma arbitrária e intransigente. Isso demonstra a situação em que se encontra o Brasil: um país cada vez mais para os poderosos tentando calar quem realmente tem algo a dizer", alerta Valéria.
 
Veja o vídeo lançado pelo Serjusmig:
 
 

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