12 de jan de 2010

Custo da cesta básica tem redução em 2009


Texto: Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)


Apenas em uma das 17 capitais onde o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o custo dos alimentos essenciais subiu em 2009. A alta foi registrada em Belém, onde os gêneros alimentícios de primeira necessidade tiveram aumento de 2,65%.


As maiores retrações no custo da cesta ocorreram em João Pessoa (-14,92%), Natal (-12,57%) e Aracaju (-12,47%), enquanto a menor foi verificada em Vitória (-3,71%).


Em dezembro de 2009, três capitais apresentaram alta: Brasília (2,77%), Aracaju (0,78%) e Belém (0,37%). Nas demais cidades pesquisadas, o preço da cesta caiu em dezembro, com variações que se situaram entre -1,39%, em Manaus e -8,63%, em Salvador.


Apesar do recuo de 6,69% no custo dos gêneros essenciais registrado em dezembro, em Porto Alegre, a capital gaúcha continuou a registrar o maior valor para os gêneros alimentícios essenciais (R$ 237,58), o que representa uma redução de 6,78%, em relação a dezembro de 2008.


A segunda capital mais cara foi São Paulo (R$ 228,19), vindo a seguir Brasília, com o custo de R$ 222,22, para os produtos de primeira necessidade. Os menores preços para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais foram registrados em Aracaju (R$ 169,18), João Pessoa (R$ 170,63) e Recife (R$ 171,31).


O valor do salário mínimo necessário finalizou 2009 equivalendo a R$ 1.995,91, ou seja, 4,29 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465,00. Em novembro, o piso salarial era estimado em R$ 2.139,06. Em dezembro de 2008, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.141,08.


Em São Paulo, compra da cesta requer a menor jornada desde 1970. A retração nos preços dos alimentos na capital paulista no último ano fez com que a compra dos gêneros alimentícios essenciais exigisse a realização de uma jornada de 109 horas e 53 minutos, a menor desde 1970 (106 horas e 11 minutos).

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