10 de fev de 2012

Estudantes da Faculdade Kennedy protestam contra mudanças na grade curricular

As mudanças na grade curricular de diversos cursos da Faculdade de Engenharia Kennedy, em Belo Horizonte, pegou os estudantes de surpresa. Em protesto contra as alterações, desde segunda-feira, 6, diversos protestos vêm sendo realizados pelos alunos da instituição. Segundo os estudantes, a faculdade aumentou o número de disciplinas ofertadas na modalidade à distância.
Para o diretor da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE) Douglas Angélico, que tem acompanhando as manifestações, a medida adotada pela Kennedy demonstra que o princípio que rege a política da instituição não é a qualidade do ensino, mas a lucratividade da Educação.
“Mais uma vez, uma instituição de ensino privada tenta impor aos estudantes o rebaixamento na qualidade dos cursos. A União Estadual dos Estudantes realizará uma grande campanha com o mote “Educação não é mercadoria” e organizará o movimento estudantil nestas instituições para lutarem pela qualidade do ensino”, disse Douglas Angélico.
Na quinta-feira, 9, estudantes da faculdade realizam uma assembleia geral para decidirem sobre as manifestações. Confira a nota divulgada pela UEE Minas:
Existe algo de muito errado no ensino superior privado! No último período, as matrículas nas universidades privadas cresceram vertiginosamente. O Prouni e o Novo Fies contribuíram para que mais estudantes tivessem acesso ao ensino superior.
Mas, reajustes de mensalidades, disciplinas online, falta de canal de comunicação da universidade com os estudantes, péssimos atendimentos, demissão de professores (principalmente mestres e doutores) são problemas recorrentes nas universidades privadas. No ano passado, com a divulgação do IGC, índice de avaliação do MEC sobre a qualidade do ensino nas instituições de ensino de ensino superior, ficou claro o descompromisso com a qualidade do ensino por parte da Escola de Engenharia Kennedy.
Sem se contentar com a baixa nota no IGC, a Instituição adotou diversas medidas de mudanças autoritárias no currículo dos cursos, colocando matérias à distância, enquanto os estudantes pagaram pela mesma matéria o valor presencial, entre outras diversas medidas que só contribuem com a péssima qualidade do ensino.
Diante deste quadro, os estudantes não ficaram calados. Já ocorreram diversas manifestações e continuam a ocorrer. (...) A UEE-MG e a UNE estão juntas com os estudantes da Escola de Engenharia Kennedy por uma educação de qualidade.
Fonte: Portal Vermelho.

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