22 de mar de 2012

Trabalhadores da Cemig paralisam atividades por 24 horas por segurança e contra demissões e autoritarismo


Os trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) paralisaram suas atividades nesta quinta-feira, 22. Eles cobram uma política de saúde e segurança eficiente, que acabe de vez com os altos índices de acidentes graves e fatais na empresa, o fim do autoritarismo no ambiente de trabalho e demissões de eletricitários. 
Pela manhã, os eletricitários da região Metropolitana de Belo Horizonte se concentraram  em frente à sede da Cemig, no bairro Santo Agostinho, onde realizaram a queima do “judas José”, numa manifestação simbólica contra os altos índices de acidentes fatais na empresa. 
Por volta das 12 horas, os trabalhadores seguiram em passeata até a Praça da Assembleia e depois até a Praça Raul Soares, onde realizara um ato público em protesto contra os acidentes, demissões na Cemig Serviços e a implantação de uma instrução de pessoal que só prevê punição para os eletricitários que forem responsabilizados por acidentes de trabalho.
No interior, a mobilização contou com protestos e debates sobre as condições e relações de trabalho na Cemig.
Em 2011, oito trabalhadores a serviço da Cemig morreram. Este ano já são duas mortes e um trabalhador mutilado. Desde 1999, foram contabilizados 86 acidentes fatais, o que mantém um trabalhador morto a cada 45 dias.
Para o Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro-MG), os acidentes já deveriam, há muito tempo, sensibilizar a direção da Cemig a debater com a categoria medidas para proteger a vida dos trabalhadores. Nos últimos anos, os Acordos Coletivos de Trabalho dos eletricitários, inclusive o de 2011/2012, asseguraram a formação de Grupo de Trabalho de Saúde e Segurança, mas a empresa praticamente não realizou reuniões para debater o assunto. 
Segundo o Sindieletro-MG, a Cemig é mais negligente ao manter o trabalho individual, descumprindo o que determina a NR 10. Na Cemig S, o autoritarismo da empresa levou à demissão de seis eletricitários, todos lideranças na categoria. 
Fonte: Sindieletro-MG.

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