27 de nov de 2013

Em greve histórica, metalúrgicos da Denso Térmicos, em Betim, arrancam 8% de reajuste salarial

Os metalúrgicos da Denso Térmicos, em Betim, acabam de garantir 8% de reajuste salarial e abono de R$ 1.000,00, dentre outras conquistas, no mais significativo acordo alcançado até o momento na Campanha Salarial Unificada dos metalúrgicos de Minas Gerais, após uma greve que paralisou a fábrica por cerca de quatro horas e meia, na manhã desta terça-feira (26).
A conquista tem valor histórico para os trabalhadores, já que é a primeira greve realizada na fábrica desde que a Denso Térmicos se instalou em Betim, em 1991.
Pelo acordo, negociado entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região e representantes da empresa, os metalúrgicos da Denso Térmicos terão, ainda, garantia de emprego ou salário por 120 dias; cartão cesta no valor de R$ 100,00, sem qualquer desconto (para quem não tem falta injustificada), e pagamento da segunda parcela da PLR com apuração apenas da meta de absenteísmo, que é individual. As horas paradas durante a greve não serão descontadas.
O reajuste de 8% será aplicado até os salários de R$ 3.000,00 – acima deste valor, será pago um valor fixo de R$ 260,00. Já os R$ 1.000,00 de abono deverão ser pagos até o dia 10 de dezembro.
Não ao banco de horas
O vice-presidente do Sindicato, Gleyson Borges, que trabalha na empresa, considera que este é um momento histórico, pois é a primeira vez que os trabalhadores pararam a fábrica. “Os metalúrgicos da Denso Térmicos resolveram cruzar os braços para exigir respeito, valorização, reajuste salarial digno, abono e para rechaçar qualquer possibilidade de inclusão de cláusulas como o banco de horas nas fábricas da nossa categoria”, afirmou.
Para o presidente do Sindicato, João Alves de Almeida, a conquista dos metalúrgicos da Denso Térmicos poderá influenciar positivamente a luta da categoria nesta Campanha Salarial Unificada.
“Esta conquista é um exemplo de luta que deve ser seguido pelos metalúrgicos de outras empresas, não apenas em Betim, mas em todo o estado. Além disso, é um indicativo de que, se os trabalhadores intensificarem a mobilização nas fábricas e continuarem unidos ao Sindicato, as possibilidades de alcançarmos reajustes com índices ainda mais significativos são enormes”, destaca.
A greve realizada na Denso Térmicos chegou a comprometer o abastecimento de peças nas linhas de produção da Fiat Automóveis, que teve alguns setores totalmente paralisados, e também na Magna, em São Joaquim de Bicas.
O diretor do Sindicato Geraldo Firmino, que trabalha da Denso Térmicos, parabenizou os metalúrgicos pela determinação e mobilização junto ao Sindicato. “Mais uma vez, ficou comprovado que quando os trabalhadores se mantém mobilizados e unidos ao Sindicato, a vitória é certa”, destacou o dirigente.
Impasse com a Fiemg continua
Conforme deliberação de assembleia realizada no último dia 10, os metalúrgicos de Betim e Região permanecem em "Estado de Greve", podendo paralisar as fábricas da base a qualquer momento, a exemplo do que fizeram os trabalhadores da Denso Térmicos.
Até o momento, permanece o impasse nas negociações entre metalúrgicos e Fiemg, uma vez que a patronal não arreda pé da proposta que condiciona a elevação do percentual de reajuste de 5,9% à aceitação, por parte da categoria, da implantação do banco de horas nas fábricas.
Nova tentativa de conciliação entre as partes está marcada para o próximo dia 28, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Fonte: Departamento de Imprensa - Sindbet.

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