14 de jan de 2014

Nesta quarta (15), centrais planejam ações unificadas para 2014


As centrais sindicais prometem se unir também em 2014
















A CTB sempre defendeu a união da classe trabalhadora para vencer o capital. Por isso, pretende continuar com a luta unificada com as demais centrais sindicais para empoderar os interesses das trabalhadoras e dos trabalhadores do Brasil, como tem feito nos seis anos de sua existência. “A CTB pretende resgatar o debate que foi muito presente em 2013, que do ponto de vista da ação sindical, buscamos dar conseqüência à agenda da classe trabalhadora reforçada pelo calor das jornadas de junho”, preconiza Adilson Araújo, presidente da CTB.

A primeira reunião deste ano entre as centrais brasileiras ocorre nesta quarta-feira (15), a partir das 10 horas na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Rua Caetano Pinto, 575, no bairro do Brás, na capital paulista. Aproveitando o sucesso das mobilizações unificadas de 2013, as centrais desejam retomar as lutas da classe trabalhadora como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e contra a alta dos juros empreendida pelo Banco Central e que atrapalha o desenvolvimento nacional e a criação de novos postos de trabalho.

“O centro da posição da CTB é o de promover uma ampla discussão sobre a necessidade de se fazer um balanço e uma atualização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) de 2010”, explica o presidente da CTB. “Para nós essa iniciativa passa pela realização de uma plenária unitária da classe trabalhadora para mostrar que queremos avançar e conquistar melhores condições de vida e de trabalho”, acentua.
A paralisação de 11 de julho do ano passado mostrou a importância das centrais sindicais atuarem unidas, porque se depender da mídia comercial, os trabalhadores ficam sem espaço na comunicação para defender seus interesses. Neste ano as centrais já têm um compromisso agendado para 1º de fevereiro em São Bernardo (SP) para integrar o Coletivo Sindical de apoio ao Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical”. 2014 já começa com a promessa de grandes mobilizações do movimento sindical.

Para Adilson “o reflexo da grave crise econômica mundial tem repercutido no Brasil, muito embora com um horizonte promissor com a realização da Copa do Mundo, mas isso exigirá a tomada de medidas que venham a contribuir com o processo de mudanças. Para tanto, torna-se imprescindível ganhar novamente as ruas”.

Também deverão entrar na pauta das discussões, questões fundamentais para a melhoria de vida da classe trabalhadora e para o desenvolvimento autônomo do país como 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, mais investimentos na saúde, além de melhoria no transporte público, a valorização das aposentadorias, reforma agrária, direito de greve e de negociações coletivas no serviço público, regulamentação do trabalho doméstico, democratização dos meios de comunicação, reforma política com ampla participação popular, Marco Civil da Internet entre outros temas.

“A mobilização dos trabalhadores em aliança com os movimentos sociais para levantar as bandeiras da classe trabalhadora e a proposta de se efetivar uma reforma política democrática, com a realização de eleições limpas que suprimam a ingerência do poder econômico, propiciando maior participação popular são propostas que a CTB levará à reunião com as demais centrais. Mesmo porque em ano com Copa do Mundo e eleições, a atenção do povo brasileiro deve ser redobrada para elevar as condições de vida de todos”, reforça Adilson.

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

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