19 de mar de 2014

Liminar da Justiça tenta impedir paralisação de metroviários na capital mineira



Os metroviários de Belo Horizonte pararam nesta quarta-feira (19) não para reivindicar aumento salarial, mas em razão das ameaças de privatização que rondam o metrô da capital mineira nos últimos três anos. A paralisação de 24 horas, aprovada em assembleia no dia anterior recebeu uma tentativa de crimininalizar o movimento. Uma liminar em favor da Companhia Brasileira de Trens Urbano (CBTU) foi entregue pelo oficial de Justiça que primeiro exigia  70% do funcionamento em horários de pico e 50% nos demais horários e impunha multa de R$ 50 mil por dia pelo descumprimento. A categoria, que manteve a paralisação, acompanhou o julgamento da liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Além de lutar contra os projetos de Parceria Público-Privado (PPP), os trabalhadores, através do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), denunciam também a falta de diálogo da direção da CBTU com a categoria e sua representação. 

A luta dos metroviários interessa a toda a sociedade, pois a transferir o Mterô, um serviço público, aos empresários irá impactar na redução ainda mais de investimento, redução de pessoal e no aumento das tarifas para prevalecer o lucro em detrimento da qualidade do serviço.

A CTB-MG repudia as constantes tentativas de criminalizar o movimento sindical em Minas Gerais. A direção da Central manifestou na Plenária Unificada das Centrais que ocorreu no último sábado (15) a necessidade de lutar contra essas práticas em Minas. A CTB e as demais centrais também pediram audiência com a presidência do TRT para discutir a judicialização e criminização dos movimentos sindicais. 

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