29 de set de 2014

Marina diz que vai mexer na CLT para aumentar terceirização














A candidata do PSB à presidência da República, que foi a última presidenciável a participar da série de sabatinas feitas pelo Bom Dia Brasil, da Rede Globo, defendeu a política de precarização do trabalho implantada pelo governo FHC, por meio da terceirização. Ela disse que é preciso fazer a “atualização” para manter o que foi preconizado pelo governo tucano. A ideia de Marina garantir o que chama de “segurança jurídica” dos terceirizados.

A jornalista Miriam Leitão, que junto com Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo fizeram a entrevista com a candidata, disse que a CLT “tem coisas velhas que precisam ser atualizadas, além dessa questão da terceirização” e Marina floreou, mas endossou a afirmação da jornalista. “Nós queremos fazer uma atualização para que direitos possam ser ampliados”, disse.

A candidata voltou a defender a política econômica do PSDB, dizendo que vinha dando certo desde o governo de Itamar Franco, passando pelas gestões de Fernando Henrique Cardoso e que no governo Lula também foi bem. Mas, segundo ela, a candidata à reeleição Dilma Rousseff interrompeu e “se aventurou”.

Disse tudo isso para defender o sistema financeiro afirmando que o país tem “baixa credibilidade” e “pouco investimento”, afastando o rentismo. Vale ressaltar que os bancos são os principais financiadores da campanha de Marina que conta, inclusive, com a banqueira Neca Setubal, herdeira do Itaú, como coordenadora de seu plano de governo.

Marina disse ter compromisso com o chamado “tripé econômico”, receita criada pelo capital internacional que combina responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e regime de metas de inflação, em detrimento dos investimentos públicos.

“Nós temos um compromisso de que nós não vamos elevar o gasto público acima do crescimento do PIB”, disse Marina argumentando que Dilma “gasta de forma ineficiente”.

Apesar de dizer que é preciso reduzir gastos, Marina propõe a criação de um “conselho de responsabilidade fiscal” para acompanhar as contas do governo. Miriam Leitão lembrou que já existe um órgão fiscalizador que é o Tribunal de Contas da União (TCU), mas a candidata refutou dizendo que o papel do conselho vai ser complementar ao do TCU.

Redução dos bancos públicos

Sobre a redução do papel dos bancos públicos, Marina tergiversou e fez críticas aos financiamentos do BNDES, dizendo que o banco “dá dinheiro a meia dúzia de empresários”. Aliás, como de costume, Marina não falou sobre as suas propostas. Quando questionada se manteria os incentivos para setores da indústria, com redução de tributos, ela criticou o BNDES. Quando indagada sobre os transgênicos, disse que o problema a infraestrutura do Brasil.

Chico Pinheiro insistiu: “Mas a senhora vai reduzir a carga tributária?”, e Marina disse: “Nós estamos nos comprometendo, em no primeiro mês do nosso governo, mandar uma proposta de reforma tributária para o Congresso. Estabelecemos princípios que são: o princípio da justiça tributária, porque, no Brasil, quem pode mais... quem pode menos paga mais e quem pode mais paga menos”.

Sobre a contradição em relação aos transgênicos, que antes era contra, a candidata disse que a defesa, agora, não é “incompatível” e que os conflitos podem ser “manejados” e defendeu o agronegócio.

Ministra trava desenvolvimento

Ela foi questionada sobre a sua atuação como ministra do Meio Ambiente, que foi marcada por “travar licenciamentos ambientais”. Depois que Marina saiu do ministério, as licenças pularam de 300 por ano para 800 no ano passado. Para justificar, a candidata disse que, em sua gestão foram feitas somente as “mais complexas”.

Jogo de cena

Sobre a fuga do debate e a tentativa de se colocar como vítima na campanha, chegando até a chorar para um jornalista diante das críticas ao seu plano de governo, Marina justificou dizendo que é “uma pessoa sensível”.


FONTE: Portal Vermelho

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