16 de mar de 2015

Minas contra o golpe


O Brasil assistiu nos últimos dias um confronto político de duas concepções. Em resposta aos conservadores que tentam implementar o golpe no país, trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas na última sexta-feira (13) para defender a democracia. Em Minas Gerais, como em todos os Estados brasileiros, as ruas foram ocupadas em um bonito ato. Pelas falas, faixas e cartazes foi possível confrontar as diferentes bandeiras de cada manifestação. Enquanto a mobilização golpista do domingo pedia intervenção militar, o rompimento com a democracia e o incentivo ao ódio, a manifestação de esquerda reafirmou as conquistas democráticas e defendeu o patrimônio brasileiro.  A atividade na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) começou cedo, às 05 horas os manifestantes já se organizavam na BR-381 para saírem em passeata até a refinaria Gabriel Passos (Regap) da Petrobras, em Betim, em defesa da empresa estatal.  À tarde, a Marcha em defesa do Brasil tomou conta do centro da capital para dialogar com o povo mineiro sobre o que está em jogo no país.

As mobilizações deste dia 13 foram convocadas pela CTB, CUT, MAB, MST e movimento estudantil. Em Betim, o ato começou com passeata até a portaria da refinaria. 

 À tarde, a Marcha em defesa do Brasil tomou conta do centro da capital para dialogar com o povo mineiro sobre o que está em jogo no país.

No centro de BH, cerca de 10 mil pessoas fizeram marcha em defesa da democracia e contra o golpe da direita. A concentração foi na Praça Afonso Arinos, símbolo da luta pela democracia na capital e onde tem o monumento da Torre de Petróleo, inaugurado durante a campanha o "Petróleo é nosso". A Marcha seguiu em caminhada até a Praça Sete.  

O presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, reafirmou a importância dos movimentos sociais e sindicais combativos impedirem o retrocesso político no Brasil. “Estamos nas ruas a favor do povo brasileiro, em defesa da soberania nacional e contra qualquer tipo de golpe à nação brasileira.” Marcelino defendeu também o emprego e criticou a retirada de direitos. “Ajuste fiscal não pode ser feito com retirada de direitos dos trabalhadores” afirmou o presidente da CTB-Minas. Nessa semana, as centrais sindicais estarão em Brasília para tentar barrar as medidas provisórias que tiram direitos dos trabalhadores e impedir a tramitação do projeto de lei que abre caminho para a terceirização. Os participantes também defenderam a reforma política.

A Marcha contou com apoio de políticos de esquerda. Estavam presentes a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), o deputado federal Padre João (PT), o deputado estadual, Rogério Correia (PT), os vereadores de BH, Arnaldo Godoy (PT) e Gilson Reis (PCdoB) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

“Esse é o verdadeiro ato de luta contra a corrupção e em defesa do Brasil. A gente que está aqui hoje sabe o quanto custou a liberdade, foi exatamente lutando contra aqueles que querem fazer o golpe que conseguimos o direito de expressão e livre manifestação no Brasil” afirmou a senadora Vanessa durante o ato.
 
























 
 

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