16 de abr de 2015

Minas se une em ato contra terceirização

Protestos no Brasil repercutiram no Congresso e deputados jogam votação para semana que vem



O centro da capital mineira parou na tarde desta quarta-feira (15/04) para dizer não ao Projeto de Lei 4.330, que pretende implementar a terceirização sem limites no Brasil. Centrais Sindicais e movimentos sociais convocaram a classe trabalhadora para protestos unificados em todo o país com objetivo de pressionar os deputados a retirar da pauta o projeto que representa a precarização do trabalho e afronta a legislação trabalhista. Em Minas Gerais, o protesto começou cedo. Por volta das 5 horas, metalúrgicos, petroleiros, professores, refratários, servidores públicos, químicos, rodoviários e demais categorias, paralisaram as atividades, fecharam a BR-381 em Contagem e protestaram em frente à refinaria Grabriel Passos (Regap), em Betim. Já no período da tarde, os trabalhadores mineiros se concentraram na Praça Afonso Arinos e seguiram em passeata até a Praça Sete, coração de Belo Horizonte.  

A pressão das ruas, das redes sociais e da sociedade civil organizada conseguiu que a votação do projeto que tramita em caráter de urgência fosse adiado. Após os protestos que ocorreram em pelo menos 18 estados, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que empurra a discussão do projeto para o dia 22 de abril. A data para as manifestações deste dia 15 de abril foi escolhida porque os deputados que representam o loby dos  empresários pretendiam votar a terceirização sem limites também nesta quarta. Agora, o projeto volta a pauta na semana que vem e a classe trabalhadora organiza novo movimento contra o PL 4.330.
 
Para o presidente da CTB-Minas, Marcelino Rocha, a mobilização dos trabalhadores demonstra que a sociedade brasileira não aceita ataques aos direitos trabalhistas. “A suspensão da continuidade do debate na Câmara, mesmo com a aprovação da semana passada, é fruto das manifestações e das denuncias que o movimento sindical e social e as centrais estão fazendo aos deputados que querem rasgar a CLT.”

Além das centrais sindicais e movimentos sociais, se manifestam contra o PL 4.330 a Associação de Magistrados, o Tribunal Superior do Trabalho e diversos juízes da área trabalhista. 
 
 

 

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