20 de out de 2015

Ato público vai marcar julgamento dos acusados da Chacina de Unaí


 JUSTIÇA JÁ! Julgamento dos acusados da Chacina de Unaí será na quinta e ato público contra impunidade é chamado para amanhã em frente à Justiça Federal, em BH, onde ocorre o júri.   



12 anos depois do brutal assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho, conhecido como Chacina de Unaí,os acusados irão a júri nesta semana. Para exigir justiça, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) convoca para ato público nesta quarta-feira (21/10) às 15h30 na Justiça Federal (ao lado do Banco Central, bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte). Na parte da manhã, às 9 horas, haverá audiência pública na Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa (ALMG). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa das atividades e convida a todos para incorporar essas agendas.  

O julgamento acontece na quinta-feira (22/10) às 10 horas no auditório da Justiça Federal. Irão a júri o fazendeiro Norberto Mânica, acusado de ser mandante da Chacina de Unaí e seu irmão Antério Mânica ex-prefeito da cidade. Também estarão no banco dos réus Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. Todos eles respondem o processo em liberdade.

O crime aconteceu em 28 de janeiro de 2004 e repercutiu mundialmente. Os auditores fiscais do Trabalho Erastótenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos a tiros enquanto faziam uma fiscalização de rotina na zona rural de Unaí.

A Polícia Federal (PF) pediu o indiciamento de nove pessoas por homicídio triplamente qualificado: os fazendeiros e irmãos Antério e Norberto Mânica, os empresários Hugo Alves Pimenta, José Alberto de Castro e Francisco Elder Pinheiro, além de Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan Rocha Rios, apontados como autores do crime, Willian Gomes de Miranda, suposto motorista da dupla de assassinos, e Humberto Ribeiro dos Santos, acusado de ajudar a apagar os registros da passagem dos pistoleiros pela cidade.

Com informações do Sinait




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