11 de mar de 2016

MULHER É COMO ÁGUA, QUANDO JUNTA FICA FORTE


Ao completar, neste ano, 35 anos de muita luta e conquistas, o Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais (SAAE-MG), que representa trabalhadores, em torno de cinco mil escolas em 286 municípios de Minas Gerais, fez uma alegre e bonita festa  no dia 8 de março, no Hotel Sol, onde três quartos da plateia era formada por mulheres. Neste dia também é comemorado o dia internacional da mulher e, por isso, a homenageada foi Margarida Maria Alves, sindicalista e trabalhadora rural da cidade de Lagoa Grande, na Paraíba, assassinada em agosto de 1983,  a mando dos usineiros locais.

MARGARIDAS E ROSAS

O livro, em sua segunda edição, atualizado e ampliado foi lançado com o título de “As Margaridas – Uma Coletânea Sobre os Direitos da Mulher” ressaltando uma fala de Margarida Alves  “É melhor morrer na  luta que morrer de fome”, referenciando a luta de todas trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Entre rosas que enfeitavam o salão e o livro que também registra a história do SAAEMG, e a dupla comemoração do aniversário do  Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais e o dia internacional da mulher, a festa teve brilho especial com a apresentação das Meninas de Sinhá, grupo  de  música e dança, formado por senhoras do bairro Alto Vera Cruz, em 1996, que deram um espetáculo de alegria, simpatia ,  canto,  dança e poesia. Na ocasião a presidenta do Sindicato,  Rogerlan Augusta de Morais fez um discurso mostrando a realidade atual da mulher brasileiros, com dados assustadores sobre sua condição ainda de vítimas de violência, principalmente ocorrida dentro da própria família, ou seja,  o inimigo está dentro de casa. Disse ainda que  dados de pesquisa do mapa da violência contra mulher mostra que 13 mulheres são assassinadas por dia, em média, no Brasil, ou seja uma a cada duas horas, e que as mais desprotegidas são as mais pobres e negras. Apesar desses dados lamentáveis, o dia da comemoração  internacional destinado a elas é importante para dar mais visibilidade e aquecer a luta . Durante as falas de várias companheiras uma voz  foi convergente para a mobilização atual contra a tentativa de golpe que está sendo engendrado, para tirar uma mulher da presidência do nosso país. A fala de Renata Adriana Rosa, da União Brasileira de Mulheres ao dizer que  “mulher é como água, quando junta fica forte”, foi aplaudida e comemorada. Foi uma noite memorável.


Foto e texto: Vera Godoy

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