21 de jun de 2016

Adilson Araújo: O flagelo do desemprego


O desemprego em massa é uma das grandes tragédias sociais promovidas pelo sistema capitalista na atualidade. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de desempregados no mundo já supera 200 milhões. A crise global agravou o problema. Mais de 61 milhões perderam seus empregos desde 2008.
No Brasil, a taxa de desocupados medida pelo IBGE ultrapassa 10%, em função da recessão que subtraiu 3,8% do PIB. Em números absolutos, são mais de 10 milhões sem ocupação.
É o pesadelo que perturba o sono de quem ainda está empregado e um verdadeiro flagelo para as famílias operárias, pois, como dizia Gonzaguinha, “sem o seu trabalho o homem não tem honra”.
O efeito macroeconômico é devastador. Sem emprego, o cidadão também não tem renda, não consome. Os salários despencam. Há uma forte contração do consumo, que realimenta a crise com falências e demissões no comércio.
Para aliviar o drama, é necessário mudar a política econômica, reduzir juros, controlar o câmbio e ampliar os investimentos públicos. O golpista Temer não tem interesse nem legitimidade para tanto. O retrocesso neoliberal que ele anuncia vai aprofundar a crise. A solução passa pela convocação de novas eleições para a Presidência. O povo deve decidir através de um plebiscito.
Adilson Araújo, presidente da nacional da CTB 

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