20 de jun de 2016

Repórter é presa pela polícia mineira ao cobrir despejo

 
Em mais um ato autoritário, a Polícia Militar de Minas Gerais prendeu a repórter da Rádio Inconfidência, Verônica Pimenta, durante cobertura do despejo de 200 famílias da ocupação Maria Vitória e Maria Guerreira, localizadas na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A ordem da polícia é não deixar ninguém filmar ou fotografar o processo de despejo. A CTB-MG repudia o cerceamento à informação e a truculência da PM em uma ação que envolve a dignidade das pessoas que vivem no local. A violência contra o povo tem sido a marca da polícia mineira.
Um vídeo que circula na internet mostra o momento em que a repórter tentava entrevistar um policial quando outro agente da PM aproxima, arranca o microfone de sua mão e a conduz para fora do local. Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, a repórter foi acusada de desacato à autoridade e desobediência. Verônica Pimenta prestou depoimento na delegacia da polícia, mas o presidente do Sindicato, o ouvidor da polícia militar, Paulo Alckimim e advogada da Rádio Inconfidência, Luciana Mansur foram impedidos de acompanhar a repórter.
 
Um grande aparato policial foi enviado para reintegração de posse do terreno que pertence à prefeitura de Belo Horizonte. Os moradores da ocupação não tiveram alternativas de negociação que levasse em conta o direito à moradia. Mesmo com ausência da vaga nos abrigos da cidade, a prefeitura apresentou três opções para as famílias: procurar abrigos, casas de parentes ou voltar ao local de origem.    
Á margem das ações autoritárias e covardes da PM, as ocupações em Belo Horizonte se mantêm cada vez mais organizadas e reafirma a máxima de que “enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito”.  O presidente da CTB-MG, Marcelino da Rocha, já havia denunciado a violência da Polícia Militar ao governador Fernando Pimentel, durante reunião da Frente Brasil Popular realizada em maio de 2016.   
 

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