24 de jun de 2016

Trabalhadores de MG lançam Frente Mineira em Defesa da Previdência Social


Trabalhadores e ativistas de diversas regiões do estado de Minas Gerais se reuniram nesta quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para a audiência pública de lançamento Frente Mineira em Defesa da Previdência Social (Affemg), repercutindo, em nível estadual, a Frente Parlamentar Mista lançada no último dia 31 de maio, no Senado Federal. O grupo reúne deputados e movimentos sindicais e sociais interessados em barrar as tentativas de sabotar a Previdência Social por parte do governo interino de Michel Temer.
O evento teve comparecimento de peso, lotando o espaço da Assembleia com trabalhadores ligados à CTB, CUT, Força Sindical, CSP-Conlutas e a entidades regionais, como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg). Compondo o debate, além do presidente da CTB-MG, Marcelino da Rocha, estiveram o presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, representantes das outras centrais, dois deputados federais da frente e dois representantes de uma comissão técnica, com dados que atestam para a inexistência de déficit nas contas da Previdência Social brasileira. O senador Paulo Paim não pôde comparecer por questões de agenda em Brasília.
“Da nossa parte, da participação da sociedade civil organizada, do movimento sindical, da CTB, da nossa Fetaemg, tivemos uma representação expressiva, eu diria que foi um movimento excelente”, avaliou Vilson, frisando a importância do número de participantes no envio de uma mensagem forte. “Agora, nós não podemos baixar a guarda. Nós temos que continuar lutando, fazendo o debate na base até que isso ecoe junto ao governo. Não vamos aceitar a perda de direitos nem o retrocesso no Brasil. Por isso mesmo trouxemos esses técnicos - sabemos que [a Previdência] não tem déficit, então qual é a do governo? Números nao mentem!”, argumentou o dirigente.
Apesar das divergências no plano político, mesmo atores com posicionamentos normalmente divergentes, como a Força Sindical, se manifestaram contrários às reformas impostas por Michel Temer e seu ministro do Trabalho e Previdência, Ronaldo Nogueira. Em uníssono, todos disseram discordar do estabelecimento de idade mínima de 65 anos para aposentadoria, do aumento da contribuição previdenciária, das regras iguais para aposentadoria urbana e rural, do aumento do tempo de contribuição das mulheres. Principalmente, protestaram contra a tentativa de desvincular a aposentadoria do salário mínimo, que condena milhões de aposentados à miséria.
A secretária geral adjunta da CTB Nacional, Katia Gaivoto, avaliou como “produtiva” a manifestação, pois o evento funciona também como uma forma de reforçar a luta no plano federal. “Um dos objetivos dessa Frente é pressionar os deputados federais, para caso a matéria chegue na Câmara. O objetivo é fazer com que não votem, caso contrario o movimento sindical estampará a cara deles nos jornais. Essa reforma na verdade é uma tentativa de tirar direitos do trabalhadores, e com a Assembleia lotada mostramos que não estamos dormindo quanto a essa matéria. Até a Forca Sindical acompanhou a nossa fala”, detalhou.
Portal CTB

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