20 de dez de 2009

Vídeo mostra estrago provocado pela construção civil em área de preservação de Belo Horizonte



Redação por Verônica Pimenta

A Mata das Borboletas, com aproximadamente 32 mil m² de área verde, em Belo Horizote, tem sido atacada pela especulação imobiliária e pelo desleixo das autoridades.

Localizada no  Bairro Sion, zona nobre da capital mineira, a Mata é muito visada pela construção civil. Moradores denunciam que a construtora MRV já prejudica o local, apesar dos impedimentos legais.

O leito do rio que passa pela Mata está coberto por cimento e detritos das obras da MRV Engenharia. 

O vídeo de Associação dos Amigos da Mata das Borboletas é uma corajosa denúncia. Assista e tire suas próprias conclusões.




O avanço da construtora se antecipa mesmo às alterações na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte, proposta pelo poder executivo, liderado pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB).
Com o PL 820/09, a prefeitura propõe retirar a garantia zona de preservação ambiental para a área do Parque Mata das Borboletas.

Matéria da Câmara Municipal de Belo Horizonte mostra que, em audiência pública, Osmar Cavalera, da MRV Engenharia, “afirmou que trabalho exercido no local não causa danos ambientais graves, como estava sendo dito”.

O representante da MRV amenizou a situação, dizendo que “tudo que for possível será feito para extinguir ou minimizar os impactos do empreendimento na área. ‘A empresa é ética e investe em projetos sociais. Somos socialmente responsáveis a exercer ações de acordo com os códigos exigidos’, finalizou”

Link para a matéria: http://www.cmbh.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=34802&Itemid=199&filter=


Opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

“A CTB acredita que, só com o desenvolvimento sustentável, ocorrerá a melhoria do trabalho, e a redistribuição das riquezas de forma justa”, afirmou José Antônio de Lacerda, o Jota, nosso vice-presidente.

Jota ainda destacou que a agenda do século XXI é usar a natureza de uma maneira consciente, para prolongar seus benefícios às futuras gerações. 

A CTB acredita que não é possível explorar as riquezas ambientais e o serviço dos trabalhadores e trabalhadoras para prejudicar a sociedade, em benefício de uns poucos.








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