29 de mar de 2016

No dia 31 de março, marcha rumo a Brasília sairá em defesa da democracia e contra o impeachment


Após o expressivo ato do dia 18 de março em todo o país, os movimentos sociais e setores progressistas da sociedade brasileira se preparam para um segundo grande ato de repúdio ao golpe e apoio à democracia marcado para a quinta-feira (31), na próxima semana. 
A data está agendada desde fevereiro e foi convocada pela Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo, frentes que têm o apoio de diversas entidades sindicais, sociais e estudantis, além de lideranças políticas e surgem como uma forma de unificar a esquerda neste contexto de forte ofensiva conservadora em todos os departamentos da vida brasileira.
E o dia 31 de março está carregado de significados históricos. No dia 31 de março de 1964, o general Olímpio Mourão Filho, com apoio da Globo e e do empresariado paulista, recrutou 3 mil soldados de Belo Horizonte em direção ao Rio de Janeiro para consolidar o golpe de Estado que garantiria aos militares 21 anos de ditadura.

Nesta mesma data, 52 anos depois, os parlamentares Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves, Bolsonaro e companhia, com o mesmo apoio da Globo e das empresas de SP, comandam seus soldados no Congresso Nacional na tentativa de consolidar o golpe político-midiático, expulsando a presidenta democraticamente eleita do cargo.

Para barrar esta farsa, na semana que vem, quinta-feira, 31 de março, brasileiras e brasileiros de todos os cantos do país irão ocupar Brasília. Vamos mais uma vez às ruas mostrar que nosso exército e nossos soldados são mais fortes que qualquer horda de golpistas. Somos mais fortes que qualquer conglomerado da mídia. Somos mais fortes pois temos a Constituição e a escolha soberana do povo brasileiro ao nosso lado

Leia abaixo o manifesto divulgado pelo movimento:
Convocamos o povo brasileiro a defender nossos direitos duramente conquistados em séculos de lutas, entre eles a Previdência Pública contra a proposta de uma Reforma que estabeleça idade mínima para aposentadoria e ataque direitos dos trabalhadores;
Convocamos o povo brasileiro a se somar na luta em defesa da soberania energética e das estatais ameaçadas pela privatização - como no caso da CELG - que piora e encarece os serviços. Neste mesmo sentido combateremos o PLS 555 (que impõe regras de mercado às estatais) e o PLS 131 (que revê o modelo de partilha do pré-sal);
Convocamos o povo brasileiro a lutar contra o PLC 30 da Terceirização e a defender o direito ao Emprego com trabalho digno, exigindo a mudança imediata da política econômica de juros altos e recessão aplicada pelo Governo. E a combater este Ajuste Fiscal que cobra, de quem não deve, os custos da crise do capitalismo. Que se cobre dos sonegadores os bilhões roubados dos cofres públicos e desviados de forma criminosa para paraísos fiscais! Que se taxe grandes fortunas, lucros e dividendos! Os ricos devem pagar a conta da crise. Não admitimos e continuaremos enfrentando, nas ruas, cortes nos investimentos sociais como educação, saúde, moradia e reforma agrária.
No caso da Educação enfrentamos não apenas os cortes de investimentos, mas também as sinistras políticas de privatização e militarização do ensino público. Os setores mais conservadores querem matar o pensamento crítico e fazer de nossas escolas um laboratório para o fascismo. Não passarão!
Vamos às ruas contra as intenções golpistas de quem quer impor um impeachment ilegítimo como atalho para chegar ao poder. Eduardo Cunha abriu o processo de impeachment de Dilma numa tentativa de chantagem a céu aberto. Tenta subordinar os destinos do país à salvação de seu mandato. Mesmo com as tentativas da mídia golpista de legitimar o Impeachment, não há nenhuma comprovação de crime por parte da Presidenta Dilma e o impeachment sem base jurídica, motivado pelas razões oportunistas e revanchistas de Cunha, é golpe. 
Não aceitamos golpes à democracia, seja como atalho eleitoral, seja como ataques ao direito democrático de manifestação. Neste sentido, somos contra a vergonhosa Lei anti-terrorrismo, enviada ao Congresso pelo Governo Federal, que ameaça criminalizar as lutas populares.
A saída para o povo brasileiro é a ampliação de direitos, o aprofundamento da democracia com a democratização dos meios de comunicação e as reformas populares. Assim como a defesa das liberdades, enfrentando o machismo, a LGBTfobia e o racismo, que atualmente encontra sua maior expressão no genocídio da juventude negra. Conclamamos todos e todas que querem um Brasil justo e solidário, a saírem às ruas dia 31 de Março, numa Grande Marcha em Brasília e nas manifestações em várias cidades do país.
Ninguém fará pelo povo o que ao povo cabe fazer!
- Contra o impeachment
- Contra a Reforma da Previdência 
- Não ao ajuste fiscal e aos cortes em investimentos sociais
- Em defesa do emprego e dos direito dos trabalhadores 
- Fora Cunha! 


Portal CTB

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