22 de ago. de 2017

Contra leilão, movimento realiza abraço simbólico na Cemig



Um dos patrimônios dos mineiros  e do Brasil no estratégico setor de energia está sob ataque do governo golpista. Para impedir o leilão de quatro usinas da Cemig propostas pelo governo Temer, movimentos sociais, sindicais e segmentos políticos se mobilizam e realizaram na tarde desta segunda-feira (15) um abraço simbólico na sede da empresa estatal de Minas Gerais. O futuro das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande que representam 50% de toda a energia elétrica gerada pela Cemig está ameaçado.



Depois do cordão humano em volta da Cemig, os manifestantes fizeram um ato com a presença de diversas lideranças políticas. A CTB-MG participa das atividades em defesa da Cemig. A campanha “mexeu com Minas, mexeu comigo” já conta com apoio de diferentes representações e lideranças.  Para a CTB, a venda das usinas é o ponta-pé para privatizações e o projeto entreguista desejado por Temer e os usurpadores do poder. 


CTB-MG acompanha em Ouro Branco providencias para responsabilização de mortes de metalúrgicos




Garantir a assistência às vítimas e familiares dos(as) trabalhadores(as) que estavam na usina da Gerdau  quando explodiu na última terça-feira (15/08). Foi com esse objetivo que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) e a Federação Intermunicipal dos Metalúrgicos (Fitmetal) acompanharam a visita da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados na cidade de Ouro Branco na manhã de hoje (21). A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) representou os parlamentares da comissão. A explosão matou dois trabalhadores e feriu 12. No ano passado outro “acidente” provocou cinco mortes.

A exposição dos(as) trabalhadores(as) ao risco de morte durante o exercício do trabalho preocupa. O grupo de sindicalista e a deputada Jô Moraes se reuniram com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Branco e estiveram na Câmara dos Vereadores da cidade. Uma audiência pública está agendada para o dia 4 de setembro.

Os(as) sindicalistas cobram a definição de medidas  que responsabilize a Gerdau e estabeleça a prevenção da saúde e segurança dos(as) trabalhadores(as). O presidente da Fitmetal Marcelino Rocha afirma que um documento que envolve diferentes entidades está sendo articulado nacionalmente para   exigir “da Gerdau plano de ação para minorar os acidentes de trabalho e evitar mortes como tem ocorrido nesses 12 meses”, enfatiza.

Já a presidenta da CTB-MG Valéria Morato reforça que com o histórico de acidentes na planta da usina, essa última explosão se torna um crime que expõe a vida do trabalhador.  “Isso demonstra o descompromisso da Gerdau com a saúde e segurança dos(as) trabalhadores(as)”.

Valéria também chama atenção para o grave momento político do Brasil e o impacto deste crime com a devastação dos direitos trabalhistas. A reforma trabalhista expõe ainda mais a situação da classe trabalhadora com a perda de direitos como a pensão por morte. “A vida do trabalhador é medida pelo seu salário, diferenciando e estabelecendo cada vez mais a divisão de classes em nosso país” explica Valéria.


Até o momento a Gerdau não apresentou nenhuma resposta e o sindicato não teve sequer autorização para visitar o local da explosão. Uma das reivindicações dos dirigentes do sindicato é criar um comitê de emergência para evitar essas fatalidades.


Essas medidas também estão sendo cobradas pela deputada Jô Moraes. “Em nome da Comissão do Trabalho estamos aqui acompanhando esta proposta para que a Gerdau garanta um plano de ação emergencial de prevenção do acidente de trabalho. Não queremos mais vítimas. Queremos além do emprego, também as vidas”, afirmou Jô em uma transmissão ao vivo que fez pelo Facebook.  


21 de ago. de 2017

Diversidade e defesa do SUS marcam Conferência da Saúde da Mulher



As diretrizes para a política nacional de atenção à saúde das mulheres foram debatidas por 1.800 delegadas e delegados de todo o país na segunda edição da Conferência Nacional da Saúde da Mulher que terminou ontem (20) em Brasília. A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e a democracia, ameaçada com o governo golpista, também nortearam o evento.

Para debater os pontos essenciais do atendimento à saúde da mulher a marca da Conferência foi a diversidade, com presença forte de indígenas, negras, população trans, quilombolas, ribeirinhas e todas minorias sociais. Representando a União Brasileira das Mulheres (UBM) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG), Terezinha Avelar analisa positivamente o resultado da Conferência. Terezinha destaca a aprovação de temas que estão na ordem do dia das lutas feministas como o parto humanizado e a descriminalização do aborto. Apesar de conquistarem o eixo para descriminalizar o aborto no país, Terezinha chama atenção para o embate conservador orquestrado por uma minoria na Conferência.

O relatório final da conferencia ainda será divulgado e trará os temas aprovados durante os dois dias de intensos debates. A UBM e a CTB estavam organizadas em todos os eixos e com participação na relatoria da Conferência.

Essa edição da Conferência acontece 31 anos depois da realização da primeira. Foram quatro eixos discutidos durante o encontro: o papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúde das mulheres; o mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres; vulnerabilidades nos ciclos de vida das mulheres na Política Nacional de Atenção Integral a Saúde das Mulheres e políticas públicas para mulheres e participação social.

Além dos grupos de debate e plenária final, as delegadas e delegados participaram da manifestação com tema “Pela vida e pela saúde das mulheres”. Outro momento marcante da Conferência foi a presença do ministro da saúde, Ricardo Barros, que durante toda sua fala recebeu as vaias da platéia. Uma demonstração da rejeição às políticas golpistas e de ataque ao SUS promovidas pelo (des)governo federal.  

CTB-MG participará do 4º Congresso com 122 delegados do campo e da cidade



122 delegados, entre trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade - esta é a caravana da CTB-MG, que vai participar do 4º Congresso Nacional da CTB com sua nova presidenta, Valéria Morato.
“O Congresso da CTB será muito importante para que possamos discutir e encontrar as melhores formas de enfrentamento a essa ofensiva de desmonte da capacidade de representatividade dos trabalhadores através da inviabilidade dos sindicatos, federações, confederações e centrais”, explicou a sindicalista.
Entre as categorias representadas pela estadual de Minas Gerais, encontram-se professores, metalúrgicos, vigilantes, auxiliares em administração escolar, servidores públicos e muitos outros. “Trabalhadores do campo e da cidade farão a discussão, unificando-se aos demais trabalhadores do Brasil para o enfrentamento do golpe dado aos trabalhadores por esse governo ilegítimo”, concluiu Morato.
O 4º Congresso Nacional da CTB acontece entre os dias 24 e 26 de agosto, em Salvador. O evento reunirá mais de 1.200 delegados e delegadas de todo o Brasil e do mundo para um debate amplo e democrático, que definirá os caminhos da Central.
Portal CTB

16 de ago. de 2017

Repúdio CTB-MG: Explosão na Gerdau mata dois operários e expõe irresponsabilidade na segurança dos trabalhadores



Dois trabalhadores morreram e outros dez ficaram feriados em explosão da usina da Gerdau, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A explosão ocorreu na manhã desta terça-feira (15/08). A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Minas Gerais (CTB-MG) demonstra sua fraterna solidariedade aos familiares das vítimas e manifesta o total repúdio a mais um crime que vitimiza pessoas em seus locais de trabalho. Em novembro do ano passado, três operários morreram na mesma usina. Segundo informações divulgadas pelo sindicato, com as mortes desta terça, foram 7 mortes na Gerdau Ouro Branco apenas nos últimos 12 meses.

Para a CTB-MG esses números expõem a grave situação de segurança e saúde do trabalhador na Gerdau. A empresa é uma das maiores companhias siderúrgicas do mundo, mas em nome do lucro coloca em risco a vida dos seus trabalhadores. “Acreditamos que não foi acidente, não foi ao acaso, porque quando morrem dois trabalhadores e a soma dos óbitos aumenta no local de trabalho demonstra que  não há segurança para se trabalhar. A Gerdau proporcionou um ambiente de risco de morte para seus trabalhadores e isso é muito grave”, repudia a presidenta da CTB-MG Valéria Morato.
   
Como resultado da ganância do lucro, da irresponsabilidade e da negligencia, vidas foram ceifadas mais uma vez. Denúncias de falta de manutenção e até os óbitos anteriores apontam que a explosão poderia ter sido evitada. A CTB-MG exige punição concreta aos responsáveis desse crime e o envolvimento do Ministério do Trabalho no caso.   

O assassinato da classe trabalhadora no Brasil tem que ser denunciado a exaustão. O nosso país é a quarta nação do mundo que mais registra acidentes durante atividades laborais, atrás apenas da China, Índia e Indonésia.

Núcleo de Aposentados da CTB se reúnem e discutem mobilizações contra a reforma da previdência




Hoje, na sede da CTB-Minas, o Núcleo de Aposentados da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras se reuniu para debater sobre a Reforma Previdenciária proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Diante dos ataques à Previdência Social, o NACTB deliberou as seguintes ações: 1)Convocar os sindicatos cetbistas para ações de mobilização dos(as) trabalhadores(as) contra a Reforma Previdenciária;  2) Propor moções de repúdio nas Câmaras Municipais, em todo o estado, para que vereadores (as) pressionem os(as) deputados (as) federais a votarem contra a Reforma.

Próxima reunião: 23/08, às 9h30, na sede da CTB-MINAS.




Entidades presentes:  Sinpro, Fetaemg, Saemg, Aseaprevis, Amabelcon.

Ato em Belo Horizonte conclama paz na Síria






A solidariedade e o pedido de paz na Síria ecoaram na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, na manhã desta terça (15), feriado na capital mineira. O Ato foi convocado pelo consulado da Síria e teve a presença de diversas entidades sociais e sindicais, como a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela paz (Cebrapaz). Centenas de sírios refugiados, a comunidade árabe e lutadores pela paz chamaram atenção para os horrores da guerra que já dura seis anos. Balões brancos e vermelhos foram lançados ao céu  em uma programação exaltou a cultura síria.


A presidente da CTB-MG Valéria Morato acompanhou o ato e repudiou iniciativas de divisão dos povos e a cultura da guerra no mundo. Ela destaca também a importância do envolvimento mundial pelo fim da guerra.  “Só a união dos trabalhadores em escala mundial poderá encontrar o caminho para acabar com a barbárie imposta pelo capitalismo”, aponta Valéria.

A representante do Cebrapaz Antonieta Shirlene classificou o ato como bastante significativo. “Ataques imperialistas enfrentam a soberania dos países no mundo inteiro. Junto com Conselho Mundial da Paz, o Cebrapaz faz ações de mobilizações para chamar atenção da população para esses ataques imperialistas. O ato ontem convocado pelo cônsul sírio teve nosso pronto atendimento pela solidariedade ao povo sírio”, avalia Antonieta.


A guerra na Síria devasta o país. Mais de 400 mil pessoas já morreram, assassinadas por armas e bombas, um quarto delas mulheres e crianças.  Metade dos moradores se refugiaram em outros países, como o Brasil. 


14 de ago. de 2017

Reforma política é a pauta da semana, em Brasília



Para que as mudanças no sistema eleitoral possam vigorar nas eleições de 2018, é necessário que sejam aprovadas na Câmara e no Senado até o dia 07 de outubro deste ano. Por isso, três comissões da Câmara, que analisarão a proposta, tem sessões agendadas para esta semana.
A Comissão especial, criada exclusivamente para tratar do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003 se reunirá nesta terça-feira (15) para concluir a votação dos três destaques que faltam nas propostas de mudanças do relatório do deputado Vicente Candido (PT-SP).
Na semana passada, os deputados aprovaram o chamado “distritão”, o financiamento público de campanhas eleitorais e o voto majoritário para eleger deputados federais e estaduais e vereadores em 2018 e 2020.
O “distritão” é uma forma de eleição que é utilizada em apenas quatro países do mundo (Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Pitcairn), onde o Parlamento é composto pelos candidatos mais votados, que enfraquece e desqualifica o papel dos partidos políticos. Com a disputa no formato individual, o poder econômico se fortalece ainda mais.
A proposta do relator mantinha o sistema proporcional, que além dos votos individuais, também considera a votação dos partidos para que, proporcionalmente, sejam determinados os eleitos ao Parlamento. A proposta inicial também apresentava o sistema distrital misto em 2022, com votos para os partidos em listas fechadas e votos majoritários em distritos menores que os atuais estados.
A Comissão especial também aprovou o fundo eleitoral de 0,5% do orçamento, o que significará um montante em torno de R$ 3,5 bilhões. O líder do bloco da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT/CE) disse que esse é um tema que precisa ser debatido pedagogicamente com a sociedade, pois o financiamento público de campanha permite fiscalização e transparência, que no sistema atual é encoberto pela corrupção e caixa 2.
Os destaques que serão analisados esta semana são os que avaliam a possibilidade de os candidatos comporem simultaneamente as listas preordenadas, a partir de 2022; a de o suplente de senador ser o candidato a deputado federal; e por fim a proibição das coligações partidárias nas eleições para o Legislativo (PEC 282/16).
De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB

População é informada sobre o desmonte da previdência em evento da OAB-MG

                       

Quem passou ontem (10/08) pela Praça Sete em Belo Horizonte pode receber gratuitamente atendimento jurídico e esclarecer sobre os riscos na previdência, representado pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 em tramitação no Congresso. A atividade, realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), contou com a participação de representantes das entidades que compõem a Frente Mineira Popular em Defesa da Previdência. Uma cartilha com as informações sobre o desmonte da previdência proposto pelo governo golpista foi distribuída. A CTB-MG, a OAB e diversas entidades do movimento social e sindical assinam o documento. 

O projeto OAB na Praça faz parte das comemorações do Dia do Advogado. A estimativa é que pelo menos 500 pessoas foram atendidas pelos advogados e puderam conversar com as lideranças sociais e sindicais sobre o que representa as propostas de Temer para o povo brasileiro.




10 de ago. de 2017

Dieese e centrais avaliam os retrocessos da reforma trabalhista



O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com as centrais sindicais, realizou nesta quarta-feira (9), no Sinpro Minas, o encontro da 14ª jornada nacional de debates sobre a reforma trabalhista.

Na mesa de abertura, participaram representantes das diversas centrais sindicais. Diante do quadro de precarização das relações de trabalho a avaliação de todos/as foi de que a reforma trabalhista representa um grande retrocesso. “Essa reforma retrocede a década de 20 e não há outro caminho do que a luta coletiva e a unidade da classe trabalhadora”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas e presidenta eleita da CTB Minas.

Em sua exposição, Fernando Duarte, supervisor técnico do Dieese em Minas, contextualizou o tema alertando sobre o desmonte do papel social do Estado com a PEC do Teto (que limita investimentos sociais), Lei da Terceirização, reforma trabalhista e reforma da Previdência. “Há uma severa crise econômica e dificuldades nas negociações salariais com o desemprego em alta. Mesmo nesse quadro, os trabalhadores não poderão contar com a sustentação das leis trabalhistas”, afirmou.

Segundo Duarte, a reforma trabalhista e sindical veio para rebaixar direitos, uma vez que uma norma legal poderá ser negociada entre as partes. “Na hierarquia da reforma, o acordo entre patrões e empregados vai valer mais que a lei, com isso haverá muitas perdas de direitos”.

Ele também ressaltou a importância do movimento sindical que está com a sua sustentação e representação ameaçada com a reforma, pois está aberta a possibilidade de representação não-sindical dentro das empresas. “O sindicato tem uma atuação que, às vezes, os trabalhadores não percebem como a defesa e a negociação de direitos. É hora de enxergar além das propagandas dos meios de comunicação e fortalecer o sindicato”.

Fernando também falou sobre o equívoco dos empresários em ver a reforma apenas como uma maneira de reduzir custos. “Numa escola, por exemplo, o mercado consumidor interno vai cair e afetar a receita do negócio. É importante lembrar que a fonte de receita dos empresários vêm dos salários dos trabalhadores de todas as empresas”, analisa.


A gravação do evento foi divulgada na página do Sinpro Minas no Facebook:




Fonte: Sinpro-Minas

8 de ago. de 2017

Mulheres saem às ruas para lembrar 11 anos da lei Maria da Penha





Nesta segunda-feira (07/08) a Lei Maria da Penha completou 11 anos e mulheres realizaram atos em todo Brasil para marcar a importância da data. As ações relembram os avanços e desafios para enfrentar a violência contra a mulher. Em Belo Horizonte, movimentos feministas ocuparam a Praça Sete e promoveram debate com a população. A CTB-MG esteve presente na atividade. Em Montes Claros, mulheres ctbistas participaram de panfletagem na tradicional feira do Major Prates.   



Os números da violência contra a mulher no Brasil ainda são alarmantes. O Instituo DataFolha, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgou um levantamento que mostra que a cada dois segundos uma mulher sofre violência. Pensando nisso, o Instituto Maria da Penha, lançou também nessa segunda uma campanha para chamar atenção para os crimes contra as mulheres. O projeto Relógios da Violência faz uma contagem minuto a minuto do número de mulheres que sofrem agressão física ou verbal no país.

Congresso UBM

 Como parte da organização do movimento feminista, terminou no último domingo (6) a décima edição do Congresso da União Brasileira das Mulheres (UBM). Com o mote em defesa da democracia e dos direitos das mulheres, o encontro também homenageou Gilse Cosenza, importante militante feminista que marcou as lutas no Brasil e em Minas Gerais que faleceu em maio deste ano. A delegação mineira contou com ctbistas para fortalecer os debates do Congresso.   







26 de jul. de 2017

CTB denuncia reforma trabalhista do governo Michel Temer no Brics Sindical




Na manhã desta quarta-feira (26), o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no Brics Sindical, Mário Teixeira, participou da solenidade de abertura do Encontro de Ministros do Trabalho e Emprego do bloco.
Durante o encontro, que ocorre na cidade de Chongqing na China até a próxima quinta (27), a CTB e demais centrais sindicais que integram o bloco exigiram a efetiva participação e empenho dos governos, em cada país, na efetivação dos pleitos aprovados nos Fóruns Sindical do Brics. 

“Nossa mensagem foi na busca do fortalecimento da interlocução entre as organizações sindicais, assim como da intensificação do diálogo com os demais parceiros sociais, inclusive com os Ministros do Trabalho dos países membros do bloco”, declarou Teixeira para o Portal CTB.
Na ocasião, os sindicalistas também se manifestaram contra a reforma trabalhista do governo de Michel Temer, aprovada pelo Senado no começo do mês de julho. “Além de enfraquecer as entidades sindicais laborais, esta reforma retira direito e conquistas dos trabalhadores representado, assim um profundo e inconstitucional retrocesso social”, expressou o dirigente. 

No mesmo dia, os sindicalistas tiveram um encontro com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, e reforçaram a denúncia contra a aprovação da medida. 

Enfatizamos, disse, alguns dos principais pontos negativos como: o desequilíbrio das relações trabalhistas, perda de direitos consagrados, flexibilização dos contratos de trabalho - com a consequente precarização de direitos - e o sepultamento da ultratividade na vigência dos instrumentos coletivos.
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“Ressaltamos que a reforma sugerida, ampliada e aprovada pela Câmara dos Deputados e ratificação sem ressalvas pelo Senado brasileiro, não foi precedida de qualquer diálogo tripartite consagrados pela OIT, conforme já denunciado”, alertou o sindicalista. 

Mário Teixeira é portuário, presidente da Fenccovib (Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias) e diretor para assuntos internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF).
Érika Ceconi - Portal CTB, com informações e fotos de Mário Teixeira 

CTB publica nota técnica sobre os impactos da crise na indústria e o desemprego no Brasil



A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) lança nota técnica e avalia os impactos da crise na indústria e o avanço do desemprego. No documento, que foi produzido pelo pesquisador e cientista social, Ronaldo Carmona, também indica caminhos para a retomada do crescimento, com o fortalecimento do parque produtivo nacional, com geração de emprego e distribuição da renda.
"Aos trabalhadores e trabalhadoras interessa enormemente retomar a indústria nacional como vértice de nosso desenvolvimento. Para tanto, estabelecer alianças com esse compromisso será fundamental para percorrer um caminho virtuoso que dê conta dos desafios impostos ao país nesta etapa", defende o estudo.
De acordo com a nota, as "transformações na base produtiva apresentam questões de fundo para os trabalhadores, tais como, (a) alterações no próprio perfil da classe operária, que passa a necessitar de maior nível de escolarização e renda relativamente mais elevada, com efeitos sobre sua própria identidade e sentimento de pertencimento à classe; (b) efeitos extraordinários sobre a produtividade do trabalho, derivando numa expressa diminuição quantitativa do proletariado industrial e sua sofisticação".
Ao comentar a iniciativa de elaborar uma nota técnica sobre o tema, o presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou que "diante das amargas estatísticas, da avalanche de perdas de direitos, do desemprego alarmante e do sucateamento do parque produtivo nacional, a Central não só empenha esforços em entender essa realidade como também investirá pesado numa campanha nacional em defesa da indústria nacional, do emprego e da retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e distribuição de renda".
Ele destaca que a proposta é unificar amplos setores - sociais, políticos e do mundo do trabalho - em torno de uma nova agenda política e econômica, que denuncie o desmonte do Estado Nacional, a ofensiva contra a classe trabalhadora e o projeto entreguista liderado pela gestão de Michel Temer.

20 de jul. de 2017

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se posiciona pelas Diretas Já


“O conselho da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) já se manifestou em favor das eleições diretas”. A afirmação é do presidente de honra da SBPC, Ennio Candotti, durante o ato “Cientistas e Pesquisadores pelas Diretas Já”, agenda do V Salão de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos). A associação de pós-graduandos havia cobrado um posicionamento da SBPC por meio de uma moção que, segundo Ennio, será aprovada nesta quinta-feira em Assembleia da entidade na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O ato também teve representações de diversas entidades e personalidades, como a Tamara Naiz, presidenta da ANPG, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG); Marianna Dias, presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes); Ronald Santos, presidente do CNS (Conselho Nacional de Saúde); Jhonatan Almada, Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão; Sandra Regina, vice-reitora da UFMG; o professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação; Valéria Morato, CTB/MG (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Sabrina Teixeira, CUT/MG (Central Única dos Trabalhadores); e Carlos Wagner, ABCMC (Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência).
Em maio deste ano o Governo Federal reduziu o orçamento da ciência em 44%, um corte de R$ 2,2 bilhões no financiamento de R$ 5 bilhões que o governo havia proposto originalmente para 2017. Os cortes e as políticas conservadoras na educação, previdência e trabalhista se unificam para a luta das eleições diretas. “Nós concluímos neste semestre um momento em que sofremos os mais duros golpes de perda de direitos e da democracia. Terceirização, sanção da reforma trabalhista, ataque a democracia e corte financeiro. (…) Israel investe 4,3% do PIB em inovação ciência e tecnologia. O Brasil em 2016 investiu 1,3% e neste ano a tendência é a mais absurda ameaça à ciência com o contingenciamento de investimentos”, explica Jô Moraes, sobre a urgência do Brasil ter eleições diretas.
Os cortes nos investimentos da ciência e tecnologia vão na contramão do progresso através de novas descobertas feitas a partir de pós-graduandos, mestrandos, doutorandos, cientistas e pesquisadores, como explica Beirão. “Não há nenhum país desenvolvido sem uma base sólida de investimento em educação na ciência e tecnologia. O Brasil estava construindo uma base na ciência e não podemos perder isso. Na década de 50 o Brasil tinha muita desnutrição e foi acabando através de ciência e tecnologia e hoje a gente exporta comida. O Brasil conseguiu algo único, explorar nossa plataforma e achar petróleo no fundo do mar há mais de 7 km de profundidade, o pré-sal. Isso é ciência e tecnologia”, pontua o professor. “Tudo isso está sendo jogado no lixo por causa de uma gangue de assaltantes”, finaliza.
Segundo os convidados, só há um antídoto para superar todo o retrocesso, que é através da democracia e da soberania popular através do voto direto. A ideia também é compartilhada pela UNE. “Junto com a UNE e UBES, a ANPG é a entidade que defende os estudantes e tem o dever de se posicionar para tirar Michel Temer e a política de retirada de direitos. Podemos sim ter um Brasil melhor e a gente conclama que essa bandeira de Diretas Já seja de prioridade. Queremos defender o povo. A saída é o povo decidir os rumos do país e decidir uma nova política que respeita os trabalhadores, estudantes e sociedade em geral”, diz Marianna Dias, reforçando o coro pelas Diretas Já.
Texto: Mateus Marotta Silva, do site da ANPG

Em defesa dos direitos trabalhistas e da organização sindical



A salvaguarda dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora pressupõe uma organização sindical forte e representativa, enraizada nas bases e orientada por uma concepção classista de luta, mobilização e negociação. Por esta razão, a defesa da Contribuição Sindical e da Unicidade Sindical foram compromissos fundantes da CTB, interligados às batalhas para preservar e ampliar os direitos sociais, valorizar o trabalho e viabilizar um projeto nacional de desenvolvimento com democracia e soberania.
A sustentação financeira é indispensável à sobrevivência das organizações sindicais. Sem recursos, é muito difícil senão impossível, conduzir a luta da classe trabalhadora por melhores salários, condições de vida e trabalho. O fortalecimento dos sindicatos, federações, confederações e centrais trabalhistas interessa ao conjunto da classe trabalhadora, e não apenas aos sindicalistas. Um sindicalismo forte é também essencial à democracia.
Conquistas como férias, redução da jornada de trabalho, 13º Salário, licença-maternidade, descanso semanal remunerado, política de valorização do salário mínimo, entre outras, foram arrancadas através de lutas organizadas e comandadas pelo movimento sindical em aliança com as forças democráticas e progressistas da sociedade.
A contrarreforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Temer constitui um grande golpe contra a classe trabalhadora brasileira, certamente o maior da nossa história na medida em que aponta para o retrocesso das relações sociais às condições existentes no início do século 20, antes da emergência de leis trabalhistas e da CLT.
A CTB lutou o tempo todo para impedir o golpe, que não obstante a resistência e desaprovação popular foi consumado.
Não bastasse o Supremo Tribunal Federal acabar com a contribuição assistencial, que compromete a sobrevivência de 40 a 60% das entidades sindicais, a nova lei pode inviabilizar de vez a existência dos sindicatos, acabando com a principal fonte de financiamento: a Contribuição Sindical.
Para coroar a obra de destruição do Direito do Trabalho a direita neoliberal quer também aniquilar o movimento sindical. Mas não conseguirá frear a nossa luta. O projeto sancionado por Temer é tão retrógado que os senadores o aprovaram sob a condição de que o governo editasse uma Medida Provisória corrigindo as aberrações que aos olhos dos parlamentares eram mais escandalosas, como a permissão do trabalho insalubre para gestantes e lactantes. O governo assumiu também o compromisso de encontrar uma alternativa para a Contribuição Sindical.
Frente à nova conjuntura criada após a aprovação da contrarreforma trabalhista, a CTB reafirma a sua orientação contra a restauração neoliberal e seguirá resistindo e lutando em defesa da preservação do movimento sindical, trincheira importante para a saúde da nossa Democracia. Para tanto, a CTB ampliará seus esforços tanto nas frentes de lutas, com vistas aprofundar a consciência social, como na frente institucional, pressionando o Congresso Nacional e governo e exigindo uma saída que não tenha como centro a retirada de direitos.
Compreendemos que a defesa dos interesses maiores da classe trabalhadora e da nação exige mobilização e luta e seguiremos firmes, sob o manto dos nossos princípios, na jornada em defesa dos nossos direitos. De modo que fortalecer a organização sindical é condição primeira para obter êxitos na luta de classes.
Isto se torna mais verdadeiro neste momento de crise e ofensiva global do capital contra o trabalho. Sabemos, também, que o segredo maior da nossa força reside na unidade e na consciência de classe.
Frente ao novo cenário político instalado no Brasil após o golpe travestido de impeachment é imperioso intensificar os esforços para esclarecer e organizar as massas trabalhadoras, inserindo-as na luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional com democracia, soberania e valorização do trabalho.
São Paulo, 20 de julho de 2017

Adilson Araújo, presidente Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

19 de jul. de 2017

Presidenta da CTB Minas participa do Café Sindical



A presidenta da CTB-Minas Valéria Morato participou hoje (19) do Café Sindical, produzido pelo Sindireceita, que teve como tema o Estado e o servidor público. Também foram convidados para o debate a professora Magda de Lima Lúcio e o deputado federal Adelmo Leão. A mesa de discussão aconteceu no auditório da Receita Federal.

Valéria Morato destacou a necessidade da unidade da classe trabalhadora na resistência contra esse duro ataque do governo golpista aos direitos trabalhistas. Servidores públicos, trabalhadores da iniciativa privada, da cidade e do campo serão atingidos por essa reforma trabalhista. Valéria reafirmou: o que governo golpista chama de reforma é na verdade o desmonte da regulamentação das leis trabalhistas e fará com que os trabalhadores e trabalhadoras voltem ao patamar da década de 20.


Realizado pelo Sindireceita, o Café Sindical é coordenado pela Roda de Ideias e tem o apoio das entidades sindicais: CTB, Contee, Conacate, Sindsema, Sinal, Intersindical, dentre outros.  

                   

18 de jul. de 2017

Michel Temer e os 40 deputados: a farra da liberação de emendas



Trocadilhos à parte, o jornal Estadão traz hoje (18) a informação que dos 40 parlamentares que votaram contra a investigação de Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, 39 foram agraciados com a liberação de R$ 266 milhões em emendas parlamentares, entre junho e julho, após vir a público a denúncia do dono da JBS, Joesley Batista.

Um dos maiores beneficiários da liberação recursos é também o deputado que apresentará o relatório que pede o arquivamento das denúncias por corrupção passiva, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra Temer, Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG), que teve R$ 10,1 milhões liberados. Ele afirma que não há relação entre os fatos.

A prática da compra de votos e retaliação aos “infiéis” também já havia sido denunciada no Senado Federal, durante a votação da reforma trabalhista. O senador peemedebista do Distrito Federal, Hélio José, em entrevista coletiva, em meados de junho, denunciou que o governo estava transformando o Congresso Nacional num balcão de negócios para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária e retaliar os parlamentares que não se enquadram em seu projeto, que o senador peemedebista classificou de “ridículo”.

Na mesma entrevista, Hélio José afirmou que “o governo está atolado de corrupção, por todos os lados, tomando a atitude de transformar o governo num balcão de negócios e de retaliação da base aliada que vota de forma correta em defesa dos direitos do povo brasileiro”.


De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB
Foto: Banco de Imagens Câmara dos Deputados

17 de jul. de 2017

Encontro vitorioso elege nova diretoria da CTB-MG





A nova diretoria da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), seção Minas Gerais, foi eleita durante a quarta edição do Encontro Estadual realizado nos dias 14 e 15 de julho no Sesc Venda Nova em  Belo Horizonte.  A gestão 2017/2020 tem a professora Valéria Morato como presidenta. O destaque do 4° Encontro Estadual da CTB-MG foi a equidade de gênero e de representação de categorias entre os(as) delegados(as). Foram 170 homens e 167 mulheres, 51% trabalhadores rurais, 27% da educação, 8,3% da indústria,  7,1% da área de serviços e 5,6% do setor público.

Com o tema “Democracia, Resistência e luta”, o clima de disposição para enfrentar os desafios da classe trabalhadora se uniu a alegria da unidade alcançada pelos ctbistas mineiros. A eleição da nova diretoria ocorreu no sábado a tarde (15), logo após da escolha dos(as) delegados(as) que representarão Minas Gerais no 4° Congresso da CTB em Salvador.


Na programação do Encontro, a CTB-MG apresentou um balanço da gestão que se encerra. Entre os desafios apresentados pela conjuntura do golpe vivido no Brasil, a direção mineira destacou o papel protagonista e de articulação desempenhado pela CTB em Minas Gerais. Os dados foram compartilhado por Gelson Alves e Kátia Gaivoto com a delegação do Encontro.

A engenheira do Trabalho, Marta Freitas, também foi convidada para compor uma das mesas de debate. Para ela, além da gravidade da retirada de direitos dos(as) trabalhadores(as), o governo golpista prepara uma “maracutaia institucional para que a fiscalização do trabalho não cumpra seu papel.” Marta Freitas exemplificou a situação do Ministério do Trabalho em Minas que conta com apenas 4 técnicos para fiscalizar das condições de trabalho na região metropolitana sendo que para o ano que vem o governo ilegítimo de Temer cortou o orçamento do Ministério em 68%.O tesoureiro da CTB, Vilson Luiz que também é presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais (Fetaemg) se mostrou otimista com o crescimento da Central no Estado. Para ele, em 2017 mais trabalhadores do campo estarão na fronteira junto com a CTB com uma participação determinado para travar as lutas importante para o país.

Os(as) ctbistas mineiros(as) aprovaram ainda o plano de lutas para o próximo período e quatro moções assinadas pela CTB-MG.


           
Veja depoimentos dos(as) ctbistas durante o 4° Encontro da CTB-MG:  

Presidenta eleita da CTB-MG Valéria Morato fala sobre a disposição de luta para o próximo período




Presidente da CTB Adilson Araujo esteve no Encontro e parabeniza o trabalho dos(as) ctbistas mineiros(as)




Deputada federal Jô Moraes participou da mesa de abertura do Encontro e saudou os(as) participantes




Marcelino da Rocha, que presidiu a CTB-MG na última gestão aponta a continuidade da luta



Tesoureiro da CTB Vilso Luiz relembra que o palco de fundação da CTB foi Belo Horizonte há 10 anos e destaca a unidade entre trabalhadores(as) rurais e urbanos


Presidenta do Sindicato dos Trabalhadores dos Servidores Públicos de Nova Lima, Erika Fernanda, agradece a pareceria da CTB nas lutas da entidade sindical



Engenheira do Trabalho Marta Freitas denuncia o desmantelamento do Ministério do Trabalho