16 de jun. de 2010

Trabalhadores na educação pública de Minas fazem nova paralisação

Os trabalhadores da Educação Pública de Minas Gerais prometem paralisar mais uma vez as atividades nessa quinta-feira, 17 de junho. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), continua o estado de alerta, apesar de suspensa a greve no dia 25 de maio. Foram 48 dias de mobilização.

Os trabalhadores vão parar as atividades para uma assembleia, a partir das 14h, no Pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. O Sind-UTE vai colocar em votação a proposta de vencimentos apresentada pelo governador, o tucano Antônio Augusto Anastasia.


Todas as vantagens, chamadas popularmente como “penduricalhos” seriam reunidas numa única parcela de pagamento, chamada de subsídio. Segundo a Agência Minas, os professores da educação básica teriam o salário inicial de R$ 1.320, para 24 horas semanais. Os que optassem pela jornada de 30 horas, receberiam R$ 1.650. O salário máximo, para os trabalhadores com Doutorado, seria de R$ 1.932 e R$ 2.415, respectivamente.

Os subsídios iniciais coincidiriam com o piso nacional do professor, uma reivindicação do movimento grevista. Mas o Sind-UTE destacou, por meio de nota, que o plano do governo “ilude a categoria” e esconde a perda de direitos. O “novo” sistema implicaria no aumento da jornada de professores para 30 horas compulsórias, acabando com vantagens e gratificações conquistadas ao longo da vida funcional.



“Na verdade o movimento colocou em pauta que a propaganda sobre a educação mineira é uma farsa, e agora eles vêm com o discurso de que estão preocupados com a educação”, avaliou Rafael Calado, diretor de Política Educacional da CTB Minas e do Sind-UTE em Ibirité. Anastasia teria elaborado uma estratégia, tentando reverter o desgaste na própria imagem. O sindicalista também acredita que a contraproposta do governador põe em risco benefícios e o plano de carreiras, oferecendo tratamento diferenciado às diferentes categorias.

Uma comissão paritária havia sido anunciada após a suspensão da greve, no dia 25 de maio. A rigor, o grupo deveria chegar ao consenso. O Sind-UTE desaprovou o fato de Anastasia divulgar o “novo” sistema de remuneração antes do fim dos trabalhos, que estava previsto para 15 de junho. Tudo leva a crer que, independente da aprovação pelos trabalhadores, a proposta do governo será enviada à apreciação do legislativo na próxima segunda-feira, dia 21 de junho.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas
Fotos: Sind-UTE

Posição da direção do Sind-UTE/MG a respeito da Nova Política Remuneratória anunciada pelo governador

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante do anúncio feito pelo governador Anastasia, o Sind-UTE/MG vem a público informar:

O Termo de Acordo assinado entre Sind-UTE/MG e Governo Estadual previa que uma comissão de trabalho apresentasse propostas de modificação dos vencimentos básicos e remuneração de todos os servidores estaduais da educação. Entretanto, sem que a comissão terminasse os trabalhos cujo prazo final era 15/06, o Governador Antônio Anastasia anunciou uma suposta “nova política remuneratória”. No entanto, o Governador informou valores absolutos, divulgando a ideia de que a nova remuneração é vantajosa. O Governo Estadual esconde que haverá também:

- aumento da jornada de trabalho do professor, uma vez que a jornada de 30 horas será compulsória;

- modificação das carreiras da educação retrocedendo na valorização dos níveis de formação e graus (promoção e progressão);

- acaba com todas as vantagens e gratificações que os servidores podem adquirir ao longo da vida funcional;

- não valoriza os setores administrativos que trabalham nas Superintendências Regionais de Ensino;

- muda toda a dinâmica de remuneração do estado passando a ser em forma de subsídio, sem qualquer gratificação ou vantagem de acordo com a carreira e vida funcional.

Além disso, a política remuneratória seria para março de 2011. Infelizmente, a estratégia do Governador é de iludir a categoria divulgando valores que não correspondem ao vencimento básico.

O Sind-UTE/MG reforça a convocação já feita para a assembleia estadual no dia 17 de junho, em que avaliará com a categoria, as medidas que serão tomadas.








Os trabalhadores e o novo ciclo histórico brasileiro

Por Gilson Reis*

No dia primeiro de junho de 2010 a cidade de São Paulo amanheceu fria, com uma garoa fina e persistente, marca tradicional da capital paulista. A maior cidade do Brasil iniciava mais um dia de rotina, de intensa mobilização urbana. Trânsito caótico, metrô superlotado, milhares de ônibus, milhões de pessoas indo e vindo para mais um dia de trabalho. Em meio à agitação urbana, da super metrópole, um movimento diferente ocorria pelas bandas do Pacaembu. O estádio de futebol mais charmoso do Brasil, palco de muitas batalhas futebolísticas e símbolo da pujança capitalista de São Paulo, recebia naquela manhã milhares de trabalhadores de todos os estados do país para a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a Conclat.

Depois de trinta anos, os trabalhadores, os sindicatos, as centrais sindicais CTB, CUT, FS, NCST e CGTB organizaram a segunda Conferência nacional da Classe Trabalhadora. Cinco mil sindicatos, cinco centrais sindicais, e aproximadamente vinte e dois mil trabalhadores unidos em torno de um propósito: apresentar à sociedade brasileira uma agenda política dos trabalhadores.

A coesão dos seis eixos temáticos foram articulados a partir de um eixo estruturante: desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho. Os seis eixos temáticos são: 1 – Crescimento com distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno; 2 – Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social; 3 – Estado como promotor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental; 4 – Democracia com efetiva participação popular; 5 – Soberania e integração internacional; 6 – Direitos sindicais e negociação coletiva. Cada um dos eixos temáticos foi subdividido em dezenas de propostas que compõem o projeto final. Assim, ao realizar as propostas indicadas no projeto da classe trabalhadora, alcançaremos mudanças profundas e estruturais nas relações políticas, econômicas e sociais no país.

A realização da Conclat é uma manifestação incontestável da maturidade e capacidade reflexiva e propositiva da organização sindical dos trabalhadores no Brasil. A construção da assembléia foi desenvolvida ao longo de dois anos. Muitas reuniões, debates e articulações foram necessárias até se chegar ao documento final.

Mas, por que os trabalhadores do Brasil e o movimento sindical brasileiro estão apresentando ao País uma agenda da classe trabalhadora? Partimos de uma avaliação política que o Brasil está finalizando um ciclo histórico. Este ciclo se iniciou no final dos anos setenta, com a eclosão de centenas de greves que questionaram a ditadura militar e a política econômica do governo João Figueiredo. Esse cenário de crise política e econômica era agravado pelo endividamento externo do país, pela crise do petróleo dos anos setenta e pela intensa mobilização dos movimentos que lutaram pelo restabelecimento da normalidade democrática.

As greves que se iniciaram no ABC paulista e se espalharam por todo o país tiveram como grande liderança um metalúrgico de São Bernardo do Campo: um “tal” de Lula. O movimento de luta política possibilitou a criação e reorganização de importantes entidades populares: CUT, CGT, MST, UNE, UBES, CONAM, CMP. A criação e reorganização partidária: PT, PCdoB, PSB, PCB, PDT. Por tudo que realizou o movimento sindical e popular brasileiro nesta fase histórica, em aliança com setores democráticos, intelectuais e progressistas, possibilitou ao país a abertura de um novo ciclo histórico.

Nesse ciclo histórico, enfrentamos a ditadura militar, ditadura midiática, que ainda hoje impera soberana no País e a ditadura do capital rentista dos anos noventa; as reformas neoliberais (privatizações, Estado mínimo, desregulamentação do trabalho, desregulamentação das políticas públicas, destruição do parque industrial brasileiro). Nesse período de hegemonia neoliberal, enfrentamos a ditadura do pensamento único, a criminalização do Movimento Sindical. Vimos o aumento exponencial da criminalidade, o aumento descomunal da corrupção, a favelização das grandes cidades, o abandono das políticas públicas com permanente mercantilização da saúde e educação, o desemprego estrutural, a concentração fundiária, a destruição do meio ambiente e de muitas outras mazelas que nos afligem no cotidiano.

Ainda neste período vimos emergir ao governo nacional as mesmas forças políticas que iniciaram a ruptura do ciclo anterior. Nestes últimos anos, inicia-se a transição deste ciclo histórico. O metalúrgico Lula se torna o Presidente Lula. As forças de oposição ao governo militar ascendem ao poder, mesmo com todas as dificuldades impostas pela elite nacional e pela estrutura arcaica do Estado Brasileiro o País avança. No entanto, ainda enfrentamos neste período a concentração da renda, a concentração midiática, o poder financeiro nas eleições, o poder judiciário conservador, a fragilização dos direitos trabalhistas, o descaso com os aposentados e pensionistas, o abandono da criança e da adolescência, e muitas outras fraturas presentes na sociedade brasileira.

Contudo, nestes últimos anos, amadureceu numa parcela da sociedade brasileira, com destaque para o Movimento Sindical, a percepção que podemos e devemos iniciar um novo ciclo histórico no Brasil. Um novo ciclo que parte do pressuposto que as medidas políticas e econômicas iniciadas pelo Presidente Lula, mesmo com todas as dificuldades e contradições que um governo de transição comporta, precisam ser aprofundadas e alargadas. Isso quer dizer que precisamos avançar nas mudanças estruturais do Estado brasileiro de forma determinada.

Para avançar neste novo ciclo civilizatório, será preciso alterar a forma de tributar a sociedade brasileira, diminuir a tributação do trabalho e da produção e tributar os ganhos de capitais e grandes fortunas; Realizar uma ampla Reforma Agrária com desconcentração e democratização ao acesso à terra; realizar profundas mudanças na saúde e educação, possibilitando o acesso da população a políticas públicas de qualidade; uma reforma política que avance nas democracias representativa e participativa; uma reforma trabalhista que avance na valorização e democratização do trabalho, uma reforma previdenciária que avance numa política pública de permanente valorização dos aposentados e pensionistas; uma reforma urbana que reorganize o espaço urbano com destaque para a construção de casas populares, dentre várias outras medidas necessárias.

Estas são algumas das questões que os trabalhadores levaram para a Conferência da Classe Trabalhadora e que infelizmente a grande mídia ignorou ou tentou nos últimos dias atacar. Sabemos que mudar as estruturas do Estado brasileiro não é uma tarefa simples. Precisamos acumular e convergir forças para iniciar este novo ciclo histórico. Estamos enfrentando e vamos enfrentar muitos obstáculos, porém, o motor da História avança e com certeza é mais forte que qualquer dificuldade.

A classe trabalhadora e o Movimento Sindical deram o pontapé inicial nesta grande jornada nacional e o cenário não poderia ser melhor: Copa do mundo, Pacaembu e eleições presidenciais. Vamos avançar na construção de um novo ciclo histórico com desenvolvimento, soberania, democracia e valorização do trabalho.

Professor Gilson Reis
Presidente licenciado do Sinpro Minas e da CTB Minas.



Boletim Oposição ao Sindicato dos Correios (SINTECT-MG) nº11



14 de jun. de 2010

Nota em defesa dos trabalhadores do Serviço Público de Poços de Caldas

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) em Minas Gerais é solidária ao Sindicato dos Servidores de Poços de Caldas, e abertamente contra a forma autoritária como vem sendo proposto o Programa de Modernização da Gestão de Pessoas (PMGP) no município. Uma leitura cuidadosa do PMGP mostra que ele retira direitos, arrocha salários e cria mecanismos de controle do trabalhador.

A iniciativa da prefeitura ainda ataca frontalmente a organização sindical. Durante as negociações do Acordo Coletivo 2009/20010, o Sindicato dos Servidores e comissão nomeada pelo Sr. Prefeito, Paulo César Silva (PPS), assumiram um compromisso. Mas, absurdamente, quando encerradas as discussões, o Sr. Prefeito negou-se a assinar o acordo. Entre outros pontos, ele garantiria a participação do Sindicato em comissão para discutir a mudança do regime de contratação dos servidores.

A prefeitura vem construindo a falsa idéia de que haverá benefícios imediatos com a mudança de regime. Essa é uma estratégia para dividir os trabalhadores, que no fim das contas serão os grandes prejudicados. Contrariando a tendência mundial, o PMGP prevê aumento da jornada de trabalho semanal de 40 para 44 horas.

O PMGP necessita, urgentemente, ser aprimorado. DA FORMA COMO ESTÁ, ELE RETIRA DIREITOS JÁ CONQUISTADOS. O PMGP sequer assegura a data-base, reduz o percentual de insalubridade pela metade, legitima o banco de horas e não prevê o pagamento do reflexo no Descanso Semanal Remunerado, como garante a CLT. É inconcebível uma transformação desse porte, sem a intermediação do Sindicato, representante legal dos trabalhadores. Os grandes atingidos têm o direito de ser esclarecidos sobre o real impacto dessas mudanças.

A CTB reafirma o compromisso e apoio efetivo nessa luta. Toda e qualquer estratégia na tentativa de garantir direitos é legítima: atos públicos, passeatas manifestações e audiências públicas. Alertamos à população de Poços de Caldas e aos servidores sobre a importância de, nesse momento, exigir mais transparência e debate público. Lutemos contra o Estado mínimo e pela abertura da negociação. Nenhum direito a menos!

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.
Belo Horizonte, 16 de junho de 2010.



CTB Minas avalia a participação do estado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora


No dia 11 de junho de 2010, a Diretoria Executiva da CTB Minas se reuniu em Belo Horizonte, e fez o balanço político organizativo do estado para da  Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em São Paulo, no dia 1º de junho deste ano. O documento redigido pela diretoria está reproduzido abaixo:

“A CTB Minas avalia que a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) representa o coroamento de um trabalho, realizado metodicamente nos últimos anos, em favor da unidade das Centrais. A luta pela unidade e a realização da Conclat foi um compromisso assumido já no Congresso de Fundação da CTB, entre os dias 12 e 14 de dezembro de 2007, em Belo Horizonte. Optamos por esse caminho porque ele leva à organização e força dos trabalhadores e trabalhadoras, mostrando a capacidade de levar à frente um projeto político concreto para o País.

A CTB Minas parabeniza e agradece às entidades de base pela mobilização compromissada e efetiva. Junto com as entidades filiadas, levamos a São Paulo 21 ônibus, o que garantiu a participação maciça do estado. Lamentamos a postura da imprensa mineira e nacional, que não noticiou amplamente a Conclat. A grande mídia deixou claro, mais uma vez, que não cumpre o relevante papel de informar à sociedade. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos o compromisso de reforçar, no dia a dia e nos locais de trabalho, um projeto capaz de reverter essa correlação de forças no cenário político brasileiro”.

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais.

Belo Horizonte, 11 de junho de 2010.

Comunicado urgente aos professores da rede pública de Governador Valadares

Comunicado do Sindicato dos Servidores Públicos de Governador Valadares (SINSEM-GV)

Como todos sabem, através de acordo aprovado pelos professores DE LUTA, foi suspensa a HISTÓRICA GREVE que já durava 34 dias, para que no prazo de 30 dias seja encontrada uma solução para a jornada de trabalho.

Mesmo com o acordo, a diretoria do SINSEM/GV não parou um só instante. Em conjunto com uma Comissão eleita pelos próprios professores, foram realizadas diversas reuniões, discussões e elaboração de propostas na tentativa de resolver o impasse.

Paralelamente a estas ações, os Departamentos Jurídicos do SINSEM-GV e da Prefeitura também estão se reunindo para uma solução jurídica.Como o prazo concedido pelos professores está chegando ao fim, precisamos mais uma vez da nossa mobilização e luta.

Unidos somos força.

REUNIÃO DOS PROFESSORES GREVISTAS

Dia 16/06/2010 (Quarta-feira), às 18h, na sede do SINSEM-GV
Educador(a): Quem luta, também educa.
Compareça!!!!
SINSEM-GV

Paulo Henrique Amorim vem a BH para debater a Imprensa Golpista brasileira

Fonte: Site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (www.jornalistasdeminas.org.br)

No próximo dia 16, quarta-feira, às 19h, Paulo Henrique Amorim é o convidado especial do Fórum de Debates promovido pelo Sindicato dos Jornalistas. Essa edição traz como tema “O PIG está na UTI – E que de lá não saia...”.

PIG (Partido da Imprensa Golpista) é o termo usado para se referir a jornalistas considerados adeptos da direita política e que se utilizam da grande mídia para propagar idéias e desestabilizar governos de orientação política diversa. Surgida em 2007 entre internautas do Brasil, a expressão foi popularizada por Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada.


Durante o Fórum de Debates será lançado ainda o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, com presença do presidente da entidade, Altamiro Borges. A participação é gratuita, aberta a todos os interessados.

Paulo Henrique Amorim nasceu no Rio e é formado em Sociologia e Política. Já passou por vários veículos da mídia impressa, televisão e web, com destaques para Veja, Exame, Jornal do Brasil, Rede Globo, Band, Record, entre outros. Atualmente na Record, mantém o blog Conversa Afiada.

Informações adicionais pelo telefone: (31) 3224-5450.








11 de jun. de 2010

Anvisa deve avaliar capina química em Uberaba

A polêmica envolvendo a capina química praticada pela Prefeitura de Uberaba será encaminhada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão é da 1ª Promotoria de Justiça de Uberaba, e saiu no dia 25 de maio.

Uma audiência na Promotoria de Justiça de Meio Ambiente na cidade aconteceu, a pedido do funcionário público municipal Marcelo Campos. Ele também havia entrado com uma representação contra a prefeitura.


Segundo a ata da reunião, a prefeitura de Uberaba justifica o uso da capina para conter os focos de dengue. A administração municipal alega que “devido ao grande crescimento do setor da construção civil, o município não consegue contratar mão de obra para fazer a capina manual”.

No mesmo documento, o Promotor de Justiça Titular, Carlos Alberto Valera, desmente a informação de que teria autorizado a capina química pela prefeitura de Uberaba, conforme publicou um noticiário local, no dia 3 de maio de 2010.


Ao participar de reunião com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Infraestrutura e a Vigilância Sanitária Estadual, o promotor teria sido comunicado que a capina seria realizada excepcionalmente, pelo prazo de 120 dias.

Capina química exige intenso controle segundo Anvisa

Em nota técnica, divulgada no dia 15 de janeiro de 2010, a Anvisa afirma que os produtos utilizados em capina química são perigosos, e sua utilização, mesmo em área rural, “deve ser feita sob intenso controle”, com o isolamento da área de aplicação.

Segundo Marcelo Campos, o isolamento, especialmente de passeios públicos, não estaria acontecendo em Uberaba.  Ele mesmo enviou fotos para o blog da CTB Minas, para comprovar que a capina ocorre sem nenhum tipo de isolamento. Crianças e animais também circulam livremente, o que configura risco de contaminação de residências.

O funcionário público ainda avaliou que a audiência na 1ª Promotoria de Justiça de Uberaba não resolveu o problema de fato, apesar de ter colocado em xeque a capina no município. “Ela penas transferiu o problema para a Anvisa. Enquanto isso, a população fica ingerindo veneno” declarou.


O diretor da CTB, Marcos Gennari, informou que já é construída uma articulação com os demais sindicatos de Uberaba e região, além dos Movimentos Sociais e entidades de defesa do meio ambiente. O objetivo é somar forças para mobilizar a população, articulando uma Ação Civil Pública contra o municio de Uberaba. O Secretário de Meio Ambiente da CTB Minas, Marco Eliel, acompanha todo esse processo.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista da CTB Minas

A CTB defende o fim do fator previdenciário

Não faz sentido penalizar o trabalhador que teve de começar mais cedo a lutar pela sua sobrevivência!

9 de jun. de 2010

Mesmo com a greve suspensa, trabalhadores da educação pública mineira continuam em estado de alerta


O Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais convocou a categoria para nova assembleia no dia 17 de junho, quinta-feira da próxima semana. Os trabalhadores vão avaliar a proposta da comissão paritária, formada por integrantes do sindicato e do governo, após a suspensão da greve, no dia 25 de maio.  

Segundo Rafael Calado,  diretor do Sind-UTE em Ibirité e integrante do comando de greve, a mobilização continua, apesar de o movimento ter sido suspenso. Os trabalhadores voltaram às escolas enquanto o sindicato negocia a revisão do Plano de Cargos e Salários, com a incorporação de benefícios ao salário base. A comissão paritária deve encaminhar a proposta à Assembleia Legislativa até o dia 15.


Os trabalhadores terão de se manter mobilizados, mesmo supondo um cenário positivo, com uma proposta vitoriosa sendo encaminhada à Assembleia. Será necessário realizar um trabalho político junto aos deputados. O comando de greve se reúne também no dia 17 de junho, pela manhã.


8 de jun. de 2010

Sindicato dos Servidores de Nova Lima conquista reajuste de 92% em cinco anos

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Lima (SINDSERP), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, assinou o Acordo Coletivo de Trabalho nesta terça-feira, dia 8 de junho. Os trabalhadores conquistaram 10% de reajuste, com abono de R$ 150, a ser depositado em parcela única.

Mas o sucesso da negociação não se resume ao reajuste deste ano, que é o dobro da inflação. Segundo Michelle Faria, diretora do SINDSERP, em cinco anos de existência, o sindicato conseguiu o reajuste médio de 92,5%.

Nesse período, o menor piso salarial passou de R$ 294 para R$ 737, 24. Os valores correspondem aos vencimentos para cargos com Ensino Fundamental incompleto, que enquadram Auxiliares de Serviços Gerais, Jardineiros e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

A presidenta do SINDSERP, Letícia Cristina Silva Araújo

A partir do mês de setembro deste ano, os trabalhadores também vão receber a gratificação de 10% por cada nível de estudos concluído. O início do pagamento desse benefício estava previsto para o ano de 2013, segundo o SINDSERP.

As horas-extras realizadas em domingos, pontos facultativos e feriados nacionais serão pagas integralmente. Antes, o pagamento era de 50%. Os vales-refeição dos trabalhadores também passam de R$ 10 para R$ 12.

Documento assinado pela diretoria do SINDSERP atribui o sucesso das negociações à mobilização da categoria. Um momento especial teria sido a adesão dos trabalhadores à paralisação do dia 27 de maio, que acelerou as negociações e culminou no fechamento do Acordo Coletivo.

“Dessa vez, os servidores deram um verdadeiro show de compromisso e participação. Deixaram de lado o comodismo e os medos do passado e se mantiveram firmes na cobrança dos direitos e na busca por mais benefícios e melhores condições de trabalho”, afirma o documento.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas

Nota da CTB Minas: Todos devemos fiscalizar o cumprimento das mudanças nos planos de saúde

A Direção da CTB Minas alerta que as novas regras para planos de saúde em todo o Brasil começaram a valer na última  segunda-feira, dia 7 de junho. As modificações incluem 70 novos procedimentos, para os planos médicos e odontológicos contratados a partir do ano de 1999, individual ou coletivamente. 

Os trabalhadores e trabalhadoras devem ficar atentos, pois a fiscalização do usuário pode garantir o cumprimento dessas novas regras, que são conquistas da população. Elas aumentam a qualidade do atendimento, reafirmam o papel do Estado regulador da oferta de serviços essenciais. As novas regras NÃO podem justificar nenhum reajuste imediato para os planos contratados entre o período de 1999 a 2010.  Os aumentos de preços para esse grupo somente estão previstos para  o ano de 2011, conforme divulgou a  Agência Brasil.

Ao todo, 46 milhões de pessoas serão beneficiadas pelas mudanças. Essa é uma conquista da população, especialmente da classe trabalhadora, que dedica boa parte da sua renda em assistência médica. Outro aspecto positivo dessa mudança é que ela contou com colaboração de aproximadamente 8 mil pessoas, por meio da consulta pública realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A CTB está de acordo com as novas regras, por acreditar que elas podem trazer mais qualidade de vida para o trabalhador. A saúde é um direito humano, os tratamentos e ações preventivas uma obrigação do Estado. Outros avanços ainda devem ser conquistados, no sentido de impedir a mercantilização dos serviços de saúde. Não há justificativa para que os planos sejam tão caros, e sequer respeitem direitos básicos, como o acesso integral a tratamentos de dependentes químicos.  

Entre as mudanças determinadas pela ANS, está a inclusão de 26 novos tipos de cirurgia e 17 novos exames de laboratório. O atendimento de saúde mental em hospitais-dia, por exemplo, tornou-se ilimitado. Essa é uma importante medida, já que 30% da população tem algum tipo de distúrbio psicológico e 10% são incapacitados mentais ou físicos.


Saudações sindicais;

Dirtoria da CTB Minas.

7 de jun. de 2010

Boletim Oposição ao Sindicato dos Correios (Sintect MG) nº 10



















Concurso vai premiar iniciativas socioambientais de trabalhadores


A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) está com inscrições abertas para o concurso “Valorização do Trabalho com Sustentabilidade Socioambiental”. As propostas podem ser apresentadas até o dia 17 de junho de 2010.

O edital público abrange todo o País. Os projetos devem ser inscritos nas seguintes categorias: Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços. “A idéia é unir cidadania e mobilização, buscando inverter a lógica do uso predatório dos recursos, em favor de um novo modelo de sustentabilidade ambiental”, explicou Marco Eliel Santos de Carvalho, Secretário de Defesa do Meio Ambiente da CTB Minas.


A CTB se compromete a adaptar o trabalho premiado em 1º lugar, para que o mesmo se transforme em Projeto de Lei de Iniciativa Popular. A central vai conduzir a mobilização, recolhendo assinaturas pelo País, procedimento necessário ao encaminhamento desse tipo de PL.

As inscrições podem ser feitas individualmente ou em grupos. O encerramento está previsto para 17 de junho (Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca). Os projetos serão avaliados por uma banca de especialistas. O resultado do concurso será publicado no dia 25 de agosto de 2010. O regulamento  disponível no Portal CTB.


2 de jun. de 2010

O que uma jovem sindicalista sentiu e aprendeu ao participar da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora

Por: Verônica Pimenta

Foi emocionante participar da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no dia 1º de junho de 2010. Tenho 29 anos. Acostumei-me a ler, nos livros de história, sobre a primeira Conferência, denominada Conclat. Classifico-me como "jovem sindicalista" pelo fato de ter entrado no Movimento Sindical há pouco mais de 2 anos. Por enquanto, todas as práticas têm sido experiências de constante aprendizado.

Fui uma das primeiras pessoas a chegar ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Acompanhei, a cada instante, a chegada das pessoas que lotaram as arquibancadas. A maior reunião de trabalhadores dos últimos 30 anos mobilizou aproximadamente 5 mil sindicatos em todo o País, chegando a um público de 30 mil pessoas no Pacaembu. Foi intrigante perceber que, mesmo no meio da multidão, boa parte dos que ali estavam presentes se sentiam protagonistas.

Aprendizado número um: cada um é importante nessa luta que pretende deixar uma herança positiva para o País. Mas fazemos parte de um todo, com ações coordenadas e um objetivo certo. É esse o sentido da unidade sindical.  É mais prático respeitar as diferenças e caminhar com um rumo certo, do que ficar o resto da vida nos prendendo a detalhes, tentando convencer quem na realidade já está do nosso lado na batalha por melhores condições de vida e de trabalho.

A narrativa oficial diz que a primeira Conclat, realizada em 1981, falhou o projeto de unidade, já que ela era pretendida por meio de uma  única Central de Trabalhadores. Mas nesse 1º de junho de 2010, demos uma lição de História, com “H” maiúsculo. Esse é um novo contexto para a organização sindical, com as centrais legalizadas. Nós, trabalhadores, começamos a construir uma outra sobre a história do sindicalismo brasileiro, edificando, pelas nossas próprias mãos, as perspectivas de ação unitária no século XXI. Aprendizado número dois: a História pode e deve ser reconstruída e cada instante.

Como protagonistas da História, podemos e devemos eleger nossos representantes legítimos, com o objetivo de emplacar grandes projetos em favor da classe trabalhadora. O raciocínio é simples e cristalino.  A unidade das Centrais Sindicais, formalizada quase 30 anos após a 1ª Conclat, é programática: compreende a coordenação de ações em projetos que são consenso, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário.

Mais uma vez, as trabalhadoras e trabalhadores não se intimidam. Ousam em propor uma agenda para o País, e vão apresentar essas propostas a todos os candidatos a presidente do Brasil. Aprendizado número três e conclusão: a Conclat foi uma demonstração real de força e capacidade de interferir nos rumos políticos. Não há precedentes para tal, principalmente do ponto de vista metodológico.  

Jornalista da CTB Minas e Diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

1 de jun. de 2010

Rumo a um futuro melhor: avança a unidade e a consciência da classe trabalhadora

Essa segunda-feira (31 de maio) e terça-feira (1º de junho) foram dias históricos que a CTB Minas se orgulha de ter participado. A Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, em São Paulo, reuniu 3 mil militantes dos mais diversos movimentos sociais, de 22 estados do Brasil. Já na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, representantes de 5 mil sindicatos de todo o País lotaram o Estádio do Pacaembu.

A Assembleia aprovou, por unanimidade, o Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais para o Brasil. Esse consenso foi construído antecipadamente, em 20 plenárias estaduais da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Todo o processo preparatório envolveu mais de 10 mil pessoas.

Na visão dos Movimentos Sociais, o Projeto de Desenvolvimento Nacional deve contemplar as seguintes áreas: soberania nacional e solidariedade aos povos; desenvolvimento com mudanças na política econômica, com redução do superávit primário e geração de empregos; desenvolvimento da democracia, com mais liberdade para os Movimentos Sociais e a descriminalização dos mesmos. Leia matéria no Portal CTB

Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no Pacaembu, dia 1º de junho

O Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB Minas, Gelson Alves, acha que esse momento já marcou  a história do Movimento Sindical Brasileiro. "Achei importante a retomada da participação dos movimentos Sociais na política brasileira, por meio da CMS.  Quanto à Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, marcou o avanço da luta, pois ficou selada a unidade das Centrais Sindicais, o seu compromisso de parceria, em favor dos trabalhadores e trabalhadoras."
Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, no Pacaembu, dia 1º de junho
A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Minas, Michelle Faria, concorda que esse momento é singular para a organização dos trabalhadores e trabalhadoras. "Todos estamos conscientes da importância de agir de modo unitário. A unidade é fundamental para ampliar a luta por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática".

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora aprovou propostas, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário, que vão direcionar ações conjuntas e serão apresentadas a todos os candidatos a presidente da República que disputarão as eleições neste ano.

Todas as propostas referendadas pela Classe Trabalhadora foram resumidas em vídeos no Portal CTB

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas

27 de mai. de 2010

Trabalhadores Públicos de Nova Lima fazem paralisação de advertência


Os trabalhadores públicos de Nova Lima, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, iniciaram nesta quinta-feira, 27 de maio, paralisação de advertência de 48 horas.

Segundo Michelle Faria, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos (SINDSERP), os trabalhadores reivindicam reajuste de 15%, abono de R$ 150, além da revisão do piso de algumas categorias que abrangem técnicos e fiscais.


Michelle Faria

A pauta foi encaminhada ao prefeito da cidade, Carlinhos Rodrigues (PT), apesar de a negociação com assessores e secretários ter sido iniciada em abril deste ano.

Até o momento, foram oferecidos 8,6%. De acordo com diretores do SINDSERP, esse percentual não foi aceito porque está incompatível com o aumento da arrecadação de Nova Lima. O município é beneficiado por impostos da mineração e condomínios de classe alta.

De acordo com os servidores, o reajuste e o abono provocariam o impacto de 38% nas contas públicas, o que não foi confirmado pela assessoria da prefeitura. O limite prudencial, sugerido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, é de 51%. “A categoria está realmente insatisfeita e mobilizada, sabendo que o governo está de má vontade para negociar”, declarou Michelle Faria.


Assembleia realizada no dia 26 de maio

O prefeito Carlinhos Rodrigues estaria reunido com uma equipe de secretários, mas não apresentou uma contraproposta até o fechamento desta matéria.

Nova assembleia de trabalhadores será realizada nesta sexta-feira, 28 de maio, a partir das 9h, na Praça Bernardino de Lima, onde está situada a prefeitura municipal.

As lideranças sindicais acreditam que a paralisação de 48 horas pode se tornar uma greve por tempo indeterminado, dependendo da contraproposta do prefeito.

Redação: Verônica Pimenta/Jornalista da CTB

Trabalhadores de Governador Valadares organizam caravana para Conferência Nacional da Classe Trabalhadora

Convite do SINSEM-GV
Atenção servidores(as), movimento social e sindical.

É do interesse dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como da maioria do povo e daqueles que aspiram uma sociedade justa, fraterna e democrática, um processo de formulação e afirmação do papel propositivo do movimento sindical e da classe trabalhadora, possibilitado por um largo processo de unidade de ação entre as centrais sindicais.

Partindo desta premissa, o SINSEM/GV, a CTB e todas as demais centrais sindicais realizarão no dia 1º de junho de 2010, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo - SP, a Conferência Nacional da Classe Traba- lhadora, que pretende reunir dezenas de milhares de trabalhadores (as), dirigentes e ativistas sindicais para discutir e deliberar sobre um projeto nacional de desenvolvimento para o país, iniciativa inédita e histórica que marcará a trajetória do movimento sindical através da afirmação do protagonismo e da unidade dos trabalhadores.

O SINSEM/GV, SAAE/MG, SINPRO/GV e CTB estão organizando um ônibus que sairá de Governador Valadares no dia 31/05, (segunda-feira), por volta das 15 horas e com retorno no fim do dia 1º de junho, após o término da Conferencia.

Caso seja do seu interesse, estamos disponibilizando algumas vagas para esta viagem à São Paulo/SP. As inscrições e informações poderão ser feitas no SINSEM/GV, até o dia 28/05/2010, às 14 horas, diretamente com o secretário do SINSEM/GV, Sr. Charles Anderson ou com o presidente do SINSEM/GV, Sr. José Carlos Maia.

Participem desta importante conferencia.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Boletim Oposição so Sindicato dos Correios/SINTECT-MG nº 08
























25 de mai. de 2010

CTB Minas já tem novas metas de organização

Nos próximos 12 meses, a CTB Minas vai priorizar a formação sindical, e também discutir e aprimorar a organização em oito regiões do estado. Essas são duas das principais metas do Planejamento Estratégico Situacional (PES), elaborado nesta segunda e terça-feira, dias 24 e 25 de maio.

Encontraram-se na capital 26 lideranças das regiões Sul, Norte, Oeste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os diretores construíram consenso quanto ao desafio de aprimorar as relações com trabalhadores rurais e do serviço público municipal.


Augusto Petta

A elaboração do PES foi conduzida pelo professor Augusto Petta, do Centro de Estudos Sindicais (CES). Ele explicou que a metodologia exige a participação das lideranças do início ao fim. O objetivo é garantir o processo dialógico na escolha de projetos, e também em sua realização. “Quem planeja é quem gerencia”, resumiu.

A Diretora da Regional Norte da CTB Minas, Eli Izabel R. Santana, avaliou que a metodologia é “estimulante”. O trabalho de primeiro detectar problemas, e a partir deles apontar soluções, seria um importante instrumento para a organização e autonomia no Movimento Sindical.

Diretores da CTB Minas

José Antônio de Lacerda, o Jota, vice-presidente da CTB Minas, acredita que as metas do PES são fruto de um trabalho sistemático, realizado desde a fundação da CTB. “A regionalização é o esteio da CTB Minas”, afirmou. Prova seriam os novos quadros sindicais que se afirmaram na elaboração do PES. Essas pessoas estariam preparadas, em condições de garantir os avanços políticos pretendidos pela CTB, segundo Jota.

Os dirigentes também elegeram como prioridade um projeto para a sustentabilidade e custeio das ações sindicais. A Secretária Geral da CTB Minas, Rogerlan Augusta de Morais, deve concluir o relatório em 20 dias.

Verônica Pimenta/Jornalista CTB Minas.

Por que lutam os trabalhadores em educação de Minas Gerais?


Por Gilson Reis *

Há quarenta e seis dias os trabalhadores em educação pública de Minas Gerais permanecem em greve. Um movimento que começou tímido, com desconfiança e foi ganhando, a cada dia, mais adesão e força. Inicialmente o governo Aécio/Anastasia tratou o movimento grevista com desdém e desprezo. No segundo momento com atitudes autoritárias e ameaçadoras: Corte de pagamento, ameaças de demissões e multas ao Sindute. No terceiro momento, na busca incessante e insensata de criminalizar, com apoio do judiciário, o movimento grevista. A ação na via judicial é realizada através do prestígio e proximidade do governo junto a setores do poder judiciário mineiro, com um único objetivo: derrotar a greve. É importante destacar que nesse último período o poder judiciário mineiro tem assumido, a cada manifestação do movimento popular e sindical uma postura cada vez mais autoritária e reacionária, lembrando os piores momentos e de maior tensionamento no período do regime militar.

Todavia, é importante destacar que durante todo o período de greve a Secretaria Estadual de Educação e o Governo Aécio/Anastasia recusaram-se a sentar à mesa de negociação para tratar, com responsabilidade, as demandas apresentadas pela categoria profissional dos educadores. A tática utilizada consistiu em desconsiderar o movimento e buscar enfraquecê-lo com o passar dos dias.

Embora esta prática, tenha sido utilizada em grande parte das greves do setor público, neste caso especifico não logrou êxito. Ao contrário de esvaziar o movimento foi se constituindo no alimento de unidade e coesão e é possível afirmar que mesmo depois de quarenta e seis dias de greve, o movimento continua crescendo e ampliando.

Por que lutam os trabalhadores em educação do Estado de Minas Gerais?

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia não cumprem a determinação constitucional de investir 25% do orçamento estadual em educação;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia abandonaram o histórico objetivo de universalização da educação por uma prática desmedida e irresponsável de focalização;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia desvia milhões de reais para as escolas privadas com o objetivo de financiar o programa de escolas profissionalizantes, alimentando desta maneira os esquemas milionários do setor privado de ensino;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia observa a expansão desordenada das faculdades e universidades privadas e não investe na expansão e melhoria da UEMG e Unimontes, universidades pública renegada ao abandono;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia introduziu uma visão meramente gerencialista da educação, aplicando, sem critérios, formas organizacionais do setor privado para o setor público. Esta política implicou em competições desmedidas e sem sentido entre educadores e escolas, aumentando a crise na educação pública;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia fechou escolas rurais, não investiu em escolas de ensino médio e não criou políticas educacionais para as comunidades quilombolas e indígenas, desrespeitando, assim, suas peculiaridades culturais;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia investe os escassos recursos da educação em cidades e regiões de maior poder aquisitivo em detrimento das cidades e regiões mais pobres do estado, aumentando desta forma as diferenças regionais;

Lutam, por que em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia, devido a sua política de destruição da educação pública, vem rebaixando Estado, ano após ano, no ranking das escolas públicas do país;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia pela ausência de investimento no espaço escolar, na contratação de profissional capaz de realizar uma nova dinâmica multidisciplinar no processo de ensino/aprendizagem, transforma o espaço escolar num lugar violento e desumano.

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia não desenvolveu, ao longo de oito anos qualquer projeto pedagógico ou política educacional para aproximar os sistemas de ensino com a finalidade de potencializar e dinamizar as estruturas e recursos;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia mantém o Conselho Estadual de Educação sob o controle e comando das escolas privadas, não permitindo que setores organizados da sociedade participem de forma democrática desta estrutura, que deveria ser de controle e fiscalização da educação em Minas Gerais;

Lutam, porque em Minas Gerais o governo Aécio/Anastasia paga um dos piores salários do país aos trabalhadores em educação. O governo de Minas nega-se a pagar o piso nacional da educação aprovado pelo Congresso Nacional que hoje corresponde a R$1,312,00 ( Um mil, trezentos doze reais). Em Minas, alguns trabalhadores em educação recebem piso menor do que o salário mínimo nacional.

São por essas e outras questões que os trabalhadores em educação de Minas Gerais cruzaram os braços. Nos últimos dias a imprensa, que boicotou a greve a mando do palácio da liberdade, acusa a paralisação de ser unicamente um movimento político. É claro para todos que a origem da greve é devida a crescente precarização do trabalho educacional. Mas, é inegável que as questões acima apresentadas são de caráter eminentemente político, por se tratar de política pública. A educação conforme prevê nossa constituição é um direito do cidadão e um dever do Estado. Essa é a razão política desta greve. Em Minas, definitivamente, não existe política pública para a educação.

O mais impressionante desta situação é que o atual governador de Minas tem o orgulho de ser chamado de Professor Anastasia. Como pode uma pessoa que se diz professor, tratar seus colegas de profissão e a educação desta forma?

Para finalizar, proponho duas medidas:
1 – Realizar uma campanha publica para retirar o titulo de professor do atual ocupante do palácio da Liberdade.

2 – Derrotar nas eleições de outubro próximo o Governador Anastasia, dando-lhe a chance de retornar à uma escola publica de periferia, para que possa se reeducar e aprender a respeitar e valorizar os trabalhadores em educação.


* Gilson Reis é presidente da CTB Minas.

18 de mai. de 2010

Greve dos educadores de Governador Valadares chega ao fim após 30 dias


Os educadores da rede pública municipal de Governador Valadares decidiram, em assembleia na última segunda-feira (17/5) encerrar a greve, iniciada havia 34 dias. Eles voltaram ao trabalho nesta terça-feira (18/5).

A prefeitura, liderada por Elisa Costa (PT), garantiu que vai reintegrar, imediatamente, os demitidos no período de greve. A administração também se comprometeu a não cortar o ponto dos trabalhadores. Tanto o sindicato quanto município vão desistir das ações judiciais que moviam.

A principal reivindicação dos grevistas é a revogação da Instrução Normativa nº1, que aumenta a carga horária de 18 para 22 horas, mas sem compensações financeiras. Segundo o presidente do SINSEM-GV, José Carlos Maia, o trato ainda prevê que seja criado o Conselho Municipal de Educação. O objetivo é estender à sociedade o debate sobre a Escola de Tempo Integral, implantada a partir da Instrução Normativa nº 1.

Grupo de trabalho vai rever Instrução Normativa

De acordo com José Carlos Maia, será formado um Grupo de Trabalho (GT), com a mesma quantidade de representantes dos trabalhadores e da administração municipal. O GT vai elaborar uma alternativa à Instrução Normativa nº1 e contará com a representação, inclusive, da CTB.

O presidente do SINSEM-GV avaliou que os trabalhadores foram vitoriosos no processo de greve e de negociação. Até que haja uma alternativa de consenso, os educadores vão cumprir a Instrução Normativa nº 01.

O Sindicato divulgou nota, em que agradece a solidariedade dos servidores e reforça o apoio à Escola de Tempo Integral, desde que haja um amplo processo de discussão com trabalhadores e a sociedade. Ele agradeceu a Gilson Reis, presidente da CTB Minas, que ajudou a costurar o acordo.

A CTB Minas é radicalmente contra a homofobia dentro e fora do Movimento Sindical

O Sr. Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, o Pepê, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos de Minas Gerais (SINTECT-MG), reafirma sua posição homofóbica no vídeo abaixo:



A homofobia do Pepê e sua turma tem sido destacada em boletins editados pelo grupo político de situação no SINTECT-MG, como instrumental de ataque à “Oposição Ecetista”, apoiada pela CTB Minas. 

A CTB Minas repudia o preconceito contra qualquer opção sexual, pois a democracia inclui o respeito à diversidade.

Contamos com a solidariedade dos companheiros e companheiras. Manifestem-se contra esse tipo de postura dentro e fora do sindicalismo. Deixe seu comentário. Proteste contra a homofobia!

Atenciosamente;

Diretoria da CTB Minas

17 de mai. de 2010

Boletim Oposição ao Sindicato dos Correios SINTECT-MG nº 6




















































Lembrete importante para a nossa Diretoria Plena


Companheiros e Companheiras;


Reiteramos que a reunião da Diretoria Plena, para Planejamento Estratégico Situacional (PES) acontecerá nas segunda e terça-feira próximas, dias 24 e 25 de maio.

O encontro da Diretoria Plena será no Centro de Referência do Professor do Sinpro Minas, situado na Rua dos Tupinambás, nº 179, 14º andar, em Belo Horizonte, MG.

Muito importante: em função da necessidade de reserva hotel, solicitamos a confirmação da participação de todos(as), até o dia 18 de maio, terça-feira.

As confirmações devem ser feitas por telefone, com Kézia, pelo telefone: (31) 3272 5881.


Saudações Classistas,
Diretoria da CTB Minas.

Jornal da CTB Minas - Maio de 2010


14 de mai. de 2010

Encontro dos Trabalhadores do Triângulo e Alto Paranaíba será no dia 26 de maio

Foi remarcado para o dia 26/5 o Encontro Regional dos Trabalhadores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O evento será realizado a partir das 19h, na sede do Sindicato dos Bancários de Uberaba (Rua Governador Valadares, nº 450, Uberaba, MG). A informação foi divulgada nessa 5ª feira, 13/5, após a reunião da União Sindical de Patos de Minas (USP).

O vice-presidente da CTB Minas, José Antônio de Lacerda, o Jota, participou desse encontro. O companheiro José Jorge de Oliveira, do Metabase de Patos de Minas, foi o articulador. Ele abriu os trabalhos, saudando os presentes, destacando a importância da unidade e  mobilização para que continuem os avanços políticos e econômicos que vêm sendo implementados no Brasil.


José Jorge  (á frente)

Segundo Jota, foi um importante passo nas articulações políticas para o Encontro Regional, que antecede à Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras, em São Paulo, no dia 1º de junho. Ainda de acordo com o vice-presidente da CTB Minas, todas as 15 lideranças sindicais presentes compreenderam a importância desse momento histórico, que antece à maior reunião de trabalhadores dos últimos 30 anos. Outros dois encontros preparatórios já foram realizados em Minas: em Varginha (12/5) e Belo Horizonte (30/4).





CTB Minas vai intermediar negociação entre grevistas de Governador Valadares e prefeitura


A CTB Minas vai participar da próxima etapa das negociações entre Sindicato dos Servidores Municiais de Governador Valadares (SINSEM-GV) e prefeitura, comandada por Elisa Costa (PT). Uma reunião entre o Sindicato, o presidente da CTB Minas, Gilson Reis, e o Secretário Municipal de Planejamento, Jaider Batista, está marcada para o dia 17 de maio.

Apesar das práticas antissindicais comandadas pela prefeitura, com demissão de professores grevistas, a greve já completou um mês. Os professores exigem a revogação de uma instrução normativa que aumenta a jornada de 18 para 22 aulas semanais, sem nenhuma compensação financeira.

O SINSEM-GV ainda reivindica a reintegração dos grevistas demitidos. Servidores efetivos em greve ainda foram substituídos, segundo informações da entidade. A alteração da carga horária visa implantar a Escola de Tempo Integral de Governador Valadares. O sindicato declarou apoio a essa política de educação, mas discorda dos métodos da prefeitura.