8 de out. de 2015

Entidades sindicais e movimentos sociais lançam "Manifesto à Nação" pela Reforma Política




O Manifesto criado pela frente visa mobilizar e chamar a atenção da sociedade para uma proposta de aperfeiçoamento da democracia representativa. A carta pede ainda a manutenção do veto ao PL 5735/2013, que permite o financiamento de campanhas eleitorais por empresas.

Em discurso, os representantes da Coalizão pediram o apoio de parlamentares para repudiar qualquer tentativa de reversão ao veto, por parte do Congresso Nacional. No último mês de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF), numa votação de 8 a 3, decidiu pela proibição do financiamento privado de campanha. A decisão do STF foi mantida pela presidenta Dilma Rousseff, que vetou este ponto da Reforma Política.

O grupo, composto por mais de 100 entidades, entre elas, CTB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), CUT, Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCEE), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e diversos movimentos sociais, pretende realizar manifestações em todo o País para conscientizar a população, principalmente o público jovem, a lutar pela reforma do sistema político brasileiro. 

Para o deputado e secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB, Aldo Arantes (PCdoB), é preciso conscientizar a parcela da população despolitizada do País que está sendo manipulada pela mídia direitista. Arantes afirma que politizar a juventude é essencial para derrotar o golpismo e garantir a reforma política que o País tanto precisa.

A Frente organizou uma agenda de palestras e manifestações em universidades, igrejas e demais espaços da sociedade, para todo este mês de outubro e início de novembro, com o objetivo de estimular a participação social no combate à corrupção e demais mazelas do meio político.

Presente no ato, o presidente da CTB, Adilson Araújo, falou sobre a importância de mobilizar toda a sociedade civil a favor da Reforma. “Quando a classe trabalhadora discute salário, emprego, condições de trabalho, os patrões fogem como o diabo foge da cruz. Isso reafirma, na prática, que as empresas não votam, mas interferem diretamente no processo eleitoral, distorcendo e deformando a composição social do Congresso.

As companhias financiadoras de campanhas políticas constroem muros que impedem a participação social nas decisões importantes para o País, a fim de defender interesses dos grandes grupos econômicos. A conquista do fim do financiamento, a partir da decisão do STF, abriu um novo caminho para que, de fato, se permita uma reforma política democrática, com eleições limpas”, pontuou Adilson.

Confira os pontos do manifesto

Financiamento Democrático de Campanha – Combinação do financiamento público e de pessoa física. Tal financiamento deverá ser limitado a R$ 700, por pessoa, sendo que o conjunto destas contribuições não poderá ultrapassar a 40% da contribuição pública. Prevê ainda a repressão ao “caixa 2”, além de outras medidas para dificultar as contribuições ilegais de campanha.

Sistema eleitoral proporcional de voto transparente, em dois turnos – No primeiro, vota-se num programa partidário e numa lista elaborada democraticamente, em eleições primárias. Na oportunidade, será definido, pelo coeficiente eleitoral, o número de parlamentares que cada partido terá na casa legislativa.

No segundo turno, o voto será dado aos primeiros candidatos da lista que representem o dobro das vagas obtidas pelo partido. O eleitor poderá votar no candidato de sua preferência, entre os que compuserem a lista. Assim se estimula a identidade político-ideológica dos partidos e as opções conscientes de cada eleitor. Além disso, o número de candidatos reduzirá significativamente as despesas de campanha.

Paridade entre homem e mulher na lista pré-ordenada – Mulheres com representação proporcional ao número de eleitoras.

FONTE: Portal CTB


6 de out. de 2015

“Mobilizar e não perder o foco”, diz CTB-Minas em reunião que define novo protesto



A diretoria executiva da CTB-Minas se reuniu nesta terça-feira (06/10) para analisar a conjuntura do país e definir agendas de luta para enfrentar os desafios atuais. Entre as principais preocupações levantas pelos ctbistas está a defesa da democracia, sem perder o objetivo de barrar as ofensivas contra a classe trabalhadora. As propostas aprovadas pela direção mineira reforçam os compromissos de lutar contra retiradas de direitos e construir uma jornada de lutas unificada com as demais centrais e movimentos sociais.    
Em sintonia com a mobilização nacional, foi deliberado durante a reunião que na próxima semana a CTB estará nos aeroportos em protesto contra as emendas à Medida Provisória (MP) 680/2015. As emendas incluídas pelo relator Daniel Vilela (PMDB-GO) são equivalentes ao fim da CLT ao dizer que o negociado sobrepõe ao legislado. Se aprovado, essas emendas atacam  diretamente todos os direitos conquistados pelos trabalhadores no Brasil. A orientação é seguir a agenda de mobilização nacional que deve ocorrer no dia 13 ou 14 de outubro. Outra ameaça em curso é em relação ao financiamento das centrais, que se acabasse inviabilizaria a manutenção dos movimentos sindicais no Brasil.

Avançar nas propostas progressivas
Além da mobilização urgente  para manifestar contra as emendas, os diretores discutiram os desafios impostos no Brasil e a definição de propostas mais claras que dialogam com o povo brasileiro. Nesse sentido, foram defendidas medidas que enfrentam o grande capital, como a taxação das grandes fortunas, das heranças e das remessas de lucro ao exterior.

A CTB deve manter a defesa da democracia e apontar caminhos para enfrentar a crise. Foram lembrados exemplos de países vizinhos como Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador que tomaram medidas duras e efetivas para combater a desigualdade social.   

Mesmo reafirmando a necessidade de sepultar qualquer tentativa de golpe, os cbistas se posicionaram contra retirada de direitos e propostas que penalizam o povo. A CTB-Minas defendeu a continuidade de projetos construídos nos últimos anos como a farmácia popular, a distribuição de livros didáticos nas escolas e a permanência da aposentadoria rural, fundamental para economia das cidades no campo.  

Uma nova política econômica é uma questão chave para retomar o desenvolvimento e crescimento no país. O momento atual não é fácil e exige mobilização social. O quadro de instabilidade política foi relembrado durante a reunião.

A CTB-Minas mantém a combinação entre a defesa da democracia e a luta contra a retirada de direitos. O sentimento de ódio dos setores conservadores é enorme ao ver a ascensão os menos favorecidos. Não podemos esquecer que o Brasil vive 12 anos de um projeto avançado dentro de um contexto histórico de 517 anos marcados por processos de colonização, escravidão, ditadura militar e neoliberalismo.
      
Conjuntura internacional
Outro ponto debatido, foi o contexto mundial para entender o que ocorre no Brasil. O debate estabelecido no Conselho Nacional da CTB e Simpósio Sindical Internacional  foram relatados durante a reunião. Dos 46 países representados no encontro, com mais de 120 participantes de todo o mundo, o que mais se falou foi sobre as crises vividas em suas nações.

Em contraponto à ofensiva do imperalismo, destacou-se o fortalecimento do BRICS (bloco que envolve Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para responder a uma alternativa global contra o neoliberalismo. A CTB demonstra convicção com as propostas do bloco que tem a defesa de democratizar a participação na ONU, a criação do Banco Asiático de Infraestrutura e a construção de uma nova moeda.       

A diretoria da CTB-Minas discutiu os desafios internos e propostas sobre as atividades sindicais que acontece no Estado.  


CTB-MG participa da Conferência Estadual de Juventude




               A CTB Seção - MG através da Secretaria Estadual de Juventude  participou da 4ª Conferência Estadual de Juventude que aconteceu nos dias 02 a 04 de outubro de 2015 no Hotel Tauá, em Caeté MG com o Tema: “Construindo a Minas das Juventude Gerais”. Entre as etapas preparatória a secretária de juventude da CTB  e também diretora do Polo Regional da Fetaemg, Juliana de Souza Matias, com a parceria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) realizou conferências regionais,  via sociedade civil, com participação de mais de 600 jovens dos mais de 30 municípios participantes da região do Rio Doce. 

Nesses encontros foram discutidos os 11 eixos temáticos do estatuto da Juventude , sendo :I. Direito à Cidadania, à Participação Social e Política e à Representação Juvenil;II. Direito à Educação;III. Direito à Profissionalização, ao Trabalho e à Renda;IV. Direito à Diversidade e à Igualdade;V. Direito à Saúde;VI. Direito à Cultura;VII. Direito à Comunicação e à Liberdade de Expressão;VIII. Direito ao Desporto e ao Lazer;IX. Direito à Sustentabilidade e ao Meio Ambiente X. Direito ao Território e à Mobilidade; XI. Direito à Segurança Pública e ao Acesso à Justiça.” 

A Conferência de Juventude é o espaço de dialogo das juventudes em torno das políticas publicas já conquistadas. O maior desafio desafio  encontrado é a dificuldade de acesso a essas políticas publicas principalmente  quando se trada dos comunidades carentes  e do meio rural”, afirma Juliana de Souza Matias. As propostas, bem como nomes dos delegados (as) eleitos durante a etapa estadual, serão encaminhados a 3ª Conferencia Nacional de Juventude que acontecera em dezembro, em Brasília (DF). A luta por políticas públicas votadas para a juventude é uma luta constante da Secretária Estadual de Juventude da CTB- Sessão MG  , pois  “Juventude que ousa LUTAR constrói poder popular”.

Conferência Regional de Juventude em Galileia –MG dia 19 de Setembro de 2015




3 de out. de 2015

Em defesa da Petrobras, milhares saem às ruas; em BH ato reafirmou luta democrática


Para demarcar a defesa da Petrobras, da democracia e dos direitos dos(as) trabalhadores(as), o Dia Nacional de Mobilizações levou as bandeiras da Frente Brasil Popular para diversas capitais brasileiras na manhã deste sábado (03/10). Em Belo Horizonte, o ato iniciou na Praça da Rodoviária às 10 horas  e seguiu em passeata pelas ruas da região central até a Praça  Sete, coração do centro da capital. Esse foi o primeiro ato público organizado pela Frente Brasil Popular, da qual a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) faz parte, e acontece no aniversário de 62 anos da Petrobras.

Mais de 50 entidades populares, sindicais e estudantis participaram da organização do ato em Belo Horizonte. Na concentração foram distribuídos pedaços de bolo, com objetivo de compartilhar com a população a importância da data. A CTB-Minas também panfletou informativo sobre a defesa histórica da Petrobras e do papel estratégico que a empresa representa no desenvolvimento nacional.




 A Frente Brasil Popular foi lançada como resposta à ofensiva conservadora no Brasil. O eixo  traz a unidade do movimento social, sindical e estudantil e aponta para  medidas populares no  sentido de vencer a crise política, econômica e institucional, contra o reajuste fiscal, retirada de direitos da classe trabalhadora e na defesa intransigente da democracia e da Petrobras.       


Fotos retiradas do Facebook


Veja abaixo o informativo distribuído pela CTB-MG durante a manifestação deste sábado:




    

"Resistir ao imperialismo é essencial para a classe trabalhadora mundial", diz Adilson Araújo

"O Brasil passa por um momento de instabilidade política, motivada pela ofensiva conservadora de parte da elite que não aceita o resultado das eleições do ano passado. E o nosso país adquiriu uma liderança a nível mundial que a defesa da democracia no país é fundamental para a manutenção das conquistas da classe trabalhadora na América Latina", diz Adilson Araújo, presidente da CTB, na abertura do Ato Mundial Anti-imperialista, em São Paulo.
Para ele, "neste ato anti-imperialista, a classe trabalhadora reafirma o seu propósito de continuar na luta contra essa ofensiva neoliberal e conservadora que afeta diretamente a vida de quem produz a riqueza e vê muito pouco do que produz". Adilson acentua que "resistir ao imperialismo a todo custo é essencial para a classe trabalhadora mundial".
Confira abaixo a íntegra do discurso proferido pelo dirigente:
Companheiras e companheiros
O acirramento da luta de classes e dos conflitos internacionais é a característica principal da conjuntura mundial e, em particular, da realidade do Brasil e da América Latina, que hoje vivem às voltas com uma forte onda conservadora.
Para onde quer que voltemos os olhos nos deparamos com um cenário crítico, muitas vezes dramático e mesmo trágico, como é destacadamente o caso dos naufrágios no Mediterrâneo, das guerras no Oriente Médio, do desemprego em muitos países.
O fio condutor desses acontecimentos é a crise global e sistêmica do capitalismo, que se arrasta há quase oito anos e que se manifesta simultaneamente na economia e na geopolítica. É um sinal dos limites históricos do capitalismo e da decomposição da ordem mundial fundada na hegemonia dos EUA e do chamado Ocidente.
Vivemos, por consequência um tempo desafiador para o movimento sindical classista, as forças democráticas, revolucionárias e anti-imperialistas em todo o mundo.
A classe trabalhadora é a maior vítima da crise. Sofre uma feroz ofensiva neoliberal. Vive o drama da estagnação econômica e do desemprego em massa, que atinge mais de 200 milhões de desempregados, segundo dados da OIT. Direitos sociais e trabalhistas estão a ser suprimidos ou flexibilizados. A soberania das nações é colocada em xeque e atropelada em várias regiões.
Na Europa, sob o manto da austeridade fiscal e o comando imperialista da Alemanha, os governos e a troika estão empenhados na destruição do chamado Estado de Bem Estar Social. Em alguns países, como é o caso da Grécia, há uma queda acumulada de 25% do PIB. Lá e na Espanha metade da juventude está desocupada. A conversão ao euro, assimétrica e desigual, resultou para muitas nações na perda da soberania sobre a política econômica, ditada e imposta pela cúpula da União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.   
Na Ucrânia, os EUA e a Otan armam e respaldam política e ideologicamente um governo de extrema direita, afrontando e cercando os russos. No Oriente Médio o imperialismo quer derrubar a qualquer custo o governo da Síria, patrocina terroristas e semeia a guerra para preservar e fortalecer seu domínio. Na Ásia estimula hostilidades contra a China no mar do Sul, enquanto na América Latina está associado à onda conservadora e neofascista que ameaça a Venezuela, Argentina, Equador e Brasil.
Devo lembrar que em novembro próximo celebram-se 10 anos da derrota da ALCA, um acontecimento histórico de invulgar relevância para todos nós. Um marco do novo cenário político que vem sendo criado na América Latina e no Caribe desde a primeira eleição de Hugo Chávez na Venezuela em 1998.
Este processo mudancista é diversificado, compreende diferentes experiências, mas encontra seu fator de unidade no propósito comum dos governos progressistas, em sintonia com os interesses da classe trabalhadora e dos povos da região, de criar uma zona de paz no continente e desenvolver projetos integrados e soberanos de desenvolvimento orientados para o bem-estar da população.
Dele resultaram a Alba, a Unasul, a Celac e iniciativas em diferentes campos visando a integração econômica e política da região, num movimento que, apesar de suas limitações, objetivamente contraria os desígnios e os interesses do império, pois traduz de fato um novo arranjo geopolítico que converge com as iniciativas do Brics e a ascensão da China. E o império contra-ataca. O dedo-duro dos EUA está por trás dos recentes conflitos fronteiriços entre Venezuela e Colômbia, que vêm sendo mediados pela Celac (e não pela OEA) e o Equador (ao invés dos EUA).
A paz é um anseio dos nossos povos. A guerra é o objetivo descarado de Washington, que também está surfando na onda conservadora que se ergueu na América Latina e ameaça a democracia, a soberania, os direitos sociais e a paz. A exemplo do que ocorreu no Paraguai, no Brasil a direita neoliberal conspira abertamente para dar um golpe branco na presidenta Dilma, agitando sem base legal a bandeira do impeachment.
Esses acontecimentos mostram que o processo mudancista na região corre sério risco. Defender a democracia, a soberania e a integração latino-americana, denunciar e desmascarar o golpismo e barrar a ameaça de retrocesso neoliberal é a tarefa mais imediata e prioritária da luta anti-imperialista no continente americano é um dever indeclinável do sindicalismo classista. É preciso preservar o que conquistamos até aqui para avançar na direção de transformações mais profundas, na direção do socialismo.
Reiteramos neste ato a ativa solidariedade da CTB à revolução bolivariana e a Cuba.
Pelo fim do criminoso bloqueio a Cuba
Abaixo o imperialismo
Viva a FSM
Viva a CTB
Viva o internacionalismo proletário
Viva o socialismo    
Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

1 de out. de 2015

Criminalização dos movimentos sociais faz mais uma vítima em Minas

Cartaz e manifestações pressionaram para liberação do trabalhador

Mais um claro exemplo de criminalização dos movimentos sociais aconteceu em Minas Gerais, dessa vez na cidade de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. O diretor de formação e cultura do Sindieletro e membro do Movimento de Luta nos Bairros, Vlias e Favelas (MLB), Jobert Fernando de Paula ficou preso arbitrariamente durante três dias. A prisão política ocorreu no último dia 25/09, após voz de prisão do delegado sob acusação de fazer ligação clandestina de energia em uma ocupação.  

A CTB-MG avalia o caso como mais um ato de arbitrariedade contra movimentos que defendem ações populares. A luta pelo direito à moradia não pode ser criminalizada no Brasil. A CTB-MG se solidariza com Jorbet e o MLB, engrossa o coro para que a apuração dos fatos e punição dos responsáveis pela prisão ilegal de um trabalhador.     

Segundo nota divulgada pelo Sindieletro, ao deixar a prisão, Jobert fez o seguinte relato: “Fui preso sem que fosse apresentada nenhuma prova material contra mim. Mesmo eu sendo réu primário e nunca tendo tido uma única passagem pela polícia, o delegado me negou fiança e disse na minha cara que queria que eu delatasse quem colocou fogo nos carros do pátio do Detran. Ameaçou que se eu não dissesse isso, ele me acusaria de outras coisas, mas que de lá eu não sairia. Me acusou, também, de ter feito uma ligação clandestina na rede da Cemig (ligação que existe há muitos anos na região e que é de conhecimento da própria Cemig) e ainda qualificou o furto de energia para que me fosse negada a fiança. Disse ainda que se eu dissesse quem colocou fogo ou assumisse o incêndio, que ele me livraria ou aliviaria as acusações do gato”.

O abuso policial foi revertido no caso do companheiro Jobert, mas em um clima de perseguição aos movimentos sociais, fica sempre a pergunta: quem será o próximo? 

Tribunal de (in)Justiça de Minas Gerais e o desrespeito à Constituição

TJMG, lanterninha no salário dos Servidores e campeão no salário do presidente

Ao acessar qualquer busca na internet, o leitor se depara com esse absurdo:

CONTEÚDO RETIRADO EM CUMPRIMENTO À TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA EM AÇÃO JUDICIAL PELO JUIZ DA 2ª VARA CÍVEL DE BH

Leia, na íntegra, a matéria da Revista Época:
 CONTEÚDO RETIRADO EM CUMPRIMENTO À TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA EM AÇÃO JUDICIAL PELO JUIZ DA 2ª VARA CÍVEL DE BH

Servidores da Justiça em movimento grevista neste ano. Foto: Serjusmig

Num ato de intolerância, autoritarismo e arrogância, o Presidente do TJMG Pedro Carlos Bitencourt  Marcondes instalou o reino do terror contra os servidores desta instituição. Tribunal que deveria seguir os preceitos estabelecidos pela Constituição Federal que colocava um fim num dos piores regimes de governo,  começado  com o golpe de 1964.

Agindo como se ainda existisse a ditadura militar, o referido Presidente iniciou um processo de perseguição contra o SERJUSMIG – Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais, desrespeitando direitos conquistados por anos de lutas dos e das trabalhadoras brasileiras, como os direitos trabalhistas, a liberdade de expressão, a liberdade sindical, o livre acesso de dirigentes nos locais de trabalho, democracia nas mesas de negociação, etc.

Como Magistrado, age não como Julgador; mais parece um ditador ao proibir num ato de censura sem precedentes, a circulação de informações para conhecimento da categoria. A AMAGIS e o Presidente do TJMG moveram ações judiciais contra a Presidenta do Sindicato Sandra Silvestrini e trabalhadores e trabalhadoras da base.

A Ação Ordinária, com Tutela antecipada, ajuizada na 20ª e 10ª Vara da Comarca de BH respectivamente pela AMAGIS e pelo Presidente do TJMG é surrealista ao proibir a circulação nas mídias impressas do Sindicato e nas redes sociais de informações da campanha salarial (suspensa por decisão liminar, uma aberração judicial!), ação também que afetou funcionários dos demais órgãos vinculados ao TJMG e pasmem, envolvendo e obrigando o Facebook e a Google de não mais veicular as notícias.

Quais notícias? A escandalosa remuneração do Presidente que, além de ter um dos maiores salários do país, estabelece também o absurdo aumento dos magistrados de 14,6% sobre a remuneração cujo teto atinge os incríveis R$ 26.589, 68 (vinte e seis mil, quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta e oito centavos), e como se não bastasse tem ainda auxílio-saúde mensal de R$ 3.000,00 e auxílio-moradia de quase R$ 5.000,00!

A CTB se solidariza com o SERJUSMIG, sua presidenta e todos e todas as trabalhadoras do Tribunal, exigindo a retomada das negociações, o respeito à Constituição, a liberdade sindical e de expressão  e o fim das perseguições dentro desta instituição.


Direção CTB Minas

30 de set. de 2015

CTB-Minas convoca para ato neste sábado (03)


A sanha golpista aumentou neste início de setembro, e novos fatos, visando jogar mais água no moinho do golpe, gestando uma injustificável rejeição, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), das contas do governo Dilma. Até o Supremo Tribunal Federal (STF) serve de palco para desgastar ainda mais o governo Dilma.
           A atual estratégia golpista é de solapar a democracia, atacar os direitos sociais e a soberania nacional. Neste sentido o momento fundamental de nossa luta será o dia 3 de outubro, data em que a Petrobras completa 62 anos. Neste dia, a Frente Brasil Popular programou uma agenda de lutas e mobilizações em todo País. Momentos de resistência democrática contra o golpe em defesa da Petrobras e dos direitos sociais.

Em BH a concentração às 10h, na praça da rodoviária.

          É importante a participação de todos (as) para afastar de vez a tentativa de golpe e a ofensiva conservadora.

Todos à Luta

CTB nossa luta é pra valer!

Na noite de abertura, reunião do 2º Conselho Nacional da CTB aposta na unidade de ação

O 2º Conselho Nacional da CTB começou na noite desta terça-feira, 29, reafirmando a pluralidade de opiniões e a unidade de luta e ação politica como forca motriz da central.
Entre os convidados para a abertura do conselho, destacaram-se diferentes visões partidárias e sindicais sobre a conjuntura atual, ainda que todas elas se unifiquem em um ponto: a defesa da democracia e da legalidade do mandato de Dilma Rousseff e a necessidade de combater a ofensiva conservadora que ganha força no Congresso Nacional e na sociedade como um todo.
Lideranças da CTB realizaram uma primeira rodada de discursos e uma bancada ampla, com representantes de partidos políticos, movimentos sociais, estudantis e centrais sindicais compuseram uma outra mesa,  que encerrou o dia de abertura dos debates. O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, conduziu as falas dos convidados e encaminhou a cerimônia.
Entre os convidados que prestigiaram a abertura do conselho, estavam lideranças das centrais sindicais CUT, Conlutas, UGT e NCST, a representante da União Nacional dos Estudantes, Mariana Dias, lideranças dos partidos PSB e PCdoB, Vicente Selistre e Andre Tocaste, respectivamente, o secretário de formação da Contag, Juraci Moreira Souto, a diretora do Dieese, Zenaide Onório, e a presidente da FUndacentro, Maria Amélia Souza Reis, que representou o ministro do Trabalho e Emprego, Manuel Dias.
Os movimentos sociais foram representados por Socorro Gomes, da Cebrapaz, e Edson França, da Unegro. Ambos reconheceram na gestão da CTB e na política que vem sendo adotada por Adilson Araújo uma aproximação maior da central junto aos movimentos sociais. “Percebo uma presença forte da CTB nas lutas e uma direção que vem acertando na política”, disse França. Socorro Gomes destaca o papel unificador da central. “A CTB tem demonstrado que vem para unificar a luta dos trabalhadores”, afirmou, salientando que unidade e sagacidade é o que a classe trabalhadora precisará “para conduzir o barco nestas tormentas.”
O vice-presidente da FSM, João Batista Lemos, dirigente da CTB, lembrou que a crise vai além das fronteiras brasileiras e que a ofensiva neoliberal e reacionária atinge os países da América Latina e ecoa nas tragédias humanitárias que temos assistido, como no drama dos refugiados políticos. Ele conclamou a todos para o ato anti-imperialista e da frente Brasil Popular que acontecerá no dia 3 de outubro em diversos estados brasileiros em defesa da legalidade, da Petrobras e da democracia.
"Reflexão, sapiência, ação com foco e atitude consequente", diz Araújo
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, fechou a noite destacando que um ano antes, em um encontro da central em Salvador, ficou decidido que 2015 seria o Ano Internacional da CTB. E que isto se consolida agora com a parceria com a FSM e realização no país do primeiro Simpósio Sindical Internacional, que acontece nos dias 1, 2 e 3, em São Paulo.
Araújo afirmou que o conselho acontece em um momento delicado da política nacional e internacional e que ninguém tem a resposta exata ou uma saída fácil para o impasse que vivemos. “A palavra do momento é diálogo. Se não dialogarmos entre nós, esta direita vai nadar de braçada”, disse ele.
Para destacar a importância em assumir estratégias – e menciona a união da ação sindical urbana à rural como uma política muito acertada do movimento sindical recente – o dirigente citou a frase famosa do general e filósofo chinês, Sun Tzu, autor do clássico A arte da Guerra. “A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota”.
Araújo diz que a estratégia tem de ser mudar esta correlação de forças que está desfavorável aos setores progressistas. “O  tempo agora é de reflexão, sapiência e de ação com foco, atitude com consequência. Nada de modismos, sem achar que é popstar”, disse ele. “Temos de protestar,  promover conscientização e mobilização da militância”.
A reunião segue nesta quarta-feira, ao longo de todo o dia, e na quinta-feira será divulgada uma resolução política que norteará a ação da Central no próximo ano.
Natália Rangel - Portal CTB

28 de set. de 2015

Frente Brasil Popular convoca todos em defesa da Petrobras

A Frente Brasil Popular, reunida no último dia 5, em Belo Horizonte, aprovou sua primeira ação para ocorrer no próximo 3 de outubro, data do aniversário de 62 anos da Petrobras. O Dia Nacional de Mobilização será marcado como o dia de lutas, em defesa da estatal, da democracia e por uma nova política econômica para a retomada do crescimento, sem perdas de direitos e com avanços sociais. Para isso, a Frente conclamou a unidade dos movimentos. 

 
Segue abaixo o manifesto:
3 de outubro: Dia Nacional de Mobilização


Em defesa da democracia, de uma nova política econômica e dos direitos do povo brasileiro sobre o petróleo!

No momento político e econômico que o país tem vivido se torna urgente a necessidade do povo ocupar as ruas, avenidas e praças contra o retrocesso, por mais direitos e pelas reformas estruturais.
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Pintaremos as ruas do país de verde, amarelo e vermelho, em comemoração aos 62 anos da Petrobras. 

A soberania do nosso país tem sido ferida, a sanha entreguista ataca a Petrobras com intenção de desvalorizar e sucatear umas das maiores empresas do mundo, sobretudo com a tentativa de aprovar Projeto de Lei 131/2015 que visa diminuir a participação da Petrobras no regime de partilha do petróleo.

O petróleo e o pré-sal pertencem ao povo brasileiro, e são riquezas que devem se transformar em investimentos sociais, beneficiando o povo, tendo em vista aprovação da destinação dos royalties para educação e saúde. Conclamamos a apoiar a mobilização grevista da categoria petroleira, já deflagrada e todas as mobilizações de outras categorias em defesa de seus direitos.

Há uma onda de conservadorismo propagado pelos grandes meios de comunicação, em que alguns defendem o impeachment e até ditadura militar para nosso país. E ainda que a sociedade como um todo não aceite retrocessos na vida política e social, e nos direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados arduamente ao longo de décadas de lutas, será preciso muita mobilização e povo na rua para defender a democracia e o mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff. 

Somos incansáveis na defesa dos direitos do povo brasileiro, por isso clamamos por mudanças profundas na política econômica no Brasil, para que a crise econômica seja enfrentada de forma diferente. Repudiamos o ajuste fiscal que onera a classe trabalhadora, a educação, saúde e retira recursos do PAC, do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. A conta da crise não pode ser jogada nos ombros dos trabalhadores e trabalhadoras.

Queremos outras saídas: que os ricos paguem pela crise! Taxar as grandes fortunas, os dividendos do lucro das grandes, a remessa de lucro para o exterior, combate à sonegação fiscal, fazer a auditoria da dívida pública e a reduzir a taxa de juros, são medidas necessárias para enfrentar a crise do capitalismo que assola o mundo e também a economia brasileira.

Tomaremos a ruas e seremos milhares no dia 3 de outubro de 2015.

Conclamamos que cada movimento, entidade, força política dê sua contribuição para preparar as mobilizações no maior número possível de cidades brasileiras.

Viva a Democracia, Viva a Petrobras e Viva o Povo Brasileiro!!

Pela Comissão Organizadora da Frente Brasil Popular

CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES- CMP
CENTRAL DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL- CTB
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES- CUT
COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS- CONEN
UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES- (UBM)
MARCHA MUNDIAL DE MULHERES- MMM
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURIAS SEM TERRA- MST/Via
UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES- UNE
 
Fonte: Vermelho

22 de set. de 2015

Sindicato dos Jornalistas comemora 70 anos

 

 
 
Em homenagem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na noite desta segunda-feira (21/09) o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) comemorou 70 anos de sua fundação. A CTB-MG esteve presente na solenidade que resgatou a história da entidade sindical que esteve alinhada as lutas democráticas do Estado e do País.

Foi lembrando esse espírito democrático que o presidente do sindicato, Kerison Lopes, discursou para os presentes.  Kerison Lopes enumerando passagens da história do sindicato,  abrigando encontros de resistência à censura, acolhendo movimentos como das Diretas Já e pela liberdade sindical, entre outros. “O momento é de celebrar uma longa tradição democrática do sindicato e de reafirmar a liberdade como princípio”, pontuou o dirigente.
A Reunião Especial de Plenário foi presidida pelo deputado Ricardo Faria (PCdoB) e acompanhada por ex-diretores da entidade, profissionais da imprensa, representantes de veículos de comunicação, autoridades políticas e dirigentes de movimentos sociais e sindicais.

A CTB-MG festeja a história do Sindicato dos Jornalistas na luta dos movimentos sociais. A entidade se destaca na construção de um país democrático, em defesa da liberdade de expressão e, fundamentalmente, na luta pela democratização dos meios de comunicação. Foram homenageados também cinco decanos do jornalismo mineiro, cujas histórias estão intimamente ligadas à história do Sindicato: José Mendonça, Virgílio de Castro Veado, Dídimo Paiva, José Maria Rabêlo e Guy de Almeida.
 

 
Com informações da ALMG. Fotos: ALMG

Especialistas apontam superconcentração da mídia como obstáculo à democracia


A urgência de democratizar a comunicação no Brasil foi tema de debate no Seminário Internacional Mídia e Democracia nas Américas, realizado em São Paulo no último fim de semana. Entre os convidados para tratar do tema da regulação da imprensa estavam autoridades como Edison Lanza, Relator Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Néstor Busso, ex-presidente do Conselho Federal de Comunicação da Argentina e pai da Lei de Meios em seu país, e Javiera Olivares, presidenta do Colégio de Jornalistas do Chile. O governo brasileiro esteve representado pelo secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José da Silva Filho.
Entre mais de uma dezena de exposições sobre a situação atual do debate de regulação em toda a América, sobressaíram dois consensos: primeiro, de que diversidade e pluralidade nos meios de comunicação é uma condição fundamental para a garantir a liberdade de expressão; segundo, de que esses meios encontram-se em um estágio agravado de concentração em muitos países do continente, com tendência de piora.
Aristocracia midiática
Lanza dedicou boa parte de seu tempo para criticar o falso argumento de que regulação é “censura” - uma lema dos grandes empresários do setor. “São os monopólios e oligopólios atentam contra a democracia e a liberdade de expressão, porque roubam do povo a sua pluralidade de vozes”, disse. “É obrigação do Estado garantir o direito à voz comunitária, e isso parte da regulação do sistema de comunicação”. Ele lembrou que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos assume posições contrárias à excessiva concentração de meios por grupos privados, e concluiu: “É fundamental que haja intervenção em um mercado com tendência ao monopólio”.
Apesar de o Brasil apresentar um cenário de particular desalento com relação a este tema, com cinco família controlando quase toda a malha de emissoras, surpreende a constatação de que a situação é ainda pior em países cuja política é dominada por lideranças conservadoras. O jornalista Luis Hernández Navarro, editor do jornal mexicano La Jornada, explicou que o México enfrenta hoje uma concentração de 96% das licenças comerciais de televisão nas mãos de duas empresas, além de 80% das rádios nacionais sob a tutela de três círculos comerciais. Javiera Olivares, do Chile, apresentou números parecidos: 90% de concentração da radiodifusão sob o comando de duas corporações. Edgard Rebouças, pesquisador da Universidade do Quebec, no Canadá, mostrou que dois grupos controlam praticamente sozinhos a imprensa canadense.
Concentração e corrupção
O professor aposentado Venício Lima, da cadeira de Ciência Política e Comunicação da UnB, avaliou que a regulação não trata apenas de uma questão comercial - ela é necessária para que se criem processos contrários à corrupção da opinião pública. “Se a corrupção é a prevalência de interesses privados e ilegítimos sobre interesses públicos, o que a mídia brasileira faz é corromper a opinião pública”, disse. “A própria elite política da América Latina identificou, em uma pesquisa feita há dez anos, que os meios de comunicação são um dos principais obstáculos para a consolidação da democracia no continente. Se houve alguma alteração nesse panorama, é de que a situação se agravou”, sublinhou.
Para a Secretaria de Comunicação da CTB Nacional, Raimunda “Doquinha” Gomes, “é preciso fortalecer a mídia alternativa, para que esta sirva de contraponto à mídia burguesa”. A secretária citou o modelo de participação midiática com divisão igualitária entre governo, empresariado e comunidades, implementado com sucesso na Argentina e no Equador, como modelo a ser perseguido, e declarou: “A grande imprensa brasileira não está interessada nas necessidades da população. Burlam a política, burlam a informação e não permitem que a população tome conhecimento dos fatos. O risco atual de um golpe que ela ensaia não é algo que esta limitado ao Brasil, é na América Latina toda”.
Por Renato Bazan - Portal CTB
Foto: Douglas Mansur